Notas iniciais
Heeeeeeeeey Cupcakes lindos da minha vida! Esse Cap tá pesado ushaushauhsuahsuhaushauhs' Espero que não me matem ... Comentem ok?

E assim saímos do quarto, ele entrou na porta que na minha casa seria o quarto do Nico.

Coloquei a mão na boca para reprimir um gritinho de entusiasmo, já estava cheio de quadros aquele cômodo, havia telas inacabadas, telas sem nada, suporte e tudo mais.

–O que achou?- Miguel parou do meu lado enquanto eu encarava uma pintura do por do sol.

–Magnifica! Você é incrível- o elogiei, ele merecia.

–Vindo de você é um grande elogio- Ele parecia Lysandre com esses galanteios todos – Você gosta de pintar?

–Eu prefiro só desenhar sabe, em folhas, já fiz algumas pinturas, mas não é o meu forte- respondi- Comparado as suas são pinturas de criança.

–Entendo, que tal você ser minha modelo?- Perguntou com olhos brilhantes.

–Eu não sei- respondi receosa.

–Por favor, é só você sentar aqui e ficar parada- ele mostrou o banquinho.

–Tudo bem- Respondi derrotada, fazer o que? Ele fez aquela cara de cachorrinho que caiu da mudança!

–É isso ai Princesa, vem senta aqui- eu caminhei até ele e sentei- Levanta o rosto assim, põe os braços assim, as pernas aqui, levanta só mais um pouquinho o rosto, pronto, perfeita, agora fique parada.

Ele colocou um avental já sujo de tinta, pegou a palheta colocando do lado dele, trocou o quadro que estava no lugar por um em branco e começou a fazer o esboço.

Não o reconheci assim que ele pegou o lápis e colocou um óculos de grau, seu rosto ficou sério, vez ou outra ele pedia para eu ajeitar a cabeça ou os ombros, e eu o fazia, até sua voz parecia mais grossa, e seus olhos, eles me davam arrepios toda vez que ele me olhava por cima dos óculos, era sexy e aterrorizante ao mesmo tempo, suas mãos se moviam rápido e eu com o meu senso apurado de tempo perdi de quanto tempos ficamos ali, se era minutos ou horas.

Ele parou e tirou os óculos e largou o lápis, e suspirou pesado, olhou pra mim com carinho e sorriu bipolar.

–Pode se mover um pouco- ele disse e eu relaxei os músculos- Mas só um pouco, vou fazer a sombra.

–Ok- respondi.

–Então vai me dizer o porquê o meu irmão teve que te esconder aqui?- Perguntou sem me olhar e eu continuei em silencio- Ok, ok, aconteceu algo com suas roupas?

–Me sujei no parque- comentei.

–Entendo, e como você pretende voltar para a sua casa vestida assim?- ele apontou para as minhas roupas.

–Eu não pensei nisso- disse pensativa, não posso chegar com roupas sujas, muito menos com as do Castiel.

–Te emprestaria algo da minha mãe, mas ela é bem mais alta que você, sem querer te insultar- ele disse a ultima parte rápido.

–Eu posso pedir para um amigo meu trazer alguma roupa aqui- eu podia pedir, ia ter que responder um questionário mas seria necessário.

–Você tem amigas do seu tamanho?- perguntou receoso.

–Não- respondi rindo de leve, Rosa e Annie eram maiores que eu- mas tenho roupas minhas na casa de algumas amigas.

–Entendo, então está tranquilo- ele disse ainda concentrado no seu desenho.

Ficamos em silencio, eu estava muito curiosa para saber o resultado final, eu nunca havia sido desenhada.

Ele olhou para mim e sorriu, mas eu senti que não foi para mim de verdade, ia olhar para trás para ver o que era.

–Oh, não se mova princesa- Ele me chamou a atenção- Não posso perder essa sombra perfeita em seu rosto.

–Ok

–Então, aproveite a chance, pode perguntar sobre o Castiel, sei coisas vergonhosas dele.

–Não sei o que perguntar- eu sabia muito bem.

–Infância é sempre a mais constrangedora ou será a adolescência? A puberdade é hilária- Não consegui evitar um sorriso.

