Thinking Of You.
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Eu estava furioso, Melissa havia me deixado aqui e ido com o Miguel para a sala de artes dele.
Porque eu havia a deixado ir? Orgulho ferido, primeiro ela ficou bicuda depois que o Miguel veio aqui sem motivo aparente, segundo ela ficou furiosa quando meu irmão pegou seu celular brigando com ele, dessa parte eu gostei, também foi engraçado a hora que ela reclamou da nossa "nudez", terceiro ela se trancou no banheiro e quando saiu começou a pedir desculpas, então o Miguel ficou todo metido dando encima da minha garota, expulsei ele mas o infeliz jogou sujo a chamou para ver a sua sala ridícula, os olhos da garota brilharam, meu irmão ainda fez a cena de perguntar se eu ligava, e se eu ligava? Era claro! Nunca senti tanta vontade de bater no meu irmão na vida! Mas demonstrar isso iria feria meu orgulho.
Fiquei no quarto com o notebook, entrando em sites aleatórios, olhava a cada cinco segundos no relógio e o tempo não passava!
Olhei para o vidro espalhado pelo chão e decidi limpar aquilo, se não ia acabar acontecendo algum acidente.
Sai do quarto e dei uma olhada a onde minha pequena estava Miguel a estava desenhado, ótimo 30 minutos eu posso busca-la.
Demorei pra achar uma vassoura e uma pá de lixo, desci e limpei com cuidado, Melissa estava andando descalço não queria que ela cortasse o pé.
Mas tecnicamente isso é culpa do Miguel, enquanto eu tentava enforca-lo, acabei batendo no criado mudo e derrubando o copo, mas foi muita ousadia dele pegar a minha Allie, tinha chegado essa manhã do conserto, nem havia dado uma volta com ela ainda, pior que eu sai de casa de manhã tão dentro dos meus pensamentos que nem percebi que a minha moto querida não estava lá.
Terminei de limpar e fui levar as coisas de volta para o lugar onde eu encontrei, mas decidi deixar lá na sala mesmo.
Entrei direto na sala do Miguel, Melissa estava de costas para mim, ele olhou para mim e sorriu vitorioso, pelo jeito minha garota percebeu ela ia se virar mais meu irmão pediu pra não se mover com uma desculpa esfarrapada.
–Oh, não se mova princesa, não posso perder essa sombra perfeita em seu rosto.
–Ok
–Então, aproveite a chance, pode perguntar sobre o Castiel, sei coisas vergonhosas dele- meu irmão me provocou.
–Não sei o que perguntar- a pequena disse
–Infância é sempre a mais constrangedora ou será a adolescência? A puberdade é hilária- tenho certeza que Miguel arrancou um sorriso da pequena.
–Conte-me algo inacreditável- pediu.
–Castiel era a criança mais gentil, amorosa e fofa que eu já vi e olha o que eu gosto muito de crianças- revirei os olhos, qual é? Eu sou fofo! Uma vez por ano.
–Conta outra- Melissa disse não acreditando.
–É verdade, se minha mãe tivesse aqui você poderia perguntar.
–E porque ele virou esse bruto?- Perguntou curiosa.
–Talvez tenha sido porque a mamãe que estava o tempo todo o mimando decidiu virar aeromoça para acompanhar o papai que é piloto assim se ausentando, ou para afastar aquelas tias chatas que insistiam em apertar as suas bochechas enormes, mais ele ficou pior depois que a ex largou ele- Se eu senti raiva do Miguel? Um pouco, essas coisas não se saem falando assim, o seu sorriso foi se desmanchando aos poucos e seu olhar ficou melancólico- Talvez não tenha sido nada disso- meu coração de apertou, Miguel! Não!- Talvez tenha sido uma perda quando criança- uma grande perda completei triste.
A garota ali com certeza se sentiu desconfortável com o que meu irmão lhe disse, era algo intimo demais.
–Agora é minha vez de perguntar, qual é a sua relação com o meu irmãozinho?- Meu irmão chegou a onde queria.
–Vizinhos amigáveis- Melissa respondeu me tirando um sorriso mínimo.
–Entendo, então...- Ele se levantou e caminhou até a pequena abaixando para olhar em seus olhos- Não tem problema nenhum eu investir em você não é?
Não esperei mais nenhum segundo, empurrei meu irmão que caiu sentado no chão e puxei Melissa pela cintura, segurando a junto a mim.
–Pronto você já a pegou emprestado por uma hora- disse irritado.
–Castiel você é um bruto- Meu irmão reclamou de levantando.
–E você um hentai- disse à palavra que há pouco tempo eu havia descoberto na internet o significado.
–Hen o que?- Miguel nos olhou estranho.
–Diga tchau para a Melissa- disse por ultimo.
–Ela vai embora?- Miguel olhou triste para a garota nos meus braços.
–Não, só vai ficar longe de você- Puxei Melissa para fora daquela sala, Miguel gritava algo que eu ignorava.
–Castiel ele ainda não tinha terminado- murmurou.
–Não terminou? Ele fez a resenha, contornos e sombras antes de 30 minutos, ele estava só te enrolando- respondi.
–Mas eu queria ver- fez bico de novo.
–Espere, ele vai pintar, ele não ia pintar com você lá, exige muita concentração dele e você tirava toda- tentei acalma-la, ela abriu a boca pra dizer algo mas Miguel gritou atrás de nós.
–Toma a merda da sua chave- Miguel tacou um molho de chaves e eu peguei no ar.
–Chave do que?- Perguntou curiosa.
–Chave da Allie- respondi entrando no quarto.
–Chave da Allie?
–Sim, minha moto Allie- dei com ombros.
–Allie é uma moto?- Perguntou confusa.
–Sim Allie é minha moto o que mais que você pensou que fosse?- Perguntei me jogando na cama.
–Uma garota- respondeu baixo mas eu ouvi.
Não consegui não sorri com isso, ela desviou os olhos envergonhada, era isso, tudo se encaixava, ela estava com ciúmes da minha moto!
–Vem aqui- estendi a mão para ela.
