This Is About You
13 Ilusão
Notas iniciais
No momento em que vi Elena naquele bar com o tal do Elijah, eu achei que meu estado de irritação não poderia ser maior. Grande ilusão, depois do nosso beijo eu achei que ela baixaria um pouco a guarda, mas parece que surtiu o efeito contrario. Além daquela jornalista curiosa, ter atrapalhado o momento mais intenso daquela noite. Fui obrigado a convidá-la para um drinque, rezando silenciosamente para que ela acreditasse na minha versão sobre ter me pego aos beijos numa boate.
Não fiquei surpreso ao ser bombardeado de perguntas indevidas como: “Ela é seu novo affair?” ”Não li nenhuma nota sobre você está em um relacionamento?” ”Sabia que você é um dos solteiros mais cobiçados dos Estados unidos?”.
Bastava uma palavra mal interpretada e o meu nome estaria estampado, naquelas porcarias de revistas de fofoca no dia seguinte se não fizesse alguma coisa. Com Rebekah foi fácil enganar a imprensa, ela como minha secretaria, me acompanhava em alguns eventos envolvendo a empresa e assim não levantávamos nenhum tipo de suspeita. Mas com Elena não, eu perdi o controle ao beija – não que me arrependa, muito pelo contrario, — mas eu nunca fui um cara de agir sem pensar, porém essa garota me faz esquecer onde eu estou e tudo o que eu penso é em beijá-la até o ar se tornar insuficiente.
Já podia até imaginar o tipo de matéria nos envolvendo “Damon Salvatore diretor da Salvatore Entertainment’s é flagrado aos beijos em uma boate no sul de Manhattan com uma morena misteriosa.” Não, nem pensar, eu tinha que fazer alguma coisa.
Consegui mudar o foco da conversa e inicie minha tentativa de fazê-la esquecer-se o que viu, dizendo o quanto ela era um a excelente profissional além de ser uma bela mulher e a fiz acreditar que estaria interessado nela. Golpe infalível.
Coloquei gentilmente a mão sob suas costas a direcionando ao lado oposto do bar para nos servimos de um drinque. Enquanto forjava um sorriso interessado ao ouvi-la falar sobre sua carreira, discretamente olhei para a mesa de Stefan e franzi a testa em confusão. Onde estaria Elena? Perguntei silenciosamente. Não precisei de um segundo a mais pra olhar em volta do salão e a encontrar.
Elena estava prestes a sair da boate com Elijah –a pulga- logo atrás dela, ele como o filho da puta que era, retirou o casaco e pôs sobre os ombros dela que em agradecimento o lançou um sorriso tímido. Mudei a direção dos meus passos e segui até onde ela podia claramente me notar, ela lançou um olhar significativo pra Mandy depois voltou a atenção para mim, balançou a cabeça e sorriu. Isso mesmo, sorriu.
Não para mim e sim para a pulga vestida de juiz que assim como eu, colocou a mão na base da sua coluna e a direcionou para fora. Mas que Porra! Eu não deixei claro que eu a levaria para casa? Furioso, fui até a mesa em que Stefan estava com a noiva e perguntei discretamente para Aprill para onde Elena tinha ido com o “juiz” e ela com um sorriso malicioso e olhar surpreso me respondeu que ele a levou para casa.
Tentei controlar meu impulso de ir atrás dos dois e acabar com aquela palhaçada. Quem ele acha que é? Quem ela pensa que é pra me fazer de idiota? Frustração! Raiva! Era esse os sentimentos que flamejavam em meu peito, deixando-me incapacitado de raciocinar, era sempre assim quando se tratava de Elena.
Despedi-me imediatamente de Stefan e sua noiva, e falei que estava me sentindo um pouco cansado, com a jornalista foi um pouco mais difícil de enganar, mas com a promessa que a ligaria no dia seguinte consegui finalmente sair dali. E lá estava eu dirigindo pelas ruas mal iluminadas de Manhattan, começando a sentir o efeito dos dedos esbranquiçados pela força violenta em que segurava o volante. Droga Elena! Por que você tem que ser tão complicada. Por que não me esperou?
