This Is About You
6 Seguindo Sua Trilha - Part I
Notas iniciais
“O pessimismo torna os homens cautelosos, enquanto, o otimismo torna os homens imprudentes.” (Confúcio)
***
– Olha, eu não sei qual é o problema daquele homem, mas ele agiu como um completo imbecil. – respondi dando uma garfada no alface em meu prato. – Ainda não acredito que ele é irmão do Stefan. Serio, ele é muito legal. É muito diferente daquele ogro do Damon! – Bufei, atraindo a atenção dos olhos verdes esmeraldas de Caroline.
– Eu não sei o que o leva a ser assim, Stefan não comenta muito sobre sua relação com Damon, mas pelo pouco que ele deixou escapar, meio que eles tiveram uma infância difícil e que as ações de Damon são baseadas no que aconteceu com ele. – Ela revelou enquanto enfiava a mão na bolsa em busca de algo.
Pensar em um garotinho de cabelos negros e olhos azuis inocentes, nem de longe combinava com a imagem arrogante que um Damon adulto exibia.
Damon teria mudado? Teria ele sofrido algum tipo de trauma, algo tão profundo e trágico que o tenha o transformado em um completo idiota? O que será que aconteceu com ele?
– Isso não justifica o modo como ele trata as pessoas. – limpei a boca com o guardanapo e joguei no lixo ao lado da mesa do refeitório. — Como se fossem seres insignificantes. Ele me dá nos nervos. – disse de uma vez.
– Eu também não fui com a cara dele. – confessou a loira distraída com suas unhas pintadas em um rosa escuro – Mas não falei nada por Stefan, não quero causar nenhuma discussão por causa do Damon, ele é louco pelo irmão. – revirou os olhos com exagero e falou as próximas palavras como se fosse a coisa mais natural do mundo. – Agora tenho que admitir que se não namorasse o Stefan... Eu transaria loucamente com o Damon, ele é um gato. – e pra completar o absurdo, se abanou ridiculamente com as mãos, me fazendo revirar os olhos e praguejar pela décima vez a demora da Bonnie. — E você acha que eu não vi o jeito como ele te olhou? Ele te comeu a noite toda com os olhos gata. – sua voz animada me trouxe de volta ao refeitório da universidade e pisquei algumas vezes antes de assimilar suas teorias mirabolantes. – E você se derreteu toda quando ele te cumprimentou. – acusou com um sorriso travesso no rosto.
Como resposta, cerrei os olhos na sua direção e concentrei-me no fluxo de estudantes que iam e vinham pelas portas que levavam as salas.
Meio a um suspiro baixo, pensei nas palavras de Carol e automaticamente fui levada de volta aquele catastrófico jantar. Um arrepio involuntário subiu pela minha espinha acompanhado de um frenesi demasiado frio na barriga, ao lembrar da textura da sua mão quando alcançou a minha ou da intensidade dos seus olhos tão azuis me queimando em carne viva, enquanto ele me olhava sem nenhum tipo de vergonha.
Malditos olhos azuis!
– Hey garotas! – Bonnie disse chegando apressada carregando uma pilha de livros. – Ai meu Deus! – ela deixou um grito fino escapar pela garganta quando uma rajada de vento espalhou alguns dos seus papeis por todo o chão. Atrapalhada ela se abaixou rapidamente e fui até ela, mas antes que suas mãos recolhessem todas aquelas paginas, Jeremy chegou primeiro a ajudando a organizar aquela bagunça de folhas, vi quando as bochechas da baixinha adquiriu um outro tom de vermelho quando seus dedos sem querer – ou não – se esbarraram no processo.
Sorri comigo mesma, ao ver o quanto aquela simples proximidade com o Jeremy lhe fazia bem, para mim como irmã era muito bom ver que Jeremy tinha alguém que nutria sentimentos assim por ele.
– Eu...Hm... Obrigada Jeremy! – gaguejou enquanto ele a ajudava a levantar.
– Não foi nada. – Meu irmão murmurou dando de ombros, entregando os papeis para ela.