Ela andou até mim com passos pequenos, ela estava muito fofa usando minhas roupas, ficavam tão grades nela, ela tropeçava por vezes na barra da calça, ela chegou até mim e colocou sua mão macia e pequena sobre a minha, a puxei e ela caiu sobre mim, rodeei meus braços pela sua cintura.
–Você estava com ciúmes da Allie pequena?- Perguntei a olhando nos olhos.
–Não, porque estaria?- retrucou, ela é sempre assim?
–Porque você pensou que era uma garota, e depois que você ouviu a conversa com o Miguel ficou bem irritada, repito minha pergunta, você estava com ciúmes da Allie?
–E você estava com ciúmes do Viktor?- mais uma vez ela retrucou minha pergunta com outra, só que mais irritante.
–Menina irritante, porque você não assume?- apertei suas bochechas grandes.
–Eu só fiquei curiosa, não com ciúmes- respondeu.
–Hm- larguei suas bochechas- E só mais uma coisa- girei na cama a deixando em baixo de mim- Se você me trocar pelo meu irmão de novo eu vou apertar essas suas bochechas gordas até caírem!
–Minhas bochechas não são gordas- resmungou.
–São sim- elas estavam vermelhas porque as apertei então dei um beijo em cada uma- Então, como foi saber sobre a minha vida?
–Hã?- vi a engolir em seco.
–Eu estava lá, desde a hora que ele começou a falar de mim- assumi.
Ela parecia um pouco surpresa e chateada, acho que meu irmão jogou informações que ela não esperava ouvir.
–Então quer dizer que nós somos vizinhos amigáveis? Eu diria que vizinhos com vantagens ou ficantes, ou se você preferir pode fingir que eu estou te chantageando a passar por tudo isso- tentei aliviar sua tensão.
–É a ultima opção é bem interessante- brincou.
–Também acho minha serva do prazer e da cozinha- coloquei seus braços sobre a cabeça a deixando sobre minha mercê.
–Serva?
–Sim, te chantageei a virar minha serva- dei com os ombros.
–Do prazer e da cozinha?
–Sim, e da limpeza também- brinquei.
–Eu já te disse que você tem sérios problemas mentais?
–Não, porque uma serva não pode dizer isso para seu senhor- respondi e nós começamos a rir da nossa idiotice.
–Você é um idiota retardado- continuamos rindo.
–É você que me faz ficar idiota, acho que isso passa por osmose- dei um selinho em seus lábios vermelhos.
–Concordo, passa por osmose, então pare de encostar em mim, daqui a pouco vou estar que nem você- tentou me empurrar mais continuei onde estava.
–Ser que nem eu é legal- pressionei meu corpo no dela.
–Não mesmo- ela ainda tentava sair debaixo de mim.
–Está dizendo que eu sou chato?- Me fingi de indignado.
–Demorou pra entender? Além de Chato e bruto é lerdo também?- Afiada como sempre, o que falta no tamanho ela compensa em temperamento.
–Você tem uma língua muito afiada- minha voz estava mais baixa- As garotas com quem eu fico não falam assim comigo.
–Oh me desculpe se lhe ofendi meu querido Senhor- sua voz soava falsa- Mas eu não ligo se você gosta ou não, eu não ligo pra como elas falavam com você, não ligo pra como elas agiam com você, essa sou eu, e eu não sou como as suas garotas- Sua voz estava um pouco mais alta.
–Não você não é, por isso eu gosto de você, por isso eu não fodi você o dia inteiro nessa cama, eu gosto do seu jeito, gosto dessa língua afiada, gosto de você me desafiando e me testando, apesar de me deixar com raiva e me fazer sentir ciúmes e outras coisas que eu ainda não sei, alguma coisa dentro de mim gosta- Eu estava irritado, porque sempre tenho que ficar falando essas coisas para ela? Ela não sabe como é difícil pra eu ficar exposto dessa maneira pra ela? Pra qualquer um?
–Então eu tenho que ficar agradecida ao meu jeito se não você tinha fodido comigo nessa cama o dia todo?- Perguntou confusa.
–Sim, se fosse qualquer outra eu teria feito isso, mais você não é qualquer uma- Tirei uma mecha do seu rosto e coloquei atrás de sua orelha- Eu já disse isso uma vez pra você, você é diferente.
–E eu queria que fosse verdade- respondeu me deixando muito confuso- Você entendeu o que acabou de me dizer? Que se fosse qualquer outra você teria transado o dia todo, isso está fadado a dar errado- Ela aproveitou a minha distração e se esgueirou para fora da cama, ficando de pé.
–O que está fadado a dar errado?- sentei na cama e perguntei meio atordoado.
–Nós dois- ela jogou um balde de água fria em mim- E não é só porque você é um garanhão, que pega e transa com todas, mas eu também não posso continuar com isso, eu acabei me deixando levar, foi maravilhoso ficar com você- tentou se explicar- Eu senti e fiz coisas das quais nunca imaginei que fosse capaz e agradeço a você, mas eu não posso mais me deixar levar nisso, nós nem sabemos o que é isso!
–E porque é que temos que saber? Não basta só deixarmos acontecer? Porque temos que ficar pensando nisso? Nunca neguei quem eu sou, mas você sabe que eu não faria mal a você, eu não estou entendendo a aonde você quer chegar!- Eu já estava de pé e puto da vida.
–Onde eu quero chegar é que eu não posso mais continuar com isso- passou os braços na frente do corpo olhando para os lados sem rumo — Eu não posso mais arrastar ninguém para o meu poço sem fundo, nós não podemos fazer as coisas sem pensar nas consequências!- eu sentia que tinha muita coisa por trás das suas palavras.
–Que consequências?- dei um passo em sua direção e ela se afastou- Me diz qual é o problema de nós dois fazermos aquilo que nós dois queremos? Você não pode negar a nossa ligação!