— Tudo bem. Se você não vai falar, eu falo. – Aprill pronunciou pela primeira vez após entrarmos no carro.
— Do que esta falando? – minha atenção estava voltada para a pista.
— Sobre você ter ficado estranho e mal humorado, após saber que o Elijah deu carona pra Elena. – respondeu como se fosse obvio.
— Não fala besteira. – bufei e a olhei de relance.
— Não é besteira, você só não quer assumir. – remexeu-se no banco e deu de ombros – Ou acha que eu não percebi seus olhares nada discretos durante a noite toda pra ela – antes que eu posso falar ela continuou – sem falar que, ela voltou estranha pra mesa e você a devorava com os olhos. Nossa maninho, não achei que você seria tão territorial. – riu olhando pras unhas curtas.
— Você só deve estar brincado? Eu não estava a “devorando”– não literalmente, pensei malicioso – E não quero ouvir você usar esses termos mocinha! – a repreendi, por mais que a verdade fosse querer mudar o rumo daquela conversa.
— Qual e Damon? Eu sei quando um homem esta desejando uma mulher, e o seu olhar pra Elena era mais além que isso. Vocês se olhavam como se estivessem num mundo particular, só o cabeçudo do Stefan não percebeu o clima quente entre vocês e claro, Elijah que assim como você, só tinha olhos para a Elena.
— Não fala nesse cara, ele é um idiota! – grunhi entre dentes, apertando o volante com ainda mais força.
— Bingo! – levantou os braços como se comemorasse – você gosta dela.
— Eu não gosto dela. – falei pausadamente – Agora dá pra mudar de assunto? — pedi irritado.
— Calma nervosinho. – levantou os braços em rendição – não esta mais aqui quem falou. Mas só pra você saber... – virei o rosto para olhá-la – Ela também parece gosta de você. – admitiu e recostou-se novamente no banco e voltou à atenção para o celular. Não consegui segurar um pequeno sorriso que se formou em meus lábios, mas logo foi apagado pela constatação que se ela gostasse de mim, não teria ido embora com aquela pulga de sotaque irritante.
Quer saber... Dane-se! Se ela quer ficar com ele, não vou perder minha sanidade e muito menos o meu controle por causa dessa mulher.
*
Uma, duas, três vezes e nada! Impaciente, comecei a andar de um lado pro outro em meu escritório, conferi mais uma vez a hora no relógio de parede, não passava da meia noite.
— Atende porra! – digo exasperado enquanto com a mão livre me livro da jaqueta — Até que enfim, bela adormecida. – falo bravo.
— Dam..Damon? – sua voz sonolenta esta confusa.
— Não. O príncipe encantado. – reviro os olhos pela sua pergunta retórica. – Quero que busque um endereço pra mim – exijo.
— Espera um segundo Senhor Salvatore. – falou apressada.
— Vamos logo com isso Rebekah, não tenho a noite toda. – reclamo, sentando-me na poltrona e aproveito e me sirvo de uma dose de bourbon.
— Qual o endereço? – perguntou sonolenta.
— Apartamento da senhorita Forbes, Caroline forbes. Quero endereço, telefone, tudo que conseguir sobre o lugar. – digo após apreciar a bebida deslizar garganta abaixo.
— Mas senhor, essa não é a noiva do seu irmão? Por que não pergunta ao mesmo – diz simplesmente.
— Eu ouvi mesmo isso? Eu te pago pra você seguir ordens e não questionar minhas atitudes – gritei para o telefone.
— Tudo bem, me descul... -
— seja rápida. – desligo.
