Notas iniciais
Olá!

CAPITULO 2

POV PEDRO

– Você quer saber o que eu acho? – perguntei dessa vez mais baixo, bem mais baixo. Toquei seu rosto com as costas da mão. Assim como eu, ela também fechou os olhos, aproveitando ao máximo do toque. Ela abriu os olhos, ambos não piscávamos, essa proximidade não era boa para nenhum de nós, mas não conseguíamos nos afastar,aproximei mais o meu rosto do seu, estávamos a milímetros de distancia, mas ela afastou seu rosto.

- Não faça nada que você vá se arrepender depois. – ela disse seria. – Alias, se você quiser pode ir embora agora, você pode fingir que essa conversa nunca aconteceu, e que aquelas crianças lá fora...

- Chega! Presta atenção no que você está falando! Eu NUNCA vou fazer isso! Eles são nossos filhos. Eu vou assumir eles. – Ela respirou fundo. –Eu posso conhecê-los?

- Você deve! – Sorri. Ela saiu do quarto e eu fui atrás.

Chegamos ao jardim e as crianças ficaram me olhando. O menino sentou ao lado da irmã e eles olharam juntos pra Joana. Ela sorriu e se sentou a frente deles, me sentei ao lado dela.

- Rebecca, Rafael, esse é o Pedro. – Os dois arregalaram os olhinhos, devo dizer, belos olhos.

- O papai? – Rebecca perguntou baixinho.

- É o papai, ele voltou de viagem. – Então eu entendi, eles sempre souberam da minha existência, ela se preocupou em me manter presente a eles. – Vocês não vão dar um abraço nele?

Juntos eles se levantaram e me abraçaram. Eu não sabia o que estava sentindo no momento. Uma felicidade, um sentimento forte, um amor forte! Eu sou pai! Tudo o que eu mais queria era ter um filho com Joana, agora eu descubro que tenho dois! Eu não sentia raiva dela por ter me escondido isto, eu errei muito com ela. Agora eu queria me redimir de todos esses erros, eu queria construir uma família com ela.

(...)

POV JOANA

Estavamos sentados na sala, contamos tudo ao Lucas, ele teve a mesma reação de Pedro, agora as quatro crianças brincavam no tapete, já tinhamos ligado para Thomas e Pedro Lucas, Alice viria também. Ninguem sabia de Rebecca e Rafael.

Pouco tempo depois os três chegaram, ninguem esperava me encontrar lá, então digamos que teve muito choro da minha parte, Alice também chorou muito, minha melhor amiga.

-A quanto tempo você tá no Brasil, pingo? – Pedro Lucas perguntou me abraçando de lado, ele não havia desgrudado um minuto sequer de mim.

- Um pouco mais de um ano... – Falei baixo.

- COMO ASSIM? POR QUE VOCÊ NUNCA ME PROCUROU? – Alice perguntou/gritou.

- Gente, tá bem mais que obvio que ela não procurou nenhum de vocês por minha causa... – Eles pareceram ficar um pouco pensativos.

- E quem são essas duas fofurinhas, aqui? – Alice perguntou com voz de retardada.

- Rebecca e Rafael Lanza. – Pedro respondeu de uma só vez.

- O que?! – Thomas disse.

- Esses são os meus filhos. Meus e da Joana. Com a Joana. Entenderam? – Pedro se embolou com as palavras e eu sorri.

- Eu sou tio?

- Eu sou tia?

Bom, digamos que a reação de todos ao saber que eu tinha dois filhos, dois filhos do Pedro, não foi muito racional. A Alice começou a chorar, Thomas me rodou no ar e Pedro Lucas não queria soltar as crianças nem um minuto. Depois que as crianças brincaram demais com os novos tios, e lógico, com o pai, eles acabaram adormecendo. Lila e Lucas voltaram para o apartamento deles, Thomas foi logo depois dizendo que uma “amiga” chegaria de viagem e iria se hospedar na casa dele, Pedro Lucas e Alice foram um pouco mais tarde pois ainda queriam saber detalhes de tudo, no final restou somente eu e Pedro, ele me daria uma carona pra casa, e lógico uma ajuda com as crianças, porque essas estavam desmaiadas.

- Thomas parecia um retardado brincando com as crianças. – Pedro comentou rindo, depois de um longo silencio dentro do carro.

- Acho que todos eles, você viu como as crianças estavam felizes? – Falei olhando eles dormindo no bando traseiro.

- Você viu como eu estava feliz? – Olhei para o Pedro. – Como eles sabiam de mim?

- Sua mãe sempre vinha visitar eles, então em dia ela amostrou uma revista pra eles, falou que você era o pai deles, mas como tinha uma banda viajava demais, por isso não vinha vê-los, algumas vezes a gente dizia que você apareceu de madrugada, eles ficavam radiantes. – Pedro respirou fundo.

- Obrigado. Me desculpa?

- Pelo que, Pedro? – Ele estacionou na frente do prédio e me olhou.

- Por tudo o que eu já fiz com você, eu nunca te dei o valor que você merecia, agora eu vejo a grande mulher que você é, cuidar desses dois sozinhos, trabalhar, viajar sempre, parabéns, você é perfeita! – abaixei a cabeça. – Agora nada, nem ninguém me tira de perto deles ta... – Assenti.