–Não, não posso, mas existe muita consequência em ficarmos juntos, na verdade eu não sei como eu me permiti a isso, eu sabia mais que ninguém que eu não deveria fazer isso- não estava entendo, ela estava falando comigo? Parecia mais uma conversa consigo mesma- Você sabe por que temos essa ligação? Porque ambos temos uma escuridão e uma dor muito forte no coração, o que você precisa não é demais um fardo você precisa de luz, e eu não sou a tua luz- como ela não podia? Não conheço ninguém melhor para isso.
–Mais o que...? Você só pode estar brincando comigo! Isso não pode acabar assim é ridículo e não faz sentido!- Esbravejei- Melissa, por favor- Segurei-a pelos ombros e me aproximei do seu rosto, mas ela virou o rosto e aquilo de alguma forma doeu dentro de mim.
–Eu vou ligar pro Alexy e pedir uma muda de roupa para mim- ela se soltou de mim entrando no banheiro.
Sentei ali na porta do banheiro, com os cotovelos apoiados nos joelhos e cabeça nas mãos.
O que merda tinha acabado de acontecer? Ela tinha terminado comigo? Mas a questão é... Terminado o que? Ela tinha razão nós nem sabemos o que é isso que temos, porque é que temos que saber? Não pode deixar acontecer?
A culpa foi minha, foi como se eu dissesse se eu tivesse achado outra garota antes de você no parque eu transaria com ela, mas com você não, então ela estava brava porque eu não transei com ela? Não podia ser isso.
Talvez ela tenha se tocado que eu sou sujo e podre demais pra estar com alguém como ela, com certeza foi isso.
Mas algumas coisas que ela disse não fazia sentido.
Eu não posso mais arrastar ninguém para o meu poço sem fundo...
...Consequências...
...Eu não sei como eu me permiti a isso...
...Porque ambos temos uma escuridão e uma dor muito forte no coração...
Fala se isso não deixa qualquer um confuso, se alguém aqui fosse ser um poço sem fundo seria eu, não acho que isso sejam desculpas para me afastar, mas existe muito mais nessa garota do que eu imaginava.
Levantei e me joguei na minha cama, queria muito entrar naquele banheiro e dizer pra ela que não vou deixar ela se afastar, mas talvez ela tenha razão, isso está fadado a dar errado, ela não me quer mais, talvez o que o Miguel disse tenha sido muito pesado pra ela, talvez ela ache não pode lidar com as minhas necessidades, talvez ela só tenha se tocado que eu não sou o cara pra ela.
Sentei na cama e serrei os punhos, chega dessa merda, todo esse melo, melo, não preciso dessa garota, existem milhares de garotas por ai e ainda querendo me dar.
Não como essa algo dentro de mim disse.
Ótimo além de tudo isso to fincando doido.
Isso não importa mais, eu perdi praticamente três dias da minha preciosa vida dando bola e andando atrás dela como um cachorrinho obediente, eu não sou assim, não vou ficar agindo como um idiota correndo atrás dessa coisa pequena, se ela quer ficar esperando aquele bailarina estupido que espere só.
Eu quero saber o que me deu em mim esses dias! Agi como um completo tapado desde que coloquei meus olhos nela, agi como fazia tempo que eu não agia, eu fui sincero, carinhoso, até abri meu coração praticamente, e pra que? Pra ser dispensado!
É por causa desses e outros motivos que eu não me apego a mulheres, elas usam e jogam fora, brincam com os seus sentimentos, elas conseguem ser tão más.
Uma batida na porta me chamou atenção, abri e vi meu irmão sorridente com o amigo de cabelos coloridos da garota, ele não tinha aquele típico sorriso no rosto, na verdade estava bem sério.
–Ele disse que veio porque a Melissa o chamou- Meu irmão disse e eu assenti.
–Espero que não tenha feito nenhuma merda- Alexy disse pra mim e meu sangue ferveu- Onde ela está?
Antes que eu desse um soco no seu rosto de porcelana eu apontei para o banheiro.
Ele andou até lá e bateu na porta, eu fiquei ali mesmo escorado na porta, meu irmão sentou na minha cama, depois de alguns segundos a porta foi aberta.
–Oi minha diva, trouxe o que pediu- ele disse mais animado.
–Obrigada Ale- ouvi-a dizer baixo.
–Vai se trocar agora?- ele perguntou, depois só ouvi a batida da porta.
Eu olhei para lá e vi que ele havia entrado no banheiro junto com a morena.
–Ele entrou no banheiro? Mas ela vai se trocar não vai?- Miguel parecia confuso e eu suspirei.
–Não se preocupe, ele é a mulher do Lysandre- respondi.
–Vai dizer que merda que você fez?- ele perguntou sério.
–Nenhuma, ela só percebeu que eu sou e merda e não sirvo pra ela- disse por fim.
Ambos ficamos olhando para a porta, e quando ela se abriu saiu o garoto de lá segurando a bolsa, a pequena vestia uma calça jeans, camiseta e sapatilhas, não queria olhar muito porque ela continuava linda principalmente com aquele sorriso bobo nos lábios, mas quando ela me viu o sorriso morreu. Isso é um porre!
Ela andou até a cama deixando minhas roupas dobradas ali e pegou o sua bolsa de remédios, guardando na boça do amigo.
–Vocês já vão?- Meu irmão perguntou e ela assentiu- Eu acompanho vocês até o portão.
Alexy o seguiu tarando meu irmão, fazendo gracinhas acho que para alegrar a pequena ali, eles passaram por mim e Alexy me deu um olhar tipo Te mato mais tarde.
Ela parou no vão da porta, encarando o chão.
–Obrigada Castiel, por tudo o que fez hoje e me desculpa qualquer coisa- ela começou a dizer e me encarou logo no fim.
Ela parecia triste, receosa e com medo, seus olhos azuis gritavam algo para mim, seus lábios não estavam mais não vermelhos, mas ainda me chamava para experimenta-los e marca-los, ela não podia se desculpar assim comigo, fazendo essa cara e com essa voz, era trapaça.
–Hm- eu respondi entrando no meu quarto fechando a porta rápido.
Não tinha como dizer que ela não me atraia profundamente, meu corpo gritava pelo dela e duvido que ele esqueça seu doce toque logo, posso dizer com todas as palavras que aquela foi a melhor punheta da minha vida!
