The world is ours
2 God save the queen
Notas iniciais
Precisávamos contar para nossos pais, porque ainda iriamos precisar de mais dinheiro, agora como dizer para sua mãe que você irá ficar meses viajando pela Europa, quando deveria estar escolhendo onde trabalhar? Será de longe a pior parte, precisaríamos de um tempo para pensar no que falar.
Não poderíamos deixar na cara, elogiar o cabelo, dizer como está linda e como amamos ela não iria colar, isso não funciona a muito tempo...
Mas tinha que ser dito, esperamos até sexta-feira que é um dia feliz onde ela estaria de bom humor.
E para melhorar o dia estava lindo, nenhuma nuvem no céu, o sol batia levemente nas árvores, com um vento fresco vindo do norte.
Mas é claro que não íamos ficar em casa, fomos ao parque Millennium:
– Como você vai perguntar? — Sussurrei para Luna
– Vamos com calma.. Passo a passo. — Ela sussurrou de volta.
Conversamos e ficamos dando voltas no parque, até que Sra. Miller finalmente se cansou e resolveu se sentar em um dos bancos perto de uma árvore:
– Estava pensando... Poderíamos fazer isso mais vezes. — Ela disse encostando no banco.
– Sim. Não iria ser uma má ideia. Mãe eu e a Dylan queremos viajar!.
– Achei que iriamos passo a passo! — Sussurrei assustada.
Ela desencostou do banco, foi um tanto rápido:
– Para onde querem ir?
– É na verdade... Eu, Dylan, Dan, Julie e Sam...
– Para onde?...
– Eu... Europa.
Ela arregalou os olhos, tentou não surtar, queria primeiro ouvir o que tinham em mente:
– Como pretendem fazer isso?!
– Alugamos um carro e vamos... — E Luna foi interrompida
– E quem vai pagar essa brincadeira? Onde irão dormir?! Tem dinheiro o suficiente para pagar um hotel em cada cidade da Europa?!
– Nós pagamos.. Só precisaremos de ajuda para pagar a passagem de avião até o Reino Unido, e de lá a gente aluga um carro.
– Dylan precisa escolher a faculdade ela não vai né?
– Mãe.. Eu vou sim... Pensa isso será ótimo pra mim!
– Não, é perigoso! Luna não saberá cuidar de você!
– Então é melhor nem ir arrumar uma faculdade mas sim uma babá e voltar para o fundamental! — Sra. Miller olhou para mim pensativa depois de dois minutos ela finalmente se tocou.
– Eu e seu pai só iremos pagar a viagem e o resto?! Vocês nem tem dinheiro!
– Nós temos algum dinheiro guardado...
– Ah que ótimo vocês querem rodar a Europa com um "Dinheiro guardado"? — Ela se sentou de novo, parecia estar sem ar.
– Se precisarmos de algo... Avisamos... Todos vão ajudar a pagar. — Disse Luna se sentando e abraçando nossa mãe.
– Eu vou pensar — Ela se levantou rapidamente e olhou para o céu. — Vamos almoçar?
– Estou morta de fome! — Mudei de assunto rapidamente.
Acho que isso era uma coisa grande, que deveríamos ter mais calma, confesso que fomos rápidos demais, se formos para o Reino Unido nem sabemos onde iremos dormir. Essa é a melhor parte... Não pensamos em nada... Só fizemos... Isso é um pouco impulsivo, e louco! Mas, é uma chance. E não desperdiçamos chances principalmente quando se fala na Europa!
Luna sempre quis ir para Itália, conhecer as catedrais, conhecer um cara, ter um caso em Veneza e todas essas palhaçadas. Já eu, não planejo muito essas coisas, o que tiver de acontecer... Vai acontecer...
No caminho de casa, ninguém se atreveu a dizer sobre a viagem, pois Sra. Miller não tinha dito se íamos ou não, e a cada momento eu e Luna ficávamos mais nervosas. Ficamos nessa brincadeira a dois dias.
