This Is War

20 11-24-2024


Notas iniciais
MAAAANO, eu lendo minhas notas no último capítulo: Tentar postar próxima quarta-feira? MAANO DORGAS PESADASSS airiaira /shot
Sabe, essa semana apareceu prova que aparentemente só eu nao sabia que tinha, oh~
Mas enfim, ao capítulo.

10:28

Como dito no registro anterior, nos reunimos, apenas eu, Canadá e Rússia, porque aparentemente somos os únicos que prestamos e ninguém quer se juntar aos heróis. Mas tudo bem, porque eu, o líder, meu irmão... Irmão do líder e Ivan, um russo bipolar fazemos um belo time para a merda que acontece ultimamente.

Pensei em um nome para nós três, mas até eu acho ridículo e só criei em um momento de pura desocupação. Como o antigo BRIC, somos o CAR. Besta, mas a única palavra em inglês que consegui formar com nossas iniciais.

Voltando à reunião, discutimos sobre o barco, o que fazer com ele e outras coisas mais. Mas isso não durou muito porque a resposta para todas as nossas perguntas era bem óbvia e não sei como não vimos de primeira.

O visitante desceu do barco para fazer reconhecimento do local. Nos descobrindo, mas não querendo contato conosco, decidiu ficar mesmo assim. E num – literalmente – fim do mundo como este isso é um pouco estranho. O que nos levou à nossa próxima questão, de por que diabos ele se exclui, e cuja resposta ainda não temos. Mas Matthew matou o motivo de ele não sair dali, ou pelo menos achamos que matou, porque nos pareceu bem óbvio. Onde há vida há alimento.

E acho que deixamos passar esse detalhe porque estávamos tão concentrados na ideia de “um navio fantasma maligno altamente perigoso” que nos esquecemos de que ele era, na verdade, um barco de guerra normal controlado por um humano igualmente normal.

...... Achamos.

Enfim, agradeço a Mattie por ter sido racional.

Não que ele não seja normalmente. É uma das potências mais influentes do mundo... Ou era. Não temos mais essa de potência. Somos todos iguais perante a ira da natureza. Todos tentamos sobreviver e damos graças a Deus ao ver outro país vivo.

... E eu estou ficando preocupado com esses meus acessos de reflexão profunda repentinos.

Enfim. Ele precisa descer à terra firme com frequência para conseguir comida. É óbvio que faz isso de noite para não ser notado. Por isso combinamos de ficar toda a noite de olho, nos alternando em turnos. Um dia um, outro outro e assim por diante, até encontrarmos o soldado -ainda acho que seja um soldado – de novo. Avistando-o, o responsável pelo turno –e só ele; muitos cozinheiros azedam o molho – se aproxima do outro para um contato direito, naturalmente sem que ele perceba para que não fuja, e o jeito de segurar ele ali quando se manifestar é com ele. Há muitos buracos nesse plano e com certeza é exaustivo, mas se tivessemos mais gente cooperando com certeza o resultado seria melhor. Quem sabe um dia acordemos com saco para ir falar com o chefão Ludwig sobre isso novamente.

Mas também não precisamos de uma super operação. Deus, só queremos informações sobre o ser. Não é como se fôssemos matar um terrorista ou coisa assim.

Eu não tenho a menor ideia do que os outros países estão fazendo. Tentando levar uma vida normal, quem sabe, alheios ao perigo informado por Matthew. Mas uma hora terão que encarar a realidade, porque Polônia já foi vítima dela e não acho que vá parar por aí.

Por isso vamos tentar convencê-los novamente alguma hora, mas ainda não achamos necessidade.

Mudando um pouco o assunto, hoje de manhã foram enterrar o corpo de Sadik perto de onde as nações estacionaram seus jatos militares – sabe-se lá por quê justo aquele lugar -. Acho que ainda estão lá.

Porque para eles nem há muito mais o que fazer fora isso, mesmo... Acho.


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Diário de Canadá – 11/24/2024

A primeira vigia será minha.

Está escuro, deserto. Agora, toda a hora que olho para os contornos dos altos prédios do centro de Halifax, lembro-me de nossa visita. E isso me assusta, realmente.

Longe dela não tenho medo. Mas é estranho pensar que aquelas cenas estão a poucos passos de todos nós...

Rússia e meu irmão dormem comigo, na mesma casa. Até conseguirmos resolver todo o mistério do barco será assim. Isso tira outro medo de todos nós: O de acabarmos como Polônia, mortos por um ser desconhecido que Alfred diz ser um cachorro por motivos que não entendi direito.

Mas eu estou meio indiferente quanto a tudo isso e estranho este fato. Se bem que, claro, dando as circunstâncias, não podemos seguir o sistema pré-apocalipse onde haviam nações fortes em completa ordem e nações pobres tentando subir para o mesmo nível e a única preocupação era permanecer ou atingir o topo. Agora, se não formos suficientemente fortes para lidar com o perigo e morte, morremos também ou continuamos sobrevivendo, mas em condições mais frágeis, como um renascer em um corpo humano (o que muitas nações realmente chamam de “morrer”, já que é difícil se adaptar a um corpo mais fraco).

Está quieto. Preciso fazer alguma coisa para afastar o tédio. Escrevo enquanto olho a rua. Não sou o melhor vigia, mas passo facilmente despercebido. Agora isso é uma vantagem.
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Diário de Bordo – 24 de novembro de 2024

Já pensei em algo. Pode ser arriscado, mas o que é morrer, agora? Algo normal, rotineiro.

Vou levar a minha metralhadora, por via das dúvidas. Tenho munição o bastante para essa noite.

Meu último alimento aqui é chocolate. Uma barrinha ao leite que estou devorando agora. É gostoso, mas a energia que dá é temporária. Dura, no máximo, meia hora. Logo sinto fome de novo. Fome que terei que aguentar até amanhã. Passei o dia arrumando as coisas para me aventurar no centro de Halifax, elaborando uma lista mental do que pegar. Haverá mais lojas, de modo que poderei aproveitar e pegar outras coisas, como bateria para o barco. Acho difícil que tenha gás natural por lá, mas, se tiver, eu pego. Assim não dependo muito da luz solar.

Já está de noite, e logo explorarei a cidade.


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Diário de Canadá – 11/24/2024

Ouvi tiros. Pareciam vindos da cidade.

Será que há alguém vivo lá? Ou o habitante do barco tem algo a ver com isso?

Ou é o silêncio me pregando uma peça.

De qualquer forma... É um tanto assustador.

Ouvi mais tiros. Uns minutos depois dos primeiros.

Estou certo de que são reais. Alguém lá está precisando atirar. Por quê?

Claro que não sou idiota de ir lá verificar, nem que por isso o infeliz ali morra. Amanhã conto aos outros.

Notas finais
Nos próximos capítulos a coisa vai ficar meio turbulenta aqui no grupo principal, entao Nórdicos, Asiáticos e Sul-Americanos só mais pra frente. Mas eles vao aparecer, okay, folks?~