O fato dela não fazer a mínima ideia do que fazer o fato dela fazer aquela expressão envergonhada, o fato de ser sua mão ali, tornou tudo melhor e mais intenso, e no final eu via que a sua inocência que eu tanto admirava não tinha sido abalada.
Passei a mão no rosto com força, como eu poderia começar a ficar duro com uma lembrança como essa? Olha que eu nem relembrei dos gemidos sexy que ela dava enquanto eu chupava seus seios, eu pensava o tempo todo como ela poderia ser tão angelical gemendo? Sua pele macia e com um aroma especial que só ela tem, parecia que eu estava tocando uma peça de veludo, ainda sinto sua carne macia em minhas mãos, na minha boca, a sensação dos meus dentes marcando sua pele.
Corri para o banheiro, entrei no box e liguei o chuveiro no gelado, entrei do jeito que estava, de roupa.
Não é possível que essa garota possa me deixar nesse estado desesperador só com lembranças, tudo bem que são recentes.
Comecei a tirar minha roupa que estava encharcada já, tomei um banho, tentando tirar de qualquer jeito aquela morena da minha cabeça.
Quando sai do banheiro, vi que minha roupa ainda esta ali dobrada encima da cama, andei até lá e peguei a camisa, seu aroma estava impregnado nela.
Parei um pouco para ver minha situação, eu tinha as duas mãos pressionando a camisa contra as minhas narinas me deixando sem ar, fiquei revoltado comigo mesmo por estar me rebaixando dessa maneira, joguei a blusa lá mesmo e fui até meu guarda-roupa.
Essa noite eu não iria ficar em casa, eu iria pro Jacks hoje.
Jeans, camisa e minha jaqueta de couro, um tênis qualquer, peguei ali meu capacete e depois minha carteira, celular e chave da Allie.
Sai do quarto com passos um pouco pesados, vi a porta do quarto do meu irmão se aberta e ele pronto para uma conversa entre irmãos que abrem o coração um para o outro, levantei minha mão como se dissesse Nem comece e continuei o meu caminho.
Allie estava lá reluzindo com a luz do por do sol, essa sim é a minha única garota, nela eu confio de olhos fechados, abri o portão e sai com a moto.
Subi na moto e coloquei o capacete, liguei-a e ouvi aquele ronco de motor que tanto me acalmava, mas o portão da casa vizinha se abriu e meu coração falhou, dali saiu o amigo de cabelos estranhos da garota, ele me olhou e eu esperei uma série de xingamentos, olhares raivosos ou alguma ameaça, mas eu também já estava pronto para lhe dar um murro, só que ele simplesmente suspirou e andou até mim.
–Me desculpe Castielzinho- disse com um semblante triste- a Mel me ligou e sua voz não estava legal, e ela me pediu roupas e disse que estava na sua casa sem explicar mais nada e eu acabei ficando muito preocupado, porque afinal eu tinha colocado muita pilha pra vocês ficarem, enfim eu pensei que você tinha feito alguma coisa mais não fez, simplesmente a ajudou, por isso me desculpa e obrigada.
–Ok- respondi e acelerei a moto.
–Espera!- Alexy me chamou a atenção- Também queria me desculpar pela Melissa, eu estava muito feliz que ela finalmente tinha se interessado por alguém, porque o único garoto que ela realmente tinha se interessado era o Viktor, mas ai você apareceu e foi tiro e queda, eu estava no céu, pode não parecer pelo tanto de amigos que ela tem mas ela não é uma garota que gosta muito de se associar as pessoas, ela costuma afastar todos, todos os amigos que ela tem hoje tiveram que passar por poucas e boas até ela nos deixar entra na vidinha dela, ela não faz isso porque se acha melhor e superior que alguém como muitos acham por ai, ela tenta proteger as pessoas, ela não gosta de ver pessoas sofrendo e se magoando por sua culpa.
–Mas do que ela quer proteger? Por que as pessoas sofreriam e se magoariam por sua culpa? Porque isso aconteceria?- mil frases se formavam em minha cabeça, aquele garoto estava me deixando mais confuso.
–Muitas coisas já aconteceram com a Mel, ninguém entre a família e os amigos sofreu mais que ela, só que quando se vê alguém que você ama mal, dói e machuca, principalmente quando você não pode fazer nada para ajudar, e a Melissa não aguentou ver todos desse jeito por ela, por isso por muitas vezes ela ignora os próprios sentimentos e dores para prevenir as pessoas de quem ela gosta de se machucarem, e eu não duvido que ela estava fazendo o mesmo com você, eu acho errado quando ela afasta as pessoas sem lhes dar a chance de escolher se ficam ou não.
Eu estava estático encima da Allie sem saber o que dizer, aquilo era muita coisa para raciocinar.
–Então você esta me dizendo que ela não terminou comigo porque acha que eu não sou bom o suficiente para ela mas sim porque quer me proteger?- perguntei e o garoto assentiu- Mas do que ela quer me proteger?
–Não posso te falar mais que isso, na verdade nem deveria estar falando nada, mas como eu disse eu acho errado ela não dar a chance de você escolher se fica ou não, eu já há vi afastar muitas pessoas, só que não pude deixar o mesmo acontecer com você, apesar de eu não te achar num perfil digno da minha Melzita- disse com um sorriso carinhoso nos lábios- eu acredito nessa coisa romântica de metade da laranja, e quando vocês estão juntos sinto que são a combinação perfeita, assim como ketchup e coxinha, doritos e coca ou abelha e Mel, sinto que você é forte o suficiente para ajuda-la, talvez um pouco piranha demais- piscou para mim- Bom agora a escolha é sua- ele me deu as costas mas pareceu esquecer algo e olhou para mim por cima dos ombros- Nós nunca tivemos essa conversa.
Depois disso saiu rebolando pela rua como se estivesse num desfile de moda.
Bom depois de tudo isso, agora mais que nunca eu preciso ir ao Jacks.