–Conte-me algo inacreditável- pedi.

–Castiel era a criança mais gentil, amorosa e fofa que eu já vi e olha o que eu gosto muito de crianças.

Eu segurava meu queixo, por que não acreditava, Castiel foi fofo algumas vezes hoje mas não o sinto sendo mais do que isso.

–Conta outra- disse com sarcasmo.

–É verdade, se minha mãe tivesse aqui você poderia perguntar.

–E porque ele virou esse bruto?- Comecei a ficar curiosa.

–Talvez tenha sido porque a mamãe que estava o tempo todo o mimando decidiu virar aeromoça para acompanhar o papai que é piloto assim se ausentando, ou para afastar aquelas tias chatas que insistiam em apertar as suas bochechas enormes, mas ele ficou pior depois que a ex largou ele- ele tinha um sorriso pequeno nos seus lábios, mas ao refletir um pouco ele desmanchou- Talvez não tenha sido nada disso, talvez tenha sido uma perda na infância- fiquei confusa com o final.

Eu não sabia o que dizer, ele disse algo tão importante com uma naturalidade, esse tipo de coisas não se fala para uma estranha não é?

–Agora é minha vez de perguntar, qual é a sua relação com o meu irmãozinho?- Miguel agora olhava nos meus olhos.

–Vizinhos amigáveis- Respondi, na verdade eu não sabia o que responder apesar de tudo o que rolou não temos nenhum relacionamento fixo.

–Entendo, então...- Ele se levantou e caminhou até mim se abaixando até e minha altura- Não tem problema nenhum eu investir em você não é?

Gelei na hora, mas antes de eu responder ou pensar em uma resposta, eu estava de pé, Miguel no chão, e braços forte envolta da minha cintura.

–Pronto você já a pegou emprestado por uma hora- Castiel disse.

–Castiel você é um bruto- O irmão reclamou de levantando.

–E você um hentai- ele respondeu e eu sorri.

–Hen o que?- Miguel nos olhou estranho.

–Diga tchau para a Melissa- Castiel disse.

–Ela vai embora?- Miguel olhou triste.

–Não, só vai ficar longe de você- Depois disso Castiel me puxou para fora do estúdio do irmão sem se importar com os gritos que ele dava.

–Castiel ele ainda não tinha terminado- murmurei, eu realmente estava animada com aquela pintura.

–Não terminou? Ele fez a resenha, contornos e sombras antes de 30 minutos, ele estava só te enrolando- Castiel disse.

–Mas eu queria ver- respondi emburrada.

–Espere, ele vai pintar, ele não ia pintar com você lá, exige muita concentração dele e você tirava toda- antes de eu responder Miguel gritou atrás de nós.

–Toma a merda da sua chave- Miguel tacou um molho de chaves e Castiel o pegou no ar.

–Chave do que?- Perguntei curiosa.

–Chave da Allie- ele respondeu entrando no quarto.

–Chave da Allie?

–Sim, minha moto Allie- respondeu sem mais nem menos.

–Allie é uma moto?- Perguntei confusa.

–Sim Allie é minha moto o que mais que você pensou que fosse?- Perguntou se jogando na cama.

–Uma garota- respondi baixo.

Ele me olhou e sorriu, eu desviei o olhar envergonhada, eu estava com ciúmes e ainda de uma moto!

–Vem aqui- ele me chamou ainda com um sorriso nos lábios e uma mão estendida.

Andei até ele e segurei sua mão, e ele me puxou me fazendo cair encima si, seus braços rodeavam minha cintura e nossos rostos estavam muito próximos.

–Você estava com ciúmes da Allie pequena?- Castiel perguntou me olhando.

–Não, porque estaria?- retruquei.

–Porque você pensou que era uma garota, e depois que você ouviu a conversa com o Miguel ficou bem irritada, repito minha pergunta, você estava com ciúmes da Allie?

–E você estava com ciúmes do Viktor?

–Menina irritante, porque você não assume?- ele começou a apertar minhas bochechas.

–Eu só fiquei curiosa, não com ciúmes- rebati.

