Notas iniciais
Enjoy!!

DAMON SALVATORE

Já era fim de tarde quando sai da sala de reuniões no 20º andar, era uma sala ampla e moderna, no mesmo andar que ocupava a minha. Naquela sexta-feira, senti-me aliviado e satisfeito por mais um negocio fechado com êxito, dei-me palminhas nas costas por conseguir abrir mais uma filial, dessa vez, em Portugal. Foram meses planejando está grande etapa, vários projetos, viagens e acordos realizados, e agora eu estava aliviado por ter tudo corrido da melhor forma possível.

Eu sou um homem de negócios, mantenho o controle absoluto de tudo que faz parte da minha vida, essencialmente a Salvatore Segurity & Tecnology. A SST Resumi-se em uma indústria de desenvolvimento e produção de dispositivos de segurança, é uma empresa ampla, com extensões por todo pais e algumas filiais ao redor do mundo e agora, finalmente na Europa. Foi uma semana complicada, passei a maior parte do tempo viajando, resolvendo todas as questões burocráticas para a efetivação do acordo, foi exaustivo, mas no final do dia estava realizado e orgulhoso pelo desempenho da minha equipe.

Enquanto atravessava o salão, observei o sorriso astuto de Lorenzo Vitonelle, ele também se dedicou muito para que tudo saísse como planejávamos. Admirei-o com toda sua euforia, ele sempre foi assim, desde a época da faculdade. Conheci-o em uma das festas loucas da New York University, éramos calouros e como qualquer universitário acabamos bebendo além da conta, acordamos em uma cama do dormitório feminino, com duas loiras siliconadas. Depois disso, as farras, as bebedeiras e as mulheres aumentaram assim como nossa amizade que foi evoluindo com o passar dos anos. Tornamo-nos amigos, confidentes, irmãos para ser mais exato. E apesar dela ter entrado na nossa vida e mudado tudo, superamos e continuamos amigos.

– Temos que comemorar! – falou eufórico, caminhando ao meu lado enquanto atravessávamos as portas duplas do corredor que nos levaria até a minha sala.

– Você vai comemorar. Eu vou para casa. – respondi-o sem esconder o desanimo.

A verdade, é que eu estava exausto, só queria ir para casa, me enfiar debaixo do chuveiro e me desligar do mundo. Era minha terapia pessoal, a água tinha esse milagroso e misterioso poder sobre mim, enquanto acalmava meu corpo, acalmava minha mente.

– Esperamos esse acordo ser fechado há meses, vi você trabalhando feito um condenado esse tempo todo e quando finalmente conseguimos, você quer ir para casa?! – Balançou a cabeça em negação como se tivesse ouvindo a coisa mais absurda da sua vida.

– Exatamente. – Sorri para ele, que rolou os olhos em resposta.

– Pensa comigo, podemos pegar o carro e ir ate o clube da Nadie sei que vocês são “amigos”.

– Isso é golpe baixo. – Olhei-o meio de lado e ele sorriu cúmplice.

Sabia o que nos esperávamos, tínhamos gostos excêntricos quando o assunto era sexo. Frequentávamos o clube a um bom tempo, e sempre que podíamos íamos lá. Enzo mais do que eu, sempre me contava as maluquices que fazia com as mulheres do clube, eu apenas balançava a cabeça e dizia o quanto ele era um filho da puta.

Eu gostava de sexo, de muito e bom sexo, mas não saia por ai comentando sobre as mulheres que me relacionava sexualmente. Era um acordo silencioso que no final da noite proporcionava prazer para ambos.

– Pois saiba meu caro amigo que Isso é golpe baixo. – Sai dos meus devaneios, ao ver uma Rebeca que nos olhava como se fosse dois pedaços de carne.

Disfarce não era o ponto forte da minha secretaria.

Ela Ergueu os lábios pitados de um vermelho chamativo e na mesma hora ganhou o sorriso de cafajeste do Enzo.

