The dark Emma.
10 Prisioneira.
Notas iniciais
Em um momento de pouca lucidez, Regina se deixou levar por aquele momento, entrando completamente no perverso jogo de sedução de Emma.
As duas se ensaboavam enquanto trocavam olhares, depois de muito jogar com os instintos de Regina, a loira finalmente agarrou sua nuca, a beijando sem pudores.
Suas mãos ágeis percorriam todo o corpo ensaboado de Regina, acariciava os seios da morena com uma mão, enquanto com a outra ia abrindo espaço para finalmente encontrar o sexo de Regina, que por sua vez tentava controlar a situação, mas em vão, pois já soltava involuntários gemidos com os toques de Emma, que agora já lhe beijava o pescoço, enquanto estimulava o sexo da morena, esperando que ela desse passagem para que ela lhe penetrasse.
Quando finalmente Regina resolveu ceder, se ergueu e logo se posicionou no colo de Emma, fazendo com que ela a penetrasse enquanto rebolava em seu colo, distribuindo vários beijos e mordidas pelo pescoço de Emma.
A loira que inicialmente queria o controle total, se viu nas mãos da morena, de uma forma que ela não podia permitir. Logo começou a penetrar Regina com mais rapidez, fazendo que a morena gemesse cada vez mais ato, e encontrasse rapidamente o seu ápice, gozando na mão de Emma, que levou os dedos até os lábios, chupando de forma instigante.
Regina tentou repetir a situação com Emma, que rapidamente recuou, tomando o controle novamente. Fez com que Regina sentasse na beirada da banheira, e com muita agilidade se posicionou entre suas pernas, encontrando o sexo da morena, que se contraiu com a respiração da loira tão próxima, sem mais delongas começou a chupar e fazer movimentos com a língua no clitóris, e por toda extensão do sexo de Regina, que se mexia conforme o ritmo de Emma, e tentava abafar os gemidos, que só aumentavam a cada movimento que a loira fazia.
Depois de alcançar o ápice novamente, Regina se esparramou na banheira, esquecendo por alguns instantes que Emma estava ali junto a ela, e por sinal, que a encarava sem cessar.
– O que você quer de mim? – perguntou a morena tentando demonstrar seriedade na voz.
– Não ficou óbvio? Sexo. É o que me interessa em você. – respondeu friamente.
– Só isso?
– Claro, o que mais poderia ser?
O silencio se fez no banheiro, e depois de alguns segundos e de respirar fundo, Regina respondeu:
– É, não há nada mais entre nós. Alias, nem isso deveria ter acontecido, e quero deixar claro, não vai se repetir sob-hipótese alguma, não sou objeto sexual de ninguém.
– Olha só, a rainha má ficou ofendida. Você só gosta de ser objeto sexual do Robin, me esqueci desse detalhe. Você gosta do cheiro de mato, não do meu perfume maravilhoso. Tudo bem, eu entendo esses gostos exóticos. – disse e em seguida soltou uma gargalhada perversa.
– Sai daqui, sai daqui agora Emma Swan. – gritou a morena enquanto se levantava e saia da banheira rapidamente, pegando seu roupão que se encontrava no chão.
– Calminha ai, quem dita as regras aqui sou eu, não você. E eu ainda não disse que nossa brincadeira acabou. – disse se levantando atrás de Regina, e a puxando bruscamente pelo braço a fazendo virar e a encarar.
– Onde você quer chegar com isso? Me diz, eu não sei o que você quer aqui, o que quer de mim. Claramente você não quer meu corpo, nem nada do tipo. A única coisa que notei que realmente te interessa e me magoar, me usar, me atingir de alguma forma. De que se trata tudo isso? Vingança? Diz de uma vez o que esta pretendendo com tudo isso.
– Como você e pretensiosa, você não pode dizer o que eu quero ou não, isso quem decide sou eu. Eu ate quero você, isso não foi mentira, eu realmente gostei do que acabou de acontecer. Mas você também esta certa na parte que diz que eu quero vingança, sim eu quero, realmente eu quero que você pague por ter destruído minha vida, por ter abusado de seu poder sobre mim, eu confiei em você. – dizia enquanto apertava mais forte o braço de Regina, que já sentia uma certa dor.
