Notas iniciais
Este capítulo é um pouco triste, mas prometo que vai melhorar. :)

De manhã, ambas estavam a comer o pequeno-almoço e a Sam reparou na alegria excessiva da Cat.

–Cat? -perguntou a Sam de sobrolho franzido. -até tenho medo de perguntar mas porque é que estás assim tão feliz?

–Porque é que dizes isso, Sammy?

–Primeiro já disse para não me chamares isso e segundo fizeste uma carinha sorridente com o meu bacon e os ovos. -disse a Sam mostrando-lhe o prato sorridente.

–Adorei esta noite.

A Sam que estava a beber um copo de água cuspiu-a devido à resposta que a Cat deu.

–Foi inesquecível.

A Sam corou e acabou de comer o seu prato engasgando-se durante o processo.

–Estás bem Sam?

–Sim. Eu vou tomar um banho.

A Sam colocou o seu prato no lava-loiça e foi surpreendida pela Cat que lhe deu um beijo apaixonado. Passados uns segundos elas tiveram de se separar porque precisaram de respirar.

–UAU… hey eu pensava que não querias fazer essas coisas em frente do gato.

–Quem é que quer saber do gato. Vamos tomar banho.

–As… As duas?

–Sim Sam. De certeza que não era com o gato.

A Sam olhou para o gato que estava deitado no sofá e depois olhou novamente para a Cat.

–É tens razão, não dava lá muito jeito.

A Cat riu-se e depois foram tomar banho.

A Sam estava sentada na sua cama, enquanto a Cat estava a pentear o seu cabelo na casa de banho.

–Os banhos são tão relaxantes. -disse a Sam.

–Decerto são. -a Cat apareceu no quarto e sorriu. -Sam, nós podíamos ver um filme à tarde?

–Claro que sim.

*Ding dong*

–Ding dong.

–Estás à espera de alguém Cat?

–Não.

–Eu vou abrir a porta.

–E eu vou atrás de ti.

A Sam abriu a porta e viu um homem com um rapaz a seu lado.

–Bom dia. É aqui o “Sam e Cat super divertido serviço de amas”?

–Sim é senhor. -disse a Cat.

–Eu gostava que vocês tomassem conta do meu filho Eddy a partir de agora até meio da tarde.

–Pensava que não fazíamos babysitting hoje. -disse a Sam afastando a Cat para longe do homem para que ele não as ouvisse.

–Eu pago a dobrar.

–Nós tomamos conta dele! -disse a Sam mal ouviu falar em pagar a dobrar.

–Muito bem, eu venho buscá-lo às 15h.

A Sam fechou a porta.

–Então Eddy o que gostas de fazer? -perguntou a Cat guiando-o até ao sofá.

–Eu gosto de ver televisão.

–Já gosto deste puto.

A Sam sentou-se ao lado deles no sofá.

–Não queres fazer nada mais divertido?

O Eddy abanou a cabeça.

–Então televisão será. -disse a Cat aborrecida.

A Cat ligou a televisão e estava a dar um combate de wrestling.

–Fixe, deixa estar aí Cat.

–Não isto não é educativo para uma criança como o Eddy.

–Mas ele está a gostar, não é Eddy?

–Sim, muito.

A Cat levou uma mão à cabeça.

Passados uns vinte minuto a Sam recebera uma mensagem no seu telemóvel.

–Vou sair.

–O quê? Vais-me deixar outra vez aqui sozinha Sam?

–Eu já venho. Cat eu não tenho de te dizer para onde vou cada vez que saio.

A Sam foi ao seu quarto e trazia no bolso do casaco a caixinha com o anel, mas a Cat não viu.

–Eu tenho direito de saber. -disse baixinho a Cat quando a Sam tinha saído.

–Eddy vamos.

–Onde?

–Saber onde a Sam vai.

A Cat seguiu-a, mas sempre a uma distância considerável, até que chegaram a um parque e a Sam parara. A Cat escondeu-se num arbusto e puxou o Eddy.

–Isto é tão divertido.

–SHHH! Agora está calado, se não a Sam apanha-nos. Parece que a Sam está à espera de alguém.

Passaram uns cinco minutos até que apareceu alguém.

–Dice? -perguntou a Cat a si própria.