– Senhorita Mikaelson – Olhou para mim ansiosa e o que ela viu a fez tremer, pois seus olhos arregalaram um pouco e entreabriu os lábios. – Quero os relatórios finais do acordo na minha mesa até o fim do dia.

– Sim senhor Salvatore. – Ergui uma sobrancelha a olhando com indiferença enquanto entrava na minha sala sendo seguido por um Enzo que só faltou salivar nos peitos dela.

Contratei Rebekah a uns seis meses atrás, a minha antiga secretaria executiva estava de licença maternal e não pensou duas vezes em apresentar-me a sobrinha quando contei que o cargo ficaria em aberto. A garota apesar de ser uma safada assumida, tinha um ótimo currículo e era eficiente, cumpria com os horários, extremamente profissional e era uma bela distração no final do dia... Além de ser um mulherão, e ela sabia disso, pois não economiza nas roupas ousadas, não que sejam indecentes, mas as meias calças que usa por baixo da saia justa, e os decotes exagerados nas blusas de seda ou até mesmo a forma como desfila até a minha mesa quando é solicitada deixa pouco para a imaginação masculina.

– Essa sua secretaria está louquinha por uma foda bem dada. Você viu a forma como ela nos olhou? – Disse Enzo.

– Vá em frente. Faz tempo que repara nela. – Incentivei-o.

– Nisso você tem razão, mas quem não repara naquela gostosa? – confirmei com um aceno e posicionei-me em meu lugar. sem cerimônias, Enzo sentou-se a minha frente e estendeu-me uma pasta amarela.

– Aqui estão os documentos. Só falta a sua assinatura. – segurei-a e a abri, enquanto ele se recostava na cadeira me fitando, antes de indagar: – Porque não transa com ela?

Levantei os olhos dos papeis e o fitei inexpressivo.

– Porque não envolvo trabalho com prazer, diferente de você.

– Não vejo problemas nisso. Devia experimentar dar umazinha na mesa do escritório de vez em quando.

– Não preciso desse exibicionismo todo. – Falei calmante, voltando os olhos para os papeis e concentrei-me em assinar as folhas.

– Ah, mas ai está a parte divertida. Vai dizer que no clube não fica excitado com aquele sexo depravado em publico. Sou louco pra me flagrarem transando na minha sala. – Declarou com um sorriso.

– Tenha cuidado com as suas brincadeiras dentro da SST, não é porque é o vice presidente que pode fazer tudo que vier na cabeça. Já passamos dessa fase, Enzo, não esqueça. – Olhei-o serio, estendendo a mão para ele que riu recolhendo os papeis e colocando-os na pasta.

– Calma chefinho. – Exagerou levantando as mãos em redenção. – Vou me comportar, prometo. – Ainda com um sorriso de pura zombaria, levantou-se arrumou o terno nos ombros e seguiu para a porta. Antes de sair, olhou me cheio de graça e sussurrou – Mas, você deveria experimentar algo do tipo. – Não esperou minha reação, pois logo saiu, murmurei um Foda-se no mesmo momento em que o tintilar irritante do telefone verbalizou pela sala.

– Salvatore. – Atendi sem preâmbulos.

– Sr. Salvatore, o Collin Middow, diretor da New York University está na linha e deseja falar com o senhor. – Disse Rebekah.

– Transfira-o. – Fiquei atento ao outro lado da linha, enquanto franzia o cenho confuso, perguntando o que o homem baixinho e careca queria comigo.

– Damon Salvatore bom dia. É um enorme prazer falar com o senhor, obrigado por ter atendido. Como vai? – Uma voz rouca e ligeiramente cansada soou pelo telefone.

– Do que se trata o assunto Sr. Middow? – perguntei sem rodeios. Ficando em frente a ampla janela de vidro atrás da minha mesa.

