This Outlaw Life
11 Capítulo 10 – They’re looking like Simba and Nala
Notas iniciais
Quando decido que vou largar Glee
vem Lea Michele e solta spoilers pra me fazer voltar
aiai
Demorei porque fui viajar a trabalho agora de noite e meu noteboo resolveu que não queria mais funcionar. Sorte que sempre guardo tudo no email, mas tive que esperar chegar no hotel pra poder postar.
Quero dar um abraço especial na Nat_Sant que sempre deixa reviews e fez a terceira recomendação da fic e me deixou de sorriso de orelha a orelha de tanta alegria. bjo procê =*
Quando Santana se candidatou ao cargo de chefe de polícia achava que iria passar o dia inteiro atrás de uma mesa, comendo rosquinhas e mandando viaturas para apartar brigas domésticas, enquanto andava por aí com um distintivo brilhante e um uniforme preto imponente, a última coisa que ela esperava era ter que ajudar os Titans a manter seus negócios na linha. Também, quem mandou Quinn assumir o lugar do pai e fazer da sua vida uma zona? Parecia até que tinham voltado pros tempos de escola quando a latina usava suas “habilidades criminosas” pra tirá-la de encrencas.
E agora, depois de ficar a noite inteira em claro, atrás de pistas que levassem ao Expedition preto que vigiava a amiga, estava em pé, no quarto de Quinn, vendo-a dormir, com o braço possessivamente abaixo da linha dos seios de Rachel, enquanto a morena, apoiava a testa no esterno da loira, como se ali fosse seu lugar de direito. "Eu preocupada com essa vaca, e ela aqui, de fuleiragem com a anã." Pensou, apertando os lábios um contra o outro e imaginando se por acaso foram dormir desse jeito ou se instintivamente ficaram assim durante a noite.
– Elas são tão fofinhas, San. — Exclamou Brittany, ao lado da latina. A dançarina tinha insistido, e feito Santana trazê-la junto, pois queria agradecer a Quinn por resolver os problemas com os garotos do Vocal Adrenaline. — Nós somos mais gostosas, mas elas são fofinhas. Parecem Simba e Nala.
– Como?! — A policial enrugou a testa, querendo saber de onde veio a comparação com os personagens do filme "O Rei Leão".
– É, a Quinn está igual ao Simba — Apontou para a loira adormecida, com os cabelos dourados indo para todas as direções. — E pelo o que você me contou, a Rachel é a leoa da Quinn, significa que ela é a Nala.
Santana correu a ponta dos dedos pelo queixo, analisando a lógica do pensamento. Dando uma segunda olhada, fazia sentido. Rachel era a única que conseguia convencer Quinn a entrar nos seus planos estapafúrdios, e no reino animal, é a leoa quem manda no leão. Essa era uma das coisas maravilhosas em Brittany, tinha uma sua visão de mundo tão diferente que tornava impossível para a latina não se apaixonar.
– Eu vou acordar o par de leoas aí, antes que comecem a se acasalar na nossa frente. — Comentou, quando a morena escorregou uma das mãos por dentro da camisa da ex-cheerio, causando um gemido involuntário na outra.
A dançarina acentiu sorrindo. As técnicas que Santana Lopez usava eram infalíveis para fazer até os seres de sono mais pesado levantar. A latina andou em direção a beirada da cama, com o dedo indicador na boca, tomando cuidado para que o dígito acumulasse a maior quantidade de saliva possível. Se aproximou, sem fazer o menor barulho, e enfiou a ponta úmida com vontade no ouvido de Rachel.
A cantora levantou de sobressalto, virando-se de uma vez, como se tivesse tomado um choque ou coisa assim, afastando-se de Quinn, e quase caindo da cama, senão fosse impedida pelo corpo da policial, que ria compulsivamente, junto com Brittany.
– Nossa Camarão, precisa ver sua cara agora. — Santana gargalhava, com a mão no meio do peito, buscando ar. — Parecia que um dos seus pais tinha acabado de te pegar se agarrando em alguma garota.
– Santana! — Exclamou, apertando os olhos com raiva. Essas palhaçadas sem graça que a latina fazia a tiravam do sério, ainda mais quando a sua loira dormia com o braço enrolado em sua barriga, tomando-a como propriedade, e mantendo-a junto a si. — Você não tem nada melhor pra fazer com esse dedo ao invés de atrapalhar os outros a dormir?
