The world is ours
3 Uma noite com os lobos
Notas iniciais
Dylan com os Lobos. Áuuu!
–Você veio atrás de mim? — Perguntei. Sentia meu rosto ficar quente, estava corada
–Sabia que ia mudar de ideia. — Ele sorriu — Vem quero te mostrar um pessoal. Andamos um pouco e entramos em outra rua estreita, e lá estavam os amigos dele em uma fogueira como havia visto antes: –Gente. Quero lhes apresentar, Dylan. — Ele se sentou me puxando para me sentar ao lado dele. — Esses são: Catherine, Bren, Marcus, John, Becca, Jim e Scott. –Nome legal. — Bren disse sorrindo, ele estava um tanto alegre. Bêbado? Isso eu já sabia. Bren tinha um cabelo preto, calças rasgadas, estava fumando um cigarro –Obrigada. — Disse sem graça. — Vocês fazem muito isso? –Isso o que? — Marcus perguntou — Marcus tinha cara de ser o mais novo, loiro dos olhos verdes, estava usando uma camisa dos Ramones, ela estava um meio desgastada.–Ficar aqui, no meio do nada, em uma fogueira? –Não... Estamos descanando, geralmente ficamos rodando as cidades, vamos a algum bar que é o que vamos fazer daqui a pouco. — Becca disse sorrindo, tinha os cabelos curtos, com as pontas coloridas estava abraçada com o Bren. –Você vai com a gente né? — Patrick perguntou –Claro.... Vocês são um daqueles punks revolucionários que vandalizam e fazem manifestações? –Que estereótipo ridículo ! — Catherine resmungou. Catherine tinha cabelos longos e pretos, usava uma calça de couro apertada, com uma bota até a canela, sentia o ódio dela só pelo jeito que olhava para mim –Calma Caty... Somos esses "Punks" — Marcus fez aspas com as mãos — Nas terças feiras — Marcus riu –Eles estão brincando. — Scott riu. — Fazemos isso nas quartas. — Scott tinha longos cabelos castanhos, usava um óculos escuro e uma jaqueta de couro que nas costas dizia: "Me deixe em paz" parecia ser o mais velho do grupo John e Jim, eram os mais calados, eram gêmeos usavam uma roupa comum, os cabelos de Jim eram mais compridos que o de John que tinha um moicano. –Ah é. Quase ia me esquecendo — Patrick pegou a sacola. — Adivinha o que Mario nos deu? –Aquele velho! Amo ele! — Marcus se levantou e pegou uma das garrafas de vodca. –Então Dylan, você é novata aqui não é? — Bren perguntou –Sim, cheguei a algumas horas. –De onde você veio? — Patrick bebeu no gargalo e me deu a garrafa. –Chicago — tomei um gole sem ler o rótulo e sem nem saber o que era. Fiz uma careta –Muito forte pra você — Catherine perguntou –Não sabia que era vodca. — Falei rindo. –Chicago! — Marcus gritou — Então o que você faz aqui ? –Estou aqui com a minha irmã e os amigos dela. –Porque? — Becca disse com um uma voz suave e um sotaque mais fraco –Bom, decidimos viajar agora e aproveitar antes de ter de tomar grandes decisões. Sabe... Ter experiências antes de começáramos a ter uma vida chata e adulta. –Acho que disto o Patrick entende. — Jim riu. Olhei confusa para ele. –Ah é aquela história de sempre. O filho de 21 anos que não tem jeito... — Errei!. — E os pais querem que ele vá para uma faculdade e arranje um emprego. –Já percebi que essa não é a praia de vocês — Falei rindo –Não mesmo — Patrick respondeu –Então acho que como você é novata — Scott disse mudando de assunto — Você precisa pegar isso. Presente dos lobos –Scott não! — Patrick tentou impedir. Scott tirou uma cigarro do bolso e me deu. –Eu não fumo. — Tentei devolver. –Não é um cigarro normal. — Scott riu Cheirei para verificar, não era um cigarro era menos forte, com um cheiro forte de erva. –Maconha? — Perguntei olhando para Patrick –Não precisa. — Patrick tirou da minha mão –Qual é! Quantos anos você tem Dylan?