–É... hm, bem... amanhã os alunos da NYU voltaram das férias, e teremos uma festa de boas vindas, com palestras motivacionais e uma roda de perguntas. E como o senhor é considerado um dos ícones da nova geração de jovens empreendedores tecnológicos, um grande exemplo e orgulho para todo o corpo acadêmico da nossa universidade, seria um prazer tê-lo como palestrante no nosso evento, nossos jovens estão cada vez mais desmotivados e tenho certeza que sua presença e as sabias palavras levarão esses jovens a questionar suas escolhas e se tornarem grandes profissionais assim como o senhor. Realmente, gostaria que aceitasse. – Falou tão rápido, que soltou um longo suspiro recuperando o fôlego. Uni as sobrancelhas e esfreguei o polegar no queixo, tinha essa maldita mania desde pequeno, quando ficava impaciente, repetia o gesto vezes sem pensar.

– Quando acontecerá?

Ponderei por alguns segundos se aquilo valeria a pena. Já tinha palestrado muito ao longo dos anos, mas não para um grupo de universitários que a principal preocupação é a festa de boas vindas, com muito álcool e sexo.

Tempo era dinheiro.

– Amanhã. – Falou ansioso.

– A que horas?

– A partir das 18 horas, porém se não colidir com sua agenda podemos escolher outro horário mais adequando, senhor. – falou ligeiramente.

– Não. Tudo bem para mim. Estarei la. – senti o ar escapar pelos seus pulmões em forma de alivio.

– Ótimo, senhor Salvatore, em nome de todos os reitores da universidade agradecemos sua disponibilização e sua presença no evento.

– Claro, claro. – mais bajulação, fui tentado a revirar os olhos. Enquanto ele balbuciava algo como tenha uma boa tarde, desliguei o aparelho e depositei uma das mãos no bolso do terno cinza grafite que usava. Espalmei a outra mão na janela contemplando o emaranhado de carros e o fluxo contínuo de pedestres nas calcadas agitadas de Manhatann, bem debaixo dos meus pés.

Fechei os olhos por um segundo e pensei em quanto aquilo ainda parecia surreal, nunca imaginei que de um simples estagiário, tornaria-me o diretor. Perdido nas lembranças que me trouxeram até aqui, refleti sobre o caminho árduo que trilhei, lembranças cruéis atravessaram a minha mente e apertei os olhos com força odiando-me por não conseguir esquecer o passado. A fase da minha vida em que rezava para fechar os olhos e nunca mais os abrir, mas algo me fez querer ficar, querer lutar, ser forte. E consegui, apesar dos cacos de vidros que furam-me por dentro todas as manhãs, não sucumbi ao desespero, não vacilei. Eu tinha um objetivo, protegê-la custe o que custar, tudo que fiz foi por ela, por nós, pela vida miserável que tínhamos e pela vida que temos hoje.

Foi com um suspiro que abrir os olhos e vi que o esforço valeu a pena, que toda a dor foi dolorosamente necessária, não sou mais o menino perdido, hoje eu sou um homem diferente. Sou dono das minhas escolhas, dono do meu mundo, dono de mim.

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ELENA GILBERT

Não existe sensação melhor do que chegar em casa, tirar os sapatos e se jogar no sofá. Foi o que eu fiz quando regressei das férias em Richmond, interior da Virginia. Cidade onde vivi os melhores e piores momentos da minha vida. Deitada, lembrei de quando fui recebida pela minha adorável mãe que disse com lagrimas nos olhos que um bom filho a casa torna, apertou-me forte em seus braços aconchegantes de mãe e chorou como se não me visse a anos, apenas ri e disse-lhe que ela sempre fazia isso.

