This Outlaw Life

10 Capítulo 9 – All I Ask


Notas iniciais
Aeeeeeeeeeeeee
Faaaaaaala Povo Faberry
Cara, ainda bem que existem as fics
por que senão...
RIP Rachel Barbra Berry. Morreu a garota que achava que era uma em um bilhão e tinha sonhos maiores do que Finnapto =(
Citações
Legolas = Elfo do livro Senhor do Anéis
LittleBIGPlanet = Videogame que consiste em mover peças do cenário por um boneco chamado Sackboy. Não tem um objetivo muito claro, mas se vc recolher os objetos de forma aleatória é bem capaz de ter de recomeçar o jogo.

Um beijo. Foi o único gesto necessário para fazer Quinn perder a cabeça. Assim que seus lábios mais uma vez colidiram com os de Rachel, o resto de seu juízo partiu sem olhar para trás. Quando menos esperou, já estava com as pernas longas da morena enroladas em sua cintura e guiando-a para a grama, que na hora do sufoco, parecia mais confortável do que o capô do carro.

Quando seus lábios se encontraram, a loira sentiu um ardor por todo o corpo, correndo por dentro de suas veias e artérias. Era como se ela estivesse literalmente pegando fogo. Ela abriu a boca um pouco e puxou a judia, deixando-a tomar o controle do beijo. Quando ela empurrou sua língua por entre os lábios entreabertos de Rachel e abriu a boca para aceitá-la, ela gemeu, enrolado a mão no cabelo de Rachel e puxou-a ainda mais perto.

A judia gemeu quando a língua de Quinn entrou em sua boca e ela sabia que ninguém poderia ou jamais fazê-la se sentir assim. Ela adorava o gosto de Quinn Fabray e queria mais. Quando a loira puxou-a para mais perto, a morena sentiu um desejo claro branco quente através de seu corpo.

A ex-cheerio subiu as mãos na parte exposta das coxas da cantora, apertando a pele bronzeada, traçando um rastro de eletricidade por onde passava, e arrepiando a coluna da diva.

A boca da loira descia, seguindo a linha do maxilar, deixando um rastro quente e pecaminoso pelo caminho. As mãos pequenas da judia apertavam sua cintura, brincando com a barra da camiseta, como se estivesse decidindo se deveria entrar ou continuar provocando. De alguma forma, aquilo tudo lembrava quando tinham 17 anos e que bastava um toque para sair faísca e tocar fogo no que estivesse em volta. E a coisa teria começado a esquentar se não fosse pelo IPhone de Rachel tocando “My Man” bem alto e vibrando no bolso da jaqueta da morena.

– Não vai me deixar atender? – A frase saiu ofegante, já que a ex-cheerio agora se ocupava em mordiscar a emenda do pescoço com o ombro. Era o ponto fraco da cantora.

– Não. – Prendeu os braços de Rachel pelos pulsos, com a boca trabalhando avidamente num chupão. Quinn sempre foi territorialista e isso não havia mudado com o tempo.

– Gostei desse plano. – Suspirou a morena, jogando a cabeça para trás quando a língua de loira provou a pele de seu colo. “Ainda tinha o mesmo gosto salgado e delicioso” pensou, sentindo o corpo embaixo de si contorcer ao seu toque.

– A intenção é essa. – Ergueu os olhos por um segundo, fitando as piscinas chocolate dos olhos da diva ficarem escuras de desejo.

Foi aí que o celular da loira começou a tocar, causando uma sinfonia disforme e misturada que tornava impossível se concentrar. Ela rolou para a grama e correu os dedos pelo cabelo, frustrada por terem sido interrompidas. A morena levou a mão ao peito, para acalmar o coração que batia furioso.

– Merda! – Reclamaram ao mesmo tempo.

Quinn praguejou mentalmente ao ver a foto de Santana na tela. Ia trocar o nome na lista de contatos para “Empata-foda Lopez”, que maldito timming. Apertou o botão verde com a careta mais azeda que conseguiu fazer.

– Acho bom ser algo muito importante. Como um homicídio ou coisa o tipo. – Sua voz tinha um tom ameaçador.

– Ow, que peninha! Interrompi sua pegação com o hobbit, não é Legolas?! – Quinn sentiu o sangue ferver. O sarcasmo da amiga a tirava do sério em algumas horas. – Agora entendi porque me pediu pra deixar sua moto na entrada dos Berry.

– Haha. Estou morrendo de rir. – Rebateu com ironia. – A que devo a honra da sua ligação.