- Scott pegou a maconha da mão de Patrick –20 — Todos me olharam, não acreditaram. — 19 — Ainda não acreditaram — Tá 18. –Se não quiser... Não precisa — Patrick disse –Ah fica na sua. Ela está aqui para ter experiências não é? Então — Scott disse me dando de novo a maconha. Não pensei muito quando escolhi, só pensei que tinha que estar em casa as onze. Scott pegou um isqueiro do bolso da calça e acendeu pra mim: –Com calma — Patrick disse do meu lado. Podia ver Catherine com um olhar de repulsa para mim. Traguei forte, foi uma sensação horrível, com um ar forte no meu pulmão. –Vai com calma — Becca disse. Na segunda vez tinha pegado a prática. –E como se sente? — Patrick perguntou acenando a mão para Scott lhe dar um também. –Esquisita... Bem... Mas... Esquisita. — Falei rindo –Calma, vai ficar melhor. — Marcus disse. Foi mais normal do que eu achei que seria. Estava calma, um pouco mais lerda, sentia meus olhos piscarem lentamente. Fechei meus olhos e continuei fumando: –Me fala... Você é um daqueles que é contra o capitalismo e todas aquelas coisas? –Ela esta bem calma. — John riu. –Que bom. Achei que ela ia ficar mais agressiva. — Scott disse –Sim Dylan , nós somos — Patrick pegou e o cigarro da minha mão e tragou. –Você mentiu. — Disse como se estivesse bêbada. — Isso não é maconha. Eu não vejo duendes Todos riram e Patrick disse: –Isso fica por uns minutos, e não é como nos filmes, você não vai ficar vendo duendes por ai. Isso já é outro tipo de droga. — Ele sussurrou no meu ouvido
–Isso é legal aqui? –Quem se importa — Becca gritou. Depois de dois minutos já estava mais ativa, as luzes ofuscavam nos meus olhos. Me sentia viva, feliz e sincera... –Sabia que você é lindo? — Falei para Patrick. Ele riu meio sem graça. –Acabou mesmo hein Catherine. — Marcus riu –Vamos gente? — Patrick se levantou e em seguida me levantou — Quero te levar a um lugar. –Eu tenho que ir para o Hostel as onze tá bom? — Falei com um sorriso enorme –Onde ele fica? — Bren perguntou –Eu.... — Olhei em volta, olhei para esquerda e para a direita — Eu não sei! Eu estou perdida minha irmã vai me matar! Ai meu Deus! –Calma! — Patrick pegou em meus braços, você vai se lembrar daqui umas horas. Vem — Ele me puxou –Nós vamos explodir o parlamento? –Não nós não vamos explodir o parlamento — Patrick riu. — Vão na frente. — Patrick disse para o grupo Scott piscou para Patrick, Catherine foi a ultima a sair. Conseguia ser fumaça saindo de seu ouvido, ela me odiava ou eu estava muito chapada. –Calma , tá? — Patrick me parou –Porque? Vamos logo explodir o parlamento! Ele riu: –Você está muito chapada? — Perguntou olhando nos fundos dos meus olhos. –Não! Que nada. Eu não sentindo nada — Olhei para minhas mãos — Nada. Patrick pegou nas minhas mãos em seguida, me segurou e me deu um beijo. Ele era 10 centímetros mais alto que eu. Tivera que me levantar um pouco, coloquei minhas mãos em sua nuca, o beijo durou no máximo uns 3 minutos. –Acha que consegue lembrar disso amanha? –Com certeza — Eu ri ainda com os olhos fechados. –Estamos indo muito rápido pra você? –Eu não sei você mas pra mim está bem.... Bem devagar. –Então vamos — Patrick colocou os braços em meus ombros e conseguimos alcançar os outros Eles me levaram até o River Thames. De noite, era mais bonito que eu sempre imaginei. Era uma linda noite, um tanto fria, o céu estava limpo e as ruas com bastante gente. Carros e ônibus por todo lado. As luzes estavam tão forte. Brilhavam mais que a lua cheia que também estará maior que de costume. Me sentia presa a uma onde que me guiava para onde eu deveria ir. –Vamos atravessar o rio? — Saí correndo –Não ! — Patrick segurou em meus braços. — Vamos olhar de longe. –Ah... Vocês não fazem nada para se divertirem? — Perguntei –Essa garota está me enchendo — Catherine virou os olhos. –Guarda o ciúmes para você Caty — Becca disse — Ela é bem divertida — Becca provocou. E então voltou a brincar com Marcus e o grupo –Porque ela não gosta de mim? — Apontei para "Caty" –Como você pode saber? — Patrick me perguntou –Ela está olhando pra mim desse jeito o tempo todo — e imitei o jeito que ela olhava –Como ela te olha? — Patrick ria. E como pedido imitei de novo — Não se preocupe, ela está com ciúmes. –Porque? –Porque ela é minha ex... –Ah não. Porque sempre tem isso? –É... Não se preocupe. A Becca gostou de você ela te defende. É o que ela