This Outlaw Life

5 Capitulo 4 – Past Issues


Notas iniciais
Oi povo Faberry
Antes de tudo queria dar um abraço especial no pessoal que posta review. Galera, vocês moram no meu humilde coração vagabundo. E queria dar um Beijo na Setsuna que recomendou a fic e me fez ficar surtando com isso (Primeira recomendação a gnt nunca esquece)
Quem queria ver o Finnapto morto vai adorar esse capítulo e ficar com ainda mais ódio dele. hehehehe Também vamos ver a primeira aparição da Santana e um pouco do passado da Quinn
As citações hj são curtas
é apenas uma mas que é muito relevante pra história
Old Lady - É como são chamadas as mulheres dos membros de motoclube. Apesar de não votarem, tem papel ativo nos eventos do clube. Se fosse traduzir o termo seria algo com "Senhora"

As mãos geladas de Rachel se escondiam dentro dos bolsos da calça jeans. Ela nunca tinha ficado tão nervosa, nem mesmo quando fez seu primeiro teste na Broadway, para uma peça que acabou ficando apenas no papel. Mas andar na garupa de Quinn, com o corpo colado no dela, estava lhe dando calafrios.

O abraço que recebera foi decisivo para que o pânico tomasse conta. Esperava um confronto, já que a natureza da loira era bater de frente, entretanto, os braços que a envolveram lhe trouxeram segurança. Fora por isso que escolhera Lima quando se viu no meio do aeroporto JFK, queria de volta aquela sensação de amparo, de que tinha alguém embaixo pra agarrá-la se caísse. Coisa que só sentia quando os braços da ex-cheerio estavam ao seu redor.

Mesmo com o estômago revirando por causa das borboletas, ela colocou o capacete emprestado e sentou-se na moto. Seus corpos ficaram apertados e Rachel não sabia se devia passar as mãos ao redor da cintura. Os quadris roçavam contra os de Quinn, seu rosto estava agora a apenas centímetros de distância dos ombros esguios, uma repentina sensação de calor tomou conta dela, fazendo-a se dar conta que estar tão próxima era algo que ia muito além do permitido, mas como não ouviu nenhuma reclamação... Rezava para que não percebesse o quão acelerado estava seu coração, o quanto estava nervosa por apenas ficar perto dela.

Assim que Rachel agarrou a cintura da loira com força, Harley arrancou furiosa e ganhando velocidade rapidamente.

– Preciso parar em um lugar antes. Tudo bem pra você? – Quinn falou bem alto. Recebendo apenas um aceno como resposta.

A morena estava mais preocupada em se manter em cima do veículo do que outra coisa. A moto entrava aonde tinha espaço, ia da direita para esquerda, cortando quem estivesse pela frente, ignorando sinais e cruzamentos. Quando fizeram uma curva, sua bochecha passou fino no asfalto e fechou os olhos com força, se agarrando com o que seus braços podiam segurar na cintura da loira.

Por um breve momento, esqueceu que era judia e rezara para todos os tipos de divindades que já ouviu na vida. Buda, Krishina, Jesus... Qualquer um que tivesse poder para salvá-la de sofrer um acidente. Porque ninguém na Broadway contrataria uma cantora paraplégica, apesar de que ela não era qualquer cantora, ela era Rachel Berry, recém-indicada ao Tony de Melhor Atriz, aquela que o New York Times chamou de “A Voz mais poderosa da América”, a que foi considerada como uma das melhores atrizes de teatro em atividade do último ano... Enfim, a questão é que, mesmo que trabalho seja fácil de encontrar, ainda que a morena fosse apenas uma cabeça falante igual as do desenho Futurama, não significava que ela era louca o suficiente para se arriscar.

Um suspiro de alivio saiu quando pararam em um dos bairros nobres, em frente a uma loja grande que costumava ser uma academia. As cores escuras da fachada foram trocadas por outras mais vivas. Mulheres, crianças, e até alguns homens entravam e saíam pelas longas portas de madeira clara. “Chang-Pierce Dance Studio” Rachel leu na placa, colocada na parte mais alta do prédio.