– Até tenho anã, mas se o fizesse, você ia acabar deixando a loira aguada aí do seu lado. — Falou de forma convencida, analisando as próprias unhas.
– Acho que não San, você é mais habilidosa com a boca. – A dançarina comentou com uma voz tranqüila. "Aí meu deus, informação demais", a diva disse a si mesma, escondendo os olhos atrás da palma da mão. A última coisa que precisava saber eram detalhes picantes sobre a vida sexual da chefe de polícia de Lima.
– Enfim... — Santana recomeçou, com um rubor tomando conta das bochechas morenas, antes que a namorada contasse mais alguma informação íntima das duas. — Eu, Britt e Q sempre tomamos café da manhã juntas. Como você é... — Ela parou, enquanto procurava alguma definição para o rolo entre Rachel e Quinn. — Sei lá, agregada dela, o convite está sendo estendido. Basta dar um jeito de levantar o Grinch aí do seu lado, porque a Quinn é um saco de mal humor de manhã cedo.
– Tudo bem. — A cantora suspirou, o refletir sobre formas para despertar a ex-cheerio. — Mas vocês tem que sair daqui.
– Vai usar métodos ultra-secretos né? — A dançarina perguntou, muito animada. — Eu faço a mesma coisa quando a San está ranzinza.
– Ok, Britt. -A latina enlaçou os dedos no da namorada e puxou-a em direção a porta, antes que a loira ingênua soltasse mais algum fato da intimidade das duas. — Vamos, e deixe a Hobbit fazer o serviço sujo dela.
– Está bom. — Respondeu, acompanhando Santana.
A judia abriu um sorriso. Foi bom ver que Santana finalmente encontrara alguém que a compreendia. Geralmente, nos tempos de McKinley, ela era uma tremenda vaca com todo mundo, ninguém podia controla-la, e depois que fora escolhida como chefe das Cheerios se tornara uma força da natureza.
Abaixou a cabeça, agora focando-se na sua missão. “E que tarefa árdua”, pensou fitando-a. Sem sombra de dúvidas era a coisa mais linda que já vira na vida. As bochechas alvas e redondas, o nariz pequeno e bem definido, a boca rosada e chamativa e os cabelos loiros caídos sobre o rosto, lhe davam a impressão de estar ao lado de um verdadeiro anjo, por mais brega que soe. Talvez seja tolice de um coração apaixonado, que faz esse tipo de comparação clichê fazer sentido, mas poderia se acostumar com isso muito bem.
– Vem, deita de novo que está ficando frio. – A mão de Quinn envolveu seu pulso, fazendo com que Rachel se abaixasse e deitando-se de costas para a loira.
– Estava acordada esse tempo todo? – A morena riu, sentindo o braço voltar para sua cintura e apertá-la com força, enquanto o calor que saia das narinas da outra fazia cócegas em seu pescoço.
– Desde que elas começaram a falar sobre O Rei Leão. – Afastou os cabelos escuros e deu um beijo demorado na nuca da cantora, que provocou um arrepio na espinha. – E realmente quero esquecer a parte mais indiscreta desse assunto e aproveitar os poucos minutos que temos antes da Santana voltar e nos botar pra fora da cama a vassouradas.
– O que houve com o “vamos mais devagar” da noite passada? – Os dedos bronzeados entraram no emaranhado louro, lentamente massageando o local.
– Foi embora quando você disse “estou com frio”, alguns minutos antes da Santana entrar aqui, e começou a esfregar essa perna gostosa em mim. – O toque delicado da mão alva se arrastava pela barriga da cantora, arrancando um gemido com os movimentos circulares que fazia. As borboletas no estômago de Rachel voavam eriçadas para todos os lados.
Para variar, o maldito universo mais uma vez conspirou para interrompê-las. Como Quinn previra, uma Santana completamente furiosa entrou, puxando cobertas e empurrando a loira para o banheiro e a morena para o closet, por medo delas querem tomar banho juntas e demorarem ainda mais. E depois, fez Rachel esperar do lado de fora enquanto a dona da casa se vestia. Meia hora depois de toda a confusão estavam dentro da viatura da chefe de polícia, finalmente indo tomar o café da manhã.
– Não precisava dessa violência toda, Santana. – Reclamou a diva, quando estacionavam em vaga privativa da polícia, na frente de um prédio vermelho, a algumas quadras da casa dos Berry e da delegacia.
