This Is About You

7 Seguindo sua Trilha - Part II


Notas iniciais
Heyyyyy! Que demora, eu sei... Tenho um recadinho pra vocês nas notas finais. leiam, é importante. Enjoy!! “Destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha; não é uma coisa que se espera, mas que se busca.” William Jennings Bryan

Elena

Assim que coloquei os pés no apartamento, avistei Bonnie deitada no sofá assistindo "A ultima musica", filme que fazia questão de ver todas as vezes que ficava triste, eram maratonas de filmes de romances e vários potes de sorvete de baunilha espalhados pela cozinha do apartamento. Essa era sua forma de aliviar a pressão causada pelo impacto de saber que Jeremy possivelmente estaria apaixonado por outra garota. Eu entendia Bonnie, essa era sua forma de lidar com a dor. A minha era bem diferente.

– Hey! Elena vai mais devagar. – Carol disse ofegante enquanto parava á minha frente e apoiava as mãos nos joelhos, cansada.

Nada melhor do que extravassar sua raiva coreendo pelo Central Park, ao descobrir que enquanto você estava fora da cidade, acreditando que seu namorado estava visitando os pais em Boston enquanto o safado surfava e tomava cerveja em Atlantic Beach.

E de pensar que eu me senti culpada por ter dado um tempo no nosso relacionamento. Idiota! Era isso que eu era.

– O que deu em você? Esta estranha desde a conversa no refeitório? Se for por causa do Idiota do Kol, não fique assim porque ele não merece. – ela concluiu enquanto dava um gole de água na sua garrafinha rosa. Ambas estávamos com um conjunto de camiseta com legging e tênis confortáveis.

– Você ouviu Carol. – dei alguns passos ate encontrar o banco de madeira branca que ficava em frente ao lago. – Ele mentiu pra mim, só não consigo entender o motivo. A gente sempre confiou um no outro pra contar o que quer que fosse. – murmurei enquanto observa as crianças brincando próximas as pessoas que corriam pela trilha, formada de folhas verdes espalhadas pelo longo caminho do ambiente arborizado.

– As coisas mudaram Lena. – ela sentou-se ao meu lado colocando a mão sob meu ombro. — Vocês não são mais dois adolescentes, são adultos, então... – pausou – quando você o ver hoje à noite, você vai conversar com ele e perguntar por que ele não contou que ia pra Carolina do Norte, depois dependendo da resposta dele você decide o que fazer. – propôs exibindo um sorriso.

– E se ele não for? – questionei com desdêm.

– Vai sim. Ele não perde uma festa. – respondeu abafando o riso – E falando em festa, tenho que ligar pro Stefan e avisa-lo.

– Não seria convida-lo? – sugeri enquanto me pus em pé iniciando uma caminhada de passos lentos.

– Não. Eu não dei o direito de escolha. – bateu o ombro no meu e sorri com sua maneira torta de amar o Stefan. – Ele vai e ponto. – sorriu vitoriosa enquanto me acalcava e continuávamos a pegar velocidade.

*

– Carol, vamos! – gritei pela décima vez enquanto esperava minha amiga se decidir entre o vestido ameixa sexy ou o amarelo sofisticado. Com a festa era em uma boate, desconfiava que sua escolha fosse o ameixa sexy. Abri um largo sorriso quando a vi sair do quarto com o ameixa que realçava sua pele limpa e seus olhos azuis combinados com os sapatos de salto.

– Ai Lena que pressa! – bufou enquanto caminhava no longo coredor em direção à sala – Uau! Você tá linda amiga, que gata. – me olhou de cima a baixo e piscou um olho – Eu fico me perguntando se essa produção toda é pro Kol. – sorriu maliciosa enquanto caminhávamos em direção a porta.

– Não é pra ele e sim Por causa dele. Quero me sentir segura, e isso só acontece quando estou em cima dos meus saltos e com uma roupa bonita. – respondi enquanto apontava para os meus saltos dourados e fechava a porta do apartamento.

– Você vai arrasar! – piscou cúmplice – Como estou? – deu uma voltinha enquanto entravamos no elevador.

– Linda e sexy!– ri – O Stefan vai ficar louco quando te ver. Afinal ele vai?

– Eu o mataria se não ficasse, e sim, ele vai do trabalho. – balanço a cabeça em negação. Só Carol pra falar uma coisas dessas.

