The dark Emma.
5 Sede de vingança.
Notas iniciais
Henry desceu as escadas e viu sua mãe sentada no chão com a cabeça debruçada no sofá, ficou preocupada que ela tivesse passado mal, então desceu correndo.
– Mãe, você esta bem? – perguntou o menino sentando no chão ao lado dela e colocando a mão em suas costas.
– Henry, cadê ela? – disse meio sonolenta, abrindo os olhos para procurar em volta algo que não encontrou.
– Ela quem?
– Sua mãe, Emma. Onde ela esta? Ela estava aqui a uns minutos atrás, ela já se foi? – disse Regina evidentemente confusa.
–Mãe, já são 6 horas da manhã, a minha mãe saiu daqui ontem a noite.
– Eu dormi por todo esse tempo? Nossa, parece que acabei de cochilar.
– Mãe, você anda tão estranha, acho que deveríamos ir ao medico.
– Não, estou bem. Só preciso comer e tomar um banho. – se levantou com certa dificuldade. – Vou fazer algo para tomarmos café da manhã ok? Vá se arrumar para escola.
Na cozinha Regina estava totalmente distraída, não conseguia parar de pensar no que havia acontecido na noite passada, ela ainda não queria acreditar que Emma tivesse mesmo indo embora.
E que ela só tivesse percebido o quanto a loira era especial quando a viu partir.
Decidiu então continuar tentando descobrir onde Emma estava se escondendo, ela sabia que com certeza havia alguma magia envolvida em seu esconderijo, afinal, ela não iria querer ser encontrada facilmente.
Mais tarde iria procurar Belle, e pedir ajuda para procurar algum feitiço que pudesse revelar onde Emma estava.
Antes era tão fácil encontrar o senhor das trevas, era apenas pegar a maldita adaga, e invoca-lo. Mas com Emma não era tão simples assim, pois ela não queria que fosse dessa forma. Seria horrível para Emma se ela a invocasse, ela se sentiria submissa, o que não seria bom para o estado em que ela se encontra.
Quando chegou ao seu quarto e se olhou no espelho, pode perder as enormes olheiras que se formaram, então se lembrou da noite passada, o quanto havia chorado, da conversa inteira com Emma, do abraço, e por fim, de ter dito que a amava.
– Eu estava delirando, onde eu estava com a cabeça pra ter dito isso? – disse para si mesma. – Se bem que, somos muito amigas, quem sabe eu a ame mesmo. – continuou falando sozinha enquanto olhava para o espelho.
Não conseguia parar de pensar nesse eu te amo, ela estava confusa, muito confusa. Não sabia o que estava acontecendo com ela. Apenas sabia que o sumiço de Emma estava mexendo demais com sua cabeça, ela sentia que ia ficar louca a qualquer momento de tanto ter a imagem da loira em sua mente. Ficava a imaginando naquela nova aparência toda de preto, totalmente sensual. Que loucura era aquela? Era só o que Regina pensava, que estava ficando louca, e delirando. Porque não fazia sentido e não tinha a menor explicação pra ela ficar tendo esses tipos de pensamentos relacionadas a Emma.
**
Emma passou na casa de seus pais durante a madrugada após sair correndo da casa de Regina, já não aguentava mais chorar. Aquilo estava doendo mais do que ela imaginou que doeria.
Pensava que por ser a senhora das trevas, isso não a afetaria tanto. Mas continuava igual, ou talvez até mais forte, o momento entre ela e Regina a havia balançado demais, e as palavras da prefeita quase a fizeram desistir de seu objetivo, mas ela fugiu antes de deixar aqueles olhos castanhos cheio de lagrimas e dor a convencerem de ficar.
Quando entrou na casa de Mary e David, ambos estavam dormindo tranquilamente, então ela escreveu uma carta para eles, e uma para Hook, deixou na mesa da cozinha para que eles vissem quando acordassem, deu um beijo em Neal seu irmãozinho e partiu.
Todos iam pensar que ela estava partindo para outro reino ou algo assim, mas não era esse tipo de despedida que estava acontecendo. Na verdade, Emma estava dando adeus a salvadora, a sua luz, a Emma que todos conheciam e amavam.
Ela ia continuar em Storybrooke, por enquanto. Mas não seria mais a mesma. Havia tomado uma decisão que iria mudar sua vida, e que não tinha volta.