– É melhor você ir embora, eu acho que você deveria esquecer o dia de hoje, assim como vou fazer. – disse enquanto se soltava da mão abusiva de Emma em seu braço.
– Pensa que é assim? Você me faz mal varias vezes desde que cheguei nessa maldita cidade, e eu, idiota como sempre fui, fiz de tudo pra te ajudar, estive sempre ao seu lado, acreditei em você quando ninguém mais acreditava, dei minha luz pra salvar a sua, agora me diz pra que? Pra que eu fiz tudo isso? Pra você me trair, fazer com que eu me sinta a pessoa mais vulnerável do mundo. É assim que me agradece?
– Escuta Emma, eu não trai sua confiança, eu tentei apenas te proteger, cuidar de você. – levantou delicadamente o rosto de Emma, para que ela lhe encarasse. – Olhe pra mim, olhe nos meus olhos, sinta o que estou sentindo Emma, por Deus. Acha mesmo que eu queria te magoar? É obvio que não, eu só não quero ver você se destruir. Eu não suportaria te ver se tornando um monstro, eu não quero isso pra você, não quero.
– Acha que vai me comprar com umas poucas palavras?
– Eu poderia dizer um milhão de palavras, mas não faria sentido. A única coisa que quero que entenda, pode ser resumida em pouquíssimas palavras, eu quero que confie em mim, quero que conte comigo para estar do seu lado, quero te ajudar, basicamente eu quero cuidar de você. Eu quero que tudo de ruim que tem dentro de você agora, volte a ser luz. Eu mais que ninguém entendo como é se sentir assim, sentir as trevas consumindo o ser, e sem saber o que fazer, apenas se afundar mais e mais em um abismo, que é quase irreversível. Mas nada é impossível quando se tem amor, quando se tem alguém a quem se apegar e se apoiar, eu quero ser alguém assim pra você. Você indiretamente foi alguém assim pra mim, eu mudei muito desde que te conheci Emma.
– Regina, eu... – Emma disse fracamente enquanto abaixou a cabeça e uma lagrima rolou discretamente, rapidamente limpou a lagrima e voltou a sua postura gélida.
– O que Emma? – disse pegando na mão da loira, que recuou bruscamente.
– CHEGA. – gritou fazendo Regina estremecer. – Chega disso, chega de brincar, chega. Eu cansei desse jogo já, quero passar pro próximo. – disse retomando o tom sarcástico e perverso na voz.
– Do que esta falando?
– Acha mesmo que vim até aqui apenas pra te ver? Claro que não, minha intenção era outra. Mas você estragou tudo com essa sessão entediante de sentimentalismo. Se quer saber a verdade, nem combina com você.
– Eu estou sendo sincera, estou abrindo meu coração pra você.
– Coração? Você ainda tem isso? – riu debochadamente.
– Chega digo eu agora Emma, some daqui. – disse a empurrando para a porta com toda força que conseguiu encontrar.
Emma bateu na pia e caiu no chão, mas rapidamente se levantou, indo ate a Regina e a prensando na parede enquanto apertava seu pescoço.
– Não se atreva a repetir isso, você não é palio para mim, eu não quero ter que te matar, pois sei que meu filho não gostaria, só por isso não acabo com você aqui agora. – Regina permaneceu calada, apenas observando Emma, enquanto se esforçava pra respirar devido a pressão que estava sendo exercida em seu pescoço.
– Eu vou dizer o que quero, quero o que me pertence. Quero minha adaga, ela é minha, e deveria ter ficado comigo desde o começo. Eu deixei esse tempo todo com você por pensar que era algo sábio a se fazer, mas me enganei profundamente.
– O que? Não, de forma nenhuma Emma, eu não vou te entregar nada. – falou totalmente decidida e foi virando as costas antes que a loira a lançasse um olhar desafiador.
– Eu não estou te dando escolhas, eu estou ordenando que me entregue.