– Mike Chang abriu um estúdio de dança... – Comentou, sem demonstrar muita surpresa.

– Ele e a sócia dele me procuraram algumas semanas, atrás de um lugar pra abrir o estúdio. O clube ofereceu o espaço e os equipamentos, eles entraram com trabalho. – Quinn explicou. – Te chamaria pra ir comigo. Tenho certeza que iria amar a Britt, mas Santana está lá dentro esperando. — Apontou para o Sedan preto, com uma o distintivo do Departamento de Polícia Metropolitana de Lima pintado na porta, com a frase “Chefe de Polícia” na placa, parado alguns metros dali.

Rachel não tinha a menor idéia o que sentir. Quem naquela havia sido o louco que deu autorização pra Santana “Satã” Lopez, carregar uma arma e ser responsável por correr atrás de criminosos? Ela devia era estar presa junto com eles. Sabia que a latina era muito leal, e bastante astuta, mas convenhamos, ela e a melhor amiga passaram a maior parte do High School se metendo em confusão. Em muitas delas, dormiram algumas horas atrás das grades. Era de se estranhar a mudança de lado.

– Acho que vou esperar aqui. – Disse com um falso tom de tranqüilidade na voz, enquanto a loira apenas sorria e caminhava em direção a entrada do estúdio, sorrindo pela reação da atriz.

Tirou o IPhone de dentro do bolso do casaco para checar as mensagens. Era algo que estava evitando desde que o dia amanhecera, pois tinha certeza que estaria recheada de SMS de Kurt e Oliver, e francamente, ela não estava nem um pouco afim de responder. Podia ser a rainha do drama, mas naquele sábado, a última coisa que queria era ficar dando satisfação sobre seus passos.

Depois de deletar todas as mensagens de Ollie (sem ler nenhuma), riu ao se deparar com o que Kurt enviara.

Já está nos braços da sua Barbie Rebelde, não é? ¬¬

Virou o celular, apontando a câmera para seu rosto, fazendo uma pose bastante sexy, digitou a resposta.

Talvez...

E desligou o aparelho.

Kurt iria surtar quando visse a cantora, em cima da moto da loira, com o capacete e o casaco dela. Podia ver a careta de espanto surgir enquanto ligava para dizer um monte de coisas, que estava perdendo o juízo, que estava jogando fora uma carreira brilhante pra se tornar Old Lady de uma motoqueira, sem tirar o fato de ter a vida em constante risco, por causa das atividades criminosas do grupo, e mais um monte de baboseiras.

Broadway foi seu sonho desde que se entendera por gente, algo que bastava apenas fechar os olhos para ver as luzes brilhantes com seu nome no letreiro de um dos muitos teatros, um alento para quando tomasse algum slushie em cheio no rosto, lógico que não iria abandoná-lo assim, entretanto, uma voz no fundo de sua cabeça dizia que, se Quinn pedisse, viraria as costas para New York no mesmo instante e iria até o fim do mundo com ela.

O roncar alto fez com que virasse a cabeça. Uma Harley Dyna Glyde azul vinha deslizando e parou bem ao lado. Rachel lançou um olhar curioso para o rapaz no comando da moto. Nunca tinha visto alguém do grupo usando óculos, ainda mais de armações tão grossas. Ele virou a cabeça de leve, observando-a de uma maneira assustada. Parecia que tinha acabado de ver um fantasma, sem tirar o tique nervoso de ficar esfregando a ponta dos dedos contra o queixo, chegava a ser irritante, porque ela podia ver que a língua do garoto estava coçando para dizer algo.

– Está esperando a Quinn? – Perguntou, querendo puxar assunto com o motoqueiro.

Connor apenas acenou que sim, balançando a cabeça e apertando os lábios. As mãos batiam contra as coxas, como se estivesse disfarçando a ansiedade.

Estendeu a mão, se esticando o máximo, sem que caísse da moto. Ele a cumprimentou, balançando o braço da diva com um pouco de animação demais. Se fosse um cachorro, provavelmente estaria abanando o rabo. – Eu sou Rachel Berry.