faz — Ele chegou um pouco mais perto e me beijou. –Hey Patrick! — Scott chegou mais perto nos interrompendo. -Eu tenho aquela coisa que você pediu mais cedo ainda quer? –Cala a... –Eu quero! — Me intrometi –Não quer não. Becca — Patrick a chamou. — Fica com a Dylan só por uns minutos? –Vamos porque você não me conta como você chegou aqui? — Becca me empurrou Nos sentamos em um muro, conseguia ver Patrick com Scott, ele pegara uma cartela com 4 remédios. –A quanto tempo está com Bren? — Tentei disfarçar, estava voltando ao normal –Um ano. –Nossa! E como se conheceram? –Como você e o Patrick. Ele me chamou para o grupo dele. O diferente é que eu já estava envolvida em outro grupo, eles não ficaram nada contente em saber que eu entrei para o grupo adversário. –Grupo adversário? Espera isso é uma gangue? –Não calma — Becca riu. — Em tempos de manifestações todos os diversos grupos vão para o centro e.... Você sabe. -Acenei com a cabeça em sinal de sim. — E tem um grupo chamado os Cobras. Eu era dos cobras, eles não gostavam nada dos Lobos, que é o que somos agora. Você não poderia imagina como os Cobras eram. Eu gostava, e nós fazíamos coisas horríveis mesmo. Mas em uma manifestação eu conheci o Bren e no segundo encontro ele me levou para os Lobos, ele sabia que eu era dos Cobras, tentou me mostrar que aquele não era meu lugar. -Uma lágrima saia dos olhos dela — Pode parecer bobo — Ela disse limpando as lágrimas — Mas isso foi muito importante –Eu nem posso imaginar o quanto. Bom agora está tudo bem não ? — Abracei tentando consola-la –Claro. Mas enfim. -Ela enxugou os olhos. — Você vai gostar do Patrick. Podemos nos envolver com drogas, fazemos besteiras mas... Os lobos... O Patrick... Eles são diferentes. –Eu sei que ele é mas... Não sei por quanto tempo estarei aqui. –Então aproveite enquanto está. E não ligue para a Caty, –Afinal... Porque eles terminaram? –Caty terminou com ele. Não aguentava mais ficar em um relacionamento. O problema é que ela é bem ciumenta. Patrick e Bren se sentaram comigo e com Becca: –Como vão as moças? — Bren perguntou dando um beijo na testa de Becca –Porque está de touca? — Olhei para ele. — Não está tão frio. Bren e Becca riram: –Bom... — Patrick tirou a touca e seu cabelo estava azul, um azul bem forte –Ah meu Deus. Seu cabelo! Como isso aconteceu?. –Trocaram minhas tintas... Adivinha quem foi? — Patrick olhou para Caty Todos ficaram em silencio por 3 segundos: –Combina com seus olhos — Eu não aguentei e comecei a rir, Becca e Bren também –Vamos Becca quero te mostrar uma coisa. — Bren a puxou. –Porque não quer fazer faculdade? — Voltei ao assunto –Eu não sei. –Porque não tenta procurar algo que goste? –Eu gosto disto! — E ele olhou em volta — A liberdade... Fazer o que eu quero, sem preocupações, dizendo foda-se, expressando minhas ideias, minha arte. –Espera... Você desenha? –Um pouco –Olha o que você quer, é ótimo! Mas é infantil. Patrick você tem 21. Você está ficando mais velho, vai ter preocupações, você pode ter sua liberdade, e fazer isso que você tanto gosta de fazer que arranjar problemas. — Eu o abracei. — Mas eu aposto que você ficaria muito mais feliz expondo suas ideias em quadros com segundo sentido, uma pichação anarquista etc. –Você é bem mais madura quando não está chapada. — Colocou os braços em meus ombros. — Eu só quero aproveitar enquanto posso, e agora eu quero aproveitar isso aqui. — Ele olhou para mim. –Mais cedo ou mais tarde terá de escolher. Quando isso acontecer... Me visite. — Sorri de volta. — E quem sabe não me desenha mais tarde? –Ir para Chicago não parece uma ideia tão ruim... Agora te desenhar é uma ideia ótima! Tenho um caderno e um lápis na mochila mas.. Ainda não me disse o que você vai fazer... Quando parar de viajar? Já sabe que faculdade irá fazer? –Eu não sei... Quanto mais opções me aparecem mais assustada eu fico... –Não sabe o que quer fazer? –Não... Mas eu tenho uma sensação de que saberei quando essa viagem acabar. — Eu sorri para ele, e