Tomei uma longa respiração e afundei na poltrona, observando o gelo se dissipar-se meio ao liquido escuro. Eu estava nervoso, trêmulo, quase em estado febril, por causa dela. Eu tinha que ter certeza que ela não estaria com ele, eu não iria conseguir dormi sabendo que ela transaria com ele. A pequena parte racional da minha mente me aconselhava a não pensar assim ao seu respeito, que Elena era diferente, algo em meu interior martelava que ela não faria isso comigo e que o nosso beijo foi tão significativo para ela, quanto pra mim.
Após alguns minutos o telefone vibrou na minha mão.
Rebekah M: “Greenwich Village – 266 — Perry Street, entre a Bleecker e a w4th Sreet phone: 630-860-510 ”
Não pensei duas antes de discar o numero. Apreensivo, bebi mais um gole e deixei o copo sobre o balcão. Tocou, tocou uma vez, novamente. Mas que droga tá acontecendo hoje com esses telefones? No terceiro toque atendeu.
— Boa noite, eu gostaria de saber se a Inquilina Elena Gilbert estar presente. — falei antes que a recepcionista do outro lado da linha pudesse falar algo.
— Boa noite senhor, ela subiu a pouco tempo. – respondeu hesitante. Engulo em seco e cravo as unhas na lateral da mesa – Quem esta falando?
— Ela estava acompanhada? – minha voz sou perigosamente ameaçadora.
— Nã... Não senhor. — respondeu de imediato – quem esta falando? – o tom da sua voz parecia assustado. E relaxo na poltrona e me permito respirar aliviado – senhor?
— Obrigado. – digo antes de desligar.
Ótimo Damon! Ela deve estar achando que você é um maníaco ou coisa do tipo. O pensamento me faz sorrir malicioso. Imaginar a cara da Gilbert ao descobrir que a quase meia noite, um homem desconhecido ligou querendo saber onde ela estava. Isso era assustador. Deus! Eu acabei de ligar quase meia noite pra minha secretaria, obrigando-a a conseguir o endereço de uma garota, apenas para saber se ela estaria com outro cara. É esse poder que ela tem sobre mim, Elena desperta sentimentos até então inexistentes, esquecidos... Sensações, ela me deixa inquieto, me faz perder a cabeça, o controle. Leva-me do céu ao inferno em uma só noite. O que me fez pensar na textura delicada dos seus lábios e no doce sabor do seu beijo. Aqueles lábios macios me proporcionaram o maior prazer que provei em apenas um beijo, ela despertou todos os nervos do meu corpo, me induzindo a nunca mais largar aquela boca gostosa e macia. O que essa garota esta fazendo comigo?
***
Burra. Idiota. Fraca. Era como eu me sentia por ter deixado Damon me beijar daquela forma. Por que aquele canalha tinha que ter lábios tão divinos e mãos tão quentes. E o pior é não me arrepender de ter sido induzida pelo comando daquela voz embriagadora e ter cedido e sua boca autoritária. Eu acho que tenho sérios problemas com tendência masoquista, pois mesmo depois vê-lo com as mãos naquela jornalista com se fossem íntimos, sem mencionar o sorriso dela, como se tivesse ganhado o maior presente o dia de ação de graças e mesmo assim eu o desejava com a mesma intensidade. Filho da mãe autoritário, me “manda” espera-lo pra ficar de gracejos com a tal Andy. Claro que não pensei duas vezes, em aceitar a carona de Elijah. A única coisa boa em toda essa confusão foi ver os olhos de Damon flamejados de raiva.
O seu perfume parece que estar impregnado sob a minha roupa, parece que ainda posso sentir aquela onda de prazer invadir meu âmago, assim como a sua língua pecaminosamente viciante invadindo minha boca, provocando sensações mais absurdas de prazer e desejo, eu jamais imaginei que alguém poderia provocar tudo isso em apenas um beijo. argh Elena para de pensar nele! Repreendo-me e sem delicadeza nenhuma jogo a roupa da noite passada no cesto de roupas sujas.
— Ei calminha ai garota, acordou de mau humor? – entre um bocejo e outro, Caroline diz parada em frente á porta do meu quarto. Com seu pijama de ursinho e com um copo de leite nas mãos assim como a encontro todas as manhãs.