Nessa hora, o médico abriu boca e franziu a testa, como se tivesse acabado de descobrir a resposta de uma conta de matemática muito difícil. Finalmente entendia os motivos de Quinn ser tão apaixonada pela outra. A morena tinha os olhos mais brilhantes que já havia visto e o sorriso mais encantador que alguém poderia ter.

– Você deveria dizer seu nome agora. – Ele apenas abriu a boca e fechando a em seguida, como se quisesse falar alguma coisa e depois desistisse. O dedo roçava na ponta da sobrancelha, enquanto pensava.

– Saudade de casa? — Reconheceu na hora a dona daquela voz cheia de desprezo e ironia. Santana estava parada em frente às duas motos, com seu uniforme de preto de polícia impecável. O rosto aparentava estar mais cansado, talvez por ficar em muitos plantões. – Ou apenas com saudade de um belo slushie facial?

– Satã. – Cumprimentou, balançando a cabeça e revirando os olhos. Era de se esperar que as piadas começassem, afinal, era criação dela o infame apelido de Man Hands. Sem tirar, que Rachel tinha uma leve desconfiança que a latina sabia do que aconteceu entre a cantora e a loira, já que, exatamente uma semana depois de terminarem, a chefe das Cheerios encomendava pelo menos um ataque diário de slushie contra ela.

– É Chefe Lopez pra você, Frodo. – Disse, apoiando a mão no tanque de gasolina da moto. O olhar mortal direcionado a atriz era de fazer o próprio diabo tremer nas bases. – Hobbit, me ensina a macumba que você usou pra fazer o Cegueta aí calar a boca. Ele não para de falar um minuto, até parece um clone seu. Vai ver é por isso que a Q namora com ele...

– Espera. – Interrompeu a judia, encarando o motoqueiro, que fingia ignorar a presença da policial. – Você é o Connor?

Ele indicou que sim, balançando a cabeça.

A morena olhou abismada. Connor devia estar pensando que ela era uma tarada que estava na garupa da namorada dele... Não, não, pior, que ela voltara para tentar a loira... Se bem, que a reação dele foi apenas ficar calado, pode ser que nem saiba que as duas se pegavam com força...

– É, É, É, mas agora ele tem que ir. – A voz de Santana fez com que Rachel saísse de seus devaneios. Nem viu quando a policial se aproximou do médico. – Quinn pediu pra você ir atrás do treinador do Vocal Adrenaline. Aquele babaca do St. James fica mandando os pestinhas dele vir aqui atrapalhar as aulas. Ela disse que você sabe o que fazer.

O médico abriu um sorriso malicioso. Já devia ter formulado alguma coisa para assustar Jesse, e pela cara de satisfação, seria algo no mínimo divertido. Deu um Tchau animado para a cantora, ligou o motor e saiu.

Enquanto a judia assistia a moto desaparecer na curva, Santana deu alguns passos, o suficiente para ficar perto do ouvido da diva,

– Escuta aqui, anã. – Sussurrou de uma forma ameaçadora, fazendo-a encarar os olhos escuros da latina. Ela tinha estampado no rosto a mesma expressão de desdém que assustava qualquer um que ousava ao menos olhá-la nos corredores de McKinley High – Apesar de ter que salvar aquele traseiro magrelo e loiro de ir pra cadeia o tempo inteiro, eu amo a Q como se fosse minha irmã. Então, faça o que veio fazer e vai embora. Porque se você brincar com os sentimentos dela, vou garantir que nunca mais tenha um dia de paz, Barbra. Quer seja em Lima ou em NY. – Emendou, ao ver a Rachel insinuar rebater.

Também, mesmo que quisesse dizer algumas verdades, como “você não pode me dizer o que fazer”, “O que você tem com isso?” ou “vai cuidar da sua vida”, teria que se calar, já que Quinn saía do prédio, acendendo um cigarro no canto dos lábios. Por mais nojento que fosse, a loira ficava extremamente sexy, e com um ar ainda mais perigoso do que de costume.

