This Is War

19 11-23-2024


Notas iniciais
Querem uma previsao pro final da história?
TAMO NO MEIO DA PARTE DOIS, DE UMA HISTÓRIA COM TRÊS PARTES, A TERCEIRA PROVAVELMENTE DO TAMANHO DESSA
É.
MEDO, NEM EU SABIA QUE O BAGUIO IA FICAR ASSIM.

06:21

Oh, que belo dia para começar uma exploração arriscada por uma região onde praticamente toda a população foi morta ou cometeu suicídio, onde coisas estranhas acontecem, para achar outra coisa estranha que nem sabemos direito o que é, tampouco o que fará conosco.

Foi ironia.

Mas estou curioso demais para esperar algum milagre, algum evento divino que ilumine nossa mente e nos faça compreender tudo o que aconteceu aqui. Afinal, o herói já está completamente recuperado de novo!

Matt e eu estamos tomando café – se é que pode-se chamar cereal e água de café, que coisa de Idade Média! – enquanto esperamos Rússia. Temos duas mochilas preparadas e uma terceira é por conta dele. Não sabemos quanto a viagem vai durar, o que acontecerá ou do que iremos precisar.

Claro que iremos apenas descobrir onde está o barco, mas isso pode demorar ou ser rápido, podemos nos perder ou não, mesmo não usando a floresta como caminho. Levamos comida e algumas ferramentas, uma jaqueta para cada um para o caso de esfriar à noite. Fico feliy que a temperatura esteja voltando ao normal; ainda bem que levei minha jaqueta quando fugi de casa.

Oh, minha casa...

Me pergunto o que aconteceu com os civis de Boston.

Bom, Rússia chegou. Nem precisei olhar para saber. Sua voz e saudação não enganam ninguém.

Priviet, da!”, diz o russo.


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08:01

Achamos uma trilha alternativa rodeando a floresta. Dá direto nas águas do mar e vai margeando-o sem que precisemos adentrar a mata.

Estamos descansando agora. Continuamos logo.

Antes, admito, eu tinha receio, medo do que iríamos encontrar. Mas agora esses sentimentos sumiram. É dia e a luz do sol ainda nos acompanhará por horas. E a claridade do dia sempre muda a atmosfera, acalma... E o barulho do mar, de suas ondas batendo na costa, ajuda a nos aparziguar.

Pôxa, deve ser a quinta vez que dou uma de poeta, mas não me lembro da última vez em que fiquei tão em paz assim. Acho que quando era pequeno, vez ou outra Arthur me levava para ver o mar.

Matthew disse que aqui, antes, não havia nenhuma floresta e nem praia. A cidade estava tão grande, tão cinza que, com esforço, o governo conseguiu criar uma paisagem praieira na borda de Halifax. Custou uma fortuna, mas aliviou o estresse dos moradores. Por isso está assim agora. Mas não sei se posso considerar isso uma praia artificial. Porque tem areia e mata de verdade e.... Porque eu nunca vi uma praia artificial, mesmo.

Criamos um ponto de referência. No começo da rota que achamos é possível ver uma grande rocha marrom no meio do mar, a uns 15 metros de nós. Se algo der errado, é só procurá-la, já que dá para vê-la a grandes distâncias. Mas também é fácil achar o caminho de volta. Caminhamos na borda do mar, afinal.

Well, vamos continuar a exploração agora.


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14:04

Faz mais ou menos uma hora que estamos aqui escondidos, parados, esperando algum movimento.

Conseguimos avistar o barco meia hora antes disso. Estava longe e a areia era fofa demais para andarmos rápido, além de no movermos com cautela. Não queriamos ser descobertos, afinal.

A certa distância, entramos na mata e continuamos a nos aproximar dentro dela. Agora, a proa do barco está a uns cinco metros de onde estamos escondidos, ocultos pelas folhagens.

Não vimos movimento, nem antes e nem agora. Mas temos todo o tempo e paciência do mundo para torrar vendo se os arredores são seguros ou não.

