This Is Not A Love Story

5 love without a backward glance


– É o que parece – respondi em meio a risos

– Minha cama tem espaço o suficiente para nós... – Sra. Sparks o interrompeu na hora em quanto eu olhava para ele com um olhar divertido, como se estivesse debochando do que ele acabara de insinuar.

– Só nos seus sonhos Austin, é obvio que Caitlin vai ficar no quarto de hospedes, ou se preferir ela pode ficar no seu quarto e você dorme no sofá que tal?

– Ah mãe qual é? Não confia em mim? – ele parecia mais uma criança birrenta querendo convencer seus pais a comprar um brinquedo, eu apenas ria, mas enfim decidi me manifestar.

– Não, Sra. Sparks o quarto de hospedes está ótimo!

– Excelente! – nisso ela saiu deixando seu filho manhoso para trás

– Custava falar que você queria dormir comigo?

– Austin! – Exclamei o repreendendo

– O que foi? Ainda sou homem ok?

– Um homem diferente que respeita sua namorada.

– Tem razão, me perdoe.

– Claro que sim seu bobinho. – dei um leve beijo em sua bochecha

– O que quer fazer agora, senhorita certinha?

– Não faço a mínima idéia, apesar de gostar do fato de continuarmos aqui na varando apenas sentindo a brisa fresca em nossa pele.

– É... O vento é legal – o que ele respondera havia tornado tudo que eu acabara de falar completamente algo idiota, mas confesso que isso ainda me divertiu, conseguindo tirar alguns sorrisos da minha face, então olhei para ele e respondi.

– Então o que você sugere?

– Adoraria assistir um filme, que tal?

– Podem assistir ao filme que quiserem, mas antes, Caitlin querida, não gostaria de tomar um banho? – Disse Sra. Sparks entrando pela abertura com uma toalha em mãos, ela era totalmente gentil e estava me tratando super bem.

– Acho uma ótima idéia! Muito obrigada senhora! – peguei as toalhas de suas mãos enquanto Austin nos observava com uma expressão um tanto confusa ao mesmo tempo indignada.

Ela me acompanhou até seu quarto, o qual havia um closet imenso, onde ela iria me emprestar algumas vestes.

Separou uma e me entregou em seguida me indicou onde ficara o banho. Entrei, coloquei as vestes e a toalha sobre um suporte qualquer e comecei a me despir, quando estava tirando o sutiã, levei um tremendo susto, era Austin sussurrando, apenas com a cabeça na porta.

– Quer ajuda? – mas que moleque atrevido, olhei pra ele enraivecida e assustada e logo o respondi.

– O que você pensa que está fazendo, pelo amor. Sai daqui é serio!

– Calma, só quis saber se você estava precisando de algo, olha até trouxe o espumante da banheira.

- Mas que susto você me deu. – peguei o espumante de suas mãos e logo fechei a porta

– Obrigada e tchau! – foi o que eu disse

Terminei de tirar minhas vestes, mas ainda queria ter a certeza de que não corria mais o risco de ser observada por Austin, coloquei minha cabeça discretamente sobre as janelas, e certifiquei que a fechadura estava trancada, quando já havia tido a real certeza, decidi começar a encher a banheira, que apesar de Austin ter me dado um tremendo susto, ele me trouxe uma idéia ótima também, fazia um bom tempo em que eu não relaxava em uma banheira tão boa quanto, enchi ela com a água fervente e coloquei o espumante o qual havia me dado, ela era totalmente sofisticada, era automática, movida a energia, tinha hidromassagem e tudo mais! Quando tudo já estava praticamente pronto, entrei na banheira, coloquei meus fones de ouvido e pretendia ficar ali ate que me chama sem a atenção, se eu estivesse em minha casa é claro, na verdade não planejava ficar mesmo por muito tempo, pois em meus pensamentos já estava incomodando demais na casa dos Sparks, já que era minha primeira visita na casa de meu namorado, não queria causar a impressão de folga ou algo parecido.

Já estava totalmente confortável ali, quando der repente a água se esfriou as luzes se apagaram e as hidros pararam o funcionamento, e como de se esperar acabei entrando em desespero um pouco discreto mas confesso que comecei a sentir um pouco de aflição ou até mesmo medo, mas no tempo em que já estava saindo da banheira para procurar ajuda, me toquei que poderia ser apenas a energia que teria acabado. Foi ai que ouvi Austin batendo na portão e se preocupando.

– Cat, ta tudo bem? – Nisso ele abriu a porta, o que eu não sabia era que ele tinha a chave do banheiro ou de todos os quartos, mas por fim já estava indo ao seu encontro com os braços abertos, quando notei que ainda estava nua.

– Ah! Vire-se já, por favor!

– O que foi, ta acontecendo algo? Calma Cat eu não vejo nada! – ele respondeu em meio a risos e parecia se divertir com aquilo, pra mim não estava sendo nada divertido.

– Do que ri? Não vejo graça.