–Hm- respondeu largando minhas bochechas- E só mais uma coisa- ele nos virou na cama me deixando por baixo- Se você me trocar pelo meu irmão de novo eu vou apertar essas suas bochechas gordas até caírem!

–Minhas bochechas não são gordas- resmunguei.

–São sim- ele deu um beijo em cada uma- Então, como foi saber sobre a minha vida?

–Hã?- disse engolindo em seco.

–Eu estava lá, desde a hora que ele começou a falar de mim- eu sabia que aquele sorriso maldoso do Miguel não era pra mim.

Eu não respondi o que iria dizer? Senti-me mal por invadir sua privacidade, eu não gostaria que o Nico e a Megan dissessem coisas minhas para os outros.

–Então quer dizer que nós somos vizinhos amigáveis? Eu diria que vizinhos com vantagens ou ficantes, ou se você preferir pode fingir que eu estou te chantageando a passar por tudo isso.

–É a ultima opção é bem interessante- brinquei.

–Também acho minha serva do prazer e da cozinha- ele disse segurando meus braços encima da cabeça.

–Serva?

–Sim, te chantageei a virar minha serva- ele deu com os ombros.

–Do prazer e da cozinha?

–Sim, e da limpeza também- ele disse sorrindo.

–Eu já te disse que você tem sérios problemas mentais?

–Não, porque uma serva não pode dizer isso para seu senhor- ele disse isso e eu não consegui, comecei a rir.

–Você é um idiota retardado- disse entre a risada, ele também ria.

–É você que me faz ficar idiota, acho que isso passa por osmose- me deu um selinho.

–Concordo, passa por osmose, então pare de encostar em mim, daqui a pouco vou estar que nem você- tentei o empurrar de cima de mim.

–Ser que nem eu é legal- ele disse se apertando mais em mim.

–Não mesmo- respondi rindo tentando o tirar de cima de mim.

–Está dizendo que eu sou chato?- Se fingiu de indignado.

–Demorou pra entender? Além de Chato e bruto é lerdo também?- Ele me olhou ameaçadoramente e uma corrente elétrica correu meu corpo.

–Você tem uma língua muito afiada- Sua voz era quase sussurrada mais perigosa- As garotas com quem eu fico não falam assim comigo.

–Oh me desculpe se lhe ofendi meu querido Senhor- disse com voz de arrependimento- Mas eu não ligo se você gosta ou não, eu não ligo pra como elas falavam com você, não ligo pra como elas agiam com você, essa sou eu, e eu não sou como as suas garotas- Minha voz era mais alta e autoritária, meu sangue subiu de novo, esse garoto me tirava dos eixos.

–Não você não é, por isso eu gosto de você, por isso eu não fodi você o dia inteiro nessa cama, eu gosto do seu jeito, gosto dessa língua afiada, gosto de você me desafiando e me testando, apesar de me deixar com raiva e me fazer sentir ciúmes e outras coisas que eu ainda não sei, alguma coisa dentro de mim gosta- Se não fosse pelas palavras eu realmente acharia que ele estava brigando comigo, seu rosto sério e sua voz dura e grossa me causavam arrepios.

–Então eu tenho que ficar agradecida ao meu jeito se não você tinha fodido comigo nessa cama o dia todo?- Perguntei confusa.

–Sim, se fosse qualquer outra eu teria feito isso, mas você não é qualquer uma- Ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha, fiquei tentada a perguntar se ele dizia isso para todas- Eu já disse isso uma vez pra você, você é diferente.

–E eu queria que fosse verdade- respondi séria e ele me olhou confuso- Você entendeu o que acabou de me dizer? Que se fosse qualquer outra você teria transado o dia todo, isso está fadado a dar errado- Aproveitei a uma brecha e sai de baixo dele, ficando em pé.

–O que está fadado a dar errado?- perguntou sentado na cama.

–Nós dois- eu disse- E não é só porque você é um garanhão, que pega e transa com todas, mas eu também não posso continuar com isso, eu acabei me deixando levar, foi maravilhoso ficar com você- disse tentando me explicar- Eu senti e fiz coisas das quais nunca imaginei que fosse capaz e agradeço a você, mas eu não posso mais me deixar levar nisso, nós nem sabemos o que é isso!