– Está avisada, Frodo. – Santana falou, antes de caminhar até sua viatura, com uma falsa expressão de inocência no rosto.

– O que ela te disse? – Foi a primeira coisa que a ex-cheerio perguntou enquanto subia na moto.

– O normal da cartilha Santana Lopez de Intimidação. – A morena deu de ombros. Ser sofrer constantes ameaças era algo que estava acostumada — Nada que precise de atenção. – Soltou a frase para tranqüilizar a outra. Era bem capaz de Quinn ir tirar satisfação com a amiga por isso.

– Pra Hummel- Hudson então. – Deu a partida na moto, assistindo o carro de polícia manobrar para ir embora.

– É, pra Hummel-Hudson. – Suspirou Rachel.

Um frio tomou conta de sua barriga por apenas imaginar o quanto seria difícil encarar Finn depois de tanto tempo. Por mais que tivesse a consciência de que não sentia mais nada pelo marido, a conversa seria bastante difícil, porque o mecânico podia ser extremamente cabeça dura, ainda mais quando pensava estar com a razão. Apertou seus braços ao redor da cintura da loira, esperando que um pouco da valentia da ex-cheerio passasse para ela.


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A Hummel-Hudson Garage ficava relativamente perto da Chang-Pierce Dance Studio, algumas ruas e algumas curvas depois e estavam de frente para um galpão azul, no meio de uma área residencial, com o nome da oficina pintado numa placa grande, com letras vermelhas num fundo amarelo. Os carros parados no estacionamento indicavam que estava sendo um dia cheio no local.

– Na frente, fica a loja de peças. – Apontou Quinn, enquanto Rachel olhava deslumbrada para o quanto o negócio havia crescido. – No fundo, é onde eles concertam os carros. Finn deve estar lá.

A morena desceu da moto e tirou o capacete. Algo lhe dizia que o fato do marido estar trabalhando ali em nada tinha haver com o tamanho atual da oficina. Finn podia ter muitas qualidades, mas administrar empresas não fazia parte delas.

– Todo mundo quer vir arrumar o carro na oficina de um ex-senador. – Explicou a loira, como se estivesse lendo os pensamentos da judia. – Ainda mais um ex-senador que fez de tudo para proteger as empresas familiares.

– Vem comigo. – Estendeu a mão para Quinn, depois de pendurar o capacete no guidão da moto e receber o envelope de papel pardo que a loira tirara de sua mochila. Se ex-cheerio estivesse ao seu lado, tinha certeza que conseguiria enfrentar Finn, sem tirar, que teria alguém para protegê-la se por acaso ele perdesse a cabeça.

– Melhor não. – Respondeu, passando a língua pelos lábios, e coçando a nuca. – Finn me detesta desde que contei pra ele que gostava de garotas e as coisas pioraram bastante depois que você deu o pé na bunda dele.

– Por favor. – A morena apertou a mão da loira com força, encarando os olhos esverdeados com uma intensidade que dispensava o uso de qualquer outra frase, um pedido velado de apoio.

Ela apenas revirou os olhos, se levantou da Harley e acompanhou Rachel até a parte de trás da oficina.

A morena não sabia bem porquê, mas bastava chegar perto do marido para começar a se sentir insegura, impotente, como se fosse um fracasso constante, por mais sucesso que pudesse conseguir ou por mais que os outros dissessem o contrário.

Talvez fosse porque Finn nunca acreditou em seu talento, ou porque ele fora quem mais a machucou, ou porque ele deixara claro no dia em que ela, literalmente, jogou as coisas dele pela janela do apartamento New York, que nem todo o sucesso do mundo iria fazê-la ser feliz, que a morena sempre seria a pessoa mais mesquinha e egoísta do mundo, e que ela nunca se importou com os sentimentos dele.