Não queríamos forçar nada, e nem deixa-la estressada. Então demos o tempo dela, e jogamos o jogo dela. Se esse jogo fosse para ela fingir que esqueceu e nos deixar esperando até mudarmos de ideia? Isso era bem capaz.
Mais um dia se passou, Julie queria saber se Luna já tinha as respostas... Mas nada...
Os pais de Dan já pagará a passagem, a mãe de Sam também. Para o dia 23 de abril, único dia que todos estavam de acordo. Então como já tinham, escolhido a data, todos já tinham dinheiro para a passagem de avião. Nós também precisávamos.
Fomos até a cozinha, determinadas a pressiona-la e não iriamos sair com um não:
– Mãe nós precisamos ser rápidas!. — Luna gritou mas foi interrompida por sua mãe sentada no balcão, com um olhar pensativo.
–mãe você está bem ? — Perguntei.
– Tomem. — Pegou um pacote que estava na mesa e nos entregou.
–O dinheiro para a passagem de avião...
–Essa mulher mexe com o meu coração! — Sussurrei no ouvido de Luna
–Mãe não fica assim... Nós iremos voltar... — Luna disse abraçando Sra. Miller
–Não percebi o quanto cresceram....
–Tudo bem... Isso acontece. — Falei em um tom irônico. Olhei para o pacote com o dinheiro. — É... Mãe?
–Sim Dylan.
–Acho que tem um pouco mais do que deveria ter....
–Caso precisem... Sei que as duas tem dinheiro guardado mas nunca se sabe.
Não a deixei terminar a frase, fui abraça-la. Essa mulher é adorável:
–Nós vamos trazer um francês bonitinho pra você! — Disse rindo
Sra. Miller arregalou os olhos e riu.
–Quero que se divirtam... Quando vão?
–Dia 23.... Vou comprar as passagens agora! Liga pra Julie! — Disse correndo para a sala pegar o notebook da Luna
Olho para trás e vejo Luna sussurrando com a Sra. Miller, a única coisa que penso é se estão falando se devo ficar em casa, enquanto Luna vai para Europa. Não tenho certeza... Mas ainda continuam olhando para mim...
Comprando as passagens estavam todos ansiosos! Contávamos os dias no calendário, arrumavam nossas coisas, separávamos o que queríamos levar.
Luna comprará um dicionário em italiano, para aprender as palavras mais fáceis que poderá, pesquisará lugares que iria visitar quando chegarmos lá.
Finalmente no dia 22 de abril, resolvemos chamar o grupo para dormir aqui em casa, para ficar mais fácil.
Enchemos os colchões de ar, e ficamos todos na sala, compramos pizza e Dan trouxe as cervejas dele e alguns filmes:
–Boa noite, Sra. Miller. — Disse Sam se sentando no colchão
–Boa noite Samantha.
–É Sam... Enfim... Triste porque suas filhas vão viajar amanha?
–Estou tentando me acostumar com a ideia...
–Vai ser rápido. Prometemos... Iremos cuidar da Dylan. Isso vai ser ótimo para todos nós. — Sam disse sorrindo
–Sim e me dará um tempo de folga, ser mãe cansa.
–Viu! Ainda terá um tempo só para você. — Julie se intrometeu sentando se ao lado de Sam.
–Está tudo pronto! — Disse me deitando cansada no sofá. — Roupas na mala, trocamos o dólar por Euro.
–Que horas é o nosso voou? — Luna disse trazendo a pizza
–As nove da manha. — Disse Dan pegando cerveja para todos.
–Vou deixar vocês ai. Divirtam-se! Estou com o celular. Não sei que horas volto — Sra. Miller fechou a porta.
–Espera... Luna... Cadê seu pai? — Dan perguntou abrindo a cerveja com as mãos.
–É... Viajando. Algo da empresa, não sei direito. Vamos comer logo estou morrendo de fome!. — Luna pegou duas pizzas e ligou a televisão.