Descemos e encontramos Bonnie na calcada. Ela estava linda com o vestido azul claro.

– Até que enfim. – reclamou abrindo a porta do seu Audi, presente da sua avó Sheila.

– Culpe a Carol. – me posicionei no banco traseiro enquanto a loira sentava ao meu lado. ela bufou e disse:

– Não tenho culpa. É difícil encolher entre duas roupas que me deixa mais linda que o comum.

Rimos enquanto bonnie dava partida se misturando no meio dos outros carros.

*

As 21:00 Bonnie estacionou em frente ao enorme ambiente de dois andares, onde a fachada de um laranja queimado dava destaque a grande placa brilhante escrita "Neon Ligths" em um verde escuro que tornava a atmosfera mais envolvente. O segurança pediu nossos nomes e apenas a menção de "Tayler Lockwood" o fez falar alguma coisa em seu ponto e abrir um sorriso acenado e nos dando passagem para dentro do local amplo, nada tradicional.

Coloquei os pés na boate e fui bombardeada pelas luzes do teto. As tonalidades das paredes do interior da boate eram de cores vivas, alternadas entre vermelho vinho e laranja escuro, distribuídas corretamente entre os três ambientes.

No lado direito havia um bar onde seis Bartender’s realizavam suas manobras com as mãos ao despejar o conteúdo nos copos dos clientes . Já do lado oposto, havia uma pista de dança onde as luzes coloridas refletiam sob os corpos das pessoas que dançavam loucamente, enquanto um dos DJ’s tocava mais um sucesso.

Entre os dois ambientes existia uma área mais reservada, com poltronas e sofás em um estilo moderno e exótico. Ao todo, o local era jovem, casual e elegante. Nos aproximamos do bar onde Jeremy acenava, vestido em uma calça preta e uma camisa de mangas longas vermelha de botões, exibindo seu típico olhar de garoto e seu sorriso maroto. Tayler estava engolindo alguma bebida e notou nossa presença, deixando o copo sob o balcão, ele gesticulou algo para o Bartender e veio até nós.

– Uau! Vocês estão gatas. – ele assoviou – Quando foi que você ficou assim tão... tão.... – ele direcionava um olhar malicioso a Bonnie que ficou imediatamente vermelha.

– Hey cara! – Jeremy resmungou para o amigo que o olhava sem entender, assim como eu e Caroline que estávamos estáticas pela atitude do meu irmão, sem contar que Bonnie estava com os olhos arregalados. – Er... Você quer dançar Bonnie? – ele estendeu o braço pra ela.

– Claro! — hesitou um pouco antes de segurar o braço de Jeremy. Antes de caminhar rumo à pista de dança ela me lançou um olhar incrédulo, em resposta levantei os polegares a desejando boa sorte. Ela sorriu e seguiu na direção da multidão de corpos.

– Você viu o Kol? – perguntei a Tayler.

– Sim, ele estava aqui antes de vocês chegarem, deve ter ido dançar. Eu vou pegar alguma garota. – Fiquem a vontade. – Sorriu malicioso ao seguir uma garota de cabelos negros.

– Vamos pra um lugar menos barulhento, que eu tenho que ligar pro Stefan. – ela disse enquanto nos direcionava a área mais reservada com poltronas e sofás num estilo moderno e exótico. – E você não vai procurar o Kol? – perguntou.

Eu estava dividida entre ir mesmo procura-lo e esclarecer as coisas ou ficar sentada enquanto esperava as horas se arrastarem até o momento de ir para casa e chorar no meu travesseiro por meu namorado — ou ex -

Eu tinha que resolver isso e seria agora.

– Sim. – afirmei – mas vou esperar o Stefan chegar pra te fazer companhia. – sorri para a loira que retribuiu.

Ela começou a procurar o celular na bolsa de couro.

– Oi meu amor. – Virei-me para o lado aberto do ambiente e vi Stefan se aproximar em um visual casual e jovem combinando exatamente com o local, seus cabelos estavam perfeitamente alinhados e ele esboçava um sorriso apaixonado ao ver Carol se jogando em seus braços e o beijando sem pudor nenhum. Virei o rosto para o lado oposto afim de evitar um constrangimento maior. – Oi Elena. Como vai? – ele se direcionou a mim enquanto Carol beijava seu pescoço.