— Este quarto esta uma bagunça, não sou muito organiza, mas não posso deixa-lo se transformar em um quarto de estrela do rock. — digo enquanto reúno os livros e começo a empilhar na escrivaninha.
— Achei que daria de cara com o Elijah saindo pela porta esta manhã. – disse maliciosa enquanto sentava-se na minha cama.
— O que? – pergunto perplexa. Ela cruzou as pernas e levou o copo aos lábios.
— Você não é nenhuma garotinha virgem, Elena. – resmungou revirando os olhos.
— Eu o conheci ontem Carol. – gesticulei nervosa – Ontem! Esperava que passássemos a noite fazendo sexo?
— Por que não? – perguntou e antes que eu possa listar os mais de 20 motivos, ela continua – Ele é bonito, educado, rico, culto, e parece gostar de você. – deu de ombros.
— Isso não é motivo suficiente pra transar com alguém. – rebati.
— E qual seria o motivo pra transar com alguém? – pergunta entediada.
— Tem que ser no mínimo recíproco. – explico.
— Como você e Damon? – perguntou com um sorriso de lado. Franzo o cenho e fico boquiaberta pela sua falsa teoria. Tudo bem, não tão falsa.
— Que? Não, em hipótese nenhuma. Você ficou maluca Caroline? — Engulo em seco — Olha essa conversa tá estranha, por favor, são 7 da manhã, eu tenho um projeto pra apresentar hoje e não quero fala sobre minha vida sexual. Então se me der licença – digo e sem pensar duas vezes entro no banheiro e suspiro pesadamente.
— Vai, foge! – ouço sua risada, vindo do quarto. Me desfaço do meu pijama e entro embaixo da água morna e como sempre ao fechar os olhos, ele vem na minha mente com aqueles olhos impenetráveis e aquele sorriso sedutor, por um único instante permito-me pensar no melhor beijo da minha vida.
*
Quando finalmente estou pronta, desço até o saguão juntamente com Bonnie que me contava sobre o seu namoro com Jeremy.
— E você?- me pergunta com seus olhos curiosos. A olhei confusa e ela prosseguiu — Como foi a noite? Você parecia nervosa quando me ligou.
— ah é que... – ajeitei a mochila no ombro e limpei a garganta antes de continuar – Eu estava me sentindo mal – dei de ombros — O dia foi cansativo – expliquei.
— Me desculpa mesmo Elena. Não sei qual o problema daquele carro. – falou cruzando os braços.
— Tudo bem Bonn. – sorriu para ela
— Mas me diz. – sorri — Caroline me contou que um tal de Elijah te deu carona – ergue uma sobrancelha.
— Ele é um cara legal. – dei de ombros, desempolgada. E era mesmo. Elijah era um verdadeiro lorde, todo cavalheiro, educado, gentil e... E não era Damon.
Suspirei pesadamente.
— O que foi? – perguntou enquanto chegamos o saguão.
— Nada que deva preocupar-se. – caminhamos rumo a saída – Só acordei um pouco indisposta.
— Senhorita Gilbert? – ouço a voz feminina a minhas costas.
Antes de cruzar as portas duplas do prédio, giro os calcanhares e encaro os dois olhos verdes de Sttacy uma das recepcionistas do prédio.
— Pois não. – falo hesitante. e nos aproximamos do balcão de recepção.
—Recebemos uma ligação ontem à noite e era um homem querendo informações sobre a senhorita. – murmura assustada. O que?
— Que tipo de informações? Cruzo os braços irritada.
— Quem estava aqui era a recepcionista do horário noturno, ela me disse ele queria saber se a senhorita subiu acompanhada. — Franzo a testa e olho para Bonnie que balança a cabeça tão confusa quanto eu.
— Quem era? – exijo.