–Ok... Então Dylan como se sente? — Julie disse tentando mudar o assunto
–Nervosa, nunca sai do país... Só estou preocupada com o dinheiro.
–Relaxa. — Dan deu um gole na cerveja. — Vamos conseguir. Iremos alugar um carro e passar a noite em algum hostel ou um albergue da cidade.
–Vai ser divertido...
–Divertido? Vai ser mais que isso! — Sam comentou abraçando Julie de lado
–Dylan está preocupada com o dinheiro? Eu estou preocupada é com a comida! — Luna disse comendo o terceiro pedaço de pizza.
–Ah viu? Isso é preocupação de verdade! — Dan disse rindo pegando também um pedaço de pizza.
–E o carro? — Sam disse.
–Relaxa. Eu conheço um cara... — Dan disse
–Ah não! — Todos gritaram ao mesmo tempo.
–O que?
–Toda vez que alguém diz "Conheço um cara" geralmente ou é droga ou a mercadoria é uma merda! — Luna avisou
–Calma!... Esse cara é diferente. — Dan foi interrompido
–É o que eles dizem! — Todos gritaram.
–Ele é meu tio do segundo grau! Não vai ser nenhum lixo, relaxem! — Dan deu um suspiro.
Todos olharam desconfiados uns para os outros.
–Confiem em mim! Vai vamos assistir ao filme.
–O que você trouxe? — Julie perguntou
–Clube da luta, Seven , e esse aqui de um garoto que tem câncer.
–Nossa... Como você é hipster. — Disse rindo — Mas eu gosto mais do clube da luta
–Clube da luta é meu preferido. — Luna disse rindo do que tinha dito
–Sim vamos assistir "Clube da luta"
Dan colocou o filme, assistimos mas depois de umas horas ninguém aguentou até o final, dormimos na metade dele. Estávamos cansados e tínhamos um voou para as nove horas.
Acordei as sete horas, fui a primeira, me levantei e fui a cozinha, minha mãe ainda estava dormindo. Ninguém viu que horas chegara então fiz o favor de fazer o café da manha.
Ao terminar, fui a sala para acordar todos, estava tão nervosa, nem sei como consegui dormir:
–Luna acorde! — Sussurrei balançando suas pernas.
–Que horas são? — Disse Luna com as mãos nos olhos, com uma voz sonolenta.
–Sete e trinta e cinco.
–Está muito cedo! Me deixa dormir. — Ela disse colocando o cobertor no rosto.
Sai e fui abrir a janela, ao voltar sem olhar para onde ia pisando, tropecei em Dan que acordou todos com um grito:
–Ah meu Deus! Desculpa Dan! — Falei assustada pelo grito que ele tinha dado
–Ah Dan que susto! — Sam disse com os olhos vermelhos
Dan colocara as mãos nos olhos e respirara fundo:
–Está tudo bem Dylan...
–Ah.. Sério. Me desculpa! Eu nem olhei para....
–Como sempre, você nunca olha — Disse Luna tirando o cobertor da cara.
–Já estava na hora de acordar? — Disse Julie que estava deitada no mesmo colchão que Sam.
–Sinto cheiro de café! — Dan disse olhando em volta a procura do café
–Eu não sinto cheiro de nada — Sam se levantou.
–Tá brincando? — Dan se levantou — Sinto cheiro de café a quilômetros! — E foi até a cozinha
–Cadê a mãe? — Luna perguntou
–Deve estar dormindo. — Presumi que ela deve ter chegado tarde.
–Você não se sente intimidado Dan? — Disse chegando a cozinha
–Intimidado? Porque? — Dan disse se sentando na mesa pegando sua caneca.
–Ser o único homem do grupo.
Todos pararam para pensar, era uma coisa que não tínhamos pensando até eu perguntar:
–Ah bom, Sam e Julie estão namorando então isso não as....
–Não termine! — Julie interrompeu — Somos lésbicas, isso não nos faz homens!
–Foi machista? — Dan perguntou
–Sim — Todos responderam.