Andou pela floresta durante a madrugada, deixando o vento frio bater em seu rosto e bagunçar seus cabelos, sentia a natureza, ouvia com mais nitidez todos os barulhos que propagavam de Storybrooke, seus sentidos estavam mais aguçados, isso era inegável. Nada que cruzasse seu caminho conseguiria se livrar de ser uma presa fácil para ela.
Avistou uma fogueira e uma cabana improvisada, logo percebeu que havia alguém sentado em uma pedra, decidiu se aproximar sem fazer nenhum ruído, queria saber do que se tratava primeiro, seja lá quem fosse, estava muito próximo dos arredores de sua casa, e isso não a agradava.
Quando notou quem era, deu um sorriso irônico e disse para si mesma.
– Será que até aqui esse homem vai ser um problema?
Era Robin, sozinho sentado em frente a fogueira.
Emma começou a se lembrar automaticamente de todas dores que ele já havia causado a Regina, de quantas vezes ele havia sido um problema, um peso que Emma sempre ajudava a carregar, quando tudo que ele fazia era sempre tomar as decisões erradas e colocar Regina como ultima opção, enquanto ela se matava pra encontra-lo e estar com ele.
Querendo ou não, se ela estava daquele jeito hoje, a culpa era de certa forma dele. Pois se não fosse ele, ela e Regina poderiam ter uma vida tranquila, e ela não teria sempre que estar salvando Regina para vê-la feliz ao lado dele.
Ele sempre jogava tudo fora, sempre. Isso antes era irrelevante para Emma, pois ela só conseguia enxergar Regina sofrendo, e ter necessidade de ajuda-la. Hoje podia ver com mais clareza, como ele não merecia estar com a morena. Ele deveria ter ficado no seu lugar, nunca ter aparecido aqui.
No impulso Emma se aproximou.
– Olá Robin.
– Emma! – ele disse assustado se levantando, a analisou de cima em baixo, e acho que ficou um pouco confuso com o que viu, ela estava evidentemente mudada, sombria. Ele então estendeu a mão para ela como cumprimento.
Ela pensou por segundos em destruir aquele homem em sua frente, mas ele era tão patético, que não valia a pena. Ela sorriu, mais um sorriso irônico, alias, ultimamente era o único tipo de sorriso que Emma conseguia dar.
Depois de observar a mão dele em sua direção, e pensar no quanto ele estava sendo audacioso em fazer isso, ela por fim o cumprimentou.
Ela o observou seriamente, não emitiu nenhum um som, simplesmente o observava, enquanto sua cabeça se inundava de memorias nada agradáveis em relação a ele. Ela estava tentando controlar, mas estava tentada a mata-lo. Isso ao mesmo tempo que a deixava entusiasmada, a deixava assustada, pois conseguia notar as mudanças em si mesma.
– Como você está? – ele então tentou puxar uma conversa. – Fico feliz que esteja aqui, Regina estava tão preocupada com você, quer dizer, todos nós estávamos. – Emma sentiu vontade de arrancar o coração dele e esmagar quando ele falou o nome de Regina, e em seguida quando disse “nós”, quem ele pensava que era pra fingir sentir falta dela? Ela sabia bem graças a Hook, o quanto ele andava incomodado com a preocupação da prefeita comigo.
– Estou ótima, melhor impossível. Me sinto uma nova mulher. – deu um sorriso que pelo que notou, o fez quase se derreter em sua frente. Homens eram patéticos, concluiu em seus pensamentos.
– Fico feliz, estamos fazendo de tudo para te ajudar. Regina esta procurando todos os meios de resgatar você. Nós vamos conseguir. – deu um sorriso para a loira, que sentiu o corpo enrijecer, e se conteve o máximo que pode para controlar seu corpo e não fazer um ato do qual se arrependeria, mas as palavras ela não iria conseguir segurar.