– Jeremy! Ele direcionou seu olhar a mim e antes que eu possa me dar conta, já estava com meus braços circulando o seu pescoço em um abraço apertado. – Senti saudades.
– Eu também. – ele retribuiu meu abraço girando meu corpo no ar.
– Calma ai, Garotão. – ri enquanto ele me colocava no chão – Quando foi que você ficou assim? — apontei para seus braços bronzeados e torneados sob a camisa de gola V.
– Eu não tenho mais 15 anos. – respondeu enquanto se acomodava na cadeira ao lado de Bonnie que passava seus olhos sob cada pedaço de pele do Jeremy terminando nos seus olhos.
– Eu sei. E me sinto mais velha quando você fala isso. – repreendi me sentando ao lado de Carol – Então como foi a viajem?
Os próximos quinze minutos que passaram, Jeremy contou que teve as melhores férias da sua vida, surfou ao lado de Tyler e Ben durante o dia e as noites foram a um show de uma banda local.
Vez ou outra eu olhava para Bonnie e a via com um sorriso bobo nos lábios enquanto observava minuciosamente cada palavra dita pelo meu irmão. Logo Tayler Lockwood se juntou a conversa e passamos um bom tempo ouvindo suas historias de quantas garotas pegou na Califórnia, recebendo um olhar reprovador de Jeremy enquanto eu e Caroline riamos de toda a situação.
Tayler gostava de se gabar pelo fato de ser filho de Richard Lockwood um dos homens mais poderosos que eu conhecia. Ele era casado com Carol Lockwood e um dos seus negócios mais falados era a rede de casas noturnas distribuídas por Nova York.
– Então ela disse que me ligaria. – terminou – ela tinha uma amiga gata, mas o Jeremy recusou a garota, – ele falou como se aquilo fosse um crime e lançou um olhar repreensivo ao meu irmão – ele disse que não é Gay, mas age como se fosse um.
– Cala a boca idiota. – Jeremy respondeu enquanto jogava sua batata frita de modo nada gentil em Tayler que desviou e levantou os braços em forma de rendição – eu... É que eu... – ele coçou a cabeça, confuso. — Eu já estou interessado em uma garota.
Olhei pra Bonnie e ela tinha os olhos arregalados e quase que a pobre garota se engasga com o suco de laranja que tomava. Jeremy que estava ao seu lado se prontificou a passar a mão pelas suas costas enquanto ela voltava a respirar com mais facilidade.
– Ai meu Deus Bonnie! Me avise se for ter um treco , quase me mata de susto – Carol exclamou pondo a mão sob o coração.
– Você esta bem? –perguntei.
– Si.. Sim. Estou. – respondeu e deu um sorriso amarelo.
– Então pessoal, eu estava pensando. Meu pai vai inaugurar uma nova boate e pensei em irmos, já faz tempo que não saímos assim... Juntos.
– Festa! – Carol cantarolou enquanto batia palma animada. – Tayler eu vou levar meu noivo. Tudo bem? – Perguntou e eu sabia que não era exatamente uma pergunta, ela levaria de um jeito ou de outro.
– Claro. Foi meu pai quem mandou convidar vocês, vai ter muita mulher cara – ele falou animado enquanto o restante revirava os olhos. – Eu Já fale com Vickie e Matt.
– Você tem falado com o kol? — A pergunta saiu antes que eu pudesse evitar.
– Sim. Ele chegou hoje da Carolina do norte. – respondeu distraído com os seios fartos de uma das garotas que passavam por nós.
–Carolina do norte? Ele não estava com os pais em Boston? – Perguntei desconfiada. Pelo menos foi isso que ele me disse, quando a gente deu um tempo no nosso relacionamento.
– Definitivamente não. Ele foi pra Atlantic Beach, quem disse foi o primo dele. – deu de ombros – Eu também o convidei.