por um segundo me toquei. -Não acha meio esquisito? — Sai dos braços de Patrick e fiquei em sua frente pensando –O que? — Ele soltou uma risada boba. –A gente se conheceu em algumas horas em uma rua qualquer e agora já estamos tão próximos? –Gosto de chamar isso de destino. — Ele brincou. — É, não sei, você me pareceu interessada, quando te vi olhar o grupo pensei em te chamar para ficar com a gente. E foi o que aconteceu. –Parece... Eu não sei... Rápido demais. — Olhava para o céu sem graça. –Então nós vamos devagar... Bem... Devagar — Me imitou. — Vem vamos nos juntar com o pessoal. Mais longas horas se passaram, e nem me tocara que poderia ter alguém preocupada comigo em um hostel. Eu estava me divertindo. –Eu tenho mais um daqueles Dylan. Você quer? — Scott perguntou –Ah... Ok. — Scott me deu a maconha e acendeu para mim, dessa vez a reação foi diferente, estava mais elétrica, ainda mais feliz e com algumas alucinações. –Como você consegue tantas dessa? — Olhei para o Scott e em seguida olhei para o cigarro. –Ele vende isso... — Bren sussurrou –Ah! Então a gente não pode falar alto? — Sussurrei de volta –Ela fica incrível quando está chapada — Jim riu Conseguia ver o céu clarear e umas pássaros voando rapidamente: –Ah não já amanheceu? Luna na lua vai me matar! –Luna da o que? — Becca ficou confusa. Também estava fumando então não se importou muito.
Não tinha noção de tempo, nem sabia das horas a muito tempo, não pensava na Luna nem em ninguém. Egoísta? Sim.... Minha culpa? Sim. –Vocês são mais calmos do que eu imaginava — Falei para o Marcus –É por você novata, não poderíamos fazer o que fazíamos assim. O que você iria pensar de nós lobos? — Ao dizer isso todos uivaram. — Uma coisa nossa — Marcus sussurrou pra mim –Vamos sair daqui. Conheço uma pub que a Dylan vai se amarrar! — John gritou, pois estava um pouco mais separado da gente. Ainda estava difícil de diferenciar o real com o imaginário. –Eu acho que... — E fui interrompida por uma voz conhecida. –Finalmente! Luna! Julie! Eu achei! — Dan correu. Olhei para trás e vi Luna correndo em minha direção –Luna da lua! — Fiz um gesto com os braços para que ela me abraçasse. –Então ela é a "Luna da lua" — Bren sussurrou para Becca, agora fazia sentido. –Sabe que horas são Dylan?! — Luna gritou –Não. — Dei um sorriso bobo que acabara me entregando –Não? Uma da manha Dylan! Espera ai... — Luna olhou pra mim de cima a baixo e olhou para meus olhos — Você está chapada? –Não estou não olha — E abri a boca, como se ela fosse checar meu hálito e ver se bebi. Dan e Julie soltaram um risada que deixou Luna mais irritada: –É tudo culpa sua! — Luna olhou com precisão para Patrick. –Não fizemos nada que ela não quisesse! — Patrick se assustou mas logo tomou uma atitude –Eu já sabia que você era má influencia! –Não existe más influencias. Cada sabe o que faz!. — Ele olhara com um raiva para Luna –Ela é só uma criança! — Luna deixou escapar. –Não eu não sou. — Me intrometi –Olha o que ele te fez usar! — Ela gritava cada vez mais alto, todos em volta olhavam. –Usei porque quis! Ninguém não me forçou a nada! E estava tudo bem antes de você aparecer! Luna parou por um segundo, contou até 10 mentalmente e respirou fundo. Olhou em volta e viu que todos estavam olhando: –Julie pegue o carro. Vamos resolver isso no Hostel! –Luna... — Tentei convence-la –Aqui não Dylan! Demorou alguns minutos para Julie chegar com a Kombi. –Luna... — Dan tentou falar com ela. –Vamos — Luna fingirá não ouvir Dan. — Venha Dylan. –Como iremos nos falar amanha? — Perguntei olhando para Patrick –Não se preocupe. A gente se encontra... Entrei na kombi com o sangue fervendo, estava com tanta raiva, mas ainda com culpa. Deveria ter avisado, mas nada disso fora culpa dos "Lobos". A caminho do Hostel foi bem silencioso, Luna me fizera sentar no ultimo banco e pensar sobre o ocorrido. A única coisa que pensara era o quanto me diverti hoje, e que não me arrependo. Percebi que Dan cochichara com Luna, parecia