This Is About You

5 Nada é por Acaso


Notas iniciais
Heyyyy como estão? Espero que todas estejam bem... Quero agradecer de coração pelo incentivo e apoio, isso é muito importante pra mim. *=* Enjoy!

Há dois poderosos destruidores: o tempo e a adversidade.! (Alfred de Musset)

Damon Salvatore

Eu estava surpreso e a julgar pela expressão confusa no rosto de Elena, ela também estava.

Reconheci-a de imediato enquanto conversava com o meu irmão, no mesmo momento algo rebuliu dentro de mim e me peguei observando o movimento gracioso dos seus cabelos enquanto ela falava. Depois da surpresa ordenei meus pés a andarem e após ouvir sua voz carregada de incredulidade, resolvi me pronunciar, a pegando se surpresa, vi quando suas costas se retensaram e como ela apertou a bolsa entre os dedos com força, podia jurar que ela parou de respirar por alguns minutos e me divertir com aquilo, até ela girar seu corpo lentamente e olhar pra mim.

Meu queixo deve ter caído em algum lugar daquele salão, porque assim que eu a vi não tinha mais nenhum tipo de controle sobre o meu corpo. Elena não parecia mais com a garota irritante que conheci naquela tarde no auditório, aquela era uma mulher em todos os sentidos da palavra.

Magnífica, foi o que eu pensei ao encarar o belo par de olhos amendoados, cobertos pelos longos cílios densos e um batom vermelho nos lábios que contrastava divinamente com a cor da sua pele.

Ela estava nervosa.

Notei pelo movimento constante das suas mãos entre os longos fios cor de chocolate que moldavam perfeitamente o rosto delicado.

Desci sem pudor nenhum meus olhos pelo seu corpo, mordendo o lábio inferior ao apreciar as curvas simetricamente perfeitas do seu corpo, moldado em um vestido azul claro numa mistura discreta de renda e estampa, um pouco acima do joelho, marcando levemente seu quadril, a parte superior do vestido lhe dava um ar provocante causada pela renda exposta em torno da sua pele cor de oliva e os seus seios firmes, ela estava maravilhosa.

Deliciosamente maravilhosa. Pensei reprimindo um gemido me deliciando com sua imagem, ela deve ter notado meu olhar faminto, pois quando meus olhos cruzaram os seus, pude ver seus olhos arregalados e as bochechas tão vermelhas quanto uma maçã.

Senti meu pau reclamar sob o tecido grosso a calça. E rezei para que ninguém notasse a protuberância que se formou ali.

Eu a desejava, e esse pensamento me deixou completamente perturbado, pois senti a vontade insana de arrasta-la até meu carro e tê-la.

– Espera um minuto. Vocês se conhecem? – Stefan perguntou confuso e obriguei meus olhos a desviarem da tentação de saias.

– Infelizmente. – Elena murmurou, mas pra si mesma do que para responder a pergunta de Stefan.

Ignorei sua confissão e prossegui.

– A palavra correta não seria conhecer. Mas já trocamos algumas... palavras. – disse encarando-a diretamente, ela levantou as sobrancelhas.

– você quis dizer farpas. – ela corrigiu dando um sorriso zombeteiro. No mesmo instante cerrei os olhos e ela desviou o olhar.

Que mulherzinha irritante, ela não consegue deixar de me provocar. Ah Elena, você não vai querer jogar comigo.

– Senhor Salvatore. Eu sou Bonnie Bennett é um prazer conhecê-lo – eu conhecia aquela garota de algum lugar foi então que...

– Ah claro. Você estava no auditório, no dia da palestra. – lembrei-me da baixinha que praticamente arrastou a louca rumo a saída.

– Sim sou eu mesma. — falou corando.

– É um prazer senhorita Bennett. — Em um gesto típico de cavalheirismo levei meus lábios a sua mão esquerda e depositei um beijo casto. Elena bufou balançando a cabeça em um gesto negativo enquanto Bonnie sorria.

– Damon. Quero que conheça Caroline Forbes, minha namorada. — Stefan sorriu, passando os braços em torno da cintura da loirinha de olhos azuis claros

Ela parecia a mini copia da Barbie, mas era muito bonita admito de fato, meu irmão soube escolher bem.

– É um prazer senhorita forbes. – cumprimentei da mesma forma que fiz com Bonnie.

– Me chame apenas de Caroline. — pediu sorrindo enquanto depositava a mão sob o peito de Stefan.

– Como desejar Caroline. – digo olhando fixamente pra Elena que revirava os olhos e parecia impaciente. Qual o problema dessa garota?

Stefan indicou para tomarmos nossos lugares na mesa e antes de se sentar puxou a cadeira da direita para a namorada e depois ocupou seu lugar na cabeceira da mesa, sentei-me no outro extremo, ficando de frente ao meu irmão.

