Notas iniciais
Então, nem sei por onde começar.. Mas vou começar com DESCULPAS. Por todos que acompanham a fic, e sei que ficam esperando um novo capitulo, me desculpem de coração por toda a demora, eu estava muito ocupada, e ainda teve a ever after, eu fiquei totalmente sem ter como escrever. Prometo não demorar mas tanto assim ok? Obrigada a todos que ficaram me cobrando, pois aqui estou u.u Espero que gostem!

A noite ficava cada vez mais escura, assim como os pensamentos de Emma, que a essa altura vagava entre as árvores, tentando abstrair sua raiva e frustração, passava a mão diversas vezes pelos fios loiros, cerrava os punhos, mordia os lábios, socava algumas árvores, mas nada resolvia.

Tudo que queria era entender porque Regina tinha feito aquilo com ela, em sua opinião era uma enorme traição, algo quase imperdoável.

– Será que essa idiota pensa que só porque nos beijamos ela já tem o direito de mandar em mim dessa forma? — falava consigo mesmo, enquanto idéias passavam por sua cabeça. — Hum.. Mas isso não pode ficar assim, ela tem que pagar por isso, ela não pode achar que tem poder sobre mim dessa forma, já chega. Isso foi longe demais, confiei muito em Regina, e ela me traiu. — concluiu seus pensamentos em voz alta, voltando em direção a sua casa.

Quando chegou na porta teve uma surpresa, alguém estava a esperando, uma figura feminina parada de costas, em frente a entrada.

Como era possível? Afinal, ela havia feito um feitiço que não permitia de forma alguma que alguém a encontrasse.

Se aproximou rapidamente, mas com cautela, para que a pessoa não a notasse, mas logo ouviu a voz conhecida dizer.

– Eu sei que está se aproximando Emma, relaxa, sou eu. — disse Lily se virando de frente pra Emma com um olhar despreocupado e as mãos nos bolsos.

– Como chegou aqui? — indagou a loira com os olhos um pouco arregalados, estava surpresa com aquela visita, e curiosa também.

– Bom, temos uma conexão, não se esqueça. Penso muito parecidos com você, e outro pequeno detalhe, seu feitiço é apenas pra forma humana, digamos que eu não seja humana. — deu um enorme sorriso para a loira, que depois de a encarar um tempo com a expressão seria, deu um sorriso também.

– Você é terrível, sempre foi. Como pensei que não me acharia não é mesmo?

– Pois é, claro que vou te achar sempre. — as duas se olharam por alguns segundos e Lily resolveu quebrar o silêncio. — Bom, espero que tenha superado aquilo com seus país, e que tenha realmente me perdoado.

– Esquece isso, o que importa é que eles estão bem, e voce também, e isso não vai se repetir. Agora é tocar pra frente. e esquecer isso, não vou te julgar. Tenho problemas bem maiores no momento. — Concluiu enquanto ia em direção a porta.

– Problemas? Eu posso te ajudar Emma?

– Olha, na verdade não. Você não deveria estar aqui Lily, eu sou perigosa, você não deveria se arriscar assim, eu vou ficar bem. Alguém te mandou aqui pra me vigiar?

– Aí Emma, por favor, claro que nao! Eu jamais prestaria esse tipo de serviço pra alguém, se vim é porque me sinto em dívida contigo, e porque me preocupo. Sei que você faria o mesmo por mim.

– Eu não fiz quando pude. Eu te deixei sozinha, eu não sou uma pessoa digna. Não sei se devemos continuar essa amizade, não agora Lily, não me leve a mal, eu sempre cometi erros, mas agora é com mais frequência e com maiores proporções, eu não controlo meus atos, não quero te decepcionar novamente.

– Já chega dessa conversa, quem disse mesmo que era pra tocar pra frente? Isso não importa, chega de passado, de erros. Quero ser sua amiga, só isso.

Depois de alguns segundos de resistência, Emma acabou por apontar em direção a porta, indicando que Lily a seguisse.

Quando entraram na casa Lily observou curiosa cada canto da grande sala, onde havia uma lareira acesa, e um extravagante sofá em couro preto. Não haviam muitos móveis, só o básico, e nada de decoração, era tudo em tons escuros e sombrios.

– Gostou? — perguntou a loira tirando Lily de seu momento observador.

– Bom, não sei se gostar é a palavra certa. Está tudo bem sofisticado... E sombrio demais, não acha?