Ela não conseguia ouvir nada do que eles estavam a falar. A Cat ficou estupefacta e magoada quando viu a Sam dar a caixinha com o anel ao Dice.

–O quê? O anel não era para mim? Ainda por cima ela está a dá-lo ao Dice? Eu não acredito que a Sam traiu-me, com um rapaz! Com o nosso amigo Dice. Bem ele agora já não é mais meu amigo.

A Cat levantou-se cuidadosamente e foi embora por entre as árvores, seguido pelo Eddy.

–Estás bem?

–NÃO! -gritou a Cat -não estou nada bem.

Eles já estavam suficientemente longe por isso a Sam e o Dice não a ouviriam gritar.

“Espero que eles sejam muito felizes juntos” -pensou a Cat a chorar.

A Cat quando chegou a casa estava de rastos.

–Há alguma coisa que possa fazer para te ajudar?

–Não Eddy deixa estar. Isto é algo que só eu e a Sam podemos resolver. Hey, não me sinto bem para cozinhar agora, acompanhas-me até ao tubba chicken?

–Ya. Eu adoro esse sítio.

Quando eles voltaram a Sam já se encontrava dentro do apartamento.

–Olá!

–Hey.-disse a Cat tão baixo que mal se ouvira.

A Sam foi-lhe dar um beijo na cara mas ela afastou-se. A Sam ficou confusa.

O Eddy chegou-se ao pé dela e deu-lhe um pontapé.

–AHH! -gritou a Sam levando as suas mãos à perna magoada.

–Para que foi isso?

–Pára Eddy.

–Trouxeste peitos de frango? É por isso que eu te adoro.

A Sam foi-lhe dar um abraço.

–Também deve ser só por essa razão que me adoras, porque eu dou-te comida, não é?

A Sam quebrou o abraço mas ficou com as suas mãos nos ombros da Cat.

–Não, claro que não Cat. Eu gosto de ti por muitas razões.

–Não interessa, vamos comer.

A Cat ficou a comer no sentido contrário à Sam, o que não era habitual, mas a Sam não levou a mal.

–Podes passar-me o sal? -pediu a Sam, já que o sal estava mais próximo da Cat.

–Kitty. Kitty?!

Continuou sem obter resposta.

–CAT!

–Sim?!

–Passas-me o sal?

–Com todo o prazer.

A Cat pegou no sal tirou a tampa e atirou-lho à cara.

O Eddy ficou de boca aberta e a Sam estava a cuspir o sal que lhe tinha entrado pela boca.

–Para que foi isso?

A Sam estava furiosa.

–Não pediste para eu te passar o sal?

–Sim, mas não era desta maneira, caramba. -disse a Sam abanando a cabeça para que saísse a maior quantidade de sal.

Durante o resto da refeição elas não falaram. Chegou a hora do pai do Eddy o vir buscar e elas ficaram sozinhas em casa.

–Cat, sempre vamos ver o filme?

–Não me apetece.

–Mas a ideia de o vermos foi tua e agora já não queres?

–Não Sam, não quero.

A Cat estava a ir para o seu quarto mas foi parada pela Sam que a prendeu contra a parede com os seus braços.

–Cat, o que se passa?

–O que queres dizer? -perguntou a Cat tentando soltar-se.

–Tu não és assim, estás a agir como eu, pior que eu até.

–Olha pelo menos assim já sabes o que eu passo quando ages assim.

–Conta-me o que se passou Cat. Tu és a rapariga mais doce e querida que eu conheci e eu não quero ver a pessoa que eu mais amo sentir-se mal.

–Porque é que não vais ter com o Dice?!

–O Dice? Mas o que é que o Dice tem a ver com isto tudo.

–Nada. Agora deixa-me sair.

–Não, tu não vais sair daqui até me dizeres o que se passa.

A Sam ao dizer isto apertou a Cat um pouco mais do que devia. A Cat guinchou com dores.

–Desculpa, esqueci-me que és um pouco frágil. -disse a Sam soltando-a.

–Sam deixa-me em paz, eu não quero falar contigo. Isto deixou a Sam sem palavras, e um pouco magoada. A Cat entrou no quarto, fechou a porta, deitou-se na sua cama e começou a chorar sem parar.