This Is War
7 10-18-2024
Notas iniciais
Субботу, 18 ноября 2024
Isso é realmente preocupante... Digo, acho que é. Ainda não temos certeza, mas é bem provável que um Tsunami atinja o sul do país em alguns dias...
Se é assim, a coisa mais certa a fazer seria evacuar os civis que morassem em áreas de risco, não? Mas não é bem o que meu chefe está fazendo aqui... Na verdade, ele não está fazendo muita coisa. Diz que é para esperarmos até termos certeza desse desastre.
Eu fico pensando na usina de Kalininskaya... Um segundo Chernobyl? Não é difícil de se imaginar, considerando a situação mundial atual...
Mas meu chefe sabe o que faz. Por isso está no comando, não é? Devia confiar nele!
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10/16/2024
08:09
Físicamente, Canadá é um clone meu. Temos a mesma altura, mesmo corte e cor de cabelo e ambos usamos óculos – mesmo que isso não seja bem uma característica física -. Somos gêmeos. O única diferença nesse quesito é a cor dos olhos – os dele são violeta; os meus azuis – e o ahoge. O dele é longo, faz um “looping” e dá muita vontade de puxar, mas ele fica puto quando eu faço isso.
Meu ahoge é curto e sem graça. Não é legal pra puxar.
Mas somos completamente diferentes em personalidade. Ele é a pessoa mais “zen” que eu já conheci e é difícil tirá-lo do sério. Ou, pelo menos, difícil fazê-lo demonstrar isso. É do tipo que consegue esconder tudo num sorriso, como agora.
Eu sou mais festeiro. Gosto de sair, berrar, fazer o diabo a quatro. Claro que está meio difícil fazer isso ultimamente, mas ter paz também está difícil.
Canadá não gosta de guerras, mas, se necessário, vira um monstro. Está se dando bem até agora.
No momento, estou deitado no sofá, mas vou levantar em alguns minutos para ajudar meu irmão na cozinha. Meu gato está em seu passeio matutino pela vizinhança – sem revoltados com fuzis – depois de ter comido um prato de panqueca.
Eu sei que panquecas não são o alimento mais recomendável para um gato, mas acho que devia dar-lhe o prazer de experimentar as panquecas de meu irmão. São indescritíveis. E o fato de eu estar agora comendo algo quente e fresco depois de tanto tempo só acentuou seu sabor...
Mais tarde explico isso. Vou ajudar o canadense lá na cozinha. Só achei legal registrar isso.
Oh, suas panquecas...
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Diário de Guerra de Vietnam
15:14 – Base militar de Hanói – 16/10/24
Faz tempo que não vejo meus soldados. Não tenho porra nenhuma de notícias deles. Meu chefe diz que não sabe de nada e qu está fazendo o possível para contatá-los.
Tenho certeza de que o filho da puta do América fez algo com eles. Mas a vingança vai ser cruel e já vou planejá-la assim que confirmar que a culpa é dele. Até tenho uma ideia do que fazer...
Ele está planejando alguma armadilha para mim. Estou de olho aberto. Meu território continua sendo meu e assim será.
Sobrevivi a guerras, secas, desastres. Nenhuma merda que vir agora vai me derrubar tão fácilmente. Ao contrário de Alfred, que parece um machão quando, na verdade, tem ossos de vidro, eu meto porrada mesmo.
Estou sendo muito maligna com ele. Não é bem assim; ele é até um garoto legal. Mas se for verdade que ele fez algo com meus homens, vou ficar muito desapontada.
Acho que vou ligar para ele um pouco mais tarde.
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18:32
Recebi uma ligação de Vietnã. De algum jeito, ela conseguiu descobrir onde eu me encontrava.
Matthew estava fora e ainda estará até amanhã de tarde. Ajudando nas pequenas guerras cuja vitória já é certa.
“ Eu quero saber o que aconteceu com meus soldados! América!“
“ Boa tarde para você também...”
Vietnã, ao contrário do que pensam, não é briguenta. Só se irrita muito, muito fácil.
“ O que aconteceu com meus soldados?!”
“ Seus quê?! Não sei!”
“ Fale! Porra!”
“ Não sei! Juro!”
Há dois dias, eu e ela ainda travávamos uma guerra acirrada em seu território. Mas parei de receber notícias de meus homens.
Pensei em contatar Vietnã, mas, admito, até heróis temem seus arquiinimigos — ... Certo? –, de modo que, quando não me esquecia, me recusava a ligar para ela.
E ela agora me liga com o mesmo problema...
“ Droga...”, ela disse baixo, ficando um tempo em silêncio, “ Droga. Desculpe.”, e desligou, sem me dar tempo de responder.
Fiquei um tempo refletindo depois de recolocar o telefone no gancho.
Primeiro: Tinha telefone no Canadá e também no Vietnã. Logo: Sou o único com problemas nessa área?
Mais uma questão para a lista de perguntas para as quais nem sei se obterei resposta.
Segundo: Que, diabos, aconteceu lá?
Ou ninguém realmente sabe de nenhum desastre que aconteceu lá, ou o próprio chefe da Vietnã esconde isso dela. Cogitei eles terem se perdido, mas acho que não rolaria com os soldados vietnamitas. Ou um lindo acordo de paz foi elaborado e assinado no meio do campo de guerra pelos própriosn soldados. Nah.
Que eles estão mortos, tenho quase certeza.
Espero que Vietnã esteja bem...
Ela é legalzinha, até. Temperamento difícil, mas perdoa e pede perdão quando necessário. Finge que me odeia. Eu finjo que odeio ela. Mas somos amigos, no fundo.
Nossos chefes é que fazem merda.
A culpa é sempre deles...
Enfim...
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