– Não. Para mim está perfeito assim, sabe como é, digamos que coisas que emitam luz não fazem mais meu estilo. — deu um sorriso irônico, enquanto se sentava no sofá.

– É. Mas não vamos mais nos alongar nesse assunto. Estive pensando, como nossas vidas mudaram não é mesmo?

– Como assim?

– Fomos garotas órfãs e abandonadas, passamos vários tipos de dificuldade na vida, mas nunca imaginei que eu fosse um dragão, e nem que tivesse uma mamãe dragão. — soltou uma gargalhada que acabou por fazer Emma sorrir um pouco.

– Pois é, quem diria que eu seria uma princesa não é? Nunca levei jeito pra isso, sempre fui do tipo mais desajeitada e inconsequente, nunca tive modos de princesa. E pra ser sincera, contínuo não tendo.

– Isso tenho que concordar, você não tem mesmo.

– É, olha só o que me tornei, o mal mais temido de todos os tempos, inclusive das pessoas que amo.

– Não. Emma não, por favor, não vamos falar disso, eu estou tentando esquecer esse assunto, e te ajudar a tirar um pouco esse peso das costas, te fazer se lembrar que você acima de qualquer coisa, ainda é a Emma Swan.

– Desculpa, isso é inevitável as vezes. Ando tão impulsiva e amarga, você nem imagina. Me tornei uma pessoa horrível Lily, horrível. Temo que eu nunca mais consiga ser a mesma que fui um dia.

Lily no impulso a puxou para um abraço, que a loira retribuiu timidamente.

– Quer tomar algo? Um vinho talvez, está frio. — disse se levantando e se livrando daquele contato terno, pois já sentia as lágrimas se aproximaram de cair, e não se deixaria chorar na frente de ninguém.

– Hum.. Eu aceito sim, claro. — disse enquanto observava a loira pegar a bebida, e entendendo claramente que ela estava fugindo.

Tomaram um gole do vinho em silêncio, o olhar de Emma estava fixo ao fogo que saia da lareira, deu um suspiro profundo, e fechou os olhos por alguns instantes.

Lily resolveu então quebrar o silêncio, pois já tinha notado que tinha algo errado.

– Emma, me desculpe realmente por ser tão intrometida, mas o que está acontecendo? Sério, pode me dizer, está claro que anda triste e que algo te perturba, desabafar é sempre bom. Prometo te ouvir, e não te julgar seja lá o que for.

Emma simplesmente a olhou em silêncio e deu mais um gole em sua taça de vinho, estava fora de cogitação contar o que verdadeiramente a afligia tanto naquele momento. Porém ao notar que a morena permanecia apenas calada ao seu lado, sem puxar nenhum outro tipo de assunto, percebeu que deveria falar, precisava desabafar, e talvez Lily fosse a pessoa certa no momento.

– Sabe, eu beijei alguém faz uns dias...

– Emma, por favor. Está assim apenas porque beijou alguém ? Isso é normal. — soltou uma gargalhada.

– Eu beijei Regina.

– O QUE ? — gritou a morena com os olhos arregalados.

– Ta vendo, sabia que essa seria a reação de qualquer um que eu contasse isso. — falou revirando os olhos em desaprovação.

– Não, não é isso. Não estou achando absurdo nem nada do tipo. É que eu já imaginava, eu senti a tensão entre vocês, é mais do que evidente, só não enxerga quem não quer. Eu só não esperava que uma das duas fosse ter coragem de admitir e dar esse passo na relação.

– Ham? Que relação? Não tem relação, por favor. E não tem nada de tensão, nunca teve nada disso entre nós, não invente.

– Não estou inventando, estou sendo realista, passei um dia inteiro ao lado de vocês duas quando foram me buscar, e pude acompanhar bem de perto, então nao venha me dizer que não existe nada. Ela olha pra você como eu sempre te olhei, com uma espécie de adoração no olhar, vocês se olham assim na verdade, está na cara que é tudo mútuo, o que é incrível. Fiquei surpresa quando notei isso entre vocês, mas eu de verdade acho lindo. — deu uma pausa em suas palavras bebendo um gole de vinho, então continuou. — Mas qual o problema nisso tudo? Não entendi ainda porque isso é o que está te afligindo, eu estaria bem feliz se fosse você.

– Porque isso foi ridículo, é loucura. Foi a pior coisa que eu podia ter feito, e ao mesmo tempo foi como se fosse tudo que eu precisava fazer. Eu odeio tanto Regina, mas estou completamente apaixonada por ela.