– Só quero avisar que vi alguém esperando na porta da anã. – Santana tinha um tom divertido. – Deve ser a concorrência, porque quando os Srs. Berry chegaram, um cara entrou e ele o trataram como se fosse da família.

A loira revirou os olhos. Pra variar, a latina queria ver o circo pegar fogo, mas algo lhe dizia que a ligação tinha muito mais por trás do que o simples aviso de que o semi-ex-noivo da morena estava na cidade. Isso era algo que aconteceria cedo ou tarde.

– Só isso? – Indagou sorrateira.

– Não... – A policial soltou um suspiro. –Toma cuidado quando voltar pra casa. Tinha um Ford Expedition preto de olho na sua moto. Não consegui ver quem estava dentro porque foram embora assim que estacionei o guincho. Pode ser só paranóia de policial, mas vale a pena ter um pouco de atenção.

– Valeu pelo aviso, San. – Franziu o cenho, tentando pensar em quem teria um Expedition e porque estavam vigiando sua moto. Dentre as várias opções que apareceram em seus devaneios, apenas um se destacava. Russel. Afinal, ele mandara Judy para intimidá-la mais cedo, seria uma questão de tempo até que tomasse alguma providência, e pelo visto, já previa a resposta da filha.

– Disponha Q. Sua moto está no estacionamento da delegacia. Me ligue quando estiver indo pra casa.

– Tudo bem. – A delegacia ficava algumas ruas da casa dos Berry, não seria nenhum problema andar um pouco.

Quando desligou, Rachel ainda estava com o celular na orelha. Ela massageava as têmporas e demonstrava estar estressada com algo. Espalmou as mãos na grama e ficou observando as reações da morena. Pode ser coisa de boba apaixonada, mas achava adorável as expressões que fazia enquanto discutia com quem quer que fosse do outro lado da linha.

– Sim, estou com o carro do papai... Não, não estou em Lima... Nem pensem nisso... Manda ele pra um hotel sei lá, ou pra casa do Kurt... Não, no quarto de Hospedes não... No meu quarto muito menos né, pai... Tchau. – A cantora largou o telefone no chão, sem se importar aonde tinha caído. – Droga.

– Problemas em casa? – Levantou a sobrancelha, quando a judia bufou em derrota.

A morena apenas se virou, jogando-se pesadamente contra o da loira. Quinn acabou deitando, com o braço envolveu a cintura, a cabeça apoiada contra seu peito, e os cabelos escuros fazendo cócegas na pele exposta do pescoço. Por instinto, a mão direita empurrou-a mais para perto. Quinn tinha que admitir para si mesma que sentia falta daquele corpo pequeno e esguio agarrado contra o seu.

– Visitante inesperado. – Rachel ronronou, apertando-se na ex-cheerio, como se ela fosse escapar.

– Por acaso seria algum diretor de NY que quase te pediu em casamento? – Perguntou furtiva, enquanto seus dedos traçavam linhas disformes nas costas miúdas da diva.

– Como adivinhou? – Os olhos chocolate estavam incrédulos com a descoberta, e fitavam o queixo alvo, esperando encontrar as orbes esverdeadas.

– Santana falou que tinha visto alguém entrar na casa junto com seus pais. – Respondeu Quinn, sem se mover de onde estava, evitando pensar muito sobre a visita.

– E você não está preocupada? – A morena indagou curiosa.

– Eu não quero falar sobre isso. – Apoiou o braço livre na testa, esperando que a frase fosse o bastante para esquecerem o assunto.

– Quinn, por favor... — Sua mão saiu da cintura da loira, e empurrou devagar o maxilar bem desenhado, deixando um rastro de quente por onde tocava e fazendo-a encará-la nos olhos. – Não se feche pra mim.

Soltou todo o ar que tinha nos pulmões. Ela nem ligava se suposto semi-ex-noivo veio atrás da sua cantora, isso já era algo que estava prevendo desde o dia anterior quando ouvira sobre a fuga de Rachel. Afinal, que diretor podre ele seria ao ver a estrela da sua peça fugir e ficar de braços cruzados, esperando a boa vontade da mulher em retornar quando bem entendesse. O que a estava perturbando era sua própria consciência que insistia em se culpar por ter cedido aos encantos da judia.

– O que você quer eu diga? – Falou em um tom indiferente, enquanto olhava para o céu escuro. – Eu não sou muito boa nessa coisa de conversar sobre sentimentos.

Quinn suspirou quando sentiu o polegar acariciou seu rosto, enquanto a morena a olhava com adoração, buscando um sinal de abertura nos muros erguidos. Um rubor repentino pintou as bochechas alvas da loira, sentindo sua alma ser tocada com intensidade impar, algo que apenas Rachel Berry conseguia fazer.