— Sinto muito senhorita. – Lamentou – Ele não se identificou e também não era muito paciente, a Amber ficou assustada pelo tom da sua e disse que a senhorita subiu sozinha e ele simplesmente desligou. – falou espantada.
— Qualquer tipo de informação que pedirem a meu respeito me chame imediatamente. – Falei seria.
— Pode deixar, isso não vai mais se repetir. – garantiu.
— Estranho. Você tem alguma suspeita de quem foi? – Depois um longo minuto em silêncio, Bonnie pergunta, enquanto cruzamos as ruas movimentadas de Manhattan rumo ao campus.
— Não faço a mínima idéia. – confessei. Apesar de ter como principal suspeito um moreno de um metro e setenta e sete de altura, cabelos desgrenhados negros com a noite e olhos azuis como um oceano de águas turbulentas. Não, ele não faria isso.
— Será que foi o kol? – para abruptamente no meio da calçada
— É bem provável. – dou de ombros — Ele me ligou umas 300 vezes essa semana. – revirei os olhos e senti o celular vibrar no bolso traseiro da calça.
— falando nele... – gesticulou para telefone. Olhei no visor
— É a Carol. – Digo para Bonnie — Hey – digo para a loira no outro lado da linha.
— Hey Lena – falou animada. – Preciso da sua ajuda.
— Em que? – perguntou desconfiada, enquanto voltamos a caminhar.
— Então... Eu pensei em irmos ao shopping hoje a tarde. Faz tempo que não sairmos juntas. – Lamentou.
— Olha Carol eu estou abarrotada de trabalhos pra entregar e estou no final do curso e
— Por favor, Lena vem. – persuadiu – Eu não quero ficar sozinha com ela.
— Ela quem? – pergunto confusa.
— A irmã do Stefan. Aprill. — explica — Achei legal passar um tempo com ela já que agora ela é minha cunhada, vem com a gente, por favor.
— Desculpa loira, não vou poder ir mesmo. Ela parece legal, você vai se sair bem.
— Tudo bem – disse calma, mas aposto que estaria fazendo um biquinho dramático.
— Não fica brava.
— Ok, se mudar de ideia...
— Pode deixar, eu te ligo. – desligou.
— A tal da garota esta no apartamento do Stefan? –Bonnie pergunta se referindo a Aprill.
— Ela veio passar as férias com os irmãos, ela esta com o Damon.
— Você esta distante e calada esta manhã, aconteceu alguma coisa?
— Não. só as mesmas preocupações de sempre. Tenho que ligar pros meus pais.
O que mais desejava no momento era sair de Manhattan o mais rápido possível, nunca foi o meu sonho morar em uma cidade tão grande quanto Nova York, mas se eu quisesse me tornar alguém com uma carreira promissora, teria que abdicar certas coisas, como deixar meus pais e minha pequena Maggie em Richmond e embarcar nessa grande loucura. Sempre busquei ter uma vida calma, tranquila, mas depois que conheci Damon e sua personalidade temperamental ela se tornou turbulenta e inquietante. E depois do meu pequeno “erro”, sim, erro.
Beijar Damon Salvatore pode ser considerado como ganhar o maior bilhete da loteria, mas para mim não passava de um erro, que eu não arriscaria novamente. Se aquela pequena parte em meu cérebro tivesse alguma esperança que isso poderia funcionar, ela foi quebrada no momento em que o vi com Andy. Não, definitivamente, eu não cairia mais em seus jogos.
***
— Você tem que achar alguma forma de desfazer isso. Eu disse que não queria esse tipo de investimento dentro minha empresa, então ou você faz seu trabalho direito ou rua. Ouviu bem? Rua. – gritei enquanto caminhava pelo hall.
— Perdão senhor Salvatore. Vou repará-lo imediatamente. – Taylor disse apressado. O que há de errado com esses estagiários? Uma única função e eles querem falir a minha empresa. Reviro os olhos.