– Estou ótima. – Mentirosa! meu subconsciente me reprendeu – E você? – perguntei.

– Melhor agora. — Ele olhou pra Carol e respondeu sincero. – Bom... Eu queria me desculpar pelo comportamento do meu irmão noite passada. – começou enquanto Carol parava o que fazia para prestar atenção à conversa. – Ele é um tanto grosso e arrogante... Mas ele é uma ótima pessoa. – afirmou convicto– Só esta passando por um momento difícil. Mais um. – acrescentou em um sussuro.

– Tudo bem. Eu entendo que deve ser um momento ruim, mas não justifica as coisas que ele disse.

– Eu sei – lamentou – Mas quem o conhece de verdade, sabe que aquele não é o Damon de verdade. Ele não é assim, isso eu posso garantir. Sabe, eu me lembro que quando eu estava com cinco anos e o Damon com sete, ele tinha um avião de madeira que não largava por nada, foi presente da mamãe, ele adorava aquele brinquedo – sorriu enquanto se recordava. — E certo dia papai em um ataque de fúria acabou pisando no avião dele e quando percebeu que era do Damon ele começou a pisar ainda mais até quebrar, e o meu irmão quando viu chorou a noite toda. No outro dia eu acordei e ele não estava na cama. Eu desci a procura dele, e o achei na garagem. Quando ele se virou pra mim completamente sujo e exausto eu vi que ele tinha em mãos um avião idêntico ao outro, só que esse tinha o triplo do tamanho do anterior. Eu o questionei sobre como ele fez aquilo em tão pouco tempo e ele respondeu "Ninguém pode destruir o que é seu Stefan e quando tentarem fazer isso, você constrói algo tão grande que ninguém mais o alcançara.".

– Isso explica seu controle por poder. – murmurei pra mim mesma. Enquanto absorvia aquela informação que me deixou completamente ressentida por imaginar um garotinho de lindos de olhos azuis avermelhados devido às lagrimas.

– Exato. Ele tem que estar no controle de tudo, caso contrario... Ele se sente vulnerável.

– Você gosta muito dele. – afirmei

– Eu o amo. Ele é meu irmão e eu faria tudo por ele. – a forma como ele se referia ao irmão era com tanta admiração e carinho, que fugia totalmente da imagem do homem arrogante de olhos frios insondáveis. Parecia que estava descrevendo outra pessoa.

– Se ele soubesse o que aconteceu com seu pai, não teria feito aquele comentário infeliz. De qualquer forma peço desculpas.

– Desculpas aceitas. – sorri para ele. – Bom eu vou procurar uma pessoa, se vocês me dão licença. – acenei para Carol que murmurou um: Boa sorte.

Determinada a encontrar Kol, segui abrindo caminho pelas pessoas aglomeradas no salão, rumo a pista de dança. Avistei Tayler que cochichava algo no ouvido de uma ruiva turbinada e logo atrás dele, Jeremy e bonnie conversando sentados no bar. Parei alguns instantes para observa-los, pareciam felizes e despreocupados, olhei novamente para Jeremy e vi seus olhos brilharem e me dei conta que a garota que ele estava apaixonado, era simplesmente Bonnie.

Eu estava feliz pela aproximação dos dois, eu amava muito o meu irmão e queria o ver feliz ao lado de alguém que realmente gostasse dele, e a baixinha era a pessoa certa pra isso. Eu torcia muito para que as minhas amigas conseguissem a felicidade esperada por ambas, Carol estava nitidamente apaixonada pelo Stefan e Bonnie sempre foi apaixonada por Jeremy. Parecia que só eu não tinha encontrado alguém que olhasse para mim com aquele olhar. Suspirei ao me virar e meu rosto foi de encontro a um tórax largo e musculoso.

– Desculpe, eu sou meio desastrada. – recuei, fitando os sapatos sociais, subindo por um par de pernas longas — e grossas, devo salientar — cobertas pelo jeans escuro. A camisa era azul também, e por cima um lazer elegante de listras, o que combinava perfeitamente com o par de olhos azuis que o estranho exibia...

Olhos azuis.

Selvagens.

Idomáveis.

Damon.

O diabo de olhos azuis.