Havia uma variedade imensa de carros, sedans, SUV, hatches, modificados, apesar disso, estava deserta, nenhum dos mecânicos que deveriam estar debruçados sobre os motores ou debaixo dos automóveis estava ali. O que era estranho, pelo tanto de trabalho que precisava ser feito e pela quantidade absurda de veículos estacionados na porta da oficina.

Estavam quase indo embora, quando viram um corpanzil mergulhado dentro de uma Land Rover preta, com o capô aberto com as ferramentas espalhadas pelo chão. Como era de se esperar, Finn estava trabalhando em um dos carros.

Rachel encarou Quinn por um segundo, como se estivesse procurando a coragem que lhe fugiu por um instante. A loira apenas acentiu, fazendo-a perder toda alinha de raciocínio devido a ansiedade. Ela foi caminhando devagar, apertando o envelope por entre os dedos.

– Se veio buscar algum carro, só depois das duas da tarde. – A voz de Finn veio de dentro do motor. – Estamos fechados pro... Rachel. – Parou ao vê-la se aproximar do carro.

– Hey Finn. – Cumprimentou, sentindo o estômago contrair com a tensão que viria a seguir.

Quando seus olhos viram Rachel, eles brilharam de deslumbramento. Ele não esperava ver a mulher assim, tão perto, depois de tanto tempo, entretanto rapidamente um riso apareceu no canto do lábio. Era como se sempre soubesse que isso ia acontecer. A morena viria atrás dele, e diria o quanto estava arrependida de tê-lo colocado pra fora e que tinha largado a vida de atriz para ser exclusivamente dele.

– Eu sabia que você ia volta pra mim. – Os braços gigantes a envolveram um abraço apertado, que a sufocava mais do que outra coisa. – Agora que você já provou que conseguia ir pra Broadway, podemos tentar de novo, aprendi a colocar as roupas sujas dentro do cesto e...

A morena apenas franzia o cenho, atordoada pela sandice que acabara de ouvir. Muita ingenuidade pensar que ela vai largar a carreira da atriz justo na hora em que está deslanchando, e que ela é a favorita pra ganhar um Tony. Estava na cara que ele não lia as notícias sobre a cantora.

– O que ela está fazendo aqui? – O tiranossauro finalmente repara na loira de braços cruzados a alguns metros de distância do “casal” e solta a judia de seu abraço de urso. Ela apenas respira fundo, ganhando tempo para que o oxigênio volte aos seus neurônios. – E o que você está fazendo com o casaco dela? – Finn a olha de um jeito confuso, mas que parecendo que está constipado há dias.

– E depois ainda dizem que a Brittany é lerda. – A ex-cheerio ri, parando na mesma hora, ao receber um olhar de reprovação de Rachel.

O mecânico enrugou a testa, numa expressão raivosa, e apanhou uma chave de roda no chão. A judia o segurou pelo pulso, prevendo que tudo ali poderia virar uma cena de crime. Conhecia o gênio de Finn, ele podia ser muito gentil e doce muitas vezes, mas perdia a cabeça quando era contrariado ou que duvidavam de sua inteligência.

– Quinn me trouxe aqui. – Seu tom de voz era calmo, como se tentasse tranqüilizar uma fera, e de certa forma, funcionara, já que ele largou a ferramenta de volta no lugar. – Eu que pedi para que ela viesse comigo.

Um sorriso convencido tomou conta do rosto da loira. Era a mais pura demonstração de vitoria que poderia dar sem soltar uma só palavra.

– Ela não é confiável. Essa maníaca quase impediu nosso casamento seqüestrando o Rabino Greenberg.

– Pare de acusá-la. Ninguém nunca soube quem foi o ser vil que teve coragem de fazer uma atrocidade dessas com o pobre do Rabino Greenberg. – Defendeu a judia de maneira bruta.

Pior é que Finn estava certo, Quinn realmente seqüestrou o tal rabino pra evitar o casamento. Ela teve a ajuda de Puck e Santana, e nem foi tão difícil assim. Bastou Noah bater a porta e dizer que tinha alguns problemas em casa e que apenas o rabino podia resolver. Assim que o homem corpulento pisou fora de casa, as garotas colocaram um capuz preto em sua cabeça e arrastaram-no para dentro de uma pick-up. O trio ficou rodando horas afio com ele, e o deixaram no meio de uma das estradas que davam acesso a Lima, completamente pelado. Foi o suficiente para adiar o casamento em uma semana e fazer Puck acreditar que tem sua passagem garantida pro inferno por causa disso.