Ouço alguém suspirar ao meu lado e sou obrigado a lembrar de Rebekah. Não, não estamos transando... Ainda, porque depois de hoje e ver Elena, fui dominado por um tesão voraz e até o fim dessa noite eu tinha que transar. Eu a trouxe porque não pretendia ficar para o jantar com Stefan, íamos a festa que Enzo estava dando na sua casa onde possivelmente ele ficaria com loirinha ao meu lado.

Rebekah me olhou como se pedisse algo, eu balancei a cabeça confuso e ela discretamente apontou para a cadeira do meu lado implorando-me com olhar para repetir o gesto patético do meu irmão. Quando entendi o que ela queria, a fuzilei com o olhar e obtive o que eu esperava, ela se retraiu e corou violentamente. Sentou do meu lado esquerdo e ficou entretida com as próprias unhas.

Meu olfato e capturado pela suave e inebriante fragrância de perfume feminino exalando da morena que ocupou relutantemente o meu lado direito. Ela fuzilou Bonnie com o olhar e a baixinha apenas de ombros sentando ao lado de Caroline.

– Stefan. Presumo que se lembre de Rebekah. — Resolvo me pronunciar.

– claro. Irmã dos Mikaelson. – lembrou sorrindo.

– É um prazer revê-lo Stefan. — Rebekah usa o seu tom sedutor fazendo Caroline estreitar os olhos em direção à loira.

Ele sorri em resposta e diz – Então como foi que... – Deu-se inicio a alguma coversa pela qual não prestei a mínima atenção. Eu estava focado na morena ao meu lado conversando animadamente com Caroline sobre algo relacionado ao apartamento delas.

Então moram juntas.

– Então vocês se conhecem a muito tempo? – perguntei exclusivamente para a loira, obtendo o olhar de todos na mesa.

– Sim. Desde criança, morávamos em Richmond e há três anos nos mudamos pra cá, iniciamos nossa faculdade e moramos juntas, temos uma vida inteira aqui em New York. — concluíu com um sorriso destinado as duas garotas que retribuíam com um sorriso genuíno.

Algo no meu peito acendeu com o modo como Elena sorriu, era um sorriso natural... repleto de sinceridade que me fez perder um pouco o rumo da conversa e a certeza que ela ficava muito mais linda sorrindo.

O garçom se aproximou e escolhemos nosso jantar acompanhado a um bom vinho. O vinho chegou em segundos juntamente com o whisky Royal Salute que eu pedi.

– Onde conheceu o Stefan, Caroline? — Bonnie pergunta incrivelmente curiosa enquanto aprecia o seu vinho.

– Eu estava fazendo uma pesquisa de campo no jornal local e acabei esbarrando no Steff quando sai apressada de lá, e acabei derrubando seu próprio copo de café em sue terno então sem graça o convidei para se juntar a mim e ir a uma cafeteria logo na esquina, conversamos um pouco ele pediu meu numero e... Estamos aqui. — ela direcionou um olhar apaixonado pro meu irmão que retribui segurando a sua mão e beijando os nós dos dedos dela, o olhar que ele a direcionava era como se ela fosse a coisa mais valiosa na vida dele.

Eu sabia como ele se sentia. Amado, eu já fui amado um dia, mas junto com esse amor, veio a dor e a solidão.

– Não concorda Damon? – a voz de Stefan se direciona a mim.

– Como? – pergunto saindo dos meus devaneios.

Antes que ele possa se pronunciar, meu telefone começa a vibrar no bolso frontal do terno.

– Um minuto. – aviso a todos enquanto levanto e sigo o lado norte do restaurante.

Uma área aberta organizada com algumas poltronas e sofás luxuosos espalhados pelo ambiente bem iluminado onde algumas pessoas liam, e outras apenas conversando. No visor do aparelho identifico o nome de uma das poucas pessoas que eu confio cegamente. Enzo meu mais velho amigo.

– Hey! Olha só, Damon Salvatore o homem mais ocupado da face da terra atendendo a ligação do amigo solitário. – falou com seu tom carregado de sotaque.

– O que houve? – perguntei enquanto me sentava eu uma das poltronas.

–Cadê você? Prometeu que traria a loirinha gostosa da sua secretaria.

– Sobre isso, fica pra próxima amigo, hoje ela é toda minha.

– Hmm, então resolveu comer a secretaria? E aquele papo sobre não envolver trabalho com diversão. – provocou e aposto que estava rindo.

– Não estou no meu horário de trabalho, ela também não. Então deixem os adultos se divertirem.