Miranda Gilbert sempre foi uma mulher forte, ensinou-me meus primeiros passos, a primeira pedalada de bicicleta, me fez acreditar que eu era uma princesa, a sua princesa. Me ensinou a ser uma mulher forte, a lutar pelos meus sonhos, ter um objetivo. E apesar de todas as dificuldades que passamos, ela sempre esteve lá por nos quando o mundo desabava, ela sempre esteve nos pequenos detalhes, ate mesmo quando teve que criar os filhos praticamente sozinha, depois que meu pai, sofreu um acidente de carro quando voltava do trabalho e em consequência perdeu o movimento das pernas, o fazendo parar em uma cadeira de rodas. Grayson Gilbert sempre foi um homem do mundo como ele mesmo costumava dizer, passava mais tempo fora, do que em casa, passava horas no rio pescando e muitas vezes eu o acompanhava. Na época do acidente, foi uma fase difícil, um verdadeiro choque, principalmente para ele que não aceitava sua nova condição, ouve surtos, muitos surtos... assustava a todos. Principalmente Jeremy, meu irmão.

A casa que sempre foi um lugar alegre e feliz, aos poucos tornou-se vazia, os risos se perderam nas paredes, os passos ficaram na escada e meu pai tornou-se um homem vazio, fechou-se em um mundo só dele e esqueceu que existia outro lugar alem do quarto. Como no conto, trancafiou-se em sua torre a espera de um milagre, que nunca veio, não como ele imaginava...

Era uma tarde quente de dezembro quando mamãe deu a luz a uma menininha linda de olhos esverdeados igualmente os do pai, trazendo-o novamente a vida assim como alegria e cor para nosso lar. Meu pai morreu e ressuscitou naquele dia. Foi com um processo lento de aceitação e readaptação que aos poucos ele voltou a ser ele mesmo, apesar de notar certo desconforto ou ate mesmo vergonha por se tornar dependente de coisas simples do dia a dia, mas que para ele era uma tarefa árdua, percebia o quanto ficava frustrado, com raiva mas principalmente constrangido... Alguns meses após o nascimento da pequena Maggie ele já sorria com mais naturalidade, participava da nossa vida, se preocupava com a hora que chegávamos, conversava com os vizinhos e principalmente dava todo amor e carinho que a Mag precisava, e com seu mais velho amigo abriram um negócios de cultiva mento de plantações e atividades relacionadas ao campo e assim seguimos com a vida. Com o passar dos anos, eu terminei o ensino médio e não pensei duas vezes em ir para a universidade, sempre gostei da área administrativa, por isso optei por o curso de administração. Em casa, tive total apoio da minha mãe, porém meu velho e cabeça dura pai, disse que eu não precisava, que trabalhasse em algum supermercado da cidade ou ate mesmo o ajudar com o trabalho do campo, mas foi com um sorriso em forma de desculpa que recusei e disse-lhe que não era aquilo que eu queria para mim, apesar de amar esse pequeno bocado de terra, e sentir um aperto dolorido no peito quando me despedia do ar puro do campo, eu sabia no fundo do meu coração que eu não pertencia aquele lugar, que tinha algo grande esperando por mim, que minha vida mudaria quando colocasse os pés na cidade grande, e foi o que eu fiz.

A dois anos atrás, com lagrimas nos olhos despedi-me da minha família naquele saguão da rodoviária, olhei-os todos ali, juntos, unidos, Jeremy concentrado no seu telefone olhou de soslaio para mim e sorriu, meu pai acenou com pesar, minha mãe com lagrimas descendo em seu rosto, recebeu um aperto reconfortante de papai enquanto a outra se ocupava de Meg que teimava em vir ate mim, foi doloroso, mas logo eu entendi que não era um adeus, nunca seria. Deixei muita coisa para trás, mas não me arrependo um minuto das minhas decisões. Eu era livre, gostava de arriscar, o novo para mim não era assustador, era fascinante. A verdade é que se nunca colocássemos a cara no sol nunca descobriríamos o quanto ele pode brilhar. E aqui estou eu, deitada no sofá da sala do apartamento que divido com as minhas duas melhores amigas.

– Você vai não é? – Sai dos meus devaneios com a voz melódica da baixinha de olhos amendoados enfeitando seu rosto de traços finos e pele morena.