– Você não pode me dar ordens, Swan. Ninguém pode, não se esqueça quem eu sou.
– Claro que não esqueço, você é Regina, a pessoa mais egoísta que já conheci.
– Você não tem direito de dizer isso, alias, você não tem direito de dizer nada. Por favor vá embora Emma.
– Eu não vou enquanto não me entregar o que é meu, sugiro que se apresse se quer se ver livre de mim.
– Você pode ficar sentada pra esperar, ou ate deitada se preferir, pois não vou entregar nada, não por mim, mas sim por Henry e seus pais, que estão confiando que eu vou cuidar de você, não vou decepciona-los.
– Você já fez isso tantas vezes, uma há mais não faria diferença querida.
– Eu mudei, e você sabe bem disso Emma, sempre acreditou em mim.
– Eu era boba e ingênua, mas isso mudou, eu não confio mais em você, pra nada, muito menos pra governar a minha vida.
– Eu não quero governar nada, eu apenas fiz o que era certo. Você ia matar alguém, e ia se arrepender no futuro, tenho certeza, vai por mim.
– Se você quer continuar com esse jogo de palavras que não vai dar em nada, tudo bem. Prossiga. Eu vou esperar, afinal, tenho a vida inteira mesmo, a eternidade me espera.
– Você falando assim é extremamente ridículo Emma, não parece você, e assustador. Essa não é você
– Ai que você se engana minha querida, essa sou eu agora. E parte disso é culpa sua, a maior parte disso é culpa sua.
– Cadê aquela Emma da floresta? Que me tratou bem, foi delicada comigo, o que aconteceu?
– Você tem coragem de perguntar uma coisa dessa? Por favor né Regina, é obvia resposta, você a matou dentro de mim no momento que traiu toda confiança que depositei em você.
– EU NÃO AGUENTO MAIS! – gritou desesperadamente, logo em seguida desmoronou em lagrimas. – Não da Emma, não consigo. Eu não suporto mais ver você falando dessa forma, como se eu tivesse te feito algum mal, como se eu tivesse te destruído, muito pelo contrario, eu só quis te defender, cuidar de você, só isso. Não tive em momento algum intenção de te deixar dessa forma, parece que se quer você ainda tem um coração no peito, o jeito como você fala, como você age, é como se você fosse uma pedra de gelo, algo sem vida, apenas um corpo que vaga sem rumo. Seus olhos não tem mais brilho algum, estão opacos, seu sorriso se tornou sarcástico, você está sombria. E não, definitivamente a culpa não é minha, não vou carregar mais essa culpa em minha vida, não vou.
– Limpe essas lagrimas, elas não me comovem. Você nunca vai entender meu lado, nunca vai entender o que estou sentindo. Eu me sinto traída sim, pois nunca te pedi pra interferir na minha vida dessa forma, e você fez isso, você tomou uma decisão por mim, não me interessa suas intenções, não me interessa mais nada. Você terminou de quebrar meu coração quando me usou como seu fantoche. Deve ter sido prazeroso pra você não é? É tudo que você sempre quis, ter o controle sobre mim. – respirou fundo e passou a mão pelos cabelos ainda molhados, a cara desolada e as lagrimas que não paravam de rolar pelo rosto de Regina a estavam abalando, mas ela não deixaria isso transparecer, então continuou. – Eu não vou ficar aqui esperando, logo Henry ou alguém vai aparecer, seu namoradinho provavelmente, e não quero ter que envolver mais ninguém nisso. Nós vamos sair daqui agora, e você não vai voltar pra sua vidinha feliz com a família perfeita, enquanto não me devolver o que é meu.
– Que? Como assim? Não diga besteiras. Eu não tenho nenhuma vidinha perfeita, nem família perfeita. Se você ainda não notou, falta você pra eu realmente ser feliz.
– O que está dizendo Regina?
– Não, nada. É que Henry sente muito sua falta, e nunca serei feliz enquanto ele não for. – disse rapidamente como quem tenta corrigir algo que sai sem pensar, a verdade é que Regina tinha acabado de confessar que queria Emma em sua vida, mas o orgulho não permitiria que ela admitisse.