Depois de vinte minutos estacionei a Allie entre as outras motos, adentrei o bar, estava com pouca movimentação ainda era sete e pouco da noite, logo menos aquilo estaria tão lotado e barulhento que não ouviria mais os meus próprios pensamentos, era o que eu precisava.
O cheiro de bebida e cigarros eram bem forte, se você passasse pelo banheiro iria sentir o cheiro de urina, fezes e sexo, mas o Jacks era um bom bar, era quase um bar de família todos que iam lá eram clientes antigos e fieis, vira e mexe saia um briga quando aparecia alguém novo que não sabia como as coisas funcionavam ali.
O bar ali tinha um espaço bom, tinha palco, espaço para dançar, mesas espalhadas e um bar enorme.
Sentei em uma das cadeiras ali no balcão e gritei para um amigo antigo.
–Hei Butch- saudei a muralha que secava copos.
Quando ele me viu sorriu e veio até mim, Butch era um homem forte, de cabeça raspada, com o rosto que parecia uma pilha de tijolos.
–Castiel? Pensei que tinha ido para o tártaro depois de quinta, como conseguiu sobreviver à mercê daqueles dois bêbados?
–Sinceramente eu não sei cara- era verdade não sei como fui para sã e salvo na minha cama.
–Vai querer o de sempre?- Perguntou pegando as garrafas para preparar o meu favorito.
–Que tal uma coisa um pouco mais forte?- sugeri, Butch me olhou, mas eu não sabia dizer o que ele estava pensando, era difícil decifrar as reações dele, mas ele simplesmente deu com os ombros e pegou outra garrafa.
–Da ultima vez que você chegou aqui pedindo algo mais forte, foi a mais o menos um ano atrás quando sua garota te deixou, e pelo o que eu sei você não tem nenhuma garota ou se apaixonou nesses dias que você não veio para cá? Eu estranhei bastante sua ausência na sexta e no sábado, aposto que foi mulher- olhei para ele curioso.
–Eu queria saber como todos os amigos que eu tenho são um bando de Maria fofoqueiro e curiosos- disse irritado.
–Então quer dizer que eu acertei? Diga-me que você não se apaixonou por uma vadia de esquina, não vai ser muito diferente da senhorita House- me entregou a bebida e eu virei de uma vez só, aquilo queimou minha garganta enquanto descia mas depois deixava uma sensação boa.
–Primeiro- bati o copo no balcão- Pare de dizer que eu estou apaixonado, isso nunca vai acontecer, segundo não fale da senhorita House tenho nojo dela e terceiro não compare o meu anjo com uma puta!- joguei o copo para ele- mais uma dose disso.
–Nossa, repete essa parte do seu anjo não ser uma puta que eu te sirvo um desse de graça- disse balançando o copo na frente do meu rosto.
–Vai precisa mais de um desse pra me ouvir falando daquela coisa pequena- dei um sorriso de lado e ele começou a preparar mais um.
–De anjo passou para coisa pequena, isso esta ficando interessante- ele virou e tinha duas doses da bebida- Comece a falar.
Peguei o copo e virei à sensação de queimação ainda estava lá mas não tão forte se misturando com um doce sabor.
–Isso aqui tem...- antes de eu terminar de falar o cara monstruoso na minha frente completou.
–Mel– na hora que ele disse deixei minha cabeça bater no balcão.
–Não diga essa palavra cara- resmunguei, Butch deu uma gargalhada alta, senti tudo em minha volta vibrar.
Levantei o rosto e virei à outra dose, aquela bebida era muito forte, apesar de toque de mel aquilo já estava mexendo com os meus sentidos.
–Será que se eu começar a perguntar você vai dizer ou vou ter que te embebedar mais um pouco- brincou o grandão.
–Vai tentando- sorri sarcástico para ele.
E assim se passou a hora seguinte, ficamos conversando sobre coisas aleatórias, ele não perguntou mais sobre a minha garota nem falou também sobre a senhorita House, só ficou fofocando sobre o que aconteceu nos dias que eu não vim.
Eu parei de contar na sétima dose da bebida, eu com certeza já estava bêbado o suficiente e o meu amigo grandão percebeu isso.
–Agora você já está no ponto, desembucha Castiel, me fala sobre o seu anjinho, sobre a Mel– ele disse isso e eu fiz uma careta.
–Porque você quer saber sobre ela? Ela não quer saber de mim- resmunguei baixinho.
–Opa, Castiel Burn foi rejeitado? Não acredito nisso- Butch de uma das suas típicas gargalhadas.
–Sim, quando a gente se conheceu ela brigou comigo!- disse indignado- Ela me xingou de prédio, tomatão e cabeça de fosforo ambulante!
–Uou, com mais um pouco desses xingamentos pesados ela vai ser presa por ter a boca suja- Butch usou todo o seu sarcasmo naquela frase.
–Ela deveria ser presa mesmo, deveria ficar trancada em casa, usar uma burca, porque assim ninguém veria a beleza dela e nem cairia diante dos seus pés, Butch ela é linda demais, ela parece um anjo, tem a pele tão branquinha e macia, cabelos beeem longos quase chegando naquela bunda gostosa, e eles são pretos mas ela pintou a parte de dentro de vermelho e também tem aqueles olhos, Butch- Olhei para o homem ali muito sério- Nunca vi um azul tão bonito, o céu e o mar ficariam com inveja do azul dos olhos dela- eu tinha um sorriso estupido nos lábios, eu estava consciente no fundo mas as palavras pulavam para fora da minha boca.
–Ah Cara! Você tá gamadão nela! Mas agora você vai me dizer o porquê tá nessa fossa ok?
–Ela me deu um pé na bunda Butch, ela me beijou, ela cozinhou pra mim, ela me fez rir, ela assistiu filme agarrada comigo no sofá, ela segurou minha mão!- Eu contava nos dedos, apesar da conta estar toda errada- Butch ela fez cafuné em mim, eu nem sabia o que era isso! Mas ai do nada ela disse não podia mais continuar com isso- Resmunguei indignado- E sabe o que é pior? Só foram três míseros dias e eu não to me aguentando de raiva e remorso!
