Notas iniciais
Boa leitura = )

Acho que agora nós duas podemos ir a Hevlaska. Natsu agarra meu braço. — Ou alguém ainda precisa de Fuyuki?

Ninguém fala nada, então ela sai me arrastando.

Eu, ela, Komui, Kanda, Leverrier, Bak e Aki seguimos para o lugar onde está Hevlaska, novamente vejo muitas pessoas nos olharem, engulo em seco, e aproveito para apertar ainda mais meu braço em torno do seu.

Fuyuki.

Hevlaska! Digo contente em vê-la.

Vejo que progrediu muito. Comenta ela, agarrando-me e me tirando do chão. — Como tem sido lidar com a inocência?

Tudo bem. Rio. — Tem seus pros e contras.

Ela aproxima sua testa da minha, e começa a contagem, da primeira vez não fizemos contagem, contudo Lizzy havia me dito que minha taxa de sincronismo inicial era de 15%, o que se tratando da inocência coração não era ruim.

Você está em 68%. Arregalo meus olhos, só me lembro de usar até 40%. — Entretanto a sua capacidade de uso está estacionada em 32%.

Hum? Se eu deveria ter entendido, bom, não entendi.

Seu corpo e a própria inocência não querem forçar além do necessário, em caso de urgência, você poderia chegar a 68%, porém isto iria lhe esgotar, então até agora você tem usado 32%. Aquiesço, como a inocência é algo interessante, ela mesma regula o quanto é necessário, penso fascinada. — Na verdade o seu caso é bem especial, normalmente é o próprio usuário a regula-la.

Aquiesço, eu gostaria de aumentar meu sincronismo, porém não tenho a menor ideia de como fazer isto, o general Cross dissera que eu precisava aprender a usar a inocência, mas como?

Você deve estar se perguntando como fazer para aumentar seu sincronismo. Sorrio para minha irmã, é impressionante o como ela parece ler minha mente. — Eu trouxe diversos livros que irão lhe ajudar, estão com Aki, que também vai te auxiliar, uma vez que ele recebeu treinamento no controle da inocência, eu também posso lhe ajudar às vezes, mas teremos que combinar direito, e além do mais, a própria Hevlaska concordou em lhe treinar.

Sorrio, terei bastante ajuda, isto me tranquiliza, eu não tenho a menor ideia do que fazer sozinha. A profetisa me coloca no chão.

E quanto ao estado mental de Fuyu? Olho para meu irmão sem entender, eu estou ótima.

Fuyuki ainda não encontrou o equilíbrio perfeito, mas creio que as coisas estejam mais calmas desde a cerimônia de guardião. Rio constrangida, coçando minha cabeça.

Como eu disse antes, preciso voltar para casa. Fala Natsu olhando seu relógio de pulso. — Ah, Fuyu, primeiro quero ver sua cara quando ver seu novo quarto, eu e Aki decoramos especialmente para você.

Aceno com a cabeça, a morena sai me puxando novamente, desta vez apenas Aki nos segue, ela para.

Você também Kanda. Diz Natsu.

Nós quatro seguimos até o elevador, ela aperta o botão do último andar, talvez eu esteja enganada, pois faz tempo que saí da ordem, mas esta torre é especifica para pessoas de alta patente, generais, visitantes da central, ou chefes de filiais. As portas se abrem e saímos num corredor estreito com duas portas, devo estar certa, dois quartos por andar só podem significar que eles são enormes.

Paramos em frente a porta da direita, olho para a porta, viro-me e vejo que todos estão me olhando, ah, acho que eu que devo abrir, Aki me estica um chave, destranco a porta e a abro.

As paredes são lavanda, proibi Aki de pinta-las de branco, por favor, é um desperdício de tinta. Olho para meu irmão e Kanda, e abafo meu riso com a mão. — Obviamente o resto tinha que combinar, eu pensei em uma cama de casal, mas Aki teve um surto, então tem duas camas.

Sinto meu rosto ferver e agradeço mentalmente meu irmão, eu já havia dormido na mesma cama que Kanda mais de uma vez, mas ainda prefiro ter minha própria cama.

Já que você não gosta de cor. Este não é bem o caso, penso olhando para o quarto, branco é uma cor. — Eu aceitei decorar em branco, parece quarto de criança, mas já que você gosta.

Rio, o quarto ficara lindo, as paredes eram lilás, melhor dizendo lavanda ou minha irmã fica uma fera. Haviam duas camas, cada uma em um lado do quarto, ambas com lençóis brancos e cobertores entre o roxo e rosa escuro.

Qual o nome da cor da coberta? Pergunto, para que ela não se irrite caso eu erre.