– Eu não quero ir Bonnie... – resmunguei enquanto levantava da cadeira da escrivaninha enquanto ela me olhava com certa impaciência.

– Lena, por favor. É a festa de boas vindas. Todo mundo participa. – Olhou me com um ar pidão.

– Eu não sou todo mundo. – disse sorrindo e ela bufou cruzando os braços frente ao corpo.

Eu nunca gostei dessas festas. Não que eu sentisse aversão a esse tipo de coisa, mas nunca senti um pingo de vontade de participar. Na maioria das vezes, ficava no nosso pequeno, mas aconchegante apartamento próximo da universidade.

– Por favor, não quero ir sozinha. Jeremy vai estar lá... – respondeu e senti um leve tremor na sua voz. Sorri em resposta, pois sabia o que ela sentia pelo meu irmão, desde a época em que nos conhecemos sempre mostrou interesse por ele, e lógico que ele não sabia.

Jeremy tinha entrado a um ano na universidade e tornou-se um garoto bonito, com cabelos castanhos claros displicentes e os olhos brincalhões ganhava o coração das garotas e com Bonnie não foi diferente. Conheci-a no primeiro dia no campus, logo quando pus os pés na New York University, Bonnie era uma garota timidamente simpática que morava com sua avó nas proximidades da universidade, cursava literatura e era apaixonada por livros, digo-a que elas não os ler os engole.

– Pode chamar a Caroline. – Dei de ombros e logo lembrei que não a via a mais ou menos duas semanas.

– A amiga é sua, não minha. – Deu de ombros e torceu o nariz em um gesto engraçado. Ri da sua zanga e questionei-me pela milésima vez o porquê das duas nuca terem se dado bem. Nem o fato de morarmos juntas diminui a empatia de uma com a outra. Pensei em Carol, amiga de uma vida inteira, conheci-a desde pequena, seu pai era muito amigo do meu então todas as tardes saiam para pescar e íamos para a cachoeira junto com a nossa turma. A um ano ela veio para Manathann e lembro que quase chorei de alegria quando a vi desembarcar juntamente com meu irmão. Foi uma festa só, Jeremy apesar de ser muito inteligente nunca ligou muito para os estudos e vê-lo ali com minha melhor amiga na mesma universidade que eu foi um dos melhores presentes que ganhei da vida.

– Estou preocupada, a ultima vez que falei com ela, estava com o pai em Seattle. Vou ligar pra ela. – Disse já sacando o celular do bolso da calça.

– Depois você liga... Lena por favor, vamos.

– Para que? Lembra da ultima vez?! Você nem conseguiu falar com ele. Você gosta dele a quanto tempo? Um ano e a única conversa decente que teve com ele foi sobre um livro.

– você sabe que não consigo... Eu... Travo, sempre que vamos conversar... Eu não sei o que acontece. – concluiu tristonha sentando-se ao meu lado a cama.

– Mas nunca vai conseguir se não tentar. – Suspirei pesadamente. – Vamos fazer um trato. Eu vou a essa festa idiota de boas vindas com você, mas vai me prometer que esse ano vai ser diferente. Que você vai se esforçar para conquistar o homem que você gosta. Ok? – falei sorrindo. Em segundos um radiante sorriso se espalhou pelo rosto de cor chocolate de Bonnie enquanto ela concordava com um gesto afirmativo. Eu não sabia se ela se esforçaria de verdade para conquistar meu irmão, mas pelo menos eu havia feito minha parte de amiga e tentado convencê–la.

– Trato feito. – respondeu de pronto.

– É assim que se fala. Hoje vai ser um dia diferente. As coisas vão mudar. Pode acreditar em mim quando digo que hoje aquele auditório vai pegar fogo. – disse me referindo a ela e meu irmão.

Sorri empolgada sem imaginar que quem faria as coisas esquentarem seria um certo italiano arrogante de olhos azuis.

Notas finais
:)