Notas iniciais
Good Night my lovers! Enjoy!! :)

Neste mundo não existem coincidências. Há apenas o inevitável.

(Ichihara Yuuko)

***

Louco! Era isso que ele era se achasse que eu iria levantar e esperá-lo em um desses cantos escuros do bar, ele estava totalmente enganado.

Eu estava com raiva, na verdade, eu estava furiosa. Ele era descarado, cínico, pretensioso, me deixando o tempo toda constrangida com seus comentários de duplo sentido e suas tentativas de afrontar Elijah. Que joguinho era esse? Qual é o problema dele? Qual é o meu problema de não conseguir parar de olhar aquela maldita boca e aqueles olhos pecaminosos?

Quando eu o vi, tive que fazer um grande esforço de não parecer afetada pela sua presença, eu definitivamente não esperava o ver ali principalmente em um visual tão charmoso. Se Damon Salvatore já era irresistível vestido impecavelmente em seu terno de homem poderoso, com sua jaqueta preta de couro que delineava seus ombros largos e músculos definidos combinados com a camisa V, e a calça jeans apertada ele ficava muito mais lindo... Maravilhoso... Deliciosamente sexy.

— Então Elijah já pensou se vai ficar de vez em Manhattan? – A voz de Caroline me trás de volta a mesa.

— Até hoje à tarde eu estava seriamente dividido, mas agora... – me olhou abrindo um sorriso radiante – Eu pretendo vir o mais rápido possível. – ok, isso esta estranho, na verdade muito estranho!

Era notório seu interesse por mim, o que me deixou realmente pasma, Elijah é um cavalheiro, um homem culto e educado, que desde o momento em que formos apresentados, me tratou como se eu fosse uma verdadeira princesa. O pior de tudo era não ficar deslumbrada por tal tratamento e sim por aqueles olhos azuis me observando faminto enquanto apreciava sua bebida.

Eu devia está com algum problema mental.

— Que ótimo! Não é Elena? – Caroline disse me lançando um olhar malicioso.

— Claro, fico feliz por sua mudança. – disse realmente sincera. – Espero que Manhattan faça jus ás suas expectativas. – brinquei levando meu copo de refrigerante a boca.

— Já fez. – falou serio, olhando no fundo dos meus olhos.

De repente Damon deu uma gargalhada arrogante que pra mim soava sexy e da mesma forma imprevisível que começou, finalizou. Passou a fitar-me serio, estávamos absorvidos demais em nossa pequena bolha particular, para prestar atenção na conversa descontraída que estava acontecendo ao nosso redor.

Senti sua mão novamente em meu joelho e remexi-me na cadeira, seu olhar estava fixo no meu, concentrado. Damon começou a desenhar círculos com a ponta dos dedos, subindo ate a parte interna da minha coxa a apertando-a. Estremeci com o seu toque ousado, enquanto seus dedos trilhavam em minha pele deixando-a em chamas, tentando-me a fechar os olhos, ainda mais inebriada. Ele sorriu torto e subiu a mão ate onde a minha saia permitia, e inesperadamente senti seus dedos quentes escorregar por baixo da saia, roçando levemente no tecido fino da calcinha.

Levantei abruptamente da mesa fazendo a cadeira riscar o chão de madeira.

— Elena o que houve? — Caroline perguntou assustada e percebi que todos estavam olhando para mim intrigados.

— Eu preciso... Eu tenho que... Eu preciso de ar, com licença. – tirei o celular da bolsa, e sai o mais rápido possível. Eu sabia que quando ele me tocasse novamente, seria impossível não sentir aquele famoso aperto entre as pernas. Que cedo ou tarde ele iria aparecer e estragar minha tentativa falha de tira-lo da minha cabeça.

Droga! Droga de Damon! Droga de incapacidade de resistir aos seus toques! Trêmula, comecei a digitar o numero já decorado da minha única salvação.

— Bonnie? Tá me ouvindo? – por causa do barulho, decidi ir para a área esquerda do bar, mas logo me arrependi por ser um local totalmente privado, iluminado parcialmente por velas aromáticas proporcionando um ar romântico e sedutor ao ambiente de paredes vermelhas, oferecendo privacidade aos casais que se beijavam ao som da musica sensual.

— Hey Lena? O que houve? — perguntou preocupada do outro lado da linha, o tom da minha voz deve ter denunciado tudo.

— Eu preciso que venha me buscar. Por favor, Bonnie. – choraminguei virando para a parede. — Estou com dor de cabeça. – menti.