–E porque é que temos que saber? Não basta só deixarmos acontecer? Porque temos que ficar pensando nisso? Nunca neguei quem eu sou, mas você sabe que eu não faria mal a você, eu não estou entendendo a aonde você quer chegar!- Ele estava de pé e muito bravo.

–Onde eu quero chegar é que eu não posso mais continuar com isso- passei os braços na frente do meu corpo me protegendo, não del, mas de mim mesma- Eu não posso mais arrastar ninguém para o meu poço sem fundo, nós não podemos fazer as coisas sem pensar nas consequências!

–Que consequências?- Ele deu um passo pra frente e eu dei dois para trás- Me diz qual é o problema de nós dois fazermos aquilo que nós dois queremos? Você não pode negar a nossa ligação!

–Não, não posso, mas existe muita consequência em ficarmos juntos, na verdade eu não sei como eu me permiti a isso, eu sabia mais que ninguém que eu não deveria fazer isso- eu dizia mais para mim do que para ele- Você sabe por que temos essa ligação? Porque ambos temos uma escuridão e uma dor muito forte no coração, o que você precisa não é demais um fardo você precisa de luz, e eu não sou a tua luz- disse por fim.

–Mais o que...? Você só pode estar brincando comigo! Isso não pode acabar assim é ridículo e não faz sentido- Esbravejou- Melissa, por favor- ele me segurou e aproximou seu rosto mas eu virei o meu.

–Eu vou ligar pro Alexy e pedir uma muda de roupa para mim- disse me desvencilhando dele e entrando no banheiro.

Antes de fechar a porta vi o seu rosto triste e confuso, senti uma dor dentro de mim e uma ardência nos olhos.

Olhei assustada no espelho ao ver meus olhos vermelhos, mas meu corpo reprimia a secreção de água pelos meus olhos, lágrimas só machucam as pessoas, eu mais que ninguém sei disso, por isso aprendi a reprimi-las, e posso dizer que faz anos que eu não choro e nem sinto vontade. Mas porque esse bolor na minha garganta? Essa dor no peito?

Eu estou fazendo o certo, e fiz bem em acordar, não posso arrastar mais ninguém para isso, Castiel já me parece ter problemas e conflitos internos demais para aguentar os meus, ele não precisa de um fardo.

Peguei o celular e disquei o número do Alexy.

–MELISSA! Eu juro que tenho vontade de arrancar esse teus belos cabelos quando você não me responde!

–Alexy preciso de um favor- disse interrompendo o seu chilique.

–Melzita? Aconteceu alguma coisa?- perguntou e eu percebi que estava com a voz embargada.

–Não, eu preciso que você faça uma coisa para mim- disse limpando a garganta.

–O que?

–Traga uma muda de roupa pra mim na casa do Castiel.

–O que? O que aconteceu? Porque você está ai?

–Alexy! Depois eu te explico, só vem rápido, por favor- suspirei.

–Tá, tá to indo- ouvi barulho de gaveta, porta e um grito do Armin- Mel só me diz uma coisa ele fez alguma merda com você?- Perguntou sério.

–Não Alexy, quem fez merda fui eu, estou te esperando- Disse e desliguei o telefone.

Sentei encostada na porta, passei os braços abraçando minhas pernas e deitei a cabeça nos joelhos.

Eu penso o porquê está sendo tão difícil? Nós nos conhecemos há três dias deveria ser mais fácil não é?

Fiquei ali sentada tentando não pensar muito, o fato do Castiel não vir atrás e me deixar em paz era bom porque eu não sei se resistiria a ele muito tempo, mas também era angustiante ele tinha se conformado bem rápido não é?

Dei um suspiro pesado, eu nem sei mais o que eu queria, queria que ele me esquecesse mas queria que ele viesse atrás e me abraçasse forte.

Já vi muitas pessoas das quais eu gosto sofrendo por minha causa, e eu me odeio muitas vezes por faze-las sofrer e se preocupar, em três dias só eu desmaiei em uma briga com Castiel, ele me protegeu da Ambre e hoje de um provável estrupo, sim sou uma menina problemática e que atrai problemas, sou muito azarada na verdade.