– Eu acho que você tem que se permitir Emma, tem que esquecer o passado sabe, superar tudo que já aconteceu de ruim entre vocês, e focar no presente, ela tem sido tão amável com você. Sei que não estou aqui desde o começo pra poder falar com mais certeza e detalhes, mas já ouvi as histórias, e acho que vocês tem tudo pra ter uma história de amor mais linda que dos seus pais.

– História de amor? Isso não combina comigo. Talvez com Regina, já que ela acredita em amor verdadeiro e deixa um pó de fada definir sua vida. — bufou incomodada com os pensamentos. — E além do mais, no momento só consigo pensar em me vingar dela, ela me traiu. Não consigo perdoa-la.

– O que ela fez de tão grave assim?

Emma contou toda a história de Rumple, na parte onde Regina usava a adaga para dete-la, a loira não conteve a raiva e quebrou a taça em suas mãos, fazendo Lily se remexer no sofá se preparando pra alguma possível reação perigosa.

– Eu vou me vingar, ela pode ter certeza! — falava com os olhos cheios de ódio.

– Pare de pensar em vingança, você gosta dela, não faça nada do que pode se arrepender, esse é meu conselho pra você.

Passaram o resto do dia conversando, Lily tentava distrair a loira, e aparentemente estava dando certo, tinha conseguido que ela se acalmasse e até prometesse que não faria nada com Regina.

– Lily seu telefone está tocando aqui na mesa. — gritou Emma para a morena que estava no banheiro, e veio apressada.

Depois de alguns minutos de conversa e muita gesticulação, Lily voltou com uma cara irritada.

– Emma me desculpe, mas vou ter que ir pra Nova York, apareceram uns problemas, preciso ir uns dias. Mas volto logo, se precisar de mim é só ligar.

– Que pena, logo agora que estava gostando da sua companhia. Mas vá, espero que de tudo certo por lá.

– Não esqueça da sua promessa, não vai tomar nenhuma atitude errada com Regina ok?

– Ok.

Trocaram umas palavras de despedida e um abraço, então logo Lily se foi, deixando Emma sozinha com seus pensamentos sombrios.

**

– Você fez o certo Regina, se acalme. — dizia Belle enquanto segurava a mão da morena.

– Na verdade não sei se foi o certo Belle, ela deve estar tão magoada, isso era tudo que eu menos queria. Não que eu apoiasse a ideia dela matar alguém, mesmo que esse alguém, me desculpe, mas fosse o traste do Rumple. Mas não sei se eu deveria ter interferido, talvez, tenha sido pior.

– Fazer o bem é sempre o melhor, tenha certeza disso. Sua intenção foi boa, você vai ter sua recompensa.

– Não quero recompensa de nada, não quero nada. Só que ela não me odeie.

– Tenta se acalmar por favor, tudo vai se acertar, logo Emma vai dar notícias, e vai te perdoar. Tenha fé.

Regina apenas concordou com a cabeça, e virou seu olhar para a porta do Granny's que estava sendo aberta.

– Regina, fiquei sabendo o que aconteceu, estou preocupado. Como você está ?

– Estou ótima Robin, pode deixar. Eu sei me virar muito bem.

– Mas eu te amo, claro que me preocupo. — disse passando a mão pelos cabelos da morena, que fez uma cara de poucos amigos, dando as costas para o homem. — Já entendi, não quer conversar comigo ainda, tudo bem, eu espero. Só te falo que já está passando tempo demais Regina, você está dispensando nossa vida juntos, nosso amor. Já faz quase um mês que sua querida Emma se foi, e voce ainda está presa a essa situação.

– Cala a sua boca. — gritou em quanto se virava para ele. — Emma não se foi, você está ouvindo? Ela não se foi. Nunca mais repita isso. — pegou sua bolsa e saiu passando por ele e acenando em forma de tchau para Belle, e batendo a porta atrás de si.

Ele olhou para Belle como se esperasse que ela dissesse algo, e ela apenas deu de ombro, e logo passou para uma cadeira mais próxima do caixa, onde Ruby estava, e parecia estar alheia a situação, em outro mundo.

– Ei, te pago um drink pelo seus pensamentos. — Ruby levantou a cabeça notando a presença de Belle, e as duas sorriram.

– Ai amiga, meus pensamentos estão perdidos mesmo. Ando pensando em algo que não deveria pensar.