–Desculpe... Bom... Eu acho que também nunca parei para pensar. Sei que a Sam tem uma queda por mim então...- Dan piscou para Sam
–Acho que nunca reparamos, porque você não é bem um homem! — Julie retrucou
–Ai! — Dan colocou a mão no peito, próximo ao coração — Machucou!
–Ah então eu consegui — Julie riu
Tomamos nosso café. Arrumamos nossa bagunça e ainda eram oito e quinze. Tentamos enrolar o máximo. Mas como disse antes, todos estavam ansiosos e com um frio na barriga.
Sra. Miller acordou, com os olhos inchados e com uma maquiagem borrada. Desceu as escadas com as mãos na cabeça:
–Nossa, Sra. Miller. — Julie disse — Bom dia.
–Bom dia... Vou fazer o ... — Ela disse, percebendo que o café ainda estava na mesa.
–Uma despedida. — Eu disse sorrindo.
–Foi sentir a falta de vocês. — Nos abraçou
Tinha me esquecido, depois de 18 anos, iria finalmente viajar e deixar minha mãe em casa, e percebi o quanto isso doía as vezes.
–Vou me trocar e levarei vocês ao aeroporto. — Ela disse enquanto se sentava e tomava seu café.
Ao perceber que já eram oito de vinte e ainda estará de pijama Dan correu para se trocar. Alguns minutos depois, todos já estavam prontos e já estavam a caminho para o aeroporto.
Pegamos um transito normal, até o aeroporto internacional O'Hare.
–Vamos eu ajudo vocês com as malas — Sra. Miller disse saindo do carro, com um olhar triste. Saindo do carro, todos pegaram suas bagagens e foram se despedir.
–Mãe! — Luna gritou dando um abraço forte em nossa mãe.
–Sai! Minha vez! — Empurrei Luna e fui abraça-la
–Por favor tomem cuidado... — Sussurrou em meu ouvido
–Vou tentar! — Sussurrei em um tom de sarcasmo
–Tchau, Sra. Miller. Muito obrigada — Dan foi abraça-la também
–E a questão do carro — Ela disse quando terminou de dar o abraço nele
–Está tudo resolvido — Dan sorriu
Miller se despediu de Julie e Sam e nós finalmente entramos no aeroporto. Oito e cinquenta e sete, era hora de embarcar
O voou foi calmo. Por sorte, ninguém tinha medo, sem muitas turbulências depois de longas seis horas e quarenta minutos estávamos cansados e com os narizes entupidos.
Dan pegara um taxi e nos levara até a loja de seu tio de segundo grau.
Não sabíamos as horas, mas o dia estava claro, nublado com um vento gelado, estava mais frio do que imaginávamos.
Ao chegar a loja de carros usados, Dan cumprimentou seu tio que não o encontrava a tempos:
–Vamos ao que interessa? — Dan perguntou
–Sempre direto não é Dannel! — Ele disse. Tio de Dan, tinha um sotaque forte, usava um boné cinza, com uma roupa suja de graxa. — Me acompanhe
Apenas Dan foi, e voltou um tanto decepcionado:
–Dan vamos logo! Já encontrei um hostel aqui perto — Disse Sam olhando pelo celular.
–Já vamos mais....
–Mais o que!? — Luna gritou
Dan acenou para seu tio que trouxe uma Kombi velha, um tanto suja, em um tom de vermelho escuro e encardido. Ele dava um sorriso sem graça, prometeu um automóvel em bom estado e isso estava longe de ter um bom estado.
–Dannel Mathews! O que é isso!? — Sam gritou inconformada
–Calma gente.... Ele anda bem, o motor está bom e não come tanta gasolina assim.
–Olha o estado dela... — Julie disse
–Bom... Nós podemos lava-la e depois pintar. — Dei a ideia
–Pintar?! — Luna perguntou
–Sim, podemos deixar do nosso jeito — Cheguei mais perto. — Comprar uma tinta e customizar. Vai me dizer que nunca quiseram customizar uma Kombi?