estar do meu lado, Julie passou o caminho todo olhando para mim, não com desprezo e nem arrependimento mas sim sorrindo, Julie me apoiara e sentia que Sam também iria: –Eu não acredito! Eu sabia que você deveria ter ficado em Chicago! — Luna fechou a porta do quarto já gritando –Fica calma Luna. — Tentei acalma-la –Calma? Você some por horas com um bando de punks e quer que eu fique calma?! –Eles não são assim como pensam... Não me obrigaram a nada! –Então a culpa é sua?! –Luna pega mais leve... O que a menina fez de errado? — Dan falou mais baixo –Além de fumar maconha? –E você nunca fumou? — Dan retrucou — E ainda fuma cigarro, que todos aqui fumamos e sabemos que é bem pior! –Luna me desculpa! Eu deveria ter ligado! Eu fiquei perdida no tempo... O Patrick foi tão.. Bom pra mim. Por favor... Porque eu vim aqui? Para ter minhas experiências! Você tem que me deixar viver! –Você vai se machucar... — Luna segurou o choro –Deixa eu me machucar. Me deixe cair. Essa é a minha vida... Não tente viver ela por mim... –Luna... — Sam chegou perto dela. — Porque está tão brava? Em compensação do que você já fez –Mas ela está sobre minha responsabilidade... –Não está não... Quando ela saiu com o Patrick, sobre o que ficamos falando? –Sobre... Como deveríamos ajudar a escolher uma faculdade... — Luna só conseguia olhar para baixo –Crianças não vão a faculdade... E nem beijam garotos. Aceita... A Dylan cresceu... –Chega... Amanha conversamos. –Boa noite — Um estranho em uma cama na lateral. — Eu sou o Will –Ah me desculpa. Wil? — Fiquei sem graça –Ah tudo bem... Estava conversando com a sua irmã mais cedo. –Me desculpa. Não queria te acordar com essa gritaria. Eu sou Dylan. –Prazer Dylan. E eu já tive colegas de quarto piores. — Will dera um sorriso simpático. Will tinha um cabelo cacheado e uma barba rala. Me deitei, mesmo sem sono na beliche de baixo. Me mexia o tempo todo tentando encontrar uma posição confortável para dormir mas nenhuma lhe parecia confortável o suficiente. O tempo passava e eu só pensara se eu realmente estava certa, se Luna estivesse totalmente errada porque me sentira tão mal? Talvez por pensar que não veria mais Patrick ou os Lobos: –Auu — uivei em silencio –Então como foi? — Julie perguntou na outra beliche, deitada também na cama debaixo –Como foi o que? — Olhei para o lado surpresa de ver alguém acordado –Sua primeira.... — Julie fez um movimento com as mãos como se estivesse fumando –Ah... Foi calmo... Relaxante... Foi entrar em uma musica dos Beatles. –Across the universe? –Não. lucy in the sky with diamonds. — Olhei para Julie rindo. — Foi algo tão errado assim? –Não Dylan... Você estava om um grupo de punks. Eu esperava mais como você chegar de manha com umas tatuagens e etc — Julie riu –Ele não é desse jeito... Por incrível que parece Patrick é o mais doce... É claro que há... Coisas... Mas eles me respeitaram. — Sussurrei com medo de mais alguém estar acordado. — Mas.. Foi só por uma noite... Vamos embora em alguns dias... Eu só estava aproveitando. –Calma Dylan, Luna só estava um pouco nervosa... Ela cuidou de você a vida toda... Não é fácil deixar de lado uma coisa assim. –É.. Mas é melhor ela se acostumar. Acho que esse dia foi bom. Assim, pude me libertar... Crescer um pouco. –É para isso que você esta aqui... Boa noite Dylan –Boa noite Julie. Não estava mais tão culpada quanto antes, apenas preocupada, queria parar de pensar no Patrick, não poderia levar o que aconteceu ontem tão a sério. Talvez nunca mais irá acontecer. Deveria ter aproveitado mais... Ter conhecido ele mais. Deveria Insistir para ficar com ele só por mais uma noite... Que experiência tive agora? Que gosto do Patrick e que me machuca pensar que talvez nunca mais o veria. Que aquele sorriso que ele sempre pusera na boca cada vez que falava alguma besteira, não iria mais acontecer. Ou até aconteceria... Mas não comigo e sim... Por outra garota.
Notas finais
Postarei o próximo capitulo o mais rápido possível!
Fale com o autor