–Castiel você encontrou sua metade da laranja, mas ela não te quer, se eu fosse uma mulher bonita assim como a sua também não ia querer um lixo de que nem você- disse e eu o encarei bravo.
–Cara você é meu amigo ou o que? Vai ficar enfiando a faca na ferida?- reclamei.
–Pensa comigo a onde ela deve estar agora?
–Em casa- respondi.
–E você está a onde?
–No bar- murmurei.
–O que ela faz nos finais de semana?
–Festas do pijama, almoço para os amigos, vai ao shopping, não duvido que vá a igreja também- sorri amarelo.
–E você o que faz nos finais de semana?
–Venho para cá comer garotas, beber muito e tocar, ou para outro lugar fazer as mesmas coisas.
–Você se acha digno dessa garota Castiel?
–Não, com ela tudo é mais, ela é pequena, brava e com a língua muito afiada, me irrita até eu sentir vontade de bater nela e beija-la ao mesmo tempo, mas então ela sorri e tudo fica perfeito, ela cozinha muito bem, e é mandona e autoritária- sorri ao me lembrar da bagunça na cozinha- mas também é dócil e gentil, ela pensa muito nos outros e se mete encrenca mais que eu!- dei risada que nem um retardado bêbado, mas eu era isso mesmo- sem falar que ela tem um corpo esculpido, e seu beijo é doce e viciante, ela tem um perfume natural que te envolve e encanta, e quando ela me olha eu não me sinto a pior pessoa do mundo, ela é perfeita Butch, ela é minha salvação e luz.
–Castiel estou realmente surpreso por te ouvir falar disso de uma mulher, nunca imaginei você falando isso de verdade, nem da Senhorita House você falava assim, mas aprenda uma coisa ninguém é perfeito, todos tem seus defeitos.
–Pior que até os defeitos dela são perfeitos, cada coisinha dela, seu humor estourado, suas respostas venenosas, seu modo de arranjar encrenca, completam ela, ela me lembra aquelas bailarinas das caixas de musicas, em falar em bailarina ela dança! Ela não usa tutu nem nada assim mas ela é magnifica, me deixa excitado só de vê-la dançar!
–Bom Castiel Burn sinto em lhe informar que no final dessa sessão cheguei a uma conclusão- Butch desenhou uma espécie de sorriso no rosto o que não combinava com sua aparência.
–Me diga doutor- sorri sarcástico.
–Você está apaixonado meu caro, acontece às poucas vezes na vida, na verdade só acontecem uma vez às outras são meras paixonites da juventude, talvez essa garota seja uma também, talvez seja só algo temporário que se você se afastar vai embora como uma gripe, ou talvez você tenha se apaixonado de verdade e vai ficar carregando isso pelo resto da vida.
–Cara eu me perdi no primeiro talvez- murmurei- mas espero que seja algo temporário.
Ele bateu sua mão grande no meu ombro e um barulho de algo caindo e se quebrando atrás de mim nos chamou atenção.
Uma mesa estava no chão e tinha dois homens brigando do lado, um eu reconhecia era o Gleeson um cara extremamente baixo, ele usava um boné que estava prestes a cair da cabeça, tinha um cavanhaque ralo, e tinha os músculos saltados da camisa, era um cara estourado principalmente quando falavam do seu tamanho ou mexiam com sua garota Mellie, pequena e delicada para um bar como aquele, olhos castanhos e cabelos pretos, era muito bonita eu mesmo já tinha me metido em encrenca com o Gleeson por mexer com ela.
O cara que o baixinho estourado brigava era bem grande mas o outro ali não era mole, estava encima dele dando uma série de socos enquanto o chamava de cupcake.
Quando eu vi Butch já estava com um taco de basebol que ele mantinha escondido perto do balcão para assuntos como esse, puxou o Gleeson de cima do outro, brigou com os dois, o estressado simplesmente assentiu levantando a mesa e voltando a sentar com Mellie que distribuía beijos pelo seu rosto, já o outro cara foi embora, ele estava irreconhecível, provavelmente com o nariz fora do lugar.
–O treinador é impossível- uma voz feminina do meu lado me assustou.
Eu olhei e a reconheci imediatamente, a Ruiva de quinta-feira, eu havia a comido no banheiro da ultima vez, era alta, gostosa, cabelos ruivos encaracolados, olhos verdes sedutores e algumas sardas pelo rosto, ela usava um shorts curto, uma regata branca com uma blusa xadrez por cima e botas sem salto até os joelhos, parecia pronta para um show country.
–Treinador?- desviei o olhar para frente, nem havia percebido que estava com bastante movimento, escorei as costas e os cotovelos no balcão que agora estava atrás de mim.
–Ele é o professor de educação física da minha escola, ele gosta de ser chamado de Treinador Hedge!- ouvi a rir.
–Não o imagino trabalhando como professor, talvez numa escola militar- meu pensamento acabou saindo pelos meus lábios.
–Ele é uma boa pessoa, mas ainda nos faz dar voltas pela quadra até cairmos mortos no chão- ela explicou.
–Que azar vocês tem- dei com os ombros.
–Bom- ela se levantou e parou na minha frente impedindo minha visão de ver o Butch limpando a sujeira, quase colocando meu rosto entre seus enormes seios- Eu ouvi que o seu nome é Castiel.
–Sim- murmurei e virei o rosto, hoje eu não estava no pique.
–O meu é...
–Eu não quero saber seu nome- olhei para ela.
Quase me arrependi, aquela garota era muito bonita, a parte de cima dos seus seios estavam expostos, bem expostos, apesar do que eu disse ainda tinha um sorriso malicioso em seus lábios carnudos, seus olhos brilhavam sedutoramente.
–Então- sua voz prendeu minha atenção- que tal pularmos as apresentações, nós já fizemos isso na outra noite mesmo.
Antes de eu responder ela já tinha entrado entre as minhas pernas, colocou as duas mãos atrás do meu pescoço e atacou meus lábios.
Algo naquele beijo parecia errado, alguma coisa dentro de mim gritava me mandando afasta-la, mas o calor do seu beijo, os seus enormes seios sendo exprimidos no meu tórax, e sua mão boba descendo para o meio das minhas pernas me excitando, eu não podia parar, não tinha motivos para parar.