Esbocei um sorriso que estava mais para uma careta e afundei na cadeira, chamando a atenção de uma Caroline de cenho franzido e uma Bonnie com o olhar preocupado. Senti a decepção se alastrar como larva quente pelo meu corpo e senti uma leve pontada no peito pelo sentimento de ter sido enganada.
Senti a pontada de decepção e aquele sentimento de esta sendo enganada se apoderou do meu corpo enquanto eu ouvia a coversa artificialmente. Carol me lançou um olhar de compaixão e eu murmurei um Eu estou bem. Ma na realidade não estava nada bem, mas eu ficaria. Assim que pusesse minhas mãos no idiota do meu ex.
***
Estava acabando uma teleconferência quando ouvi três batidas ritmadas na porta e me despeço dos investidores chineses.
– Entre. — digo enquanto fecho o notebook e encaro os olhos de Rick que sem formalidade nenhuma, foi de encontro ao balcão de bebidas ao lado esquerdo do meu escritório e despejou uma das bebidas no copo.
– Onde esta seus modos Sr Saltmanz? – brinquei enquanto levantava e me servia de uma dose de conhaque logo em seguida sentando no sofá em frente ao balcão.
– Cara o que você fez com a Rebekah? Ela tá péssima. – perguntou ignorando minha pergunta.
A menção do nome da minha secretaria me fez recordar com um sorriso sacana ao quanto àquela noite tinha sido... Divertida.
– Tem certeza que quer saber o que eu fiz com ela enquanto a comia com força? – sorri malicioso.
– Não precisa entrar em detalhes. – fez uma cara de nojo enquanto se sentava na poltrona bebericando sua bebida – Você é inteligente o suficiente pra entender o que eu quis dizer? – acusou.
*
O suor se espalhava pela minha pele, descia pelo meu abdômen e pingava nos seios da loira que saltavam deliciosamente a cada investida minha.
encharcando os seios da loira que a cada investida minha, saltavam deliciosamente.
– Dam.... Damon... Meu Deus que delicia... Isso! Enfia tudo. Que pau gostoso! – diz tentando se livra do meu aperto em seus pulsos que estavam à cima de sua cabeça. Totalmente submissa a mim enquanto eu a fodia sem calma nenhuma em um dos quarto de hospedes.
– Eu já mandei você calar a boca. – eu ofeguei entre dentes enquanto a penetrava com mais força.
– Ah. Puta que pariu, que gostoso. – Coloquei a mão sobre a sua boca, calando-a, enquanto segurava com força seus pulsos. Eu sentia o orgasmo cada vez mais próximo enquanto arremetia dentro dela, Rebekah gemia loucamente sob a palma da minha mão. Ela arregalou os olhos, quando meu telefone jogado em algum lugar do cômodo tocava escandalosamente.
– Ah... Porra, Estou quase lá. – Grunhi entredentes, erguendo a cabeça e soltei os pulsos loirinha, agarrando firme o seu quadril enquanto descansava sua perna em cima do meu ombro, deixando-a bem aberta enquanto impulsionava meu quadril de encontro ao seu a penetrando bruscamente, enquanto ela tentava se apoiar nos travesseiros. Senti os espasmos se apoderarem do meu corpo suado me fazendo finalmente gozar. Esperei alguns segundos antes de sair dentro dela. Enquanto Rebekah estava na beira do seu orgasmo me levantei tirei a camisinha, dei um nó e a joguei no lixo do banheiro e busquei o telefone.
– Salvatore. – respondi rouco ainda pelo efeito do orgasmo.
Um dos investidores falava algo sobre uma teleconferência quando voltei meus olhos pela cama e assisti a uma Rebekah descabelada e furiosa que se cobria com o lençol. Ela me encarou com lagrimas nos olhos enquanto eu caminhava em direção ao banheiro.
– Só um instante... – respondi para o homem na linha.
– Tá esperando o que Rebekah? – perguntei enquanto ela me olhava confusa- Pode ir embora.
– Mas Dam...Damon você disse... – falou levantando da cama.