– Olha aqui Robin, vamos esclarecer umas coisas entre nós. Regras básicas de sobrevivência pra você, espero que escute com atenção, pois só aviso uma vez. – se aproximou mais do homem paralisado em sua frente, e então continuou. – Primeiro, nós não estamos no mesmo nível, não pense que pode falar comigo como antes, eu sou superior a você em tudo, não se esqueça disso. Segundo, você não merece Regina, sei que deve estar pensando que eu apoiei vocês e essas coisas todas que eu fiz quando era idiota, mas agora eu vejo o traste desprezível que você é, você não a merece, eu sinto de verdade por ela te amar, mas você deve agradecer, porque ela aturou mais do que qualquer um suportaria, você a destruiu em vez de a ajudar, então espero que pelo menos agora, você faça algo descente por ela, pelo menos uma vez na vida. Terceiro, para de dizer “ nós”, porque você não esta ajudando ela, você não quer saber de mim, pra você tanto faz, então para com essa hipocrisia, não quero que ouse repetir isso perto de mim, e nem ouse ficar falando de Regina, pois você não merecia nem ter o direito de pronunciar esse nome. Ela é uma pessoa incrível, maravilhosa. E você é o que? Um lixo, um ladrãozinho idiota, você não sabe o que quer da vida, você deveria ter sumido pra sempre quando teve chance, parte disso é minha culpa por ter deixado que ela fosse atrás de você. Você deveria estar com Zelena, era isso que você merecia. – disse sem notar que seu tom de voz estava alto e ameaçador, e que o homem em sua frente a olhava como s estivesse prester a sair correndo assustado. – Olha isso, além de tudo é covarde, lamentável. Eu deveria te matar sabia. – ela disse se aproximando dele, e segurando seu pescoço. – Poderia ser assim, apertou um pouco o pescoço do homem, que tossiu. – Ou talvez assim. – Enfiou a mão no peito de Robin, tirando seu coração. – Coisas que aprendi observando Regina. – de uma gargalhada alta ao vez a expressão de total horror no rosto de Robin. – Seria tão fácil te matar, tão fácil que se torna ate sem graça. Mas não vou fazer isso, não pense que é por não querer, ou por não ter vontade. É somente porque Regina ficaria chateada comigo, e porque seu filho Rolando é uma criança que eu adoro, e não quero que sofra. Só por isso você vai continuar vivo. – disse colocando seu coração de volta em seu peito. – Mas se lembre das regras básicas que te falei. – se virou para sair andando, e bateu as mãos uma na outra como se tivesse tentando limpa-las. Se virou para trás novamente e disse. — Não te quero nas minhas redondezas. Aqui é meu lugar, suma daqui. AGORA! – gritou antes de desaparecer em sua fumaça negra.
O homem assustado juntou suas coisas, pegou seu filho e foi embora refletindo sobre as palavras de Emma, sabia que ela estava certa, mas não sabia explicar o porque sempre era tão idiota com Regina. Começou a pensar se contaria ou não para Regina sobre o que aconteceu essa noite, mas estava confuso, tinha medo. Optou então por ao invés de voltar para casa da prefeita no meio da madrugada, ir para o navio de Hook, assim decidiria por lá se contaria ou não.
**
Naquela tarde Regina tirou uma folga da prefeitura e foi até a biblioteca encontrar Belle, afinal, não queria esbarrar com Rumple de jeito nenhum, ele podia até ter um coração novo agora, mais isso não apagava nada do que ele fez com ela, não tinha como ela esquecer do dia pra noite que ele havia tentado mata-la mais uma vez, e que tinha destruído a vida de Emma.
Quando entrou lá Belle já a esperava, estava concentrada e cheia de livros abertos em sua volta.
– Olá Belle, algum avanço? – falou chamando a atenção de Belle que a olhou e deu um sorriso.
– Regina, até agora nada de concreto. Tudo é muito vago quando é a respeito disso. É simples encontrar todos tipos de feitiços, o problema é que a maioria não funciona para do senhor das trevas. – disse um pouco desanimada. – Quando era Rumple, eu sofria muito, mas já era tão acostumada com essa situação, afinal o conheci assim e amei assim mesmo. Então não procurava poções nem feitiços, seria mais fácil se já soubesse. Mas infelizmente não sei. O máximo que sei é o que convivi vendo, conheço os truques, a magia, tudo a respeito de como eles agem, mas não sei mais nada além disso. – o rosto de Regina se entristeceu, então Bella continuou. – Olha, mas não desanima. Sei que vamos conseguir. Confie, tenha esperança. – disse colocando a mão por cima da de Regina. – Pode contar comigo, eu vejo o quanto esta envolvida nisso, eu prometo que vou te ajudar em tudo.