Saimos do carro e eu peguei Becca e o Pedro pegou Rafa, deixamos eles em seus devidos quartos e fomos pra sala.

- Como vai ser agora? – Ele perguntou com o olhar perdido.

- Eles vão ficar com você nos fins de semana. Como você vai dar essa noticia para seus fãs?

- Uma entrevista, twitto, vou providenciar logo. E nós dois?

- Pedro, não existe mais “nós dois”. – Ele se aproximou mais.

- Joana, nossa relação nunca foi uma coisa que pudéssemos chamar de “normal”, não começou normal, começou por um acaso visto por nós como maldito, duas crianças que já tinham suas próprias vidas se vêem obrigadas a casar para que o negocio de seus pais de certo, parece roteiro de filme, mas estava longe disso, era vida real. Era nossa vida real. Como se não bastasse, essas duas crianças se apaixonam, decidem viver juntos alem de um maldito papel, desejam seu final feliz. Por um momento acreditam ter esse final feliz, mas então os fantasmas passados desse menino resolvem reaparecer, então a felicidade desse casal é interrompida. Mal sabia esse menino que sua paixão estaria grávida, grávida de duas crianças maravilhosas, que só muito futuramente viriam a conhecer o seu pai. E então, esse cara descobre que o amor que ele sentia por aquela menina pequena, frágil, linda e de gênio forte não acabou, ele descobre que é ao lado dela e de seus filhos que ele quer passar o resto de suas vidas. O que a pequena menina diz pra ele? – Pedro me olhava ansioso, com ele falando desse jeito nossa história realmente parecia um roteiro de filme. Engoli em seco.

- Ela diz que precisa pensar. Foi complicado esses anos sem você Pedro, se eu te disser que ao sinto mais nada por você eu estaria mentindo, mas eu preciso pensar, agora devemos focar toda nossa atenção para os nossos filhos.

- Você me promete que vai pensar? Que não vai me deixar sem uma resposta?

- Prometo. – Ele aproximou mais nossos rostos e beijou minha testa.

- Amanha eu estou de folga, posso passar aqui pra ficar um pouquinho com eles? – Ele perguntou um pouco acanhado.

- Lógico que pode! Sempre que quiser. – Ele me deu um ultimo abraço e saiu.

Meu Deus! Que dia!

AUTORA AQUI, CENOURAS, COMO VOCÊS VIRAM DO CASAMENTO DO PEDRO E DA JÔ, EU SOU PESSIMA EM CASAMENTOS, POR ISSO, NÃO FAREI O CASAMENTO DO LUCAS E DA DALILA, DESCULPE, MAS TODOS OS RASCUNHOS QUE EU FIZ FICARAM HORRIVES, ENTÃO, POUPAREI VOCÊS DESSA TRAGEDIA. AGORA CONTINUEM COM A ESTÓRIA.

~ 1 MÊS DEPOIS ~

~~ POV ALICE ~~

Aqui estou eu no apartamento da Joana boquiaberta com a criança de quase três anos à minha frente. Os meninos estão em turnê e a Jô viajou a negocio, eu como amo esses dois pequenos resolvi ficar com eles durante esse fim de semana.

Tinha acabado de retornar do quarto de Rafa, ele sempre mais quieto, dormiu primeiro. Cheguei na sala propondo um filme à Rebecca, assim seria mais fácil ela pegar no sono, mas ela apenas me perguntou:

- Tia, o papai e a mamãe se gostam né? – Foi meio difícil de entender, apesar de falar muito bem para uma criança de dois anos e meio, ela fala um pouco embolado.

- Ai Becca, eu não sei. – Ela sorriu sapeca.

- Eu sei. – Arqueei uma sobrancelha.

- Como você sabe?

- Eu escutei a mamãe falando com a tia Lila. – Sorri, essa menina é um gênio.

- Você gostaria que eles ficassem juntos? – Perguntei tendo uma idéia.

- Uhum, é chato ficar trocando de casa todo fim de semana. – Ri fraco.

- E se a gente ajudasse eles? – Ela sorriu – Vamos fazer assim...

~~ POV PEDRO~~

Recebi uma mensagem da Joana pedindo pra que eu ligasse pra ela urgentemente assim que eu pudesse, me afastei dos meninos, e liguei pra ela.

- Pedro?! – Ela disse com certo desespero.

- Oi, calma, o que aconteceu? – Ela respirou fundo.

- As crianças, elas estão passando mal e a Rebecca não para de chorar dizendo que quer você.

- Calma, você já levou eles no hospital?

- Já, o medico disse que era uma virose, mas eles querem você aqui.

- Daqui a dez minutos eu to ai. Fala pra eles que eu já estou chegando.

- Ok. Vem com cuidado. – Me despedi dela e desliguei o celular, expliquei minha situação para os garotos e saí o mais rápido possível em direção a casa da Joana.

Notas finais
Gente, alguem quer ser a mina do Thomas, é só mandar o nome que eu coloco na fic, só pra deixar claro, vai ter hot do nosso loiro sensual. :P 2Beijoos.