– Tudo bem, como quiser. – ele se virou, quero dizer, suponho que tenha virado, pois estava tudo completamente escuro, e eu apenas não enxergava, mas bem para completar meu desespero não achara as vestes de forma alguma, e já pensou se a luz voltasse naquele momento? Seria totalmente constrangedor, minha única saída foi usar apenas a toalha mesmo, por mais que aquilo me envergonhasse era isso ou ficar nua ate a luz voltar!

Quando finalmente as coloquei, poderia finalmente voltar a manter contato com meu namorado, é estranho falar dessa maneira, pois já havia ficado com praticamente metade dos garotos da escola, e eu me conhecendo não era para me importar de ele me ver ou algo assim, mas Austin tinha algo diferente, não que eu morrera de amores por ele, mas ele causara um efeito em mim encantador, o que jamais havia acontecido. Voltando ao ocorrido Austin era um pouco atrevido confesso, mas por incrível não tentou nada ali.

– Vamos pra sala, assim peço pros meus pais ligarem o gerador! – ele disse me abraçando pelas costas

– Ah! Então tem um gerador, e você só avisa agora?

– É que... Bom, era apenas pra eu te avisar que não era pra você entrar em desespero, pois já iríamos ligar o gerador.

– E você acha isso bonito? E porque não o fez?

– Eu ia, mas você ficou toda louca pedindo pra eu me virar e etc, para vai a culpa não foi minha.

– Eu brinco, mas você não faz idéia da vergonha que estou sentindo.

– Vergonha do que? Sou seu namorado, não? E alem do mais você não esta despida. – fiz uma cara desconfiada mas mesmo assim suas palavras me confortaram um pouco, pois é quando menos esperava estava eu lá sentada no sofá da sala apenas de toalha com o cabelo molhado em meu primeiro dia de visita, realmente estava envergonhada, e o que seus pais pensariam de mim? Quando a energia finalmente voltou, me apressei em voltar para o banheiro para ao menos me vestir, fui mal educada, confesso, pois nem olhei para cara de seus pais muito menos dele, acho que no meu caso qualquer garota faria o mesmo.

Após ter me trocado, penteado e me arrumado, sai do banheiro com a pior das expressões; totalmente sem reação, aquela situação fora a mais constrangedora com certeza, mas mesmo assim fiz de tudo para não causar um clima, vamos se dizer um pouco tenso, para minha feliz surpresa, na verdade era de se esperar pois todos eram totalmente simpáticos, ninguém fez piadas ou coisa parecidas, na verdade era o que parecera, não demonstraram importância, a única que talvez zombaria de mim era Alexia, que já estará em seus aposentos a tempos.

Fui diretamente ao quarto onde a mãe de Austin havia preparado tudo durante o meu banho, o quarto era pequeno mas confortável, fiquei muito agradecida!

– Toc toc – estava de costas, arrumando umas coisas que haviam deixado ali no quarto, quando notei que era Austin dei um sorriso de lado, olhei para ele e assenti

– Entra!

– E ai quando vamos iniciar nossa noite? – ele logo se jogou na cama, colocou seus braços sobre a cabeça as apoiando e disse em tom desafiador levantando uma de suas sombras celhas

– Como é que é? – fiz uma cara não muito agradável como se estivesse gozando de sua pergunta

– Me reviro ao filme Cat!

– Ah sim!- coloquei uma das mãos na testa e ri de leve- Não sei, podemos ir agora o que acha?

– Pra mim está de bom tamanho, é a hora perfeita, meus pais e Alexia já dormem, a casa se encontra silenciosa e vazia.

– Então vamos? – Ele segurou em uma das minhas mãos, e seguimos para a sala, nos sentamos, ele pegou alguns cobertores, ele colocou um filme de romance qualquer, e pretendíamos ficar agarradinhos ali por um bom tempo, na verdade a noite inteira. Eu me encontrava na abertura de suas pernas, encostando minha cabeça em seu peito em quanto seus braços se entrelaçavam em meu corpo.

– Consigo ouvir seu coração. – fechei meus olhos e me concentrei nas batidas

– Ele bate por você. – ri descontroladamente

– Que coisa mais clichê!

– Para vai! Eu sou muito fofo.

– Isso eu não tenho o que reclamar. – ele riu de leve, respondeu

– Não tem mesmo. – e em seguida me beijou, ficamos por um bom tempo ali apenas aos beijos, abraços e carinhos na verdade não estávamos vendo era quase nada do filme, quando finalmente voltei a minha posição e tentamos nos concentrar no filme, ele começou a mexer em meus cabelos o qual ele sempre gostara, senti o sono se aproximando a mim, permaneci em silencio, e acho que acabei a dormir em seu colo.

Parecia que já havia passado um tempo que estava desacordada, quando notei já estava em seu colo, e ele me carregara até o quarto em que eu ficaria naquela noite. Depois de ele finalmente me colocar sobre a cama me deu um beijo da testa, eu abri meus olhos e apenas agradeci com um sorriso, pois ainda estava sonolenta.

Era por volta das 4:00 horas da madrugada, e eu acabara de perder o sono, me revirara pela cama sem controle algum, tentei até dormir ao lado contrario, bom eu realmente não conseguira dormir, então decidi me levantar e beber algo para tentar conter meus ânimos, que já estavam ao extremo ali, quando me levantei dei de cara com Austin mexendo na geladeira.