– Obrigada Belle! – respondeu Regina sinceramente com um sorriso triste.
– Vamos continuar lendo, pegue esse livro. Vamos ver o que encontramos por aqui. – disse passando um livro para Regina, que começou a folhar as paginas.
Depois de alguns minutos em silencio, Belle se mexeu desconfortável em sua cadeira, Regina a observou e viu sua expressão mudar um pouco.
– O que foi? – perguntou curiosa. – Alguma novidade?
– Bom, talvez. É... – ela hesitou um pouco e Regina a encarou como quem a incentivasse a falar. – Aqui diz, que tem uma forma de tirar os demônios da pessoa sem ter que transferir para alguém os demônios da adaga. Mas, é louco, totalmente louco. Provavelmente por isso Rumple nunca tentou.
– Pois então, fale! – falou ansiosa.
– Aqui consta que se você matar o senhor das trevas, os demônios automaticamente saíram de dentro dele, e iram procurar outra vitima. Mas na verdade, tem um jeito. A pessoa só precisaria ser rápida o suficiente pra destruir a adaga antes que os demônios se apossem de alguém.
– Não. Como assim? Matar Emma não é nem uma hipótese que eu pense em cogitar. Esqueça isso.
– Calma, eu não acabei. Se alguém matar Emma no caso, ela demoraria uns minutos para realmente partir. E nesse tempo de transição, entre a destruição da adaga, o amor verdadeiro poderia salva-la. O coração dela ficaria sem vida, mas um beijo de amor verdadeiro faria ela despertar, não imediatamente, mas em alguns minutos ela conseguiria sentir o coração bater novamente.
– O que sugere nesse livro então é que matemos Emma, destruir a adaga imediamente, e em seguida alguém beija-la? É isso? É clichê demais Bella, e não faz sentido. Se não Rumple já teria tentado com certeza.
– O amor é isso Regina, ele é clichê, é difícil, tem dramas, complicações, mas ele é clichê, e no fim de tudo, só o amor salva. – suspirou. – Eu sei por que Rumple não tentou. Ele com certeza não quis arriscar, essa magia nunca foi realizada. Nenhum senhor das trevas tentou isso antes. Pois eles não amavam ninguém, Rumple não queria ser o primeiro a arriscar, tenho certeza. Mais se esta escrito aqui é porque é verdade. Essas escrituras nunca se enganam Regina.
– Vamos continuar procurando ta bom? Vamos encontrar outra coisa, tenho certeza.
– Como quiser, eu já disse que vou te ajudar. Vamos continuar então, só não poderemos demorar muito. Quanto mais escuro o coração de Emma for ficando, mais difícil vai ser.
A tarde se passou e as duas não conseguiram mais nenhum resultado nas pesquisas, mas não iam desistir. Regina não conseguia cogitar essa ideia de matar Emma
Voltou para casa, imaginava que Robin, Roland e Henry já estariam lá, ela queria estar animada, entusiasmada com essa nova vida em família, mas não conseguia, infelizmente. Estava vivendo sua vida é claro, mas não estava sendo a mesma, ela não conseguia ser feliz inteiramente. Todo aquele encanto que ela tinha por Robin, e o desejo que tinha de estar com ele, não estavam iguais, isso a estava consumindo. Pensava que sua felicidade estaria completa, mas não estava nem perto disso.
Quando chegou em casa todos já a esperavam como ela imaginou. Cumprimentou com beijos todos eles, e começaram a conversar sobre o acampamento. Mas Regina sentia que Robin estava travado, estava falando como se andasse sobre ovos, parecia estar com medo de falar algo. Ela não sabia o que poderia ser, só sabia que ele não estava normal.
Tentou ignorar isso, por enquanto, e foi preparar algo para as crianças comerem.
Quando os meninos subiram para o quarto, ela ficou sozinha com Robin,e aproveitou para encurrala-lo. Ela era Regina, a rainha má, ele não ia conseguir esconder nada dela.
– Agora que estamos a sós, Robin. Eu quero saber o que está me escondendo.
– Eu? Na...Nada. – ele gaguejou um pouco, o que entregou claramente que havia algo.