– Isso é meio óbvio, Elena. – Ele disse, com aquela sua voz rouca preenchendo meus ouvidos. Estava mais lindo do que nunca, com aqueles cabelos negros desgrenhados, deixando irresistivelmente sexy. O observei atentamente e cheguei à conclusão que, Damon de terno era um homem elegante e poderoso, mas Damon com um visual despojado e jovem ficava muito mais irresistível. – Mas não me incomodaria de te encontrar assim mais vezes. – me avaliou dos pés a cabeça e passou lentamente a língua entre os lábios rosados me deixando visivelmente corada e tentada a repetir seu gesto.

Olhei para meu vestido preto justo, um pouco acima do joelho, marcando meu quadril e contrastando com a cor da minha pele descoberta pela renda da parte do busto.

– Oi Damon! – fingi uma falsa educação — Tchau Damon! – passei por ele e segui o fluxo de pessoas que entravam na pista de dança, porém fui impedida por um braço forte me puxando delicadamente pelo cotovelo o que me fez dar um passo atrás e encarar os olhos azuis. – Qual é o seu problema?- perguntei me desfazendo do seu aperto.

– Eu que te pergunto. Qual é o seu problema, garota? — falou irritado se aproximando de mim, o que me fez recuar um passo e impor um certo limite de distância, caso contrario eu não conseguiria ter uma conversa civilizada, sentindo a fragrância máscula e amadeirada do seu perfume, por que a medida que seu cheiro penetrava meu olfato, minha concentração e lado racional se esvaziavam do meu corpo dando lugar a um um único desejo.

– No momento meu problema é você. – falei seria tentando expulsar tais pensamentos e me focar apenas na raiva descomunal que eu tinha por esse homem.

– Eu quero te dizer uma coisa. – ele murmurou calmo.

– O que? Que eu não deveria estar aqui no mesmo ambiente que você? Vai me perguntar como eu consegui entrar, já que não tenho dinheiro suficiente pra frequentar lugares desse nível? Que eu devia estar economizando pra não ter que trabalhar como garçonete? Eu me cansei desse seu jeito idiota. Não sei o que aconteceu com você para ter o transformado em um homem frio e sem coração, mas escuta uma coisa Damon – Me aproximei dele que engoliu em seco – Eu não sou obrigada a ouvir seus comentários grotescos, só por que é um homem infeliz que o único divertimento na vida é gostar de ser detestável. Então se me der licença, eu vou procurar um amigo por que é melhor do que ficar aqui ouvindo sua voz.

Segunda mentira do dia. Minha consciência cantarolou. Eu a ignorei. Dando um passo à frente e saindo o mais rápido possível dali, deixando um Damon boquiaberto e irritado atrás de mim.

Minha pulsação estava acelerada tanto pela raiva como pela sua presença. Eu me odiava por não conseguir o odiar. Entrei na pista e fui passando pelos corpos suados que se agitavam ao som da musica eletrônica sendo abafados pela estrutura acústica do ambiente. Foi quando eu vi uma loira peituda bagunçando os cabelos castanhos do homem enquanto ele sem pudor nenhum agarrava com ambas as mãos a bunda da loira, se esfregando nela de maneira promiscua. Eles se beijavam ferozmente, ou melhor, estavam praticamente fazendo sexo com a boca.

Aquela cena me fez sentir o estomago embrulhar e a dor da traição se instalou em meu peito me fazendo engolir seco e sentir as lagrima teimosas caírem dos meus olhos. Eu queria ir até Kol e falar tudo que estava preso na minha garganta, mas meu orgulho falou mais alto, eu não daria esse gostinho a ele. Dei meia volta, reprimindo a vontade de chorar e sai da pista de dança indo procurar a única coisa que eu precisava no momento.

Álcool.

***

– Onde você foi? – Alarick perguntou assim que pus os pés no terceiro ambiente da boate, o único lugar que me protegia do barulho ensurdecedor que vinha do lado agitado do local. – Pensei que não gostasse de ficar circulando no meio dos corpos suados se colidindo. – usou minhas próprias palavras contra mim.

– Boa noite pra você também Rick e só esclarecendo, eu não estava no meio daquele antro de transpiração gratuita. Estava lá em cima no escritório discutindo algumas coisas com o Lockwood. — expliquei – Oi Meredith. Como vai? – direcionei minha atenção para a morena de braços dados com Rick.