– Sei... Você não cansa de brincar com o coração das mulheres Salvatore. Que coisa feia. – respondeu em falsa repreensão – Eu estava louco pra ter um sexo selvagem com ela cara, você cortou meu barato. – suspirou.

– Não seja por isso, vou dispensa-la no fim da noite mesmo, depois de me saciar é claro. – respondi – ela é toda sua, se divirta. Tenho que desligar estou no meio de um jantar com Stefan.

– Que deprimente. – estalou a língua – Boa sorte então.

Finalizei a chamada e segui de volta a mesa onde acontecia uma conversa animada a julgar pelos sorrisos, menos Rebekah que permanecia calada apenas concordando falsamente com alguma coisa dita por Stefan. Acomodei-me novamente na cadeira.

– Algum problema? — Stefan levantou a sobrancelha fina ao perguntar.

– Não. Só coisas da empresa. — informei bebericando meu whisky. Ele assentiu e voltou sua atenção para a namorada.

– Então Stefan por que não segui os passos do seu irmão? – Elena pergunta genuinamente interessada me fazendo voltar o olhar para Stefan.

– Sinceramente eu não tenho vocação pra administrar uma sociedade como Damon faz. Ele é o orgulho da família. – respondeu – e estou feliz com a advocacia.

– ah qual é, Maninho eu estou mais pra ovelha negra da família. — levantei minha taça – um brinde a isso. — Todos acompanharam meu gesto enquanto nossos pratos eram servidos.

– E você, Elena? – Pronunciei seu nome devagar e coloquei os cotovelos sob a mesa e os dedos cruzados recebendo a atenção da morena – Trabalha como garçonete do stambuks pra conseguir pagar sua faculdade? – resolvi atiçá-la, ela me encarou pela segunda vez na noite e eu pude ver a raiva se fazer presente em seu rosto formando uma mascara impenetrável.

– Não Damon. Eu passei três anos da minha vida guardando o dinheiro da minha mesada. – falou toda orgulhosa — No mundo em que eu vivo as pessoas tem que batalhar para conseguir chegar onde desejam, por que diferente de você eu não nasci em berço de ouro e muito menos tento menospreza e diminuir qualquer classe que seja inferior a minha. – terminou com um tom um pouco mais elevado.

– Calma ai – levantei os braços em defesa – Só estava curioso – conclui sorrindo de lado.

– Guarde sua curiosidade pra você. — cruzou os braços, irritada.

Todos da mesa nos olhavam abismados pela nossa pequena discussão. Logo Dei um gole no meu quinto copo de whisky e ainda assim não estava sentindo os efeitos do álcool.

– Vai dirigir Damon? – Stefan perguntou preocupado olhando diretamente pra taça que eu balançava em minha mão.

– Vou. Finn está de folga. – respondi enquanto preenchia novamente o copo com a bebida escura. – Não se preocupe irmãozinho, não vou atropelar ninguém e caso isso aconteça e só dar uma boa quantia em dinheiro pra calar o bico dessa gente. – respondi sem humor – afinal eles precisam mais do que eu.

Stefan balançou a cabeça, desapontado.

– Você acha mesmo que dinheiro pode compra tudo Damon? – Elena girou seu corpo me fazendo encarar o castanho claro dos seus olhos não com seu típico olhar irritado, mas eu conseguia enxergar que ela estava verdadeiramente magoada pelo meu comentário.

– Sim – respondi imediatamente – Eu sou um exemplo disso. Tenho tudo que eu quero a hora que eu quero, e quando eu quero.

Ela bufou e disse:

– Idiotas com você deveriam ir presos só em supor uma coisa dessas, são vidas Damon, não aja como se todos fossem um nada comparado a você. Saiba que dinheiro não compra respeito e admiração, duas das coisas mais contempláveis, e você não tem isso. Não de mim. – respondeu levantando nervosa – se me derem licença, eu vou ao banheiro.

E saiu pisando fundo sendo acompanhada pelos passos apressados de Bonnie enquanto Stefan me fuzilava.

– O que foi? Eu disse alguma coisa errada?

– Sinceramente? – Stefan ironizou.

Bufei e terminei meu copo em um gole solitário

– O que você disse a machucou, mexeu na ferida dela. – Carloine falou baixo, olhando em direção onde elena saiu.

– Por quê? – perguntei.

– Eu sei que eu não devia te contar, mas... O pai de Elena sofreu um acidente de carro por inconsequência de um motorista bêbado, e hoje vive numa cadeira de rodas. Foi um momento muito triste pra ela, e ouvir você falar isso deve te-la deixado mal.

Aquela noticia me pegou totalmente de surpresa e senti algo que eu não sentia a um bom tempo. Culpa.

Senti-me arrependido no mesmo instante. Fui longe demais, eu sabia que devia desculpas, mas eu me sentiria vulnerável e fraco se eu me desculpasse, não quero dar o braço a torcer.

