Thinking Bout You [HIATUS]
1 Capítulo 1 - Prólogo
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem, kissão ♥
Pov Kate’
´´--Relatório 0.0.1.4, por K. Baudelaire. Woodbury.
--Prossiga, Kate.
--Eu considerei um bom lugar. Eles têm pessoas, comida, armas, muros altos, proteção. Por mais que estejam protegidos estão sempre preparados para guerra, mais á frente eu descobri o que isso significava. Foram bem receptivos comigo, não pediram minhas armas e nem fizeram nenhuma pergunta. Ganhei a confiança fácil, era praticamente o braço direito de Philip Blake, também conhecido como Governador, o líder deles. Até que um belo dia eu consegui entrar na ‘’área proibida’’. É um conjunto de três salas; em uma delas tinha uma daquelas macabras cadeiras de dentista e objetos que pareciam ser usados para tortura. Na outra, havia uma cadeira quebrada, com panos pelo chão que pareciam recentemente ter sido usado para amarrar alguém e um Walker morto. Na ultima sala havia uma mesa com duas cadeiras, e no chão uma camiseta feminina e um sutiã. O corredor que dava a essas três salas estava completamente sujo de sangue e havia cartuchos espalhados por todo o lugar, parecia tudo muito recente. E foi então que eu comecei a escutar tiros, sai correndo do lugar antes que me pegassem; lá fora estava um caos, havia walkers e pessoas correndo pro todos os lados, sem falar da chuva de tiros que eu não consegui identificar de onde vinha. E quando tudo finalmente terminou, um Governador com a cara completamente ensanguentada disse que estava na hora de eu saber algumas coisas. Ele junto com seus seguranças e eu, entramos na sala que eles faziam as reuniões e foi aí que eu soube de tudo. O tiroteio foi causado pelo pessoal de uma tal prisão, até ai tudo bem, todas as comunidades tem seus rivais. Mais a partir desse dia eu comecei a conhecer o verdadeiro Governador, e descobri que naquelas salas que eu havia descoberto dias atrás, ele mantinha dois reféns do grupo da tal prisão, um casal, os nomes se não me engano eram Gleen e Maggie. Mais alguns dias se passaram e o Governador foi enlouquecendo, ele estava montando um exército com as pessoas da comunidade. Pra mim, estava tudo normal, nós mesmos fazemos isso não é? Mas ele estava completamente insano, obrigava crianças a entrarem para o tal exército, e quando uma mãe reclamou, falando que o filho tinha asma e de nada ia servir ele a matou, bem ali, na frente de todos. Obvil que aquilo chocou todo mundo, inclusive a mim. E foi então que tipo de pessoa ele é. Eu poderia muito bem trazer os moradores para Alexandria, mas o problema era o Governador, eu teria que mata-lo. Comecei a revelar a verdade sobre nós junto com plano para poucas pessoas dali, para eles se prepararem, mais como sempre tem aquele que estraga tudo, uma mulher contou para o marido que por acaso é um dos melhores soldados do Governador, resultado: eu acabei sendo espancada e torturada por ele. Não é uma lembrança muito agradável. Philip queria informações sobre Alexandria, e como manda o figurino eu não revelei nada. Permaneci presa sem comer e sem beber por dias, esperando o dia que ele iria se descuidar e eu conseguiria fugir. Bom, quando esse abençoado dia chegou foi difícil, tive que matar alguns dos seus guardas e fazer reféns. Consegui enfim fugir mais acabei levando dois tiros na perna. Está difícil andar e não consigo ouvir direito, meu ouvido chia devido à explosão que tive de fazer para distraí-los. Se um Walker chegar por trás eu com certeza não conseguirei ouvi-lo e então já era. Me encontro no sentada no galho de uma arvore esperando o resgate. Não sei quanto tempo ainda vou durar sozinha aqui, sem munição, sem comida, sangrando.
--PORRA KATE MAIS QUE MERDA! Você não sabe que quando dá alguma coisa errado a ordem é vir para casa? - Spencer que havia ficado o tempo todo calado enquanto eu dava o relatório, decidiu começar a se manifestar me dando uma bronca, que ótimo! Sentiu o sarcasmo?
--Eu não podia deixar mais pessoas lá com ele Spencer, ele é um monstro.
--E agora elas não ficaram com ele de qualquer maneira? Mais que droga Kate! Quando você finalmente voltar pra casa, coisa que não esta tão próxima assim, eu vou te abraçar, dizer que te amo, mais em seguida, EU VOU MATAR VOCÊ! Mais que porra, porque você tem que sempre se meter nesse tipo de coisa? -Spencer está completamente irritado, berrando como um louco. Mas agradeço por isso, caso contrario eu não estaria o escutando. Solto uma risada abafada e respiro fundo, pensando quando eu finalmente vou conseguir voltar pra casa.
--Olha Spencer a culpa não é minha. Você sabe muito bem o porquê que eu não posso ficar ai. Quando vai mandar a equipe de resgate?
--Faça um relatório do inventario. -Ele ignora minha pergunta e retoma o ar profissional de antes, respiro fundo.
--Um rifle sem munição, duas automáticas sem munição, um facão, nenhuma água, nenhuma comida, sem medicamentos e uma fome enorme. -Brinco no final, tentando aliviar a tensão e esquecer a raiva que me dá quando ele faz esse tom profissional comigo.
--Kate... -Escuto um suspiro do outro lado da linha. Pera, outro lado da linha? O que eu to pensando, que é um telefone? Rio comigo mesma. Por dentro, é claro, já que por fora estou em silêncio pra escutar a bomba que com certeza vem a seguir. –Eu não posso mandar uma equipe. Você não pode voltar.
--Pera, quê? Acabei de te falar que estou baleada, surda, com fome, sem munição que fui espancada e torturada e você diz que ninguém vai vir me buscar e que não posso voltar? Vá para o inferno!
--As coisas estão feias aqui... aparecem mais hordas a cada dia, estamos quase sem munição... não podemos sair nem para pegar mantimentos, estamos dependendo das entregas do Jesus*. Olha, vou tentar convencer o Douglas, mas ele já estabeleceu uma regra, ‘’cinco homens não valem a vida de um’’, palavras dele. Você não é o primeira recrutador a pedir socorro esse mês. Sem falar no Negan, ele está cada vez pior. -Ouvi-lo falar isso foi como um choque.
--Eu não fazia ideia que estava tão ruim assim. -Respiro fundo. --Vou dar meu jeito. Boa sorte ai.
--Pra você também.
Desligo o radio. Já posso sentir meus olhos se enchendo de lagrimas. Mas eu não posso chorar... não mais. Aos poucos a tristeza da lugar a raiva e eu jogo a primeira coisa que eu vejo longe.
Fico uns minutos em silêncio remoendo minha raiva e percebo a merda que eu fiz. O radio... Droga, quando eu estou irritada acabo sempre fazendo burradas assim, mas quem pode me culpar? Vivo me arriscando aqui do lado de fora dos muros, dificilmente volto pra casa, estou com dois pedaços de ferro -vulgo balas- enfiados na minha perna que não para de sangrar, não como nada faz uma semana e não tenho munição. Não vou durar muito desse jeito.
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