— Lena, não posso, me desculpe. Estou sem carro, uma peça quebrou e eu mandei pra revisão.— Oh Droga! – Lena?— E agora, eu não tenho condições físicas nem mentais pra suporta mais um minuto tendo que ouvir os comentários e as mãos libidinosas de Damon. – Lena você está ai?

— Ok Bonn, tudo bem, eu vou pegar um taxi. – lamentei em um suspiro. – Boa noite. — ela se despediu e desliguei, soltando um suspiro fundo. Controle-se Elena! É só voltar á mesa, arquitetar uma desculpa e ir pra casa, e se tudo correr bem, você só ira encontrá-lo no casamento da Car. Repeti mentalmente e me virei pra saída.

—Ah! – gritei.

Eu não acredito nisso.

– Que susto Damon. – lá estava ele, parado logo atrás de mim. Encostado na pilastra de braços cruzados, destacando ainda mais sua musculatura firme e expressão seria, na verdade seria demais. – Qual o seu problema? – pergunto verdadeiramente chateada, pelos seus joguinhos, insinuações e atitudes durante toda a noite.

— Ele. – quem?— Meu problema é ele. – falou serio, mandíbula travada, olhar gélido, corpo tensionado e punhos cerrados. Sua postura faiscava perigo.

— A quem você está se referindo? – pergunto impaciente.

— Não finja que não sabe, você passou a noite toda tentando me provocar com aquele juiz. – disse entre dentes – E quer saber... Você conseguiu. Eu não tenho mais controle sobre mim, ou sobre meus atos e isso é uma droga, por que eu preciso estar no controle, mas você me desafia, me provoca, me deixa louco, Elena! – ele tagarelava sem parar e eu estava paralisada, supressa pela sua revelação. — Eu não aguento mais, eu preciso disso. – se aproximou perigosamente e recuei um passo respirando fundo.

— Damon não. – Eu sabia o que ele faria, e não deixaria isso acontecer. – Eu não quero. – menti.

— Mentira. — Seus olhos queimavam sobre os meus, fazendo minhas pernas cederem e minha pulsação acelerar de imediato. Ele ignorou meu pedido e se aproximou, ficando a centímetros de distancia do meu corpo, dei mais um passo atrás e colidi com a parede. Eu estava encurralado entre aquela textura fria e seu corpo que emanando calor. (Play)

— Damon... Por favor, me deixa sair. – meus olhos oscilavam entre seus olhos que agora possuíam um tom acinzentado e seus lábios tão convidativos.

— Não. – Espalmou a mão sob a parede acima da minha cabeça e sussurrou em um tom que poderia ser considerado inaudível, se não estivéssemos tão perigosamente próximos. – Eu não consigo parar de pensar em você. — confessou ofegante, mantendo seus olhos fixos nos meus. – No seu cheiro... – seus lábios tocaram meu pescoço, ele inalou bruscamente e em seguida teceu uma trilha de beijos por toda sua extensão da minha nuca. Sua mão livre descia pela minha cintura, me deixando imóvel – No seu corpo... – desceu as mãos até o meu quadril segurando possessivamente, e depois o pressionando contra o seu corpo, me fazendo sentir o tamanho do seu desejo pro mim, não consegui evitar um gemido. – Na sua boca. –passou o polegar sobre meus lábios entreabertos – Droga Elena! Estou completamente louco por você! – segurou meu rosto entre as mãos. – E parece que todo homem ao seu redor quer o mesmo que eu. – grunhiu bravo.

Seu hálito quente fazia meu pelos eriçarem e o cheiro inebriante do seu perfume já tão familiar, embaralhava meus pensamentos coerentes.

— O que você quer Damon? – ele me olhou atormentado e eu me perdi naquela imensidão azul.

— Isso. – seus lábios colidiram violentamente contra os meus, um beijo duro, quase faminto. Eu continuei com os olhos abertos, vendo Damon se esforçar, para intensificar o beijo. Aquilo era errado, espalmei as mãos em seu peito na tentativa de afastá-lo, mas ele continuou forçando os lábios contra os meus, contornando sua língua nos meus lábios fechados. Então inesperadamente mordeu o meu lábio inferior o puxando para si com os dentes, no momento em que os entreabri em busca de ar ele invadiu a minha boca com sua língua quente, iniciando um beijo sôfrego que provocou sensações mais absurdas de prazer, mandando meu autocontrole pro espaço.

Céus era disso que eu precisava, era isso que eu queria.

