A Cat já se encontrava de pé, tinha ido preparar o pequeno-almoço e como de costume a Sam continuava a dormir.

Ela estava muito contente, faltavam dois dias para que ela e a Sam fizessem um ano de namoro.

A Sam apareceu na sala com o cabelo numa lástima.

-Bom dia Kitty.

Kitty era a nova alcunha que a Sam tinha dado à Cat, e ela adorava.

-Olá! –disse a Cat colocando o pequeno-almoço na mesa. A Sam foi dar-lhe um beijo.

-à frente do Furball não, Sam.

A Sam revirou os olhos e riu-se.

-Cat o gato não entende nada.

A Cat colocou as mãos nas orelhas do gatinho.

-Não digas isso. Furball ela não queria dizer o que disse.

-Sim queria.

A Sam foi-se sentar e deu uma dentada no seu waffle.

-Oh Sam, és tão insensível. –disse Cat rindo-se.

Ao acabarem de comer, a Sam recebeu uma chamada.

-Quem era?

-Ninguém.

-Eu pensava que quando te ligavam era porque alguém estava do outro lado.

-E é Cat, mas eu quando disse “ninguém” não era no sentido literal da palavra.

-Então o que querias dizer?

-Agora não tenho tempo, tenho de sair. – disse a Sam abrindo a porta.

-Mas onde vais? Temos de tomar conta de uma menina até ao almoço.

-Eu vou… hum… comprar frango ao Tubba chicken.

.Porque é que hesitaste?

-Eu não hesitei.

-Hesitaste sim.

-Minha, eu não vou demorar ok? Tu consegues tomar conta dela.

A Sam deu-lhe um beijo na testa e depois outro na cara e saiu.

Passou uma, passaram duas. As horas passavam e a Sam continuava sem aparecer. A Marie que era a menina que a Cat estava a tomar conta estava a deixá-la doida. Ela não lhe deveria ter dado doces tal como a mãe recomendou. A Marie corria e saltava de um lado para o outro.

-Marie por favor! Pára quieta!

Finalmente a Sam chegara. Só trazia um pequeno saco com ela.

-Sam! Ainda bem que estás aqui. – disse Cat abraçando-a.

-O que se passou aqui? – perguntou a Sam ao ver a sala toda desarrumada.

-Eu não consigo que a Marie esteja quieta.

-Espera aqui um minuto.

A Sam voltou a sair do apartamento e a Cat já cansada deixou-se cair no sofá. Passados uns minutos a Sam entrou e trazia umas algemas.

-O que é que vais fazer com isso?

-Já vais ver. Hey Maria, queres jogar um jogo?

A Sam mostrou-lhe as algemas.

-Sim, sim, sim, sim!

-Dá-me a tua mão.

A Marie fez o que ela mandou e depois a Sam colocou-lhe a algema e prendeu-a à maçaneta da porta. Ela foi sentar-se ao lado da Cat.

-Não gosto deste jogo! – disse Marie abanando-se.

-Eu sim, agora está calada.

-Sam.

-Hum?

-Onde está o frango?

-Qual frango?

-O que disseste que ias buscar. Foi essa a razão de teres saído lembras-te?

-Não… não me lembro de nenhum frango. – Respondeu Sam um pouco atrapalhada, ela tinha-se esquecido completamente.

-O que é que tem esse saco? – perguntou Cat apontando para o saco que a Sam tinha ao colo.

-Nada.

A Sam escondeu o saco.

-Vá lá conta-me.

-Não Cat. –disse a Sam levantando-se.

-Porque não?

*ding dong*

-Ding dong. Deve ser a mãe da Marie.

-Eu vou soltá-la.

A Cat só abriu a porta quando a Marie já se encontrava solta.

-Bom dia.

-Bom dia. Venho buscar a minha filha.

-Ela está aqui. -disse Cat trazendo a Marie.

-Mamã, mamã, eu comi doces.

-O quê?

A Cat abriu o mais possível os olhos e depois olhou para a Sam que tinha ido buscar batatas fritas.

-Isso é verdade?

-Não, eu não sei do que é que ela está a falar.

-Pague-nos. – pediu a Sam ao comer uma batata.

-Sim aqui está.

A mãe da Marie entregou-lhe o dinheiro.

Tenha o resto de um bom dia. -disse Cat fechando a porta.

-Marie o que é que eu já te disse sobre mentir?

-Mas mamã…

Dentro do apartamento a Sam estava a saborear as suas batatas.

-Sam, se comeres assim agora, depois não tens tempo para almoçar.

-Qual é o almoço.

-Almôndegas.

-É por isso que eu te amo.

A Sam colocou as suas mãos na cara da Cat e deu-lhe um beijinho no nariz.

-Sam, afinal o que é que tem esse saco.

-Cat outra vez o mesmo assunto, já te disse que não tem nada.

-Então podes-me mostrar, se dizes que não tem nada.

-A sério, agora é que ficaste esperta?

-O que queres dizer? – perguntou a Cat sentindo-se ofendida.

-Cat, eu não te vou mostrar o que tem o saco e promete-me que não vais bisbilhotar.

-kay,kay...

-Da última vez que disseste que não irias bisbilhotar tu deste-me uma almofada velha.

-Sim… desculpa por isso…

-Eu vou confiar em ti, acredito mesmo que tu não vais bisbilhotar.

A Sam sabia muito bem que a Cat não resistiria em bisbilhotar o que o saco teria, mas queria mesmo acreditar que ela era capaz.

-Obrigada Sam.

Durante a noite

Ambas estavam a dormir na cama da Sam, uns dias dormiam na dela e outros dias dormiam na da Cat.

Bem a única que estava a dormir era a Sam, pois a Cat estava a fingir que dormia. Passada uma hora a Cat tirou cuidadosamente o braço da Sam de cima dela e afastou-se lentamente. Ela levantou-se da cama e como estava escuro ela tropeçou num dos tacos de basebol da Sam.

-AHH! – gritou a Cat ao cair.

Ela tapou a boca com uma das suas mãos e olhou para a Sam, ela continuava a dormir profundamente.

“Que alívio…”

A Cat foi ver debaixo da cama.

“Eu podia jurar que tinha visto a Sam colocar aqui o saco” –pensou a Cat já desesperada, porque não encontrava o saco. Por fim ela encontrara o saco.

-Yeah!! SHHH! – disse a Cat a si própria quando deu conta que tinha feito barulho. – bem a Sam tem o sonho mesmo pesado. Olha melhor para mim. Vamos lá ver o que é que a Sam anda a esconder de mim.

A Cat guinchou quando viu a caixinha pequena.

-OH meu deus! Não posso!

A Sam estava a mexer-se.

“por favor, por favor. Não acordes.

-Ufaa. – murmurou a Cat quando tudo ficou em silêncio novamente.

A Cat abriu a caixinha lentamente e voltou a guinchar.

-Um anel de noivado? A Sam vai pedir-me em casamento?

Oh não, eu vou desmaiar… Não, não posso desmaiar agora.

A Cat voltou a colocar a caixinha dentro do saco e deixou-o no sítio onde se encontrava antes e voltou a deitar-se.

-Cat? – perguntou a Sam sonolenta – onde tinhas ido?

-Eu? Bem, eu só fui à casa de banho.

-Okay…

-Sam?

-Sim?

-Podes-me abraçar até que eu adormeça?

-Claro Kitty.

E assim ficaram toda a noite.