– Porque não deveria ?

– Porque é totalmente sem lógica, é um absurdo sem tamanho, não tenho nem coragem de dizer isso em voz alta, me faz sentir mais louca do que já estou me sentindo.

– Agora fiquei muito curiosa, pode começar, quero saber tudo.

– Ok... Pra você eu falo. — respirou fundo tomando ar para começar a falar. — Bom, eu estou pensando constantemente em alguém, acho que estou apaixonada. Mas não tenho motivos para isso, a pessoa me despreza, porém eu estou totalmente boba, e penso nela o dia todo.

– Nela? Ruby apaixonada? Quero saber tudo... Vejo que esse tempo que ficou viajando te fez bem, acho que preciso de umas férias de storybrooke também.

– Não sei se na verdade fez bem, acho que estou mais louca ainda. Bom, é ela... Uma mulher. Mas isso não é o problema, a questão é que ela é má, ela é uma vilã incorrigível, irritante, grossa, e extremamente linda. — soltou um suspiro.

– Vilã? Má? Não acredito...

– Sim, eu acho que estou apaixonada por Zelena.

– O que ? — soltou tão alto que acabou virando um grito que fez todos presentes olharem, ela então abaixou o tom e continuou. — Como assim? Não pode ser. Você tem noção de tudo que essa mulher já fez ? Ela arruinou nossas vidas, ela nos fez muito mal, ela e terrível.

– Eu sei. Mas todos merecem uma segunda chance. Não vê Regina como está mudada? Porque Zelena também não pode mudar? Ainda mais agora que ela está grávida, quem sabe essa criança não é a salvação dela, quem sabe eu não posso ser a salvação dela. Eu olho pra ela e vejo alguém durona, mas só por fora, eu sinto que ela só precisa de amor em sua vida, de alguém que realmente a ame e esteja ao seu lado, ela nunca teve isso, e por mais que seja esse aparente monstro, sei que tem uma mulher maravilhosa por trás dessa vilã temível.

– Quem sou eu pra te questionar, afinal sempre acredito que as pessoas podem mudar, sempre dou chances. Eu não vou te desanimar amiga, só te peço que tome cuidado, não quero que se magoe. Se realmente enxerga tudo isso nela, tente. Mas vá com calma, não se afobe, se aproxime calmamente, faça uma amizade, faça ela sentir o mesmo por você. Vai dar certo, eu confio no seu potencial para conquistar uma vilã. — deram uma gargalhada. — Qualquer coisa, conte comigo. Fico feliz que finalmente tenha se permitido gostar de alguém de novo.

– Eu também fico. E ficarei ainda mais quando ela sentir o mesmo por mim.

**

Regina passou aquela noite tendo pesadelos horríveis, todos relacionados com Emma. Estava sozinha em casa, Henry estava com os avós desde o outro dia, e provavelmente ainda não sabia de nada.

Quando o dia amanheceu, a morena já estava de pé, andando de um lado para o outro em seu quarto, até que a porta se abriu sem pedir licença.

– Mãe, você está bem?

– Henry meu amor, que bom que você chegou. — disse Regina abrindo os braços para que pudessem se abraçar.

– Ontem não sabia de nada, por isso não vim passar a noite com você, me desculpa.

– Não se preocupe meu amor, está tudo bem agora. E voce como está ?

– Estou triste, minha mãe tentou matar meu avô, isso é tão estranho. Eu não quero aceitar que ela esteja má assim mãe, não quero. Eu não devia ter quebrado aquela caneta, eu poderia alterar tudo, ela poderia ser boa de novo. É tudo culpa minha. — caiu em um choro desesperado, e Regina o abraçou forte e fez com que ele se sentasse na cama, levantou seu rosto, enxugou suas lágrimas e disse.

– Meu filho, escute. Vamos concertar tudo isso. Não é culpa sua, não é. Logo sua mãe vai estar bem de novo, logo ela vai estar aqui conosco e tudo vai estar bem, seremos uma família. — o menino deu um sorriso, o que a fez sorrir de volta, mas uma lágrima também caiu, pois sabia que não seria nada fácil.

– Mãe, tenho que ir pra escola. Vim ver como estava, mas hoje vou vir pra cá depois da escola, você me busca?

– Claro meu amor, busco sim. Vá, não quero que se atrase, e não fique preocupado comigo, tudo vai ficar bem. — parecia dizer mais para si mesmo do que para o menino, que pareceu se convencer e logo se foi, deixando a sozinha no quarto.