– Austin? – perguntei ainda duvidando

– Cait! Que susto, senta ai. – ele sussurrou e eu me sentei

– O que foi? – ele se aproximou se sentando em uma cadeira próxima e carregando uma caixa de leite

– Não é nada, apenas perdi o sono. – coloquei uma mecha de meu cabelo atrás da orelha

– Então somos dois, não consegui dormir desde a hora que coloquei você sobre a cama, queria estar lá com você. – ri timidamente enquanto ele colocara um pouco de leite em um copo o qual me oferecera em seguida

– Obrigada. – aceitei o leite e ficamos ali os dois tomando-o puro sem ter reação nenhuma, pela primeira vez ficamos sem assunto, acho que ambos queríamos conversar, mas faltavam falas, essa é a verdade.

– E agora o que faremos? – ele perguntou

– Não sei

– O que você costuma fazer quando não consegue dormir? – ele insistiu

– Normalmente procuro fazer algo que me de sono

– Qual foi a ultima coisa que a fizera dormir?

– Dormi durante o filme! Em especial você acariciando meus cabelos. – ele riu parecendo se agradar com o que acabara de falar

– E por que não repetimos?

– Seus pais não irão se importar? Digo por que, olhe as horas...

– Não Cait, eles são mais na boa do que você imagina!

– Se for assim, não vejo por que não então.

– Vamos?

Nisso seguimos novamente para a sala de estar, voltamos ao filme e dessa vez abrimos um pouco mais o sofá para que tivesse espaço suficiente para nós dois, ele se deitou, em seguida eu e ficamos ali de conchinha, assistindo ao filme e com ele claro grudado em meus cabelos, aquilo me agradava. E quando achei que não poderia ficar melhor, começou a chover e o barulho da chuva deixava tudo com um clima romântico e agradável, na verdade ele me acalmara com sempre, e particularmente o cheiro da chuva era melhor do que qualquer colônia francesa.

Já havíamos praticamente dormido, foi quando ouvi um barulho vindo do quarto de Austin era alguém o chamando a voz parecia de sua irmãzinha, e ela estava com voz de choro e sonolenta. Ela dizia

– Aust! Aust! Aust? – como ele ainda não acordara decidi ir até ela para ver se tinha acontecido algo eu ao menos ver se ela estava bem, subi as escadas, e lá estava a pequena de pé com sua boneca em mãos batendo na porta de seu irmão, fui ao seu encontro e tentando não assustá-la cheguei de mansinho

– Alexia? Tá tudo bem aqui é a Cat, lembra de mim? – ela se virou pra mim e perguntou

– Caitlin?

– Sim sou eu, namorada de seu irmão, tá lembrada gatinha?

– Claro. – ela respondeu coçando um de seus olhos os quais estavam um pouco molhado

– Por que chora? O que aconteceu?

– Eu só tive um pesadelo

– E você vem dormir com Austin quando isso acontece?

– É, eu gosto de dormir abraçada com ele, me sinto protegida. – pois é, ela tinha algo em comum comigo, e me deixara feliz esse fato, pois ali notei que ele tinha jeito com crianças

– Hum, você gosta de biscoitos?

– Eu gosto muito. – seus pequenos olhinhos logo brilharam

– Que tal irmos comer um pouquinho e depois você vem dormir com agente?

– Tá bom Caitlin

– Então vamos? – estendi uma de minhas mãos e descemos as escadas indo diretamente a cozinha, a sentei a cadeira alta, e procurei algo as minhas vistas para dar para ela, é claro que fiquei sem graça em mexer na geladeira, armários e etc, mas pretendia me desculpar no outro dia, afinal não era pra mim era para a casula da família, e acredito que eles iriam entender.

– Então quer dizer que você gosta de dormir com Austin? – assoprei seu leite, e disse tentando puxar algum assunto

– Só quando não consigo dormir! – ela logo se defendeu, dava para ver a inocência e verdade em seus olhos, por isso eu sempre gostara de conversar com as crianças, então ri de leve e logo a respondi a sabichona

– Sabe o que eu costumava fazer quando não conseguia dormir?

– O que?

– Pedia sempre para minha mãe me contar uma história.

– Mamãe não me contaria histórias a essa hora da madrugada

– Tem razão Alexia está tarde mesmo, aliás por que já não vamos dormir?

– Mas e a história Caitlin?

– Deixa pra outro dia, corro o risco de levar bronca de um de seus pais por deixar você comer e te manter acordada até agora. Onde você quer dormir, onde estou ou na sala comigo e com seu irmão?

– Quero dormir na sala, pode?

– Vamos lá, só saberemos se pode quando despertarmos.

– Tem razão. – ela gargalhou

Voltei para a minha posição onde já estava e coloquei na ponta, assim ficaria, Austin do canto eu no meio e ela na ponta, mas já era de se esperar, ela pulou para o meio de nós dois, eu não me importei é claro, e finalmente todos nós caímos no sono!