Senti meu corpo ser pressionado contra a parede fria enquanto Damon agarrava possessivamente minha cintura, e com a outra mão embrenhava os dedos nos meus cabelos, para conduzir melhor o beijo. Sua língua habilidosa explorava todos os cantos da minha boca, me beijando com luxuria.

O seu beijo... O seu cheiro... O seu aperto dominante, eu não tinha como resistir. Fechei meus olhos lentamente e o ouvi soltar um grunhido baixo, ao sentir que eu o correspondia com a mesma intensidade. Minhas mãos procuraram avidamente sua nuca, embrenhando meus dedos naqueles fios negros e sedosos assim como eu imaginei. Nossas línguas se entrelaçavam com destreza e se moviam com rapidez em busca de saciar o desejo voraz que sentíamos. Era um beijo desesperado, quase violento, cheio de vontade. Tudo em Damon era inebriante, o gosto da sua boca, a textura dos seus lábios, o cheiro da sua pele, eu estava perdida em sensações.

Ele passava as mãos libidinosas pelas minhas costas, descendo para o quadril e indo ate minhas coxas, seu toque ia de um extremo ao outro, tornando meu raciocínio cada vez mais lento, me incentivando a mergulhar mais fundo naquele precipício perigoso.

Meu oxigênio falhou ao tentar desesperadamente acompanhar seu ritmo voraz, separei nossos lábios, mas continuo com beijos molhados, usando os dentes para arranhar de leve meu queixo e pescoço descendo para a parte exposta dos meus seios.

— Damon. — segurei seu rosto entre as mãos podendo fitar seus olhos azuis repletos de um desejo esmagador. – Isso é errado... Não podemos fazer isso.

— Não importa. –– ofegou olhando para os meus lábios – Quero você... Isso é o que você faz comigo, desde o dia em que te vi no auditório. – roçou seu quadril contra o meu, mostrando o quanto daquela frase era verdadeira. — Eu sei que você quer isso tanto quanto eu, não lute contra, apenas sinta.— fechou os olhos e roçou levemente seus lábios nos meus, me lembrando de que se encaixavam e se moviam perfeitamente. Eu podia sentir meu intimo entrando lentamente em ebulição, e estava prestes a me queimar novamente, sentindo suas mãos quentes passearem pela minha coluna e pousarem na minha cintura.

— Damon Salvatore! – uma voz conhecida disse surpresa, me fazendo olhar atrás de Damon e ver a repórter Andy Smith nos observando maravilhada, com se nossa situação fosse render a maior matéria da sua vida. Olhei novamente pra Damon que soltou um palavrão baixo, mas permaneceu imóvel segurando possessivamente minha cintura.

— Damon, eu... Eu tenho que ir. – murmurei com os olhos fechados tentando me depreender dos seus braços. Relutantemente ele me desprendeu dos seus braços e dando um passo atrás, permitindo minha passagem. O olhei novamente e pude ver a frustração estampada em seu rosto.

— Eu te levo pra casa. – sussurrou autoritário em meu ouvido, antes de se virar para a repórter, que me avaliou dos pés a cabeça.

Sai daquele lugar respirando fundo, tentando por um pouco de ordem nos meus cabelos e ajustando a saia. Avistei a mesa em que estávamos e segui para lá.

Com um sorriso nervoso, juntei-me novamente a conversa tentando acreditar no que tinha acabado de acontecer. Definitivamente eu tentei resistir, mas foi impossível. Eu desejava esse beijo há muito tempo e agora o seu cheiro estava impregnado na minha roupa, seu toque estava gravados na minha pele e o sabor dos seus lábios estava marcado na minha boca, me lembrando do quão era maravilhoso o beijar. Finalmente eu havia percebido por que Damon me atrai de tal forma irracional, ele representava um perigo silencioso, desconhecido e misterioso. E mesmo que aquele tivesse sido o melhor beijo que já senti em toda minha vida, ele era errado pra mim, eu nunca poderia me envolver com ele, aquilo era disfuncional demais, ele era um homem poderoso, tinha tudo que desejava, exalava domínio, era bem sucedido, tinha uma carreira promissora e eu... Bem, eu era apenas uma garota cheia de sonhos, com saudades de casa, e que mal conseguia manter-se na faculdade. Damon nunca se envolveria com alguém como eu, mas aquele desejo oculto que sentia com a sua presença estava me incinerando e mesmo sabendo que seria mais uma em sua cama eu estava completamente envolvida por aquele homem intrigante, que me deixava confusa e tirava toda a minha razão.

Notas finais
Número de leitoras aumentando e meu coração batendo mais forte a cada comentário