Ela levantou e foi para a cozinha fazer um café, e comer algo, pois no dia anterior não havia comido nada, estava se sentindo fraca e cansada.

Recebeu uma visita inesperada, que acabou por a acompanhar no café.

– Regina, olha só, eu sei que está tentando ajudar, sei que está tentando resgatar nossa filha também. E não sei como te agradecer por isso. Obrigada, de coração.

– Mary, eu apenas estou fazendo o certo. Só sinto não conseguir fazer mais do que isso. Mas prometo que vou conseguir.

– Eu também preciso ter um momento com minha filha, sei que ela está magoada comigo, não vou deixar que ela se entregue as trevas, ela precisa se lembrar quem é.

– Sim, vocês realmente vão precisar conversar uma hora ou outra, tudo aconteceu muito rápido, e Emma ainda estava magoada com você. Vocês precisam se acertar, mas tenha calma, eu sei como é ser enganado pela própria família, é horrível, uma dor difícil de superar. Ela deve estar cicatrizando isso dentro dela, por isso ainda não procurou vocês. Mas se acalmem, sei que deve estar sendo extremamente doloroso não ter notícias boas dela, apenas notícias ruins como a de ontem, mas isso vai voltar pros eixos, pode ter certeza.

– Obrigada Regina, vejo em seus olhos que realmente mudou, e que se importa muito com Emma, confio em você. Sei que vai nos ajudar, e também a ajudaremos no que for preciso. — as duas sorriram uma pra outra, e continuaram tomando o café, logo os assuntos estavam mais leves, e a esperança reinava no ambiente graças a Mary.

**

Uns dias se passaram e Regina estava aparentemente se acalmando, mas não deixava de pensar em Emma, e desejar a todo momento que ela aparecesse, nem que fosse pra brigar, estava torturante não saber nada dela.

Henry estava decidido a encontrar Merlin e livrar sua mãe das trevas, para isso contava com a ajuda de Regina e Belle, até Rumple havia colaborado dizendo tudo que sabia.

Mary, David e Hook logo se juntaram a busca, tentando encontrar alguma pista do paradeiro do feiticeiro.

O resto da cidade permanecia sua rotina normal.

Ruby continuava levando comida todos os dias para Zelena, e se estendia mais do que o necessário conversando com a ruiva, que estava começando a se soltar um pouco, e abaixar a guarda. A gravidez deveria a estar deixando mais sensível, afinal os sintomas já estavam começando a aparecer.

Robin passava os dias com Will na floresta, atirando flechas como uma forma de se distrair, o restante do tempo passava com seu filho Roland, mas quando o menino ia dormir, ele saia pelas noites e parava em um bar qualquer, e virava a noite se embriagando, vezes ou outra ia até a porta de Regina, mas nunca tinha coragem de chamar pois não queria que ela a visse naquele estado, nem ele sabia o porque estava assim, ele dizia a Hook ser por causa, mas no fundo não conseguia definir se era mesmo.

Hook continuava amando Emma, porem já tinha aceitado a decisão dela, e quando ela voltasse aceitaria serem apenas amigos, se ela não se sentia feliz com ele, e porque não era pra ser. Ele como um homem digno, diferente de Robin, estava ajudando nas buscas, e agora trabalhava, e estava se acertando na vida.

Lily continuava em Nova York, tinha deixado pra trás uma namorada extremamente ciumenta chamada Merida, que havia exigido que ela voltasse, mas isso é uma longa historia.

**

Emma havia passado esses dias com o humor totalmente instável, havia caminhado pela floresta, e arrancado o coração de pessoas aleatórias que passavam no seu caminho e a olhavam com cara de medo, pois afinal, a fama dela já havia corrido toda cidade, e todos a temiam.

Era uma sensação tão prazerosa pra ela esmagar corações, que nem se quer tinha tempo para se arrepender ou decidir se controlar, apenas estava deixando o seu instinto a guiar, o seu pior instinto alias, o das trevas.

Não estava conseguindo enxergar a antiga Emma em lugar nenhum, se olhava no espelho e via uma mulher linda, constantemente vestida com roupas de couro preto, e batom vermelhos nos lábios, o olhar era tão vago, tão ameaçador, a voz era tão convidativa e suave, não encontrava mais nada que a lembrasse a salvadora que foi um dia, e isso a afastava cada dia mais de seu verdadeiro eu, o que deixava cada vez mais difícil alguma chance de recuperar a luz da salvadora.