– Bem, obrigada. – sorriu – A boate é maravilhosa, apesar do Rick não querer ir dançar. – ela cerrou os olhos para o namorado.

– Nisso eu concordo com ele. – ela balançou a cabeça em negação.

– vocês dois parecem velhos mal-humorados. – sibilou

– Só temos um velho aqui! – provoquei, olhando sugestivamente pra Alarick que murmurou algum palavrão que decidi ignorar.

– Damon – me virei na direção da voz e me deparei com Stefan de mãos dadas com Caroline. Ah! Qual é a das mãos dadas? Por acaso hoje é dia dos namorados?

– Stefan – falei surpreso – Não sabia que você dançava? Não na frente de outras pessoas. – pisquei cúmplice. Ele ficou vermelho – Caroline — cumprimentei com um aceno, já que ela parecia não ir muito com a minha cara. Ótimo, deve fazer parte do time da morena.

– Vim acompanhar Caroline – esclareceu – ah! Eu esqueci que só temos um pé de valsa na família. – me provocou. – Não sabia que era sócio de Richard – falou surpreso.

– Você não sabe muitas coisas sobre mim, irmão. Então... Eu acabei esquecendo de mencionar, mas a Aprill me ligou e esta vindo pra cá no sábado.

– Que ótimo, faz um bom tempo que eu não a vejo – sorriu.

– Amor, no dia do seu aniversario! – Caroline disse radiante – podemos fazer uma festa.

– Ah não. Definitivamente não. – Stefan choramingou

– Ah qual é loirinha. Quantos anos ele tem cinco?- perguntei sarcástico recebendo um olhar cortante da loira.

Ela olhou logo atrás de mim e franziu as sobrancelhas, o que me fez girar o corpo e ver que olhava para o homem que se aproximava.

– Essa conversa ainda não acabou! – ela disse beijando Stefan o que me fez revirar os olhos – Eu vou falar com um amigo. – e caminhou em direção ao homem.

Apesar da conversa que rolava entre Stefan, Rick e Meredith já que os três já se conheciam, eu pude ouvir Caroline falando quase em sussurro.

– Onde esta a Elena? – Então era sobre a morena. Sorri malicioso e me aproximei discretamente dos dois que estavam atrás de uma coluna de metal.

– Não sei, nem sabia que a Lena tinha vindo. – hum... Lena. Então eram intimos..

– Ela estava procurando você! – ela diz parecendo verdadeiramente aborrecida. Ouve uma pausa.

– Kol você esta pálido. O que houve?

– Porra! Eu preciso encontra-la. – falou exasperado e saiu apressado, abrindo caminho entre as pessoas. Na nossa pequena "conversa" ela tinha mencionado que ia encontrar um amigo. Devia ser esse idiota chamado kol, que tipo de nome era aquele? Bufei ainda pensei em contar a Caroline sobre o meu pequeno e simpático encontro com a morena e dizer que ela saiu em direção à pista de dança, mas preferi não contar.

Ele que quiser que a procure. E espero que não encontre. Completei mentalmente.

Caroline estava visivelmente preocupada juntou-se à conversa que eu não prestava a mínima atenção já que meus olhos estavam voltados para a lotada pista de dança me fazendo forçar um pouco a visão já que aquelas luzes demoníacas não ajudava em nada a distinguir um corpo do outro. Mas eu reconheceria Elena naquele vestido que fez meu sangue ferver e a parte escondida pela calça pulsar de excitação. Às vezes eu me perdia com a tamanha beleza dela, pois a cada encontro inesperado nosso, a morena estava mais bonita e gostosa, com nessa noite. Se ela não tivesse saído daquela forma, eu não conseguiria conversar seria com ela. Por que a vontade que eu tive assim que a vi era coloca-la nos ombros e ir ate o escritório lá em cima, rasgar sua roupa e...

– Damon, ta procurando alguma coisa? – Rick me tira dos meus pensamentos que já estavam ficando cada vez mais constantes – Tá parecendo um agente do FBI cara, vasculhando o local com os olhos.

– Haha, que engraçado você. – ri sem humor – estou procurando a saída! Se eu passar mais um minuto aqui eu fico surdo. Ele dá um gargalhada sendo acompanhado por Stefan.

