Notas iniciais
Então amores, voltei :) Minha mão está melhorando um pouco, eu acho haha Mas então, vamos ao que interessa.. Sei que devem estar loucas pra mais interação sq e tal.. Mas to indo com calma pra não atropelar nada, prometo que logo as coisas vão ficar mais interessantes hoho Não revisei, mas espero que não tenha erros, se tiver me desculpem. Leiam as notas finais pfv! Boa leitura xx

Emma andou pela floresta, sentia uma sensação de alivio percorrer seu corpo, ventava muito, seus cabelos voavam, as arvores balançavam, e todos tipos de sons eram ouvidos por onde passava.

O mal poderia ser mais tentador e viciante do que ela poderia imaginar, se sentia mais forte agora, mas poderosa, e isso a dava uma falsa sensação de prazer e alegria.

Em raros momentos a lucidez e a luz passavam por sua memória, e ela tinha breves lembranças de todos que amava, e a que mais a perturbava no momento era a de Regina chorando desolada em sua despedida, aquilo fazia o coração dela se apertar, e ter vontade de correr pros braços da morena desabafar e chorar muito pelo que havia feito, por tudo que estava passando, pela batalha que estava lutando consigo mesma.

Pena que esses momentos não duravam o suficiente para Emma ir atrás de alguém. Logo a escuridão invadia de novo sua mente, e esquecia das coisas boas, voltava a pensar somente em dor, em lágrimas, em vingança.

Se lembrou de como era a vida antes de seu pequeno Henry aparecer em sua porta naquela noite de seu aniversário.

Não era uma vida cheia de emoções ou novidades, mas era uma boa vida, desde que se estabilizou em seu emprego, seu apartamento, Emma levava dias normais, tinha anos agradáveis, e ditava seu próprio destino, não era controlada pelas vontades de mais ninguém a não ser ela mesma.

Amava Henry mais do que qualquer coisa, ter o conhecido a tinha feito ama-lo imensamente, e se arrepender de tê-lo deixado um dia, mas por outro lado, queria ter continuado sua vida em Nova York, sem nada de magia, sem todas confusões de Storybrooke, apenas se preocupando com chegar em casa e ir assistir algo no Netflix.

Veja só onde estava agora, em uma floresta, após ter matado um homem que queria arruinar sua vida, e talvez tenha mesmo conseguido.

Pensou em ir até a cidade, ver as pessoas que amava mesmo que fosse dormindo, mas não conseguiu. Seu momento de luz passou tão rápido quanto surgiu, então optou por ir para casa, bebeu muito, quebrou algumas coisas quando a raiva aumentava, chorou, pensou em tantas coisas, e acabou por adormecer.

**

Os pesadelos de Regina estavam constantes, quase toda noite sonhava com Emma, nos sonhos, ou pesadelo melhor dizendo, ela estava totalmente sombria, ameaçava a morena, falava coisas horríveis, toda a noite era a mesma coisa, Regina não comentava com ninguém, nem mesmo Henry, pra não assusta-lo.

Essa noite o pesadelo era o seguinte, Emma havia arrancado seu coração, e ameaçava esmaga-lo com um sorriso sarcástico nos lábios, o que fazia Regina sentir um calafrio só de lembrar, era realmente assustador, não sabia se pela situação de correr risco de vida, ou por imaginar alguém que ela estava descobrindo ser tão especial, ameaçar por fim a vida dela, não era medo de morrer nem nada disso, mas sim medo que Emma tivesse coragem de fazer isso com ela, seria o tipo de morte mais dolorosa do mundo.

Podia jurar que todas noites chamava o nome de Emma no meio desses pesadelos, mas não sabia se Robin alguma vez tinha notado, afinal ele nem se quer se movia quando Regina se levantava na madrugada e saia da cama.

A morena desceu as escadas e foi como se visse Emma na sala, como ontem ela estava ali parada, com os olhos vermelhos cheio de lágrimas e dor.

Tentou ignorar esses pensamentos, e se dirigiu até a cozinha, onde fez um café e tomou junto com um comprimido para terrível dor de cabeça que agora estava sentindo.

Ela se sentia vazia, não sabia definir se era tristeza, só se sentia deslocada, como se nada mais fizesse sentido, tudo estava perdendo a cor para Regina, e ela tentava inutilmente buscar explicação em sua cabeça para isso, pois só conseguia pensar em Emma, mais nada habitava a cabeça da prefeita nos últimos tempos.

Todas as vezes que viu Emma correr algum risco sentiu seu coração apertar, mas é claro que não demonstrava e nem falava com ninguém sobre isso, ela julgava ser um sentimento que ninguém deveria saber, então sufocava todo o carinho que sentia pela loira.

De repente os olhos, o sorriso, a voz, o corpo, a boca... até mesmo o cheiro de Emma, não saiam de seus pensamentos, era incontrolável. Estava deixando de ser apenas preocupação, era como se algo estivesse sendo relevado dentro dela, não era um sentimento totalmente novo, estava mais para algo que sempre esteve ali escondido e agora estava pedindo passagem.

Suspirou com seus pensamentos, estava se dando por vencida, já tinha desistido de não pensar mais em Emma, pois quanto mais tentava não pensar, acabava pensando mais ainda, podia jurar ouvir a voz da loira em sua cabeça, ou até mesmo sentir o cheiro pela casa.

Começou a pensar o quanto esse sentimento de perda iria aumentar dia após dia, sempre foi forte, mas sentia que não ia aguentar, estava se sentindo fraca, e precisava ter o máximo de força possível, pois sabia que ainda teria muito pela frente, e queria poder ajudar Emma, e dessa forma fraca e abatida que estava, nunca conseguiria.

Acabou por adormecer com a cabeça deitada na mesa da cozinha, foi despertada pela manhã com a voz um pouco ríspida de Robin.

– Regina! — disse num tom mais alto que o necessário, o que fez a morena despertar assustada e sentindo seu corpo doer pela posição desconfortável que havia dormido.

– Oi Robin, não precisa falar tão alto, não sou surda. — disse respondendo no mesmo tom que o homem.

– Regina, eu quero uma explicação. – a prefeita então o encarou como quem o incentivasse a seguir falando. — Todos esses dias desde que estou morando aqui, você mal me nota, as vezes parece que fala comigo por obrigação, não me procura, não encosta em mim, o que está acontecendo? Tínhamos uma paixão tao grande antes. Porque agora tudo mudou? — desabafou Robin sentando na cadeira na frente da morena, que o olhou meio surpresa, e bufou.

– Ai, Robin, sério esse assunto? Você parou pra pensar que tudo mudou? O tempo passou, muitas coisas aconteceram. Não tem como eu simplesmente ser a mesma depois de tudo, não de um dia pro outro. Eu fui atrás de você porque Tinker sempre me fez acreditar que você é meu amor verdadeiro, porque se fosse por suas atitudes, eu nunca teria ido. Você tem que entender meu lado, ter calma, não é assim do jeito que você quer que seja, sinto muito.

– Eu sinto falta de como eramos antes, de quando estavamos juntos e eramos felizes como um casal, uma família.

– Realmente foram bons tempos