– Ah claro, imaginei que fosse, não poderia mesmo ser outra coisa.
– Claro, não poderia. – disse encerrando o assunto, sua reação já estava alterada, as emoções estavam a flor da pele, estava impossível controlar qualquer sentimento.
– Bom, chega de papinho né, vamos logo. – disse pegando na mão de Regina, e as fazendo desaparecer em sua fumaça negra.
**
– Oi, bom dia.
– Olá, em que posso ajudar? – disse Ruby enquanto avaliava o homem parado em sua frente.
– Eu gostaria de beber algo, mas não sei o que vocês bebem por aqui... Eu estou confuso, sou novo aqui.
– Percebe-se meu caro, eu já teria te notado antes se morasse aqui a mais tempo, pode ter certeza. Mas então cavalheiro, como você chama?
– Oh, que vergonha. Esqueci completamente de me apresentar, perdão. Eu sou Arthur, venho de Camelot, estou aqui a uns dias, mas ainda não conheço ninguém, nem sei bem como vim parar aqui. – estendeu a mão para Ruby, que logo a apertou e sorriu para o homem a sua frente.
– Arthur de Camelot? Arthur tipo... O rei Arthur?
– Sim, eu sou rei. Ou melhor, eu era. Agora sou apenas alguém sem casa, sem amigos, sem família.
– Nossa, eu sinto muito, de verdade. É muito difícil a mudança drástica de mundos, eu já passei por isso. Mas você se acostuma, pode contar comigo. Vou te apresentar as pessoas da cidade, e tenho certeza que todos te receberam muito bem. – sorriu para o homem, que sorriu de volta.
**
– Que cidade é essa Lily? Porque me trouxe pra cá? Eu quero voltar pra Nova York agora.
– Ai Merida, não comece a ser grossa, eu odeio esse seu jeito rude.
– Você me traz pra esse fim de mundo, esse lugar estranho. E eu que estou sendo rude? Já fui obrigada a me adaptar com a vida em Nova York, não sou obrigada a me adaptar com esse lugarzinho.
– Mas vai ter que se acostumar, porque é pra cá que você deveria ter vindo, assim como todos nós viemos.
– Eu nunca estive aqui, não diga besteiras.
– Foi uma enorme sorte termos nos conhecidos há meses atrás, eu diria até destino. Sem mim você viveria pra sempre lá perdida.
– Isso é verdade, você me fez me sentir normal, e não uma aberração perdida em um mundo que não era meu. Vou ser grata eternamente, porém continuo não gostando dessa cidade.
– Vamos logo, vou te apresentar a cidade, e as pessoas que aqui vivem, e logo você vai entender do que estou falando.
Contrariada Merida começou a caminhar com Lily pelas ruas da cidade, olhando em volta e tendo a impressão de conhecer diversos rostos, porém sem entender ainda.
Ela era uma garota arisca, uma ruiva rebelde e rude, que no fundo tinha um coração enorme, porém como havia sofrido muito na vida, havia se fechado e tinha um jeito um tanto quanto difícil de lidar.
***
– Mãe? Mãe?
Henry subiu as escadas correndo, abriu a porta do quarto de sua mãe, e notou tudo intocado, concluiu então que ela havia saído.
Quando caminhou para o banheiro notou a porta aberta, e a banheira ainda cheia, achou estranho, afinal sua mãe não era de ser tão desleixada assim.
Resolveu então ir até a prefeitura ver se lá estava sua mãe.
No caminho encontrou com Robin, que logo o parou para perguntar sobre Regina, e foi acompanhando o menino até a prefeitura.
Quando chegaram lá viram que tudo estava vazio, e igual ao quarto, intocado. Nem sinal de Regina por lá hoje.
Henry então resolveu ir procurar sua mãe pelos cantos da cidade, algo lhe dizia que aquele sumiço não era normal.