O barco é pequeno, mais ou menos do tamanho de um veleiro. Totalmente fechado, de metal, com poucas e pequenas janelas que creio serem blindadas. Algo daquele tipo só pode pertencer a algum exército ou a algum colecionador fanático, ou sabe Deus o quê, mas acredito mais na primeira opção.

Mesmo assim, me parece menos ameaçador do que antes, de noite, quando até me passou pela cabeça ser obra de aliens ou coisa do tipo. Temia que tivessem implantado cum chip em mim e que agora estaria sob observação, como aquelas cobaias usadas para dissecar, sei lá. Fico mais aliviado agora. Porque não parece coisa extraterrestre. Ainda assim é um tanto sinistro. Deve se sair bem em guerras. E ser caro.

Bom, continuamos esperando...


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Diário de bordo – 23 de novembro de 2024

Como eu disse, não tardaria para que alguém me descobrisse.

Sei que estou sendo observado. Vi, ao longe, três vultos se aproximarem. Vultos cujos formatos denunciavam totalmente suas identidades.

América, Rússia e Canadá.

Não sei como podem ter sido tão estúpidos a ponto de andarem tão despreocupadamente sem se esconderem na direção do meu barco por tanto tempo, mas quando olhei de novo, alguns minutos depois, eles haviam desaparecido. Mas tenho certeza de que se esconderam e estão a vigiar meu barco.

Estou escrevendo de frente à janela da proa, atento a qualquer movimento. Eu vejo o exterior, mas quem está lá não pode me ver. E eles não podem ficar lá para sempre. Uma hora, cansam e vão embora.

No entardecer, terão que ir embora.

Mas, sinceramente, não sei o que fazer a respeito disso tudo. Para continuar sem contato com eles, poderia me deslocar para outra parte do litoral da cidade, mas não adiantaria muita coisa. Eu ficaria muito longe deles, o que me forçaria a encontrar comida em lugares que mal conheço. Poderia até sair do território de Halifax, mas teria o mesmo problema. Não dá.

Minha atenção terá que ser dobrada quando descer para terra firme aqui, também. E uma hora, terei que descer. Para reabastecer o barco com alimento.

E terei pouco tempo para pensar nisso. O que tenho aqui só será o suficiente para mais um dia.

Vou ter que me virar...


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19:26

Não foi muito produtivo...

Ninguém entrou nem saiu daquele barco. Nenhum movimento. Nem as luzes acendia de noite, como antes.

Comemos metade do que tínhamos na nossa mochila. Salgadinhos eram a maioria, na verdade. Porque todos nós já enjoamos de enlatados e davam trabalho para abrir e comer.

Sinto falta dos hambúrgueres...

Poderíamos até ficar mais um pouco, mas foi Canadá quem disse que não iria dar em nada, até porque haviam chances de que o habitante do barco havia nos visto quando nos aproximávamos. Então voltamos, e ainda chegamos a tempo de jantar. Mesmo sem fogão a gás, ainda nos reunimos para comer.

Ninguém notou nossa falta. Ainda bem... Ou não. Enfim.

O episódio da cidade de Halifax foi deixado completamente de lado por nós. Aquele barco é mais interessante e, por enquanto, nossa prioridade. Até porque não dá tanto medo, não tem risco de morte, ou pelo menos não vemos corpos espalhados por aí e mortos de formas macabras. Há gente viva naquele barco. Eu sei. Eu vi.

Mas não pretendemos contar aos outros, por enquanto. Agora precisamos achar outro meio de solucionar o mistério do barco.


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21:11

Holanda morreu. Febre e hemorragia interna, pelo que disseram. A natureza não teve piedade com seu país, creio eu...

Mas acharam drogas na casa dele.

Notas finais
Seguinte, o próximo capítulo vou tentar postar ainda antes de quarta-feira, porque vai ser chato. Mas depois dele vai ter coisa, entao é...
Me deem reviews quando puderem, sim? Ficaria feliz se cinco pessoas se manifestassem >_>' Mas eu compreendo se tiverem problemas de escola, porque eu também tô atrasada nessa coisa por causa dela e_e'