This Is War
17 Extra Chapter - 11-21-2024
Notas iniciais
“ Maldito sea, Brasil!!”, Argentina berrava tão alto do outro lado da porta que provavelmente o prédio inteiro (Vulgo: O resto dos países) ouviu. Brasil levantou-se apenas quando se certificou de que tudo fora postado corretamente e de que o computador estava desligando, indo abrir a porta para o argentino que agora praticamente a enchia de socos, quase acertando um na testa no próprio Luciano quando este abriu a porta.
“ Por que demoraste tanto para abrir essa merda?”
“ Tenho coisas mais importantes para fazer tarde da noite do que ficar fazendo sala pra argentino que não consegue dormir.”
Martín ja entrava sem cerimônias no apartamento do brasileiro, sendo recebido por um leve rosnado incomodado do Boxer deitado em cima do sofá. Rosnou de volta. Brasil revirou os olhos.
“ Fale logo o que quer.”
“ Podemos ir para um lugar onde não sinto a desconfortável sensação de estar sendo observado?”, reduziu os olhos a duas frestas mínimas, lançando-os ao cachorro. Este continuou observando o loiro com cara de poucos amigos.
“ Como quiser, majestade...”, deu de ombros, passando por ele e abrindo a porta do quarto. Argentina seguiu-o e fechou a porta.
“ Agora, caralho, fale logo o qu...”
Mal conseguiu terminar a frase, foi atacado pelo argentino, que praticamente pulou em cima do brasileiro e fê-lo cair junto dele sobre a cama. Novamente sem dar tempo para nenhuma reação, grudou seus lábios nos dele e logo pediu passagem com a língua que, desesperada, buscava pela do outro quando Brasil abriu sua boca em resposta.
Ficaram um bom tempo sem desgrudar os lábios, brincando com as línguas, mordendo um ao outro diversas vezes e recebendo gemidos de dor ou prazer, às vezes até ambos, do parceiro. Seus corpos se moviam para frente e para trás sincronizadamente como em uma dança, sendo porém separados pelo pano das roupas, o que não impediu que a temperatura corporal de ambos subisse significativamente.
Quando se separaram, em busca desesperada de ar, Martín ficou a observar o brasileiro incisivamente, esperando e propositalmente pressionando-o por alguma resposta, alguma reação.
“ ... Tarado filho da puta...”
Uma típica resposta brasileira.
Em resposta ao olhar do argentino, Luciano lançou-lhe um desafiador, o cenho franzido, uma fileira de dentes sorridentes logo abaixo.
Martín levou as mãos à gola da camisa do brasileiro, desabotoando-a lentamente enquanto seus lábios voltaram a se tocar. Brasil logo afastou-se do beijo argentino, descendo até o pescoço enquanto suas mãos agarravam forte o braço do outro, forçando-o e, consequentemente, derrubando-o no colchão. Deu-lhe uma mordida na garganta, arrancando de Martín um gemido que ele preferia mais ter segurado. Luciano sabia disso. Por isso sorriu e atacou mais uma vez o argentino, molhando o lugar com saliva e ganhando dele nada mais que suspiros e respirações cada vez mais ofegantes.
Argentina conseguiu tirar a camisa do brasileiro e deixava que ele o despisse do mesmo jeito, concentrando-se em esquivar qualquer tentativa do outro de enlouquecê-lo, chegando a morder forte o ombro de Brasil quando este subiu um pouco e começou a mordiscar sua orelha. Remexia-se desconfortávelmente debaixo de seu corpo morno, tentando ele mesmo tirar a própria roupa. Estava demasiado ofegante, não tinha muitas energias para se mover... Como se todas as forças tivessem abandonado seu corpo, fruto de algum feitiço do brasileiro.
“ Brasil...”, se esforçava para tentar soltar uma voz normal, totalmente ausente de suspiros ou qualquer coisa que servisse de combustível para o ego já inflado do companheiro, mesmo sabendo que Luciano já estava totalmente ciente de sua submissão.
“ Sim?”, respondeu o outro entre uma mordida e outra, descendo novamente para o pescoço e depois para o colo já nu do argentino enquanto terminava, ainda mais lentamente, de tirar sua camisa.
“ Ah... Vete a la mierda...”, empurrou com brutalidade as mãos do brasileiro para trás, perto de sua cintura, como um sinal para que deixasse suas roupas em paz e tirasse as próprias calças. Luciano riu em resposta, obedecendo, não deixando de tocar a língua no corpo já tão úmido do argentino durante todo o ato, enfurecendo-o ainda mais.
Minutos depois, já grudavam seus corpos nus uns nos outros, não contendo suspiros de alívio e prazer.
Luciano rapidamente se pôs ao trabalho, descendo ainda mais além do colo argentino, sua língua explorando cada centímetro de sua pele pálida. Demorou-se nos mamilos, sempre mudando as táticas para arrancar um gemido, nem que fosse pequeno, daquele argentino tão cheio de si. Lambeu, mordiscou, sugou e arriscou um gemido por si próprio apenas para provocá-lo, o que acabou por surtir efeito e fazer Martín soltar um suspiro alto, um tanto rouco por estar prendendo a respiração por tanto tempo, impedindo-se de se deleitar dos atos do brasileiro.
Luciano desceu mais, sem se preocupar em demorar em algumas áreas, apenas passeando um pouco mais com a língua pela bacia do argentino apenas para vê-lo contorcer-se, arrepiado. Não queria esperar mais; queria logo chegar ao que interessava.