**
Regina acordou e abriu os olhos, se sentindo confusa, logo olhou em volta e notou que estava em um lugar completamente desconhecido, quando foi tentar falar algo notou que algo estava prendendo seus lábios, foi tentar levar as mãos a boca para retirar a fita que a impedia de falar, porém seus braços e pernas também estavam amarrados com cordas, começou então a se debater e tentar reproduzir algum som, mas foi inútil.
Alguns minutos depois de ter tentado de tudo pra se soltar, inclusive magia, Regina desistiu e acabou se rendendo a situação, começou a passar pela sua mente as imagens do que tinha acontecido antes de ela acordar ali, e logo concluiu que aquilo deveria ser obra de Emma.
Não demorou muito e a loira apareceu na porta da grande sala, com um sorriso sarcástico como sempre, encostou-se à porta de forma despojada e ficou observando a morena, que lançou um olhar indignado pra loira, que parecia se deliciar com aquela visão.
– Você não tem noção de como é reconfortante te ver assim, ter certeza que não vai usar magia comigo, ou falar as besteiras que estava falando na sua casa. Prefiro você assim, caladinha, sem magia, totalmente submissa.
Andou até a morena que ainda permanecia de roupão, enquanto a loira já trajava uma lingerie preta, que deixava suas curvas totalmente a mostra, e tinha os cabelos presos, e fez um movimento com a mão que logo fez com que Regina passasse a trajar uma camisola branca quase transparente, que a deixava um tanto quanto sensual.
– Hum... Bem melhor essa visão. E espero que não se importe com meus trajes, afinal estou em casa. Falando nisso, gostou da minha casa? É linda né, você ainda vai ter bastante tempo pra conhecer o resto.
Passou a mão pelo rosto de Regina, que estremeceu com o toque, e passou a ignorar Emma com o olhar.
– Sua sorte querida, é que não gosto de monólogos. – puxou a fita que cobria os lábios da morena.
– Ai caramba. – exclamou Regina sentindo dor com a brutalidade da fita sendo arrancada. – Que merda está acontecendo aqui Emma? Você só pode estar brincando né.
– Não, não estou brincando. A partir de agora, você é minha prisioneira. Sem magia, sem truques, apenas você, sem rainha má, sem prefeita... Aqui você é apenas Regina.
– O que pretende com isso? Logo vão sentir minha falta, vão me encontrar, não vai adiantar nada. Se não for pra me matar, aconselho que me solte logo, pois não vai dar em nada esse plano seu.
– Olha, se alguém vier te procurar, vai ser em vão. Minha casa ainda está protegida, ninguém em forma humana pode enxerga-la. Então receio que demore muito tempo até que encontrem você querida. E mesmo se encontrarem, não seria nada agradável ter que arrancar uns corações na sua frente, afinal, você anda muito mole e sentimental, faria muito drama e me irritaria mais ainda.
– O que tenho que fazer pra você me soltar dessas cordas horríveis?
– Pra eu te soltar nada, já vou te soltar. Você vai poder transitar livremente na minha humilde casa. Só que sem magia, sem telefone, sem contato com o mundo lá fora.
– Até quando vai me manter aqui? Pretende me torturar é isso?
– Não, apenas pretendo te dar uma ajudinha pra que reflita direito sobre suas atitudes, me peça perdão, e claro, me entregue a adaga.
– Eu não vou fazer nada disso, não tenho porque te pedir desculpas, e muito menos vou te dizer onde está a adaga, pode me torturar a vontade, não vai adiantar. Eu não fiz nada de errado pra ter que pedir perdão, e eu também não vou arriscar a vida de ninguém te entregando a adaga.
– Eu não quero matar ninguém dessa cidade, se você não percebeu, a única coisa que eu pretendo é sumir daqui, pra sempre. Só isso que eu pretendo.
– Sumir daqui? E Henry?
– Ele vai poder escolher com quem quer ficar, não vou interferir nisso, se ele quiser ficar vou ama-lo pra sempre, mas não vou poder continuar aqui, não é o melhor pra mim.
– Claro que é o melhor, aqui você tem pessoa que te amam e se preocupam com você, pra que deixar tudo isso escapar assim?
