This Is War

24 11-28-2024


Notas iniciais
Como prometido, postei dois capítulos ainda esse ano~ * Nem procrastinou deixando pro último dia *
E descobri que o computador da minha vó não tem Word e nem teclado brasileiro e_e' * Copiando e colando acentos *
Bom, esse capítulo pode ter mais erros que o normal, já que digitei tudo direto no Nyah.

00:16

Fico de guarda hoje, como ontem. Já que há poucas chances de ele aparecer no dia seguinte ao "roubo" que realizara. Dormi o necessário de dia.

Alemanha ficará com o terceiro dia. Suíça com o segundo. Os seguintes ficarão com gente menos encarregada ou capacitada, como eu.

Digo, estou perfeitamente capacitado e sempre estarei. Mas mesmo os heróis merecem seu descanso e, após dias árduos de trabalho, chegou a minha vez!

Estou perfeitamente capacitado.

O problema é que, se por algum motivo ele resolver aparecer hoje, não saberei o que fazer.


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Diário de Bordo – 28 de novembro de 2024

Decidi agora mesmo, de madrugada, que vou voltar ao vilarejo.

Antes, vou explicar o que aconteceu na noite anterior.

Como já era esperado, descobriram-me. Foi alfred quem me pegou de surpresa. Agarrou meu braço pelas minhas costas e, tendo-me em suas mãos, conseguiu ver quem eu era.

Ficou paralizado. Eu também. Ambos não sabíamos o que fazer. De modo que, antes que ele acordasse e fizesse alguma merda como chamar os outros, agarrei minha pistola e apontei-a a ele. Já havia pegado o que precisava e só me restava sair dali. Ordenei-o que me soltasse e minha voz saiu estranhamente psicopata (?). Não estava planejado. Saiu daquele jeito. Mas pareceu surtir efeito, porque ele rapidamente obedeceu e eu fugi.

Ainda me lembro da expressão de medo dele perante a arma.

Não era exatamente meu objetivo assustá-lo, mas eu não tinha escolha naquela hora. Não chamaria isso de covardia. Além disso, eu nem sei como me comportar perto dele depois de umas porras que aconteceram... Enfim.

Mesmo com comida o suficiente, como disse, voltarei hoje. Sem equipamentos que atrapalhem meus movimentos, fora a metralhadora acoplada no braço.

Porque ele muito provavelmente avisou os outros depois que fugi. Devem ter armado algum plano. É melhor descobrir cedo. Não acho que eles pensam que voltaria cedo.

E sim, a metralhadora poderá ser necessária.

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01:45

Incrível a minha falta de sorte.

Vejo-o a aproximar-se, no começo da rua. Vou contatar Alemanha.

Não é que eu esteja com medo. Só não estou com vontade de lidar com isso agora.

Juro.


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Diário de Bordo — 28 de novembro de 2024

Como eu havia suspeitado. Mas consegui fugir.

Mal havia dado um passo perto das primeiras casas, saiu o alemão de uma delas e ficou a me encarar. Parei e fiz o mesmo, com um estranho sentimento de que não eram só os seus olhos que me observavam.

Já sabia que estava certo sobre a existência de um plano e só faltava retornar ao barco.

Aliás, naquele momento, pensei que deveria estar muito desocupado minutos atrás para tomar a decisão ridícula de ir até lá.

Mas, enfim, aproximei-me com cautela de Ludwig. Ele tinha uma arma, eu sabia. Os outros que eu não via, mas que sabia que me observavam, provavelmente também. Então precisava parecer pacífico — mesmo com uma metralhadora no braço — e esconder toda a minha raiva daquela palhaçada.

" Há coisas que eu realmente não consigo entender em você...", ele disse, quando dei parei de me aproximar.

" Você não precisa entender tudo sobre todos."

Ele me olhava dos pés à cabeça. Acho que não conseguia acreditar que eu havia "ressuscitado dos mortos" e agora conversava ali, normalmente, com ele.

" E o que você fará agora?", perguntou.

" O mesmo de antes de me descobrirem."

" Você sabe que não irei deixar."

" Eu não vou me submeter a você."

Ele olhava para a minha arma cada vez mais. Isso era irritante.

" Não estou querendo que se submeta a mim. Estou pedindo que fique junto de nós, para o bem de todos."

" E que perigo eu represento?"

Abri os braços em mera expressão corporal e logo ouvi o som de pelo menos três armas sendo destravadas. Céus...

" Atualmente, o mundo está sendo devastado por uma epidemia..."

" Essa foi a única terra em que pisei desde o Tsunami."

Metralhei-o com o olhar. Sabia que isso não melhorava muito sua confiança em mim, mas não estava mais a fim de fingir que estava calmo. Também não acreditava que ele se tornaria mais amável aquela noite.

Já havia ouvido falar dessa epidemia pelo rádio da marinha. Parece que é hostil ao extremo; alastrava-se e matava em tempo recorde. Surgiu na Arábia ou nas redondezas.

Lembro-me de ter questionado a mim mesmo: Será que ele sabia da agressividade da doença?

Aparentemente, não.

Porque, se soubesse, raciocinaria e concluiria que, se eu estivesse infectado, estaria MORTO na hora, porra.

" Não estou doente.", concluí, depois de um enorme silêncio.

" Precisamos comprovar."

" Você vai me deixar ir...", eu realmente estava com vontade de metralhar aquele cara. Nas regiões vitais, de preferência.

" Obedeça-me, Inglaterra!"

Não sou o cachorro desse filho da puta.

Comecei a correr de volta para o litoral. Apenas depois percebi o quão descuidado fui, vendo que haviam armas que estavam apontadas para mim. Mas nenhuma atirou. Eram provavelmente apenas para intimidação, vendo que seria realmente estúpido que matassem ou até mesmo ferissem um sobrevivente sob aquelas condições. Em compensação, ouvi um "Segurem!".

Já perto da floresta, realmente me alcançaram e me seguraram. Não reconheci os países, mas um deles parecia ser mulher.

Consegui soltar-me deles e corri mais uns metros. "América!!", ouvi gritarem. E logo veio ele e agarrou meus deus braços.

Acho que a marca de mordida que deixei no pulso dele está lá até agora.

Depois de me livrar completamente daquele idiota, finalmente alcancei a mata e eles pararam de me seguir. Eu ofegava. Afastei o barco da praia quando voltei a entrar nele, apenas por precaução. Hoje ficarei acordado até o sol raiar. Não preciso me aproximar da costa até minha comida acabar. Lancei âncora a uns quinze metros dela.

Às vezes penso se todo esse trabalho vale a pena, esqueço a razão de estar fugindo e lembro minutos depois. Ainda assim, isso me deixa em dúvida. Usarei esse tempo em que estou afastado para pensar.

Acho que vou registrar alguns acontecimentos e minha experiência de quase-morte amanhã.

Pode ser que ajude.

Notas finais
FELIZ ANO NOVO! :3
Gente, eu não sei se conseguirei postar mais um capítulo antes de viajar, mas se não conseguir, já aviso que de janeiro ao começo de fevereiro irei viajar e, portanto, não postarei nada. É isso ♥