– Comece a falar Robin, não tente me enganar.
– Ok, eu tinha decidido que não ia falar. Mas tudo bem, não posso esconder mais nada de você.
– Nem tente. Prossiga, estou te ouvindo. – Regina o encarava apreensiva.
– Bom, na noite que estava na floresta, encontrei alguém. Ou melhor, ela me encontrou. Veio ao meu encontro, e tivemos uma conversa nada amigável. – respirou fundo antes de prosseguir. – Emma fez menção de me enforcar, e tirou meu coração Regina, ela me ameaçou bravamente se eu não te fizesse feliz, e se voltasse a ficar em suas redondezas.
– O que? – a expressão de Regina foi de total espanto. – Emma ameaçou de matar? Conte mais, como ela estava? Que horas isso? O que você disse pra ela? Não a irritou não é mesmo? Pra onde ela foi? Você precisa me levar até esse lugar. – Regina o bombardeou de perguntas, e ele pareceu estar incrédulo.
– Regina, eu acabei de dizer que quase tive meu coração esmagado, e você quer saber tudo isso sobre Emma?
– Oh, desculpa Robin. Ta tudo bem né? Ela te machucou? – perguntando quase que automaticamente.
– Não, eu estou bem. Foi só um aviso mesmo, ela não fez nada, apesar de dizer que queria fazer.
– Oh não, isso significa que ela esta se entregando as trevas. Preciso encontra-la. – disse se levantando em um pulo. – Me leve ate o lugar.
– Regina. – disse Robin com uma voz mais forte, despertando a atenção de Regina. – Eu não vou te levar a lugar nenhum. Estou começando a ficar extremamente preocupado com isso. Primeiro Emma me ameaça dizendo que ia me matar se eu não te fizesse feliz, e agora você ignora que eu quase morri, e só pensa em ir atrás dela? Isso esta passando dos limites Regina. Sei que esta se sentindo culpada, mas já esta na hora de viver mais sua vida, nossa vida. Você nem me nota mais, eu achei que isso era normal, afinal passamos por muitos momentos difíceis, e estamos passando, mas vendo essa reação sua diante dessa situação. Tenho certeza que isso já esta fora do controle. Já chega, você não vai mais procura-la.
– O que? – Regina deu uma gargalhada digna da rainha má. – Robin, esta tentando mandar em mim? Eu não sei de que tempo você vem, do jeito que era seu casamento com Marian, mas comigo não funciona assim, homem nenhum manda em mim. Você não tem direito de tentar exigir isso de mim. Eu sei o que eu faço da minha vida. Eu me preocupo sim com você, mas você esta aqui, inteiro, problema resolvido. Agora ela esta sabe se lá onde, sofrendo, passando por um momento horrível que eu sei como é, não vou deixa-la sozinha, e muito menos julga-la pelo que fez. Eu já fiz coisas piores, e além do mais, ela esteve do meu lado todo esse tempo que sofri por você, então não a julgue, ela esta tentando me defender, apenas, como sempre fez, como você nunca fez alias. Então por favor, não se faca de vitima não quero brigar com você.
– Tudo bem Regina, eu queria voltar no tempo e apagar tudo que fiz de mal pra você, mas infelizmente não posso. Sei que ela de certa forma, supriu meu lugar quando eu não estava aqui. Me desculpa por tudo. – Uma lagrima escorreu dos olhos do homem, que se aproximou dela e a abraçou.
– Vamos esquecer isso. Eu já disse que não quero ficar remoendo o passado. Só te peco que não tente diminuir a importância que Emma tem pra mim. Antes eu não notava isso, não via da forma que vejo hoje. Tive que ver ela indo embora, pra notar o quanto ela é especial, e o quanto ela faz falta. Eu estou sofrendo. Não consigo simplesmente ser feliz aqui com minha nova família, enquanto ela sofre sozinha em algum lugar. Ela sempre esteve perto pra me consolar, mesmo que do jeito mais rude dela, meio insensível as vezes, mas ela sempre esteve. – Soltou uma lagrima ao se lembrar dos momentos que elas tinham, mesmo que não fossem super fofos e aquela coisa toda, valiam demais, agora ela notava isso, mesmo com aaquele jeito que as vezes parecia frio de Emma,ela sempre esteve ali.