Tinha que provar para mim mesmo que podia voltar ao normal.
–Vão para o banheiro- A voz irritando do Zetes o garçom metido a gostosão gritou em algum lugar.
–Banheiro! Morte! Pizza!- O retardado do Cal gritou logo depois.
–Cala boca Calais- o irmão o repreendeu.
Afastei a Ruiva de perto de mim bruscamente me levantando.
–Anda- disse grosso e ela logo entendeu.
Foi andando entre a multidão até o banheiro, ela entrou na segunda cabine e eu a segui.
Logo que entrei a grudei na porta, puxei suas pernas para cima e ela as prendeu na minha cintura, pressionei meu membro semi-ereto na vagina coberta dela com força e ela gemeu alto, assim como uma vadia.
Queria tirar sua regata mais ficava meio difícil com a blusa xadrez encima então com um puxão eu a rasguei, ela deu um grito, mas antes de falar qualquer coisa apertei seu seio esquerdo e mordi o outro por cima do sutiã sem cuidado nenhum, vi que seu feixe era na frente, logo que abri seus peitos saltaram para fora, ela movia o quadril animando cada vez mais o meu amiguinho, enquanto uma mão minha se ocupava com o seu seio fui até os seu pescoço, descobri esses dias que eu tenho um fetiche por pescoço, mas assim que o fiz me arrependi seu cheio forte e enjoativo atingiu minhas narinas me deixando enjoado então desci para os seios, só que logo depois ela começou a gemer alto, não era excitante seu gemido, na verdade doía meus ouvidos de ouvi-la fazendo isso, então simplesmente a parei de pressionar na parede.
Ela desenroscou as pernas e ficou de frente para mim, ela foi me beijar mas eu a peguei por trás dos seus cabelos a fazendo ficar de joelhos, ela logo entendeu o recado, abrindo a minha calça e puxando o zíper, logo eu estava com o pau duro para fora, ela o envolveu com sua boca muito habilidosa, ela já tinha feito isso muitas vezes, na quinta ela tinha engolido tudo e hoje faria o mesmo, eu estava quase lá, olhava para o teto do banheiro, tentando imaginar o porquê aquela sensação de que algo esta errado estava me atormentando.
Aquilo era normal, era eu!
Tentava me convencer.
Minha respiração se tornou mais pesada, comecei a socar mais fundo na boca da garota, por vezes ela se engasgava mas eu não ligava, eu precisava logo desse alivio, senti meu membro dilatar, estava vindo, então ela se afastou um pouco buscando folego para o grand finale.
–Vai meu bem me deixe provar do seu doce mel– ela disse abocanhando fundo meu pênis mas eu puxei ao mesmo tempo.
Acontece que na hora que eu puxei de volta eu gozei consequentemente a cara da Ruiva na minha frente estava repleta de gozo, ela tinha que falar Mel, sim ela tinha que me fazer lembra aquela garota nesse exato momento, ela tinha que me deixar com a consciência pesada, me fazer me sentir mais sujo.
–Caramba Castiel! Eu ia engolir tudo não precisava fazer isso!- ela esbravejou tirando dos olhos.
Olhei para a garota que agora tinha o rosto todo sujo, ela tirava o excesso com as mãos, mas ao olhar pra mim ela começou a lamber os dedos eroticamente se levantando.
–Bem agora é minha vez- ela disse e eu tive alguns reflexos da noite em que eu também dei prazer a ela.
–Hoje não- guardei meu membro e ela me olhou irritada.
–Como assim hoje não?- questionou ficando na frente da porta impedindo minha saída.
–Tá surda?- me irritei também- Sai da frente.
Ela colocou os braços na cintura, seus seios apontavam para mim, seu rosto estava ficando vermelho da cor dos seus cabelos.
–Você não pode ir agora.
–Fique só olhando- puxei-a da minha frente e sai da cabine.
–Castiel!- ela saiu do banheiro o que foi um erro para ela.
O banheiro era masculino, estava cheio e ela tinha os seios à mostra.
–Se sexo é o problema acho que um desses rapazes pode te ajudar- ela virou um pimentão antes de se trancar de volta na cabine.
Dei uma risada e sai daquele lugar.
Já estava meio difícil a movimentação no Jacks.
Voltei para o balcão e vi Butch servindo algumas pessoas, mas logo que me viu abriu um sorriso sacana, terminou de atender um barbudo no balcão e veio até minha direção.
–Voltou rápido.
–Me passa mais um daquele e cala a boca- reclamei.
–Acho que alguém não teve um bom sexo- brincou.
–Não teve sexo, só um boquete- dei com os ombros.
–Não me vai dizer que levou outro fora?- olhei irritado para ele enquanto me servia outra dose.
–Claro que não- bufei virando o copo para dentro da minha boca- Ela disse "Vai meu bem me deixe provar do seu doce mel"– fiz uma voz fina- Porra! Ela tinha que dizer isso?
A gargalhada do Butch estremeceu todo o balcão, algumas pessoas voltaram o seu olhar para nós, algumas garotas demoraram seu olhar em mim, mas eu ignorei.
–Ai você deixou a garota lá? Toda necessitada?- Butch perguntou e eu assenti batendo o copo no balcão e ele encheu.
–Ela ficou tão brava- dei risada.
–Imagino- Butch se afastou enquanto servia outro cliente.
Não sei quanto tempo fiquei ali nem quanto bebi, mas parei assim que vi a Melissa pela terceira vez ali no lugar da garota que flertava comigo, piscava alguma vezes e via que não era a minha pequena e sim alguma garota querendo meu corpo nu.
Então parei de olhar para as mulheres e ignorar as que vinha falar comigo com um simples “Cai a fora!” ou “Não vou te comer” algumas me xingavam outras simplesmente saiam dali mas eu não ligava, agora meu olhar se direcionava para o meu amigo grandão que não tinha nada nele que faria me lembrar a minha garota, nem se eu bebesse todo o estoque.