– sinto muito eu não sabia...

– Não é a ela que você deve desculpas. – Stefan retrucou.

Antes que eu possa me levantar para procurá-la e pedir desculpas pra acabar de vez com esse sentimento de culpa, a morena volta com Bonnie e senta se novamente.

– Elena eu...

– Olha não precisa fingir que se importa então não se desculpe. – falou zangada e voltou à atenção para a amiga – então vai me contar como Foi a viajem? — mudou totalmente de assunto.

Ela é bipola?

O restante da noite seguiu-se tranquila, enquanto eles conversavam animadamente eu saia de cinco em cinco minutos para atender algumas ligações importantes, assim que voltei à mesa em uma das ligações que acabei recebendo novamente Stefan se pôs de pé.

– Bom eu acho que agora é o momento exato. – falou sem graça levantando deixando todos confusos. Eu já sabia o seguinte passo que ele daria.

– Caroline – ele se ajoelhou e segurou as mãos dela – Eu te amo incondicionalmente, você é a mulher da minha vida. Aceitar se casar comigo? – pediu com os olhos suplicantes, ele estava verdadeiramente apaixonado.

A loira abriu a boca em um perfeito O enquanto todos na mesa permaneciam em silencio

– Cla...claro amor. — ela finalmente respondeu com lagrimas nos olhos.

Stefan tirou a caixa de veludo de dentro do terno e abriu, mostrando um anel de diamante ao julgar pelo brilho dos olhos da loira refletido no anel enquanto ele colocava em seu dedo e levava sua mão aos lábios deixando um demorado beijo, quando ele se levantou não só a nossa mesa como todos do local aplaudiam a atitude do meu irmão que beijava a namorada de maneira carinhosa.

Ainda aplaudindo olhei para a morena a minha frente que batia palmas com um sorriso de orelha a orelha contemplando a felicidade da amiga, seu sorriso era tão contagiante que acabei sorrindo pela primeira vez na noite.

O quê que essa garota tem que mexe com meus sentimentos? Questionei-me.

– Damon, quero ir embora. – Rebekah murmurou emburrada cruzando os braços como uma criança mimada...

Detesto esse tipo de manha.

– Nos vamos. — disse a fazendo sorrir — Na hora que eu quiser, quando quiser. — completei sorrindo sarcástico.

Ela revirou os olhos e se sentou na cadeira cruzando os braços.

Depois do jantar e muita conversa jogada fora, entre risada e taças de vinho senti novamente o telefone vibrar e levantei, mais uma vez me desculpando.

– Bom à noite foi ótima, mas eu tenho que ir – falei me aproximando – Meu sócio precisa de algumas assinaturas para a liberação de um projeto então vamos Rebekah – Menti, olhei para ela que prontamente se posicionou ao meu lado. — desculpa Stefan. – falei enquanto recebia um aperto de mão.

– Tudo bem. – ele disse tentando não parecer chateado – obrigado por ter vindo – falou sincero. Sorri pra ele e voltei minha atenção para Caroline.

– Foi um prazer imenso conhecê-la. – apertei sua mão e me direcionei a Bonnie — Senhorita Bennett. – fiz o mesmo

– Senhorita Gilbert. – foquei minha atenção na morena que me encarava friamente, estendi a mão e ela hesitou um pouco antes de retribuir meu gesto.

No instante em que nossas mãos se tocaram, uma carga elétrica atravessou as minhas veias incendiando cada cédula do meu corpo iniciando-se um calor desconhecido ao sentir a textura suave e delicada de sua mão, e a julgar pelo forte rubor em suas bochechas e os pelos arrepiados do braço da morena ela sentiu o mesmo, era como um magnetismo, um imã, me convidando a desfrutar da sua pele.

Ela puxou a mão rapidamente e a vi pela segunda vez na noite envergonhada.

– Salvatore. – respondeu sem olhar nos meus olhos. Eu olhei mais uma vez pro meu irmão antes de sair sendo acompanhado por Rebekah.

– Pra onde vamos? – ela disse enquanto eu dava partida no meu carro.

– Pra minha casa.. – sorriu malicioso olhando seu decote que proporcionava uma visão perfeita dos seus seios.

Ela sorriu colocando o cinto enquanto eu dei partida entrando em uma das ruas movimentadas de New York ainda com o sentimento de culpa pelo que disse a Elena.

Uma parte da minha mente dizia: Não era isso que você queria? Deixa-la irritada. Admiti que eu me importava com a imagem que Elena tinha de mim foi mais difícil do que eu imaginei, e foi nesse momento que me dei conta que não queria magoa-la.

Notas finais
Bjinho!!