– Eu vou te mostrar onde é, Regina. Mas não agora, amanhã eu te mostro durante o dia. Agora vamos dormir ta bom?
– Ok. – Regina forçou um sorriso.
Quando estava deitada em sua cama, começou a pensar no que o homem ao seu lado tinha dito, e se surpreendeu por não estar com raiva de Emma ter ameaçado Robin, ela só conseguia pensar que a loira apesar de tudo, ainda a estava defendendo, isso era incrível, ninguém nunca tinha se importado tanto com ela. Era um misto de alegria, e de preocupação, pois Emma estava mudando, para pior, e ela tinha que evitar isso. Não queria e nem conseguia mais imaginar um mundo onde Emma não existisse e não estivesse sempre por perto, a verdade é que não se sentia protegida sem a loira, podia estar perto de qualquer outra pessoa, sem Emma ela se sentia fraca e vulnerável. Nunca imaginou que uma amizade poderia ser tão intensa assim, afinal o mais perto que teve de amigas, hoje em dia não se importariam em destruí-la.
**
Emma vagava pelo noite, seu plano estava totalmente traçado estava só esperando o momento certo para atacar.
Algum tempo depois, notou as luzes se apagarem na cabana que ela estava vigiando, então se aproximou, e em segundos já estava lá dentro.
– Saudades de mim? – Emma acendeu a luz e perguntou para a pessoa que a encarava com os olhos mais abertos impossíveis , como se não pudesse acreditar no que estava vendo em sua frente. – Bom, espero que sim. – disse se aproximando. – Sei que não sou sua personagem preferida, querido autor. Mas mesmo assim, me senti na obrigação de vir agradecer pelo papel que guardou para mim no final. Você merece um presente por isso.
– Emma, calma. – o autor disse se levantando.
– Eu estou totalmente calma, não percebe? – Sua voz era fria e tranquila.
– O que você quer? Sabe que não sou mais o autor.
– Claro que sei, agora você é um nada. Um pobre homem sem poderes, que só sabe beber, e que não vale mais nada pra ninguém, não tem mais ninguém por perto. Você tem uma vida desprezível meu caro. – se aproximou dele, que deu um passo para trás com a expressão assustada. – Exatamente por isso vim te dar um presente, sei que deve ser horrível viver essa vidinha que esta levando, vou te ajudar.
– Me ajudar? Como? Do que esta falando Emma?
– Disso. – disse enfiando a mão bruscamente no peito do autor e retirando seu coração, que estava com a metade escura, ele já tinha um coração danificado, todas maldades que fez aos personagens tinha o deixado assim. – Que coração horrível meu caro. – sorriu ironicamente. – Bom, mas não importa, afinal, em segundos ele não vai mais existir.
– Emma, por favor não. Você sabe o que vai te causar me matar.
– Estou ciente, você escolheu isso pra mim. Só não esperava ser minha vitima não é mesmo? Bom, surpresas acontecem meu querido.
– Não faz isso, pense em todos que você ama, e o quanto eles vão sofrer.
– Eu estou pensando no quanto eles já sofreram. No quanto estão sofrendo ainda. No quanto eu sofri sendo órfã. Você me separou dos meus pais, você ferrou a vida de todos dessa cidade.
– Não Emma, não. Pense melhor, seu coração vai se escurecer, não se esqueça. – ele pediu apavorado, sabia que ali não era a salvadora, e sim a senhora das trevas falando, e sabia que ele não seria capaz de trazer a luz da salvadora naquele momento, e nem conseguiria mais alterar nada, não tinha jeito, ele então desistiu de argumentar, afinal, ela tinha todos motivos do mundo para fazer aquilo, e eu não tinha nenhuma para que ela não fizesse.
– Já chega dessa conversa, dessa cena. Hora da minha vingança. – começou a apertar o coração do autor, que começou a ficar sem forças. – Isso é por meus pais, por meu filho que você me fez abandonar, por todos que você fez sofrer, isso é por mim, e principalmente, isso é por tudo que você fez todo esse tempo com Regina, você não deveria ter brincado com nossos destinos, nunca. Não deveria ter me subestimado. – deu uma gargalhada enquanto terminava de esmagar o coração do homem que caiu no chão, totalmente já sem vida.
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