Desceu um pouco mais; ouvia Argentina ofegar como se tivesse acabado de correr em uma maratona.
Quando sentiu que tocava em seu sexo, limitou-se a lambê-lo somente de leve, isso já provocando profundos suspiros do argentino já totalmente extasiado pelo prazer. Foi um pouco mais abaixo, o que rendia um bom contorcionismo, e demorou-se na área entre o pênis e o escroto. A saliva tão quente do brasileiro somada à sua respiração que atingia suas partes mais íntimas fazia Argentina quase que literalmente gritar, sentindo seu corpo trêmulo responder ao eriçar os pelos. Brasil continuava a provocá-lo, invadindo com a própria boca seus lugares mais profundos.
“ Hostia puta... Brasil...”, Martín contorcia-se enquanto sua boca soltava descontroladamente mil e um palavrões que o brasileiro mais preferia ignorar. Já conhecia o companheiro. Saibia o tipo de coisa que ele soltava durante o sexo.
Depois de terminar de lumbrificar seu escroto, voltou para cima, deixando uma sensação gelada nas partes mais baixas do argentino que fê-lo novamente se contorcer. Limpou seu sexo molhadiço com a língua, de baixo para cima, logo envolvendo-o por completo e dando grandes chupões que levavam Martín à loucura, gritando mais meia dúzia de palavrões em castelhano que ele nem sabia que existiam.
Um de seus dedos lentamente adentrava-o, preparando sua entrada. Ouviu como um baixo gemido de dor por parte do argentino transformava-se em um suspiro de prazer. Sua outra mão brincava com seu escroto, fazendo com que o corpo do outro tremesse e se controcesse ainda mais, sem descanso. Adentrou o segundo dedo e começou a mexê-los um pouco, sendo xingado ainda mais por Argentina. Sua língua continuava a passear pelo membro do outro, acalmando-o, causando-lhe prazer.
Junto do terceiro dedo atacou o sexo argentino com pequenas mordidas, fazendo-o literalmente gritar, pressionando o próprio corpo contra seus dedos.
Em resposta, Luciano tirou-os lentamente, ouvindo os suspiros de um Martín ofegante e grunhidos de protesto. Afastou seu corpo do dele, contemplando-o ali, deitado, totalmente submisso a ele, olhando-o de volta, suplicando que voltasse a tocá-lo.
“ Brasil... Fóllame... Ahora... Estúpido...”, o fôlego parecia não voltar, ele não sentia o próprio corpo... Precisava sentir o brasileiro novamente perto de si, era como se necessitasse de seus toques para continuar respirando...
Obediente, Luciano voltou a tocar na pele quente do argentino, agarrando sua cintura e recebendo mais um suspiro por parte do outro como encorajamento para continuar. E penetrou-o lentamente, ofegante, ao som de um gemido crescente por parte do parceiro. Foi até o fim, depois voltando e pressionando mais forte ainda, fazendo sempre a mesma coisa em movimentos rápidos.
“ Brasil... Bra... L-Luciano! Ah, Luciano...!”
O brasileiro sorria, satisfeito. Era raro, muito raro que Martín usasse algo tão pessoal quanto seu nome humano.
Continuou a movimentar-se para frente e para trás, forte, o corpo do argentino acompanhando-o perfeitamente sincronizado, com suas pernas cruzadas atrás das costas do companheiro, puxando-o mais para si, suplicando por mais. Não mais conseguiam conter os gemidos, arfavam e suspiravam juntos e, assim, ficavam ainda mais excitados.
“ Carajo, Brasil! Yo no puedo tomar...”
Luciano inclinou-se, começou a novamente acariciar a pele do argentino com a língua, acalmando-o um pouco mais.
“ Relaxe... Eu só preciso...”
O brasileiro investiu mais uma vez contra o corpo do argentino, com um grito rouco. Martín gritou praticamente do mesmo jeito, tendo a sensação de que ia se rasgar em dois.
“ Lu-Luciano!”
Luciano tirou suas mãos da cintura do outro, envolvendo o membro úmido do argentino com ambas, começando a masturbá-lo. Martín relaxou os músculos novamente.
“ Aguente firme... Eu só... Ah!”
Brasil continuou forçando contra a entrada de Martín, cada vez mais anestesiado, desorientado... E, uma hora, parece que conseguiu atingir o ponto. O argentino arqueou as costas novamente, gritando mais alto do que antes, ato que fez o próprio brasileiro ejacular unindo seus gemidos já cansados aos dele. Sentindo-se preenchido, Argentina acabou por fazer o mesmo, atingindo o outro que segurava seu membro, o que apenas deu-lhe mais prazer.
Grudaram seus lábios novamente em um beijo faminto, desesperado, Martín recolhendo o sêmen do rosto do brasileiro com a língua enquanto este lentamente retirava seu membro de dentro do outro, rendendo mais alguns gemidos abafados entre as duas bocas. Luciano caiu ao lado do loiro, sem desgrudar-se dele, e novamente uniram seus corpos e acariciaram-se dos pés à cabeça, afastando apenas os lábios quando a busca por ar era altamente necessária.
Ofegantes, ficaram a se observar, os corpos ainda juntos, compartilhando o calor, misturando o suor.
“ Te quiero, hijo de puta...”, saíram roucas as palavras do argentino, que fizeram Luciano sorrir ainda mais.
Uniram seus lábios mais uma vez, em um beijo mais manso, cansado, e logo desistiram de resistir ao sono, adormecendo juntos e praticamente ao mesmo tempo.
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