–Viu! A Dylan vê pelo lado positivo — Dan me abraçou
–Vamos logo ao lava-rápido. — Julie disse pensando que não era uma ideia ruim.
Fomos ao lava-rápido e enquanto a Kombi não ficava pronta, decidimos ir a uma loja por perto que vendia tintas, compramos tintas de diversas cores.
Ao ficar pronta, colocamos a Kombi na rua de trás do lava-rápido e começamos a nossa "arte".
Primeiro Dan retocou o vermelho escuro, e deixou um vermelho mais vivo, em seguida, Julie desenhou na traseira e desenhou diversas flores com cores diferentes.
Na frente Dan escreveu em baixo do para-brisa "Faça amor não guerra" com um símbolo da paz:
–Que ótimo — Luna disse. — Todos irão pensar que somos hippies em busca de amor e paz
–Qual a segunda razão de você querer ir para Itália mesmo? — Dan retrucou. Todos sabiam que Luna não iria só pela cultura.
–Bem pensado — Luna riu
Nas laterais Luna a artista do grupo desenhou vários pássaros, no outro lado eu e Sam só estamos ajudando a pintar.
No final, a Kombi ficou ótima, estava bonita, e bem colorida.
–E agora? Vamos para um luau? — Perguntei rindo
–Nem rola, esqueci meu violão — Dan riu — O hostel está perto?
–Fica a duas quadras daqui. — Sam olhou no celular
–Então vamos! — Todos entraram na Kombi. Colocaram as coisas no porta-malas. Dan foi dirigindo e Sam foi a copiloto.
–Você trouxe uma livro da Europa? — Perguntei para Julie que tirará um livro pequeno mas com muitas paginas da mochila
–Temos que saber o que exatamente iremos visitar.
Olhei para a janela e disse:
–Estar aqui já não é o suficiente?
–Mal começamos querida. Há tanto que ver... — Luna falou sorrindo
Chegamos rápido ao Hostel, ele era mais bonito do que eu imaginava, não era pequeno apertado e esquisito. O chão era de madeira, com paredes também com uma madeira mais clara a esquerda uma estante com livros no outro lado uma estante com vários cofres simples.
–Tomem — Dan nos entregou as chaves dos cofres — Coloquem as mochilas lá dentro e não percam!
–E as outras coisas? — Sam perguntou
–Está no estacionamento. Elas estão seguras. Por enquanto vamos precisar disto — Dan levantou a mochila. — Como estamos em cinco a duas boliches e duas de solteiro iremos dividir o quarto com um estranho. Tudo bem? Já sabem como um hostel funciona ?
–Sim. — Todos disseram.
–Adorei isso aqui — Disse olhando para o teto, simples mas tão bonito.
–Eu falei que não era tão ruim. — Luna disse.
Ao chegar no quarto. duas beliches uma na frente da outra e duas camas de solteiro nas laterais como Dan havia dito. As camas estavam forradas com um edredom simples uma janela com vista para o Noir et Blanc e mais uns prédios a frente.
–Que fofo — Julie disse. — Fico com a de cima!
–Ah não Julie — Sam murmurou
–Luna veja isto... É incrível — Puxei a mão de Luna olhando para a janela
–É...
–Eu posso ir... Lá em baixo... Dar uma olhada?
–Dylan?
–Ficando por perto! — Dan disse
–Ela é minha irmã, licença — Luna olhou com raiva
–É deixa ela Luna, eu estava de olho em um pub aqui perto. — Sam olhou para a carteira
–Não irei muito longe! Posso até ficar perto da pub que vocês querem ficar. Estou com celular.
–Tá bom vamos. — Luna respirou fundo
Andamos um pouco até chegarmos em uma rua estreita, com um letreiro " Lamb & Flag,"
–Que amor. — Luna disse
–Eu ficarei por perto.