– É mesmo San. – Concordou Brittany, sentada na parte de trás do veículo porque a namorada queria evitar que Rachel e Quinn começassem a se pegar no banco dos passageiros. – Era só um velhinho e um carro antigo dele. – Se referiu ao senhor que fora ameaçado pela latina se não saísse do caminho.
– Aquele velho pediu por isso. – A motorista puxou o freio de mão e desceu do automóvel. – Tenho vontade de botar ele em cana desde o Junior Year.
– O Sr. Jenkins é um tarado que dá em cima de toda e qualquer cheerleader nessa cidade. – Quinn contou, recebendo um aceno de Santana. – Parece uma tara ou algo assim.
– Onde estamos? – A cantora perguntou, mudando de assunto. A conversar sobre um velho indecente estava no último lugar da sua lista de tópicos para conversas.
– As melhores panquecas de Lima. – Santana disse, sentindo a boca se encher de água.
– Acho que é o melhor waffle de Lima. – Rebateu Brittany, ficando de mãos dadas com a namorada.
– Nada, o bacon é melhor do que as panquecas e os waffles juntos. – Quinn falou, já sentindo o gosto maravilhoso da carne de porco na boca.
Rachel fez uma careta de nojo imaginando o tanto de carne, ovos, leite, queijo e etc que eram usados nestes lugares, praticamente um açougue/centro de abusos de animais indefesos para nutrir humanos assassinos que não se importavam nenhum pouco com o sofrimento para manter seus hábitos nojentos.
– Não se preocupe, deve ter algo vegetariano no cardápio. – Quinn a apertou num abraço, e a imagem dos pobres animais sendo massacrados foi embora, dando lugar a outras bastante impuras e que envolviam a loira que a segurava.
– É, sempre vejo seus pais tomando café aí. – Santana deu de ombros.
– Espera, meus pais vem aqui? – Os olhos chocolate se arregalaram no mesmo instante.
Pânico. E se estivessem lá dentro? Pior, se Oliver estiver acompanhando-os, porque é claro que eles não iriam deixar o diretor ficar em casa sozinho, ainda mais depois do bolo que a atriz tinha dado. Leroy e Hiram deviam estar fazendo de tudo para que o visitante ficasse confortável.
– Rachel, Rachel, RACHEL! – A ex-cheerio a chacoalhava pelos ombros, enquanto seu rosto saía do estado de mortificação.
– Eu não posso entrar aí. Não posso. – Sua voz saiu em um tom decidido. – Como eu ia explicar que a fuga de ontem? Como vou encarar pai e papai depois do que fiz? Sem tirar que seria extremamente desconfortável ter que enfrentá-los com o Oliver do lado deles...
– Meu deus, quantas palavras com “E”, Berry. – Santana interrompeu a divagação antes que virasse um monólogo. – Nem sabia que tinham tantas
– Calma Rach. – Quinn a abraçou com mais força. – Essa hora Hiram está no escritório e Leroy deve estar no hospital. Não há nada pra se preocupar.
– Quinn está certa. – Brittany afagou as costas da diva. – Nós vamos entrar, tomar o café da manhã e ir embora. Seus pais nem vão aparecer. Você está surtando à toa.
– Escute a Britt, anã. Ela é um gênio. – A latina cruzou os braços, entediada. – Vamos logo que estou morrendo de fome.
Deixado o medo para trás, a cantora acompanhou o trio para dentro do restaurante, se controlando para se manter forte enquanto durasse a refeição. Ela olhava constantemente por sobre o ombro, procurando por qualquer sinal para fugir desesperada dali. Sua ansiedade só diminuiu quando se sentaram no final do corredor, próximo aos banheiros. Era um lugar bem escondido, e que dava para ver quem entrava ou saía do local.
– Se sentindo melhor, Camarão? – Santana resmungou pegando o cardápio preso atrás da pequena máquina de jukebox no final da mesa e entregando para a judia.
– Não teve graça a primeira vez e continua do mesmo jeito. – Quinn rebateu, escorregando em um dos bancos.
Era um lugar calmo, com o chão de cerâmica preta e branca, um grande balcão que circundava a área da cozinha e várias mesas, imitando uma lanchonete típica dos anos cinqüenta.
– A anã agora tem uma defensora. – A latina provocou.
– Não seja malvada, San. – Interrompeu a dançarina, antes que virasse uma guerra de insultos e provocações das duas.