– Não me obrigue a calar sua boca novamente, não aguento mais esses papos sentimentais, acho que preferia você quando te conheci, fria e calculista, nada de papinhos como esse.
– Então vai ter que me calar, pois não vou deixar de tentar abrir seus olhos para o que está na sua frente, e você não enxerga, parece que está cega, só vê o que quer ver.
Emma se aproximou da boca de Regina rapidamente, segurando sua nuca e lhe dando um beijo que sem duvidas calou a morena, que retribuiu na mesma intensidade, pois não estava conseguindo resistir aos lábios da loira.
Se separam quando o ar faltou, e trocaram olhares ainda com os rostos próximos, o olhar de Regina parecia buscar no fundo dos olhos de Emma algo que ela sabia que estava ali, em algum lugar.
Depois de alguns segundos de contato, Emma se afastou, e fez um movimento com as mãos que fez com que as cordas se soltassem, e Regina pudesse se movimentar.
– Não pense que isso vai ficar acontecendo sempre, pois não vai. Minha intenção não é que essas coisas fiquem acontecendo entre a gente, eu apenas fiz isso pois sabia que seria infalível pra que você calasse a merda da sua boca.
– Ficou estressadinha? Aposto que está amando me beijar. – se levantou e deu uma volta apontando para o seu corpo. – Isso aqui também é porque não quer nada comigo né? Me coloca quase nua, e obviamente não quer nada comigo, estou notando.
Notando que Regina estava tentando partir pro jogo da sedução, Emma se manteve firme e recuou, a vontade que tinha era de agarrar a morena e fazer sexo com ela ali mesmo, no chão da sala, mas ia se conter, se não jamais conseguiria ser dura o suficiente pra fazer Regina querer sair dali logo, assim entregando a adaga a ela.
– Ok, alguém está se fazendo de difícil, tudo bem. Já que vou ficar aqui, espero que eu tenha pelo menos um quarto, acho que já deve me mostrar as acomodações, estou cansada e quero me deitar. – exigiu entrando no jogo de frieza que Emma estava jogando com ela.
Emma começou a caminhar por um longo corredor, chegando até o final dele, e apontando para uma porta que estava aberta.
Regina entrou olhando em volta, parecia muito com o seu quarto, reparou em detalhes, que sem duvidas Emma deveria ter tido bastante trabalho em notar e reproduzir no quarto que ela havia preparado para a morena.
– Uau, pelo menos vou ficar confortável né. Você sabe receber bem seus hospedes, fico feliz por isso. – disse se jogando na cama e fazendo com que sua camisola subisse, deixando a minúscula calcinha que cobria sua intimidade a mostra. Notando o olhar indiscreto de Emma, sorriu divertidamente e disse. – Não me olhe assim, a culpa não é minha. Quem me vestiu assim foi você, agora aguente.
Emma bastante abalada virou as costas e saiu do quarto batendo a porta, sem dizer mais uma palavra.
Regina se deitou e se aconchegou ao travesseiro, repassando todos os momentos daquele longo dia em sua mente, já tinha passado por um milhão de situações inusitadas em toda sua vida, mas aquela era totalmente diferente.
Estava vivendo um misto de emoções, queria sair correndo dali, gritando e dizendo que odiava Emma. Mas pelo outro lado, tinha amado ver a preocupação da loira pra preparar um quarto pra ela, mesmo nas condições de sequestro e toda tensão, ela ainda se preocupou em deixa-la confortável.
A situação da banheira, Regina nunca havia se sentido assim, nunca havia sentido tanto tesão em uma pessoa como havia sentido em Emma, e ainda continuava sentindo toda vez que a olhava, tinha vontade de beija-la, tirar sua roupa, tinha vontade também de abraça-la, e dar muito carinho. Mas ao invés disso vinha se esforçando em entrar em qualquer jogo que Emma começasse a iniciar, afinal não queria ficar por baixo da situação, não queria ser a donzela indefesa e apaixonada, pois é isso que ela parecia quando pensava em Emma, uma garota apaixonada, coisa que ela não era a muitos, muitos anos.
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