– Eu sei que só tem dois dias que voltei, que alguma hora vou ter que ir pra New York, que sou egoísta, irritante, convencida, quebrei seu coração e que demoro pra enxergar o que está bem na minha cara. – Um pequeno sorriso apareceu no canto dos lábios carnudos, rindo com a própria abstração. – Mas dificilmente desisto de algo que quero. E eu quero você. Tudo o que peço é uma chance.

A boca de diva ficou entreaberta esperando uma resposta. Era complicado decifrar a expressão enigmática no rosto da ex-cheerio. Claro, uma parte de sua mente dizia “vai com tudo, sem dó, nem piedade” enquanto a outra gritava “Você está ficando maluca? Essa mulher quebrou seu coração.

Antes que o embate continuasse, Quinn fechou a lacuna entre as duas e capturou os lábios macios da cantora nos seus de forma quente e passional. Seu coração estava disparado a quilômetros por horas, a língua mergulhava na outra, entrelaçando-se, quase como se provocasse um jogo entre elas. Tem certas horas que é melhor deixar de lado o cérebro e seguir seus instintos.

– O que foi isso? – A morena sussurrou quando buscaram por ar.

– Uma porta aberta. — Rebateu, erguendo o corpo da grama, e se preparando para ficar em pé. – Estou disposta a dar essa chance, mas... — Viu a melancolia na face consternada da atriz com aquele maldito “mas”. — Seria bom ver o que vai acontecer enquanto você estiver por aqui. — “Só espero que meu cérebro e meu coração parem de discutir nesse meio tempo” refletiu, ao estender a mão para ajudar Rachel a se levantar.

Ela balançou a cabeça e aceitou. A sensação protetora dos braços da morena foi a última coisa que experimenta antes de caminharem para o carro. Esse era o problema com Quinn Fabray, como sempre, parece que ela dá um passo pra frente e dois para trás.

A estrada para Lima estava tranqüila. Pelo adiantar da hora, quase não havia carros por perto, o que era bom para as duas, já que dava tempo para pensarem em toda aquela situação. O que mais assustava Quinn nem era o fato de uma decepção propriamente dita, porque Rachel deixara bem claro que ela tinha intenção nenhuma de se afastar ou desistir, conhecendo-a bem, tentaria com mais e mais vontade no dia seguinte, no próximo, e quanto tempo fosse necessário para que a loira cedesse.

O mais preocupante era à distância. A ex-cheerio estava no mundo real a tempo demais para saber que nem sempre só amor basta, pode ser muito bonito nos inúmeros livros que lera, mas a realidade era muito mais cruel e apavorante. Se fosse dois ou três anos antes, com certeza teria ido com tudo, sem nem pensar duas vezes, porém, nessas horas, o instinto de preservação os Fabray falava mais alto, e preferia ficar em compasso de espera.

Talvez fosse por causa do silencio constrangedor entre elas ou porque tocava uma daquelas músicas altamente irritantes de alguma peça da Broadway, ou pelo olhar amargurado que a morena tinha enquanto dirigia, Quinn achou que era bom alguém falar algo antes que fizesse besteira, como... sei lá... Agarrar Rachel com o carro em movimento, ou qualquer coisa assim.

– Meu namoro com o Connor é falso. – Disse, quase emendando uma palavra na outra.

– Como é? – O carro zigzagueou na pista, catando uma moita na beira da estrada com um dos pneus, mas retornando antes de causar um acidente grave.

– Se a gente planeja ter alguma coisa, é melhor sendo honestas uma com a outra. – Explicou a loira, vendo a boca entreaberta e os olhos semicerrados, numa expressão que dizia “de onde veio isso?”. — É tudo uma farsa. Eu estava solitária e ele estava lá, como sempre, a gente se beijou sem querer, alguém viu e espalhou a notícia. – Seu rosto foi ficando vermelho, mas tinha que terminar de contar a história. – E Santana e ele acharam melhor não desmentir, porque pelo menos me dava uma chance de sustentar a presidência do clube e minha mãe e Russel iriam parar de me encher o saco.

Ela virou a cabeça, e encarou a paisagem correndo veloz pela janela. Sem querer, acabou repetindo os mesmos atos da época do High School, quando namorava o quarterback para manter as aparências e negar o que sentia por

– Quer dizer que vocês estão enganando todo mundo. – A morena deu uma risada. “Quinn é melhor atriz do que eu”, pensou ao mudar a marcha.