Era tudo tão pratico agora, tudo que ela desejava podia ter nas mãos em segundo, isso a estava deslumbrando, o poder a estava deixando cega.

Certa manhã acordou decidida a mostrar que ela não ia ser controlada jamais por ninguém, então pensou um pouco, e logo a ideia perfeita passou por sua cabeça, foi logo se levantando da cama, tomou seu banho e vestiu uma calça preta colada, e colocou uma blusa vermelha de mangas compridas, que deixava bem evidentes seus músculos e ainda tinha um grande decote, soltou seus cabelos perfeitamente alinhados, e passou um perfume irresistível. Agradecia mentalmente por estar em Storybrooke e não na Floresta Encantada, assim sua pele continuava perfeita.

Depois de tudo pronto, sumiu em sua fumaça negra.

**

Regina acordou e decidiu tomar um banho pra relaxar antes de ir trabalhar, logo colocou sua banheira para encher, arrumou sua roupa e já deixou em cima da cama, o telefone tocou e ela logo atendeu, era Belle querendo saber com ela estava, tinha criado uma bonita amizade durante os últimos dias.

A conversa durou alguns minutos, e Regina foi entrando no banheiro somente de roupão, já pronta para se despedir de Belle e entrar na banheira.

Quando olhou para a banheira em sua frente soltou um grito e deixou o telefone cair, logo a loira que estava dentro da banheira colou o polegar sobre os lábios e fez um som de shhh, indicando que Regina se calasse.

A morena respirava descompassadamente, e pegou o telefone do chão, disse gaguejando e quase sem voz que precisava desligar, mas que estava tudo bem.

Quando finalmente cruzou o olhar com a da loira, sentiu uma arrepio gélido percorrer seu corpo, não sabia o que falar ou pensar naquele momento, permanecia em silencio e imóvel.

A loira parecia se divertir com aquela cena, começou a passar o sabonete levemente por seus próprios braços, enquanto fingia ignorar a presença da morena que a encarava com olhos incrédulos.

Regina percebeu que se ela não falasse, ninguém mais falaria.

– O que... o que esta fazendo... aqui... Emma? — a morena gaguejou ainda sem folego pra falar corretamente, o que fez a loira soltar uma gargalhada claramente se divertindo com a situação favorável.

– Vim ter visitar, senti saudades. Você não? — fez um biquinho que fez Regina abaixar um pouco a guarda e dar um sorriso. — Vem... — estendeu a mão para a morena, que ainda permanecia distante.

Regina olhou desconfiada, mas resolveu ir se aproximando lentamente, quando estava quase na beirada da banheira, Emma se levantou, fazendo Regina abrir a boca devido ao choque do momento, a morena tentou mas não conseguiu deixar de olhar a loira de cima em baixo, e continuava com a boca entre aberta olhando o corpo branco e de curvas perfeitas a sua frente.

– Emma... O que é isso? – Regina falou desviando o olhar tentando manter o controle diante daquela situação irresistível, nunca havia se sentido atraída por uma mulher dessa forma.

– Relaxa Regina, você esta muito tensa. – A loira disse puxando o laço que amarrava o roupão da morena, fazendo com que ele se abrisse, o que fez Regina soltar um gritinho de surpresa.

– Emma, pare com isso. – disse com a voz carregada de vontade de entrar naquela banheiro junto com a loira.

A loira ignorou as palavras da morena, e foi logo colocando a mão no roupão o empurrando para trás, Regina por um impulso colocou a mão sobre a de Emma fazendo com que ela parasse, mas o simples toque naquelas mãos macias a fez perder o pouco juízo que estava tentando manter, e logo retirou sua mão, deixando o caminho livre para a loira que terminou de deslizar o roupão que logo estava no chão, deixando a loira de boca aberta, e soltando vários ” uau, nossa”, dessa vez Regina que se divertia olhando Emma se perder com o olhar em suas curvas.

– Vem... ­- Emma, voltou a estender sua mão a Regina, que agora estava bem próxima, as duas sentiam a tensão extrema que preenchia aquele momento, estavam loucas para se tocarem, isso era evidente, não conseguiam desgrudar os olhos. — Vem logo Regina. – a morena que ainda estava hesitante se rendeu e segurou na mão da loira, entrando assim dentro da banheira.

Notas finais
Não me matem ein? hahaha Beijos amores