This Is War
22 11-26-2024 - 11-27-2024
Notas iniciais
CARA EU ERA IDIOTA OU O QUÊ?
Enfim, aqui está. Desculpem a demora, amores u3u'
23:14
É a minha vez de ficar acordado. E sozinho assim, no meio da noite, me faz pensar...
Só consigo pensar no barco, na verdade. É o acontecimento mais interessante, ultimamente. E só nós, os “CAR”, nos importamos com isso.
Minto. Só nós sabemos do barco. Os outros não iriam de interessar e por isso não os informamos. Foi assim com o episódio da cidade. É bom envolver pouca gente, que aquele cara não parece muito gentil com a nossa companhia.
Às vezes, penso que aquele soldado não vai mais aparecer por aqui. Nós.. Assustamos ele, o forçamos a procurar outros lugares para conseguir comida. Por isso os tiros que Matt ouviu. Podemos estar de guarda em vão... Mas não temos muitas opções além disso. Além de esperar que ele reapareça. Porque o negócio da montanha ir a Maomé não funcionou nesse caso. Porque Maomé nem recebeu a montanha.
Parando com toda besteira de Maomé e montanha e montanha e Maomé, estou com tédio. Às vezes tenho vontade de conversar com alguém sobre qualquer coisa normal que falávamos antes de começar esse Fim do Mundo – literalmente — ... Mas parece simplesmente impossível.
Acho que isso me deprime.
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11-27-2024
04:01
O sol já está nascendo novamente. Vou dormir.
Não aconteceu nada de interessante nessa noite.
Será que o soldado sabe que estamos de olho? É bem provável. Não parece idiota. Mas será que ainda vive?
E eu ainda quero falar com alguém. Sobre qualquer coisa.
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Diário de Bordo – 27 de novembro de 2024
Hoje de tarde dei uma vasculhada no que consegui naquela cidade infernal. Não foram resultados satisfatórios. Na verdade, foram péssimos. Recompensa pequena demais para correr um risco tão grande.
Primeiro, com o estorvo daquelas criaturas que tentaram me atacar, não consegui levar água. O que me obrigou a abrir umas conservas que peguei e engolir o óleo que envolvia os produtos.
Foi horrível. Nunca mais faço isso. E óbviamente não matou a sede.
Além disso, peguei uma quantidade mínima de comida. Se eu racionalizas ao máximo, quem sabe dê para dois dias. Mas já calculei a quantidade de alimentos que teria que ingerir para dar isso e, vendo que meu estômago já ronca agora, vou ficar com fome mesmo assim. Mas não tenho muita escolha, tenho?
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Четверг, 17 ноября 2024 / пятница, 18 ноября 2024
É meu turno hoje. Não tenho relógio, mas acho que faltam poucos minutes para meia-noite. America e Canadá sempre vão se deitar mais ou menos às onze e já faz um tempo que estou aqui.
A rua está deserta. Está frio, mas não sinto nada. É bom poder usar meu cachecol sem incômodo com o calor novamente.
Como nada de muito interessante acontecia, dei uma volta pelo andar de cima da casa. Não a conheço muito bem; apenas os dormitórios onde nós três dormimos, sempre trocando de quartos por causa do esquema de turnos. Há uma escada no fim do corredor que dá para essa plataforma de Madeira em que estou agora – que não consider exatamente um andar, porque sequer cobre a casa toda e fica tão perto do teto que precisamos ficar sentados, e minha altura ainda piora tudo e por isso decidi sair um pouco -. For a a escada e os dormitórios, que são dois – eu dormia no sofa antes de começarmos a vigiar a rua -, há um banheiro e, na outra extremidade do corredor oposta à escada, uma sala pequena com cadeira, escrivaninha e estante vazia que acho que servia de escritório. Nele há uma janela grande que dá para a grande floresta artificial – Matthew disse que não era natural -.
Mais ao fundo via-se o mar. Meio ocultado pelas copas das árvores, também dava para ver ao longe um pouco da parte de cima do barco que tanto preocupa os pensamentos do CAR ultimamente. Seu maestro sem bandeira balançva de lá para cá, mostrando os movimentos que a navegação fazia com o bater das ondas em seu casco.
Parecia abandonado…
Fiquei observando a embarcação por uns minutes, depois subi para a “torre de observação” novamente. Nada mudou, aparentemente. E acho que vai ficar assim a noite toda…
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13:15
Hoje encontrei Matthew colocando comida e água em uma mochila, logo depois de acordar e descer para o térreo.
“ O que você vai fazer?!”
“ Caminhar. Preciso pensar um pouco.”
Entendi qur ele queria ficar sozinho e não tentaria impedi-lo. Como disse antes, devia estar um pouco estressado.
Fiquei aliviado, mesmo assim. Pensava que ele fosse fugir ou explorar a cidade novamente em busca do autor dos tiros que ouvira. Ele sempre foi bem humanitário a ponto de cometer besteiras para salvar uma pessoa...
“ Quer que eu assuma seu turno essa noite?”
Ele assentiu com a cabeça. Colocou a mochila nas costas e passou por mim.
Estendi a mão. Ele estendeu a dele. Demos um toque e ele saiu pela porta.
“ Volto ainda hoje.”, ele disse, antes de fechá-la.
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Diário de Bordo – 18 de novembro de 2024
Não vou mais ficar sofrendo por causa de minha ignorância. Hoje de noite voltarei às casas habitadas pleas nações para pegar comida e, principalmente, água. Não me importa se eu for pego ou não.
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22:47
Mais um dia de vigia tediosa. Pelo menos, estou fazendo isso pelo meu irmão.
Aliás, ele ainda não voltou. Estou REALMENTE preocupado com isso, lembrando de tudo o que aconteceu ultimamente, e o cachorro e aqueles tiros da cidade. Não sei nem se ele levou uma arma. Também estou sériamente pensando em ir atrás dele, mas duas coisas me impedem: medo e probabilidade de o soldado voltar justamente essa noite.
Matthew sabe o que está fazendo e eu sei disso. E mesmo se algum monstro tivesse aparecido na sua frente ele teria gritado.
E é claro que isso apenas me ajudaria a saber que ele fora atacado, mas acho que não teria chances de salvá-lo.
Estou tenso, MUITO tenso. Quase a ponto de sair e procurá-lo. Além dis
O soldado. Estou vendo a silhueta clara dele contra a luz da lua e a escuridão da rua.
Merda, preciso ir.
Notas finais
AAACHO que tenho o próximo capítulo por aí. Depois desse vou precisar escrever TODO o resto, o que vai tornar as coisas mais... Lerdinhas. Ou nao. Tem vantagem de nao precisar ficar procurando folha avulsa o tempo todo, lol.
Beijos~
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