– Todo mundo não. Brittany sabe. – Porque não dá pra esconder nada dela, é um dom que a dançarina tem de enxergar mais do que está diante dos olhos

– Essa é a história mais ridícula que já ouvi. – A motorista ria compulsivamente, enquanto a loira tentava esconder o rosto com a mão. Nem era tão ridículo assim, tem fatos piores. Apesar de ter uma resposta pronta para Rachel, Quinn deixou-a morrer na garganta. A revelação ao menos serviu para quebrar o gelo e tornar o retorno mais ameno.

Em tempo estacionaram na entrada dos Berry. As luzes da sala estavam acesas, e podia ver a silhuetas de Hiram e Leroy e mais um alguém que devia ser o tal do diretor. Pareciam estar jantando ou algo assim, pois conseguia ver a sombra de travessas de comida, uma garrafa, que se fosse adivinhar, era de vinho, e taças.

– Onde está a sua moto? – Rachel perguntou quando desligou o motor da SUV e reparando que Dyna Wide Glide não estava por perto.

– Santana levou pra delegacia. – Deu de ombros. – Fica algumas ruas daqui, nada que não dê pra ir andando.

– Posso te dar uma carona. Não seria nenhum incômodo. – A morena ofereceu em prontidão.

Estava na cara que queria evitar o encontro com o futuro-ex. Rachel era péssima em dispensar alguém, a única vez em que fizera isso fora com Quinn e o resultado não foi lá muito bom, e ela também não estava em seu juízo perfeito naquela semana. Além disso, temos um fator muito importante e que deve ser lembrado, ele é, praticamente, o dono da peça onde ela trabalha. O emprego da morena na Broadway estava por um fio.

A ex-cheerio apenas continuou a olhar para ela com se divertindo com a cena. Era engraçado ver tanto nervosismo em alguém que costuma ser tão decidida e obstinada, ficava ainda mais bonita, mordendo o canto do polegar, e franzindo a testa, escolhendo o que deveria fazer.

A diva descobriu que gostava da maneira curiosa na qual a loira a observava enquanto tentava descobrir a melhor maneira de dar o pé na bunda sem parecer que era uma ordem de despejo.

– Rae... – Os dedos da loira apanharam os da morena, de uma maneira carinhosa, querendo passar segurança a judia. – Uma hora, você vai ter que falar com ele. Você deve uma satisfação, nem que seja pra dizer que ele é um bosta.

– Eu sei. — Apertou os olhos com força. – Mas eu não estou pronta pra fazer isso. E ele vai querer dormir aí hoje, porque eu sei que pai e papai não vão ter coragem de jogar o pobre coitado do Oliver na rua, mesmo ele tendo dinheiro pra comprar o melhor hotel de Lima...

Foi nessa hora que uma idéia passou pela cabeça de Quinn. E não era nenhum pouco pura, e cheia de segundas intenções.

– Quer abandonar o carro aqui e ir pra minha casa? – Interrompeu, mordendo o lábio inferior ao terminar de falar.

– Quinn Fabray! – Os olhos da cantora dobraram de tamanho ao ouvir a proposta. – Achei que você quisesse ir mais devagar.

– Ei, não é como se eu estivesse te fazendo uma proposta indecente. – A loira passava a ponta dos dedos no queixo, como se estivesse refletindo sobre uma questão muito importante e filosófica. – Só te convidei pra ir lá pra casa, pra ganhar mais tempo. Você que disse que “não estava pronta”.

Os olhos verdes da ex-cheerio assistiam a postura da judia mudar quando silêncio se instaurou novamente. Ela contraia os lábios e batia os dedos no volante, como se estivesse se decidindo em fazer algo, ponderando os prós e os contras antes de tomar uma atitude.

– Vamos. – Rachel determinou, soltando-se do cinto de segurança.

As duas correram o mais rápido possível. Quinn podia jurar que viu Hiram saindo da casa quando viraram a esquina... Apesar que estava escuro e podia também ser Leroy, de qualquer forma, não iria voltar para conferir qual dos dois tinha encontrado o Cadillac abandonado.

Como a loira havia dito, a delegacia era perto da casa dos Berry e teriam demorado menos se a morena não parasse tanto para a reclamar que seus sapatos não foram feitos para correr. A loira estava quase se oferecendo para carregá-la nas costas se isso fosse fazê-la se calar. Deu graças a deus que dessa vez a judia estava cansada o suficiente para reclamar do excesso de velocidade que imprimiu na pilotagem. “É uma boa tática”, pensou segurando o riso.