Fúcsia. Responde sorrindo pelo meu interesse.

Entre as duas camas há uma enorme janela, abaixo dela um sofá proporcional a seu tamanho, ao lado de cada cama há uma cômoda, no centro do quarto uma mesa com quatro cadeiras, a toalha da mesa combina com a coberta e sobre ela há um vaso de rosas brancas, de frente para as camas tem um armário que ocupa mais da metade da parede, todos os móveis na cor branco.

É muito lindo, obrigada. Sei que não vale a pena dizer que não precisava, minha irmã parece amar decorar, então simplesmente aceito.

Você não viu a melhor parte. Ela me da uma piscadela e agarra minha mão me arrastando para frente do armário. — Não são lindos!? Como você não cresceu devem servir perfeitamente.

Olho um pouco incerta do que pensar, a minha frente há uma quantidade inimaginável de vestidos, parecem realmente lindos, mas…

As roupas de treinamento estão ao lado, assim como suas roupas antigas. Sinto-me aliviada. — Eu trouxe as coisas que vocês tinham deixado na mansão e pedi para trazerem o que tivesse ficado em seus antigos quartos.

Estraga prazeres. Resmunga Natsu.

São realmente lindos, nee-chan, porém não acho que terei ocasiões para usa-los, não é como se eu fosse a muitas festas. Todas as roupas não pareciam se encaixar de jeito nenhum no meu dia a dia.

Como se isso fosse desculpa para não se vestir bem. Ela solta um suspiro. — Agora de fato estou indo. Vocês dois deviam aproveitar para se instalar, tenho bastante certeza que não vão lhe dar paz tão cedo.

Ela beija minha bochecha e da um aceno para Kanda, Aki beija minha testa e a acompanha, suspiro quando os dois saem, de fato acho que quero descansar, fecho a parte dos vestidos e abro a porta ao lado, procuro por um pijama e uma toalha, depois de encontrar, aviso ao moreno que vou tomar banho e saio do quarto.

Percebo que não lembro, ou melhor, não sei o caminho do banheiro, da última vez eu ficara nas acomodações comuns, delas eu sabia chegar ao banheiro. Pego o elevador e desço para o primeiro piso, bom, se eu conseguir sair desta torre já devo ser capaz de me achar.

Sigo o corredor, porém tenho a impressão de estar indo mais para dentro do prédio de comando, como faço para chegar a área dos exorcistas, penso deprimida. Subo algumas escadas, desço outras e a cada momento pareço estar mais longe de onde eu queria. Depois de no mínimo meia hora sou capaz de encontrar a área dos exorcistas, daqui eu me lembro bem, sigo tranquila até o banheiro, já está tarde por isso não tem ninguém nos corredores.

Finalmente consigo chegar ao banheiro, tomo banho, escovo os dentes e finalmente me sinto pronta para cair na cama, espero que ao menos me deixem dormir bastante amanhã.

Saio do banheiro me sentindo revigorada, senti falta desta sensação de segurança, não que eu de fato estivesse em perigo, contudo eu e Kanda estávamos alertas o tempo todo, sinto falta de caminhar sem me preocupar em ser encontrada e atacada. Paro para observar as estrelas e escoro-me a janela, o tempo está esfriando, já estamos no Outono.

Saio de meu estado contemplativo ao ouvir vozes se aproximando, desencosto-me da janela e sigo na direção das vozes, vou aproveitar para perguntar como volto para aquela torre, simplesmente não lembro que caminho me trouxe até aqui.

Com licença. As vozes pertenciam a finders, sorrio para eles. — Boa noite, eu me perdi, poderiam me ajudar, como faço para…

A compatível da inocência coração. Afirma o da direita, pisco surpresa, seu tom não é exatamente simpático. — Decidiu voltar para ordem, é?

Sim. Respondo sem saber o que falar, quer dizer, eu estou aqui, né.

Você não tem vergonha? Por algum motivo a pergunta do da direita faz meu rosto corar, na verdade eu até tenho bastante vergonha, estou mais para uma pessoa tímida…

Como ousa voltar aqui?! Grita o que ainda não havia se pronunciado, seu tom me assusta, sinto meu coração acelerar, então eles acreditavam naquele boato. Dou um passo para trás, tremendo, não gosto desta sensação, eles emanam sentimentos muito ruins. — Hein, você não fala, é?

Eu… Minha voz treme, sinto um nó em minha garganta, quero chorar. — Eu…

Tento novamente, mas o resultado é ainda mais frustrante, eles percebem que não vou conseguir falar e começam a se aproximar, abaixo a cabeça me sentindo derrotada, por que estamos brigando se estamos do mesmo lado?