– Eu já vou indo. Meredith vai trabalhar amanhã cedo e eu tenho que me preparar psicologicamente pra uma manhã ao lado do Damon. – ele explicou para Stefan e se despedem com um aperto de mãos.

– Obrigado por ter vindo. – Sorri – vocês tornaram tudo menos insuportável.

– Amigos são pra isso. – ele disse me dando um abraço um tanto que caloroso com tapinhas nas costas. Despedi-me de Meredith e eles saíram.

Conversei um pouco com Stefan e sua noiva antes de me direcionar ao bar, me posicionando em um dos banquinhos e sinalizando pro bartender que logo se aproximou. Escolhi bourbon puro e esperei enquanto passava os olhos novamente pelo local cheio. Enquanto eu refletia sobre as palavras da morena. Ela não era digna do que o que tinha pra falar. O que há de errado com você pra ficar procurando a garota que te chamou de frio e sem coração? Ela não sabe nada sobre a minha vida pra tirar conclusões a meu respeito. Você mereceu cada palavra meu sobconsciente sibilou.

– Damon Salvatore! – uma voz feminina se fez presente – Que interessante te encontrar!

– te conheço? – Me virei e fitei seus olhos claros.

– Você deve ter esquecido – riu – Andy Smith– Estendeu a mão.

– Ah claro – segurei sua mão – a repórter do Breaking News

– Essa mesma. Me acompanha em um drink? – perguntou se sentando ao meu lado. Analisei o seu corpo esguio enquanto ela chamava o bartender. Até que ela não e de se jogar fora. Avaliei enquanto levava a bebida ate a boca. Isso pode ser divertido.

Então... Damon... – ela começou a perguntar sobre minha sociedade com o Richard Lockwood, o que me fez comprar a Techno Machine uma empresa de tecnologia em Londres e coisas relacionadas aos negócios, ela estava praticamente me entrevistado e minhas respostas monossílabas não estavam a ajudando a facilitar seu trabalho. Então começou a perguntar sobre minha tão calorosa vida amorosa enquanto sem vergonha nenhuma passava a mão sobre o meu joelho.

– Vamos pular logo essa parte. – saboreei a bebida que deslizou pela minha garganta enquanto ela acompanhou meu gesto com os olhos. Sorri percebendo o efeito que um simples gesto tinha sob as mulheres. – Você me quer, e eu estou sem paciência para conversar então vamos pro que interessa. – levantei enquanto tirava a chave do bolso traseiro e mostrava para ela. Abriu um sorriso repleto de malicia ficou de pé em segundos. Foi quando me virei rumo à porta de saída, e vi Elena completamente bêbada a julgar pelo jeito desengonçado que andava, ou melhor, tentava se equilibrar nos saltos, tentando atravessar a grande multidão na porta da boate ela olhou para trás e gargalhou quando esbarrou em alguém que não deu a mínima, se apoiou em uma das paredes e saiu do local cambaleando. Mas que droga ela tava fazendo?...

– Damon? – a mulher de vestido salmão me chamou – O que foi? – ela perguntou olhando na mesma direção que eu.

– É... eu.. eu preciso ir. – me virei para o balcão e depositei uma nota alta pagando nossa bebida.

– Mas você não ia me mostrar sua casa? – disse maliciosa passando os dedos esguios sob meu peito. — tirei suas mãos gentilmente e dei o meu melhor sorriso e disse:

– Talvez outro dia Mandy. – sorri sedutor

– É Andy! – ela falou tentando conter a irritação de ter o nome trocado.

– Tanto faz Mandy! – e sai cortando caminho entre as pessoas, passando pela larga porta de saída recebendo o vento gélido das ruas de Manhattan em meu rosto. Em frente à boate, olho de um lado esquerdo e não a vejo, só alguns casais de mãos dadas, em seguida, olho o lado oposto e a vejo virar a esquina. Merda! O que essa garota tem na cabeça! Ponho as mãos sob a testa e fico dividido entre entrar e falar com Caroline, mas o tempo que eu levaria para encontrar ela e Stefan era o tempo em que a louca se perdia nos becos sujos de Manhattan e a segunda opção era ir atrás dela. E era isso que eu faria quando segui em direção ao meu carro.

Notas finais
obrigada pelo incentivo e apoio a historia, amo vocês. Ate a próxima. bjinho.