– Deixem-me adivinhar. – A garçonete chegou do nada, como se tivesse materializado ali, ao lado da mesa. Era ruiva, com os cabelos presos num rabo de cavalo alto, olhos verdes e algumas sardas bem claras perto do nariz. – Uma porção jumbo de panquecas com xarope de milho para a chefe Lopez, um prato de Waffles com morangos e calda de chocolate para Brittany, um Red Hawks Special com mais bacon que ovos para Quinn, duas xícaras de café e um suco de laranja? — Ela batia a caneta contra o bloco de anotações.
– A boa memória de sempre, hein, Liz. – Quinn comentou, sendo agradável com a garota.
– Eu sempre me lembro dos bons clientes, Quinn. – Liz abriu um sorriso tão sedutor, que fez o sangue Rachel ferver. Se essa ruiva sem vergonha continuasse jogando charme pra sua loira, ela ia ver quem é Rachel Barbra Berry. – E quem é essa?
“Essa? Essa? Quem essa garçonete mequetrefe pensa que é pra chamar uma diva da Broadway de “essa” com tanto desdém?” pensou a cantora. A porcaria de uma Lima Loser vem tratá-la como uma qualquer? Que abuso!
– Essa é Rachel Berry. Talvez você já tenha ouvido falar dela, foi indicada ao Tony na última sexta-feira. – A ex-Cheerio disse com uma voz tranqüila. – Ela está comigo. – Deu um beijo na bochecha da morena, passando um recado bem sutil para a mulher sobre seus limites.
A atriz riu, enquanto sentia o rosto esquentar. Sim, isso era Quinn marcando território, agora a comparação de Brittany fazia sentido em sua cabeça.
– Traz um hambúrguer vegano e um suco de laranja pra anã. — Santana pediu — Antes que eu tenha uma crise de diabetes.
– Ok. Não me demoro. – Liz saiu, com uma careta azeda. Em sua cabeça, ela concordava com a policial.
Rachel olhava para a tal garçonete, como se quisesse abrir buracos bem fundos nas ancas dela, para ver se ela parava de ser tão oferecida.
– Eu também não gosto dela. – Comentou Brittany, notando o olhar assassino no rosto da morena. – Ela fica dando em cima da San quando a Quinn está ocupada com os Titans ou com a escola.
A cantora apertou a mão da dançarina, como uma forma de apoio.
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Quando os pratos chegaram Rachel entendeu o motivo do trio sempre tomar o café da manhã ali. A comida era realmente deliciosa. O hambúrguer vegano era macio e suculento, o suco de laranja feito na hora, as panquecas tão quentes que fazia o xarope de milho escorrer, o waffle tão cremoso que se perdia na imensidão da calda de chocolate, e o bacon crocante que fazia barulho e causava uma explosão de sabor na boca.
O resto da refeição fora tranqüila. Quinn e Santana ficaram a maior parte do tempo se cutucando, pois era assim que se comportavam quando não havia nenhum assunto incomodando-as. Além disso, não seriam as melhores amigas sem que rolasse esse tipo de coisa.
Enquanto isso, a diva e Brittany conversavam animadamente sobre as melhores cenas de dança em filmes. Claro que a morena citava os clássicos, como “Singin in The Rain”, “Chicago” ou “West Side Story”, já a loira rebatia com películas mais modernas como “Save the Last Dance” e a trilogia “Step up”.
– Mas que droga! – Reclamou Quinn, abaixando a cabeça. – Os pais da Rachel.
– Onde? – A cantora virou-se e sentiu o corpo ficar rígido. – Droga! Oliver está com ele.
As outras três prestaram atenção nos homens que conversava com Liz, em busca de uma mesa, já que o restaurante estava lotado.
– Puta que pariu, Berry! – Exclamou Santana, enquanto a atriz se encolhia de vergonha. – Ontem não consegui ver o rosto dele direito, mas caramba, você com certeza têm um padrão.
Além do homem baixo, de óculos, um pouco calvo (graças aos implantes de cabelo) e grisalho, e do homem negro, bastante alto e com um bigode generoso, vinha um terceiro. Esse era loiro, tinha o nariz bem afilado, a boca fina e os olhos esverdeados.
– Ele seria um ótimo Quinton. – Comentou Brittany, colocando uma colherada de Waffle na boca.
– Um o quê?! – As três perguntaram em um tom uníssono.
– Um Quinton. A versão masculina da Quinn. – Deu de ombros depois de engolir.