Fiquei ali pensando naqueles malditos três dias, Deus! Só três dias! Porque parecia um século? Tudo passava na minha mente em câmera lenta, como eu me deixei levar tão fácil e me envolver dessa forma? Havia sido seu sorriso matador? Suas palavras irritantes e excitantes? Ou seus olhos invasivos e belos? Talvez tudo isso, mas tudo o que ele fez e quem ele é.

Dei um salto quando bateram na porta do quarto e eu fiquei prestando atenção, ouvi passos, porta sendo aberta, nada de falas e em seguida alguém bateu na porta do banheiro me fazendo saltar.

Levantei, respirei fundo e abri.

Alexy estava na porta me olhando atento, Miguel estava sentando na cama com o mesmo sorriso no rosto, encontrei o Castiel com receio mas ele estava ali escorado na porta, braços cruzados e olhava para o outro lado.

–Oi minha diva, trouxe o que pediu- ele levantou uma bolsa no ar.

–Obrigada Ale- dei um pequeno sorriso.

–Vai se trocar agora?- eu assenti e ele entrou no banheiro, fechando a porta logo em seguida.

Peguei a bolsa e comecei a tirar com muito arrependimento a roupa de Castiel.

Olhei para Alexy sentando só me observando, sabia que ele estava se segurando, ele queria fazer um show e saber o que aconteceu.

“Eu estou bem” disse movendo os lábios sem sair nenhum som.

“Mas o que aconteceu?” Ele saltou da tampa da privada erguendo os braços.

“Depois” prometi.

Terminei de me vesti, Graças a Deus Alexy me trouxe uma calça jeans, uma camisa e uma sapatilha, dobrei as roupas de Castiel e guardei as minhas sujas.

–Pronto, posso abrir?- perguntei vendo Alexy mexer nos seus cabelos coloridos.

–Espera!- ele pediu- Estou me preparando psicologicamente!

–Que?- perguntei confusa, eu que deveria estar me preparando psicologicamente.

–Eles são muito lindos! São deuses gregos!- Alexy fazia uma pose dramática.

–Deixa de besteira- sorri e abri a porta.

Por um segundo eu esqueci o que me esperava do lado de fora, meu sorriso morreu assim que vi o rosto sério do Castiel me encarando.

Caminhei até a cama e deixei sua roupa dobrada encima, peguei a minha bolsa com remédio.

–Vocês já vão?- Miguel perguntou se levantando, eu simplesmente assenti- Eu acompanho vocês até o portão.

Ele se levantou e Alexy o seguiu fazendo caras e bocas, segurei o riso, eles passaram pelo Castiel e continuaram andando.

Parei no vão da porta, sem olha-lo.

–Obrigada Castiel, por tudo o que fez hoje e me desculpa qualquer coisa- disse, na ultima parte me forcei a olha-lo.

Me arrependi no mesmo instante, ele estava bravo, tinha o queixo trincado, seu olhos parecia mais nublados que o comum, seus lábios pressionados um no outro com força os deixando brancos.

–Hm- foi o que disse antes de dar com os ombros e entrar no quarto, batendo a porta nas minhas costas.

Meu coração bateu junto com a batida da porta, meu peito doeu de novo, mas não era uma dor da qual eu já estava acostumada era diferente, levei a mão no coração e segurei minha camisa com força.

–Mel?- Alexy me chamou, ele e o Miguel estavam parados na ponta da escada.

Andei até eles e sorri, eles olharam desconfiados e subiram as escadas.

Peguei meu cachorro que se divertia com o Dragon, e fui para casa, entrei em silencio com Alexy no meu encalço, não vi ninguém o que foi melhor.

Entrei no meu quarto e me joguei na minha cama, pensar demais cansa.

Alexy deitou do meu lado e me puxou para ele, seu cheiro era bom, meu amigo era o garoto mais cheiroso que eu conheço.

–Quer me contar o que aconteceu?- ele disse e eu sabia que não tinha escolha.