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– Bom, é aqui. – Quinn determinou, estacionando a Harley na frente da garagem. A casa era em um bairro nobre, térrea, com um jardim bem cuidado e pintada de azul claro. De certa forma, dava para adivinhar que loira morava ali, já que aquela era sua cor favorita. Foram até a entrada e ex-cheerio gelou quando as duas passaram a soleira. Garrafas de cerveja para todos os lados, a caixa da lasanha do almoço permanecia em cima da mesa da cozinha, e a pia cheia de louça para ser lavada. Estava consciente da bagunça, entretanto, se imaginasse que a morena terminaria a noite na sua casa, teria colocado o inútil do Connor pra limpar.

– Estamos sem empregada por enquanto. – Coçou a nuca, desconcertada pela careta de nojo que Rachel fez ao ver as garrafas espalhadas.

– É por causa disso que eu nunca quis dar uns amassos no seu quarto. – A morena se sentou no primeiro lugar limpo que encontrou, que por acaso era em uma das cadeiras de couro da sala, e tirou os sapatos. – Você tem cara de bagunceira.

– Você está com sorte. – Deu de ombros, sentando-se na poltrona do lado. – Quando o Puck veio morar aqui, depois que a Shelby botou ele pra fora, demorava um bom tempo até conseguirmos ver o piso.

A boca de Rachel se entreabriu, formando um “O” ao ouvir a informação. Primeiro, que não sabia que a Shelby, a mulher que era uma mãe pra ela, teve um caso com Puck e segundo, que o grau de bagunça ali devia chegar a níveis alarmantes. Tudo o que Quinn pode fazer foi rir.

– Amanhã você me conta essa história, com detalhes. – A judia ficou de pé, soltando os calcanhares dos sapatos. – Tudo o que quero é tomar um banho e dormir.

– Meu quarto é no final do corredor. – Explicou indo na direção da cozinha. – O único chuveiro que funciona na casa é o do meu banheiro, pode usar se quiser. – Pegou uma cerveja na geladeira e abriu a tampa.

A morena acenou e sumiu no corredor.

Quinn apoiou a cerveja em cima do balcão e esfregou o rosto. Apenas a imagem da diva, nua, usando seu chuveiro era o suficiente para causar um calor perto da virilha. “Se controla Fabray. Foi você quem pediu pra diminuir o ritmo.”, refletiu, apanhando o PSP largado na mesa de centro. Iria fazer uma hora e esperar que seus pensamentos na visão do paraíso, segundo sua definição, esfriassem um pouco.

Acabou desistindo de jogar, pois tinha que recomeçar quase toda hora empurrava o objeto errado em LittleBigPlanet . “Era um jogo idiota mesmo”, deixou o videogame num canto qualquer e foi para o quarto.

Apertou as pálpebras com força ao ouvir o barulho dentro do closet. Tinha que se concentrar nas pequenas atividades, trocar de roupa, tirar as lentes de contato, colocar os óculos... Nada que pudesse levá-la de volta a personificação da Venus completamente despida em seu armário. Agora ela sabia como Puck se sentia na época da escola.

Pegou o que a primeira coisa que lhe apareceu na vista – uma camiseta vermelha e uma calça de pijama que estava do avesso, provavelmente da tentativa frustrada de se vestir na noite anterior. Tentava se distrair rabiscando alguns desenhos toscos nas últimas folhas de seu fichário. Tudo bem, ela podia ter ido dormir depois de guardar as lentes de contato, porém Rachel demorava tanto que ficara curiosa para ver o que tinha escolhido (por mais que sua consciência falasse que ia se excitada se o fizesse).

A espera valeu à pena. Com os cabelos ainda molhados, a morena deslizava, trajando a camisa xadrez de branco e preto, que era dois números maiores para disfarçar o colete a prova de balas, as pernas delgadas e firmes amostra, as sombras os mamilos rijos e dos seios redondos e salientes sobre o tecido fizeram Quinn soltar um gemido silencioso e apelar para a história do carteiro, porque no final das contas, a realidade saíra melhor do que sua imaginação.

– Nada de mão boba. – Decretou a judia entrando de baixo do edredom, com um sorriso vitorioso no rosto.

– Ok. – Foi tudo o que a loira conseguiu falar. “Eu e essa minha maldita boca” refletiu, mordendo o lábio inferior.

Notas finais
E então?
Como disse, A Quinn dá um passo pra frente e dois pra trás
é até frustrante hehehe
E agora? Quem era naquele ford preto?
Façam suas apostas
Quem quer me matar?
pode falar na review
No Próximo cap: Faberrittana e as loucuras de Rachel Berry para evitar o semi-ex