– Você está certa, Britt. – A latina esfregava a mandíbula, observando o rapaz. – Ele tem o queixo pontudo, parecido com o da Q, tem as sobrancelhas bem feitas, os olhos são bem expressivos...
– Nada a ver. – A outra loira balançou a cabeça, discordando. – Ele tem nariz de rato, e o meu nariz é lindo.
– Isso aí. Ele e a Quinn não têm nada a ver um com outro. – Rachel decretou, ao ver que o trio ainda conversava com a garçonete. – Agora vamos ao plano, Santana, você e Brittany me levam até a porta dos fundos, enquanto você Quinn conversa com meus pais e os distraia para nos dar tempo suficiente para chegar ao carro lá fora.
– Que ideia mais idiota! – A policial riu, mas logo parou ao receber uma cotovelada suave de Brittany.
– Eles estão vindo pra cá. – Quinn disse, empurrando a diva para de baixo da mesa e observando Liz indicar que uma mesa perto da delas que ainda estava ocupada por um jovem casal. – Fica quieta e deixa que nós cuidamos do resto.
A atriz revirou os olhos, mas obedeceu. Seu plano era perfeito e a prova de falhas, ninguém pararia a chefe de polícia saindo na porta dos funcionários, e a ex-cheerio podia ser muito convincente. Ela conseguiria enrolar seus pais pelo tempo necessário para irem até a viatura de Santana.
– Chefe Lopez, Senhorita Pierce. – Hiram disse ao se aproximar da mesa – Oh Quinn! Que maravilha encontrar vocês aqui. Eu queria mesmo falar com você.
– Sr. Berry é sempre um prazer revê-lo. – Se levantou e abraçou o homem na maior cara de pau enquanto Santana e Brittany faziam cara de paisagem. Sim, ser um Fabray significava ter que aprender certas táticas de traquejo social ainda na mais tenra idade.
– É pode chamar de Hiram querida. – Falou com uma voz agradável. – Veja Leroy, quem está aqui.
O outro Sr. Berry estendeu a mão e mostrou um sorriso carinhoso que lembrava bastante o de Rachel.
– Está muito bem, Quinn. – Ela aceitou o cumprimento, se surpreendendo com a solidez do aperto. – Continua firme e forte como presidente dos Titans.
– É um trabalho que só um Fabray pode fazer, senhor. – Respondeu com uma polidez que espantou a judia escondida, que tentava se esquivar das pernas balançantes de Santana.
– Este é Oliver. – Apresentou o judeu. – Ele é namorado de Rachel.
– Noivo, na verdade. – Completou, quando ofereceu a mão.
“Noivo? Só se for na sua cabeça.” A diva embaixo da mesa sentiu o sangue ferver de novo. Ela nunca aceitou o pedido, porque ele nunca conseguiu fazer a proposta.
– Que bom pra você. – Respondeu com sorriso falso, ao sentir a morena escondida querer avançar e sair de seu esconderijo.
O diretor analisou a garota de cima a baixo, como se estivesse tentando lê-la. A cabeça meneava de um lado para o outro, estudando desde a calça jeans surrada, a camiseta branca ainda mais surrada, até a jaqueta e o colete dos Titans com muito interesse.
– Nós já estávamos de saída. – Hiram quebrou o silêncio sepulcral que se instaurara. – Vamos procurar outro lugar para tomar café, aqui está muito cheio. Passe no meu escritório mais tarde.
– Pode deixar. – Abriu um sorriso cortês para o judeu, que guiava Oliver para a saída da lanchonete.
– Até logo, Quinn. – Leroy envolveu-a em um abraço e sussurrou em seguida. – E diga a minha filha pra ela tomar vergonha na cara e dispensar logo o rapaz. Estou quase enforcando ele com o cordão da minha cueca.
Apenas deu uma risada leve e observou o homem sair atrás do marido.
Notas finais
Ninguém me tira da cabeça que o Danny Glover é o Leroy. Toda vez que vejo Máquina mortifera 3 que ele dá um ataque ao descobrir quem é o namorado da filha que só consigo imaginar o Danny fazendo o mesmo com a Rachel. E o Chad Michael Murray foi escolha da minha namorada, quando estavamos vendo umas reprises de One Tree Hill, ela falou que ele daria uma boa versão masculina da Dianna hehehe.
Me digam aí o que vocês acharam desse elenco.
Proximo Capítulo: Quinn, Puck e Rachel visitam Beth
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