–Eu tive um problema no parque de manhã, um cara atacou a Ambre e eu fui ajudar então ele levou a gente para o meio das arvores e bateu na gente, então o Castiel chegou e nos ajudou, mas o porco acabou fugindo, não queria vim pra casa porque estava toda suja e com a cara inchada, e você sabe se eu viesse para casa desse jeito o drama que ia ser, então eu fui pra casa do Castiel porque não tinha ninguém- recuperei o folego e continuei- Ah Ale, foi tão bom, tão maravilhoso, nunca tinha me sentindo tão mulher assim, mas então eu percebi que estava fazendo uma grande besteira, Castiel já tem problemas demais pra lidar com mais um.

–E desde quando você é um problema Melzita?- Ele acariciava minha cabeça.

–Desde que eu nasci Alexy, não preciso de mais ninguém se preocupando comigo.

–E desde quando você acha que é um problema se preocupar com você? Eu mesmo não me incomodo- ele me apertou mais contra seu corpo.

–A questão não é essa...

–É sim! Você não pode afastar uma pessoa porque não quer que ela se preocupe com você, quem decidi isso é a pessoa Melissa!

–Mas não é só isso, Castiel não é um garoto que leva as meninas a sério pra ele é sexo e mas nada, eu não quero ser mais uma.

–Mas ele te forçou a alguma coisa? Disse ou insinuou?

–Não, ele disse que se fosse qualquer outra ele transaria o dia inteiro, mas ele gostava de mim- corei ao lembrar.

–E o que você disse?

–Que era melhor paramos por ali, meio que acabei com sei lá o que era que nós tínhamos.

–Você está brincando- ele sentou de uma vez na cama- ele diz que gosta de você e você da uma bota nele?

–Mas Alexy! Pensa comigo, Castiel não é um bom moço digamos assim, ele é totalmente o oposto do Viktor, e também é um garoto que não quer saber de relacionamentos, ele gosta da liberdade dele, e eu não quero continuar com algo que eu nem sei o que é direito com uma pessoa que vai ficar comigo e mais dez ao mesmo tempo.

–Você não ama o Viktor, então porque está procurando ele no Castiel?- Alexy disse e aquilo me atingiu em cheio- E como eu disse você não pode decidir por ele, quem sabe ele está mudando por você? O Lysandre disse que nunca viu o amigo agir assim, que talvez você fosse a salvação dele, ele estava muito feliz pelo Castiel ontem, e eu por você, fazia tempo que eu não via você sorrir assim.

–Alexy eu não posso ser a salvação dele- disse por fim.

–Porque não?

–Porque o Castiel precisa de alguém que o ame, mostre para ele sentimentos que ele nunca sentiu, mostre um mundo diferente para ele.

–E porque não pode ser você?- ele segurou minhas mãos.

–Porque eu não sou boa o bastante para isso, eu não sei o que é amor, e você sabe Ale não posso arrastar mais ninguém pra isso.

–Mas Mel...

–Não Alexy, essa é minha decisão.

–Você vai dar mesmo uma de Annabeth, afastando quem gosta até se tocar que é besteira?

–É uma coisa totalmente diferente, eles se amam e eu e o Castiel só temos uma atração física forte- disse por fim.

–Você não entende Melissa.

–Não e nem quero, estou cansada dessa conversa Alexy- virei para o outro lado.

–Você quem sabe, bom eu vou indo- disse se levantando.

Abracei meu travesseiro, ouvi a porta abrir.

–Mel você não pode afastar as pessoas com medo de machuca-las ou magoa-las, você não é um fardo se é isso que pensa, você é importante para todos nós por isso nos importamos e nos preocupamos, e o fato de você querer protege-lo de sei lá o que você acha que deve só mostra que você gosta dele- escondi meu rosto no macio do travesseiro.

A porta foi fechada, e eu fechei meus olhos também, estava cansada.

Tentei dormir, mas estava difícil, as palavras de Alexy dançavam na minha cabeça me torturando, o rosto de magoa e também de raiva do Castiel se alternavam o tempo todo, então eu adormeci, sentindo falta do travesseiro com cheiro mentolado do Ruivo.

Notas finais
E ai? Curtiram? Gostaram? Odiaram? Querem me matar? UHSAUHSUAHSUHAUSHA' Peço que comentem a opinião de vocês... Próximo cap vai ser POV.Castiel >.