– Não é você loirinha, sou eu. Se quiser pedir as contas fique a vontade o RH fica no terceiro andar. – disse sarcástico enquanto entrava no banheiro e fechava a porta.
*
– Você negou um orgasmo a ela? – ele disse incrédulo.
– Sim. Eu tinha que atender a ligação. – me defendi – estava querendo comprar a muito tempo esse prédio na china.
– Damon seu idiota, você deveria saber que não se nega um orgasmo a uma mulher.
Bufei indo ate a janela que ia do chão ao teto da minha sala que deixava Manhattan aos meus pés.
– Damon quando vai parar de agir como um canalha? Você não era assim antes da Rose ter...
– Não fale sobre ela Rick. – falei serio me virando para ele – E respondendo sua pergunta... – caminhei até o balcão de bebidas – Eu gosto de ser um canalha. – Bebi mais um gole de conhaque que queimava minha garganta.
– Destruindo as esperanças das mulheres de Manhattan? Fazendo-as sofrerem por Damon Salvatore ter dado um pé na bunda delas?
– Antes elas do que eu, amigo. – engoli o restante da bebida – você anda passando muito tempo com a Meredith, deve ser por isso que se tornou fundador da associação das mulheres abandonadas. – sorri de lado me apoiando sob a estrutura solida do balcão de mármore.
– Hum... Engraçadinho. – riu sem humor – a Meredith anda muito ocupada no hospital ela perguntou quando você irá jantar conosco.
A mais ou menos uns três meses atrás Rick me contou que estava namorando Meredith Fell uma obstetra que trabalha no Hospital Mount Sinai situado no lado leste do Central Park, na esquina da quinta avenida.
No começo ele me disse que a achava legal e que ela é uma ótima pessoa, e quando a conheci vi que ela era a pessoa ideal para o meu amigo, doce inteligente e muito bonita e se mostrava verdadeiramente apaixonada pelo Rick e digo o mesmo sobre ele.
– Todos estão ocupados, amigo. Diga a ela que quando eu estiver livre eu vou.
– Você disse isso da ultima vez Damon! – acusou balançando a cabeça e estreitando os olhos.
– Bom... Eu vou consultar a minha agenda. A propósito o que devo a honra da sua visita inesperada? – o cortei me sentando na cadeira atrás da minha mesa, ele acompanhou meu gesto sentando-se na cadeira a minha frente.
– Queria saber se você vai á inauguração da Neon Ligths?
– Acho que não. Eu tenho que fazer algumas coisas em casa. – gesticulei em impaciente com as mãos.
– Damon você é um sócio do dono, sua presença é essencial.
– Eu sei... – revirei os olhos enquanto batucava com os dedos na mesa – Mas não queria ir, boates são muito barulhentas e todos aqueles corpos suados se colidindo no meio da pista... – fiz uma cara de nojo – Locais assim não estão a minha altura.
– Então por que força do destino você aceitou fazer um sociedade com o Richard Lockwood?– perguntou perplexo.
– Eu precisava me envolver com esse tipo de mercado e de presente o ganancioso Richard aumentar relativamente o numero de frequência do publico dele usando o nome da Salvatore’s.
– Claro... Claro. Você esqueceu-se da parte em que disse não gostar desse Tipo de mercado. – falou em tom obvio
– A qual é Rick? Eu disse que não gosto do que acontece lá, e negócios são negócios. – finalizei impaciente.
– Damon você tem que ir e representar Sua empresa.
– Meia hora Rick. e você vai comigo, aproveite e convide a Meredith.
– Certo. Você devia levar alguma garota. – ele diz enquanto ajeitava o terno cinza após levantar.
– Você é meu gestor financeiro, não meu conselheiro amoroso. – caminhei logo atrás dele parando ao lado da porta.
– Mas sou seu amigo. Acho que o único, tirando o Enzo. – ele riu e girou a maçaneta da porta.
– E o mais irritante. – falei sarcástico.
– Idem – disse antes de sair do escritório. Voltei minha atenção ao trabalho decidido a me preparar para a tortura psicológica que seria a noite.
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