–Tente não se perder. Não tem como voltar para casa daqui. Tá? — Luna deu um beijo na minha testa e terminou — Se cuide
Deu umas voltas pelo quarteirão, olhava tudo com muito cuidado, apreciando cada coisa. Tudo era tão brilhante, e bonito, os gramados das casas, a rua estava deserta.
Olhando mais para frente havia um grupo de punks em volta de uma fogueira, sem olhar para onde ia — Como sempre — Dei meia volta olhando para trás
–Ei cuidado! — Eu disse quando esbarrei em um dos punks
–Eu? Você que não olhou para onde estava indo . — Ele disse com um sotaque forte e encantador. Usava uma jaqueta jeans com as mangas rasgadas, uma calça preta com uma bota vermelha até a canela. Usava uma toca cinza, como se quisesse esconder os cabelos. Uma pele clara. Aparentava ter 22 anos.
–Tudo bem! Logo percebi. É americana não? — Ele olhava no fundo dos meus olhos, e eu retribuía olhando nos dele. Ele tinha pequenos e caídos olhos castanhos tão escuro que parecia preto.
–Sim, porque? Algum problema? — Perguntei
Não. Também não queria ofender a moça... Desculpa não me apresentei. Sou Patrick. — Ele estendeu a mão
–Dylan Miller. Só Patrick?
–Só Patrick — Ele sorriu.
–Vem logo Patrick! — Uns amigos dele gritaram. Ele acenou com a mão.
–Quer ficar com a gente?
–Ah não posso...
–Vai a gente não morde... Bom eu não.
–Não. É que a minha irmã está me esperando no "Lamb & Flag". Eu gostaria muito, mas ela deve estar preocupada.
–Sim eu conheço essa pub. Bom a gente se vê... Talvez hoje. — Ele sorriu
Voltei para o bar com o sorriso dele na minha mente. Agora sim essa viagem está ficando interessante.
Ao chegar no bar, ele era lindo, tinha um balcão lotado com as pessoas, nas paredes prateleiras de diversas bebidas, e na parede da esquerda vários quatros, de famosos que marcaram um certo tempo. E de famosos que visitaram o bar.
Em uma mesa não tão distante Luna estava sentada acenando pra mim:
–Então como foi? — Ela perguntou
–Não deu pra ver muita coisa — Sorri e sentei ao lado dela.
–Ah calma. Amanha vamos conhecer muito mais! — Sam olhou para sua cerveja que esta acabando
–Será que a vodca é boa? — Dan disse
–Vai com calma tigrão! — Luna riu
–Então o que você conheceu Dylan? — Julie perguntou
–Eu conheci ele — Apontei surpresa de encontrar Patrick de novo em tão pouco tempo.
–Mais já? — Dan olhou dos pés a cabeça — Ela é mais rápida do que eu pensei.
–Que bonitinho. — Julie disse
–Achei que já tinha passado dessa fase punk Dylan — Luna olhou
–Ah gente se esbarrou por ai.
–Que comigo também seja assim — Luna riu — Só que na Itália
–Ops. Ele está olhando — Fiquei corada na hora.
–Vai lá — Sam disse
–Oque?! Não . Olha só. Ele deve ter uns 22 anos — Acertei! — Deve usar drogas!
–Luna?!
–Vamos gente, ele é punk! Aposto que ele tem um plano para explodir o parlamento!
–Luna. Não estamos em um filme. E eu aposto que conhece Londres melhor que a gente. — Dan olhou despreocupado
–Tome cuidado! Quero você de volta no hostel as dez horas! — Todos olharam para a Luna — Tá bom onze. Não faça nada que eu não faria.
–O que você não faria? — Dan riu
Eu fui até ele. Patrick estava conversando com o Barman e pegando umas bebidas:
–Aquela proposta de ficar com os seus amigos ainda está de pé? — Olhei gentilmente
–Claro... Mas e sua irmã? — Ele olhou para Luna que não tirara os olhos dele
–Ele vai entender...
–Então vamos. — Ele pegou as sacolas e saímos da pub.
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