–Castiel vai pra casa- ele disse passando um pano rápido no balcão.
–Não dá, estou com a Allie, vou morrer antes de chegar em casa- podia estar bêbado mais não era burro, era obvio que daria merda.
–Tá, tá, mas eu não posso te levar meu turno vai até as 4hrs hoje, ainda são 23hrs- disse olhando para o relógio.
–Hm- respondi apoiando a cabeça nas mãos.
Fiquei ali pensando o porquê de tudo basicamente, o porquê eu estava ali sentando, porque não me sentia normal, porque eu estava agindo estranho, porque eu sinto tanta raiva dentro de mim, porque eu sou tão estupido com as pessoas, porque eu só importo comigo mesmo, porque sinto tanta raiva dos meus pais, porque sinto raiva do meu irmão, porque ainda pensava na maldita Debrah, porque a comparava com a Melissa o tempo todo, porque me negava a sentir qualquer tipo de sentimento, porque magoar e machucar as pessoas era tão bom pra mim, porque eu agia diferente com aquela coisa pequena, porque eu tinha vontade de proteger ela sempre, porque eu ficava vendo a Melissa em todas as garotas aqui, porque o Alexy havia me dito aquelas coisas confusas, porque aquela garota não sai dos meus pensamentos, porque ela tinha feito aquilo, porque ela tinha me afastado, porque ela tinha que ser tão linda, porque eu estava sentado em um bar pensando nela, porque sinto que todas as respostas pra tudo o que aconteceu e acontece comigo está com ela?
Quer saber? Eu ia ligar pra ela e pedir pra ela parar de ficar me confundindo, parecia que ela tinha colocado a mão dentro da minha cabeça mexendo em tudo que tinha ali, bagunçando e deixando tudo confuso.
Achei seu nome na lista e cliquei, o celular chamou, chamou e chamou até cair na caixa postal.
Olhei irritado pra tela.
–Você tem que me atender!- esbravejei.
Mandei chamar mais uma vez.
Vi Clarisse La Rue vindo em minha direção me olhando com sua típica expressão de desdém.
Clarisse era a garota mais macho que eu já conheci, ela era grande e forte, era o tipo de garota que só de olhar você sabia que não deveria mexer a não ser que quisesse uma privada enfeitando sua cabeça, se ela não tivesse seu namorado Chris duvidaria de sua feminilidade.
–Butch perguntou pra quem está ligando Burn- ela sorriu maldosa pra mim.
–Não te interessa La Rue, vai fazer o seu trabalho bem longe de mim- fui grosso.
–Você consegue ser mais insuportável ainda bêbado Burn- ela disse e deu risada.
Antes de eu responder ouvi uma voz doce e sonolenta vindo do celular que eu havia esquecido.
–Alô?- Antes de ligar eu tinha um texto pronto na minha cabeça, mas só de ouvir sua voz eu me esqueci de absolutamente de tudo- Oi?- era possível sentir saudade da voz dela depois de apenas algumas horas?
–Me-melissa?- Gaguejei ridiculamente.
Clarisse gargalhou e eu sentei estático na cadeira olhando feio para ela.
–Hã?- Ela parecia confusa- Sou eu, quem é?
–Castiel- respondi sobe o olhar atento da garota na minha frente.
–Ca-Castiel?- Ela disse mais acordada logo depois disso ouvi alguns barulhos e algo caindo.
–Melissa? Melissa?- Levantei do banco sentindo tudo girar a minha volta- Você está bem?
–Ah sim estou- suspirei aliviado.
–Butch ela tá falando com uma tal de Melissa!- Clarisse gritou para o grandão que estava longe mas ouviu o rugido da garota, ele gritou algo de volta mas eu não prestei atenção.
–Aconteceu alguma coisa Castiel? Não consigo te ouvir direito está muito barulho- ela disse um pouco preocupada.
–Porque você fez isso pequena? A culpa é totalmente sua!- Esbravejei- Desfaça! Desfaça! Não aguento mais você dentro da minha cabeça brincando comigo! Desfaça!
–Castiel! O que tá acontecendo? Você está bem?
–Não venha me perguntar se eu estou bem se você não se importa! Só quero que você desfaça essa porra!- gritei.
Antes dela responder algo a garota brutamonte na minha frente arrancou o celular das minhas mãos.
–Castiel você sabe muito bem que não se deve ligar quando está bêbado- ela disse pra mim- Oi, ele liga pra você quando estiver sobreo garota- depois disso desligou meu celular.
–Mas que merda foi essa Clarisse! Porque você fez isso? Me devolve! Ela precisa arrumar a merda que ela fez na minha cabeça- Gritei tentando passar por cima do balcão para alcançar ela que erguia meu celular o mais longe de mim.
–Butch disse que não era pra eu deixar você falar com ela, amanhã você me agradecera Burn- ela sorriu.
–Vá para o inferno!- esbravejei me esticando mais uma vez sobre o balcão.
–Prefiro o Elísio, agora você se continuar assim vai receber um passo livre para os Campos de Punição- ela disse e me deixou irritado porque eu não sabia raios do que ela falava.
–Eu não bato em garotas, mas vou achatar sua cara se não me devolver isso- grunhi de volta.
–É? Então vem pegar!- ao dizer isso perdi o equilíbrio caindo do outro lado do balcão batendo a cabeça forte em algum lugar.
Minha visão ficou turva, senti alguém me cutucar com o pé, e depois o chão vibrar.
–O que aconteceu?- Ouvi a voz do Butch.
–Diga adeus Butch, Castiel está indo para o tártaro, onde é o seu lugar- senti vontade de xinga-la mas senti a força esvaindo pelo meu corpo.
–Para de brincadeira sem graça Clarisse- brigou com a garota.
–Ele só caiu, estava tentando pegar o seu celular idiota e caiu de bêbado- respondeu.
–Idiota- O amigo resmungou antes de me pegar e levar a algum lugar.
Depois disse tudo o que me restou foi aquele rosto angelical enquanto ela dava uma gargalhada inédita, não era bonita nem fofa mais era verdadeira.
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