— ótimo. Quero o relatório detalhado e completo na minha mesa até o fim do expediente. – Entrei em minha sala exasperado e encontrei o par de olhos tão azuis quanto os meus, me fitando com a testa levemente franzida.
— Nossa. – se espantou – Não sabia que você era tão mandão.
— Com quem você veio? – perguntei intrigado, já que Finn estava de folga.
— Estava na casa da Molly e o motorista do pai dela me trouxe – deu de ombros.
— Sei. – Dirigi-me até a minha mesa e sentei-me relaxado. O dia na empresa não estava um dos mais calmos, a nova campanha estava me deixando louco.
— Onde estão seus modos maninho? – olhou sugestiva para a cadeira em minha frente. Gesticulei impaciente com as mãos para a cadeira – Ouvi seus gritos, você é bem impaciente. – sentou-se.
— Detesto quando não fazem o eu mando. É fácil, você tem uma tarefa, então faça ela sem causa uma terceira guerra mundial. Isso é algo Simples, fácil e pratico, mas as pessoas parecem que gostam de me ver irritado. – sinto uma veia saltar na minha garganta e levanto exasperado seguindo rumo ao bar.
— Eu que achei que estava acontecendo à terceira guerra mundial a julgar pelos seus gritos – me olhou risonha. Revirei os olhos nas orbitas. – Sua secretaria é muito eficiente. Ela tentou me dar doces. – fez uma careta
— Rebekah não é completamente burra, ela sabe algumas coisas – dei de ombros.
— Não seja tão mal, ela parece gostar de você- sussurrou.
— E daí? – perguntei desinteressado. Eu sabia que a loira nutria um certo “sentimento” por mim, não que eu me importasse. O que eu tinha com ela acabou há muito tempo, e só resumia-se ao prazer e deixei isso bem claro, porém como todas as mulheres, ela queria “mais” e eu não sou um homem de querer levar sexo casual a serio. Sexo e sexo, apenas isso. — Então o que veio fazer aqui, não deveria estar em casa? – perguntei levando o copo de uísque a boca e abrindo parcialmente o paletó.
— Aquela casa me assusta. Além de ser exageradamente enorme, a Carmem passa o tempo todo naquela cozinha. Então resolvi ligar para a noiva de Stefan e a convidei pra ir ao shopping. – disse empolgada. Será que Elena? Eu estou louco pra vê-la novamente, quase não dormi ontem à noite pensando no cheiro dela, naqueles lábios macios e...
—Vou fazer um favor a essa sua cara de idiota, e responder sua pergunta silenciosa. Não, a Elena não vai com a gente. – disse pondo-se em pé e caminhando até mim.
Droga, logo agora que eu queria conversar com ela. Melhor, questiona-la sobre sua mudança brusca de atitude e ter ido com aquele infeliz.
— Infelizmente, por que pela primeira vez eu verdadeiramente gostei de uma garota que você mostrou interesse.
— primeiro, olha como fala comigo pirralha – sussurrei perigosamente – E segundo eu já disse eu não estou interessado na garota. – falei pausadamente. Mentiroso meu consciente zombou.
— Você não me engana, tá caidinho por ela – riu maliciosa. Bufei saindo de perto dela – Para de falar besteira garota.
— Tudo bem. – levantou as mãos em rendição – então... Finn ainda esta de folga, e eu sei que você com seu instinto protetor de macho alfa não me deixaria pegar um taxi.
— Eu vou te deixar lá. Qual o horário?
— Agora Damon. – revirou os olhos.
— O que? – perguntei bravo – E você só me diz isso agora Aprill? – repreendi – Eu tenho eu conversar com o gerente do setor administrativo e também a reunião sobre a campanha da...
— Dam só vai levar alguns minutos, você logo estará de volta pra sua rotina chata e entediante – disse cruzando os braços.
— Droga! – grunhi entre dentes – Então vamos logo com isso. – me direcionei a porta e ela sorriu juntando as mãos e batendo palmas. Mulheres, pensei tentado a revirar os olhos mais uma vez.
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