– Olha, eu não vim discutir isso. – Apertou a têmpora direita, na esperança de que isso afastasse o estresse da situação. – E nem estou planejando voltar pra você.

– Como assim? – Ele virou a cabeça, com uma expressão perdida no rosto.

– Preciso que você assine os papéis do divórcio. – A cantora entrou o envelope em suas mãos. Não esperava que fosse ser tão fria ao fazê-lo, entretanto as acusações a loira a tiraram do sério.

– Por que isso, Rach? – Ele indagou, tentando parecer triste, vendo o que acabara de receber. – Eu posso te fazer feliz. Você me ama, eu sei que me ama, senão não teria vindo aqui atrás de mim. Estamos destinados a ficar juntos.

Aquilo já estava ficando irritante e repetitivo. Parecia um disco arranhado voltando pra mesma estrofe da mesma música chata. Se ela não mudou de idéia em quatro anos, não seria em menos de 10 minutos que isso iria acontecer, ainda mais com um discurso tão xexelento quanto aquele.

– Por favor, Finn, assine esses benditos papéis, em nome de toda nossa história. – Rachel praticamente implorava. Porém o mecânico estava irredutível.

– Tem outra pessoa não é? Você quer se casar com outro, é por isso que quer se livrar de mim. – Berrou a plenos pulmões, como se estivesse acusando-a de traição. – É o único motivo.

Quinn projetou o corpo para frente, indo na direção de Finn para defender Rachel. Por mais que também estivesse magoada com ela, não iria permitir que um troglodita daqueles agisse de uma forma tão desrespeitosa com a atriz. E se não fosse pela mão da morena segurando em seu braço, impedindo-a de começar uma briga, teria ido pra cima do mecânico com tudo.

– Não tem outra pessoa. Vamos ser honestos, Finn. Nosso casamento foi uma piada, nunca deveria ter acontecido. – Disse de uma forma cansada e sendo a parte racional daquela conversa. – Apenas serviu para atrasarmos a vida um do outro, você poderia ter ido atrás de alguém que o fizesse feliz, ao invés de ficar preso a essa fantasia de que eu iria voltar correndo pra você. Esse divórcio vai fazer bem pra nós dois. Seja razoável.

– Eu não vou assinar nada. — Ele bufou, como uma criança mimada dando chilique e virou de costas, apoiando as mãos sobre o capô do carro e fechando os olhos com força. – Pra que? Pra te deixar livre pra ficar se esfregando no primeiro idiota que disser o quanto sua voz é boni...

Antes que Finn terminasse suas ofensas e a morena pudesse rebater as acusações, a loira fez o inesperado. Ela deu chute certeiro na parte de trás do joelho esquerdo do gigante, que o fez cambalear e cair, batendo a cabeça contra a lataria da Land Rover. Seu pé pisava com força na panturrilha, arrancando um grito de dor e mantendo parado enquanto pegava a chave de fenda no meio da bagunça jogada ao redor do carro.

– Mais respeito, Hudson. – A ex-cheerio o segurou pelos cabelos, empurrando o rosto do mecânico contra o metal amassado. – Dobra essa língua quando for falar dela ou vou esquecer que você é enteado do Burt e acabar com a sua raça.

– Quinn, para. – Rachel a segurou, com uma das mãos rodeando sua cintura e a outra afastando o braço da cabeça do gigante. – Deixa isso pra lá.

Quinn estava louca de raiva, ela estava chateada e tinha o desejo crescendo em seu peito para proteger algo que não é dela mesmo, em primeiro lugar, mas ainda sim, isso não significava que viraria as costas para Rachel, impedindo-a de correr atrás da própria felicidade. Isso seria mesquinho demais. E assim que sentiu a diva tocando-a, seus músculos obedeceram a ordem dada. Finn sentiu os dedos que puxavam seus cabelos afrouxarem, enquanto a pressão em sua perna era liberada.
– Vamos. – A judia puxava a loira pelo braço para irem embora.

– Saiam da minha oficina. – Ele passaava a mão rosto, onde uma coloração avermelhada tomava conta de todo o lado esquerdo. – Ou eu vou chamar a polícia.

A cantora sentiu uma ponta de frustração invadir a alma ao chegarem do lado de fora da Hummel-Hudson. Esperava resistência do marido, mas não pensava que fosse ser tanta. Finn estava preso a idéia de que Rachel ainda era a mesma garota da época do freshman year. Não passava pelo cérebro dele que agora habitavam em mundos diferentes e que ela mudou em muitos aspectos. Ele preferia ignorar que a morena agora era uma estrela em ascensão, que todas as tentativas de terem um divórcio amigável eram uma forma de evitar o assédio da imprensa e dos paparazzi, querendo invadir sua vida pessoal.

Enquanto pensava nas suas alternativas, seus olhos observavam Quinn. A morena abriu um riso caloroso. Conseguia enxergar no brilho melancólico da íris verde da loira que por mais ferida que estivesse, ela sempre a defenderia, por mais dolorido que fosse, e por mais difícil e masoquista que isso parecesse. O ataque a Finn era prova mais irrefutável disso.

Segurou o braço da ex-cheerio, impendido-a de subir na moto. Com alguns passos, encurtou a distância entre elas, seus corpos ficaram centímetros mais próximos, os rostos cada vez mais perto. No momento em que seus lábios se fundiram sentiu seus músculos ficarem completamente paralisado.

Quinn se assustou, permanecendo sem reação, até que quando se deu conta do que estava acontecendo, respondeu na mesma medida. Os lábios trabalhavam uns contra os outros, enviando ondas contínuas de prazer fazendo seus nervos cantar, fazendo com que partes de seu corpo ficassem lânguida com o calor que a loira irradiava contra ele e, ao mesmo tempo, sentindo-a tornaram-se tensa e trêmula. Estendeu a mão e volta para a taça de volta de sua cabeça, os dedos em seus cabelos massageando o couro cabeludo. A pele dela estava quente e viva com o desejo. Ela gemeu em sua boca enquanto a morena sentiu seus joelhos ficarem fracos em reação à poderosas ondas de prazer. Finalmente, como a necessidade de ar tornou-se muito grande, o beijo rompeu com um suspiro.

– Obrigada. – Foi tudo o que saiu da boca vermelha e inchada de Rachel, que logo fora tomada por um de seus sorrisos incandescentes

– Pelo o que? – A loira franziu o cenho, estranhado o agradecimento.

– Por ter me defendido. — A voz da morena assumira um tom calmo e doce. – Apesar de reprovar o uso de métodos violentos e completamente desnecessários, seu ato foi deveras cavalheiro e extremamente amável.

– Se você diz... – A ex-cheerio deu de ombros e subiu em sua moto.

Rachel a imitou, ainda sorrindo. E não havia nada que pudesse apagá-lo de seu rosto.

Notas finais
- A parte dos pensamentos da Rachel e do beijo foi feita ouvindo Bittersweet Symphony do The Verve.
-E aeeeeeee? Quem acha que a Rachel tá doida pra entrar nas calças da Quinn? Quem advinha o porquê do Connor ter ficado mudo quando viu a Rach? Quem acha que o Noah vai pro inferno por causa do sequestro do rabino? Já sabe, fala na review que o Tio responde (sim, eu sou tio pq já tô quase nos 30).
- Vou deixar o link do meu facebook e do meu tumblr pra se vcs quiserem me pentelhar, saber spoilers, deixar ideias de enredo pra essa ou pra outras fics, ou quiserem trocar uma ideia, nem precisa add se não quiser =)
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e o tumblr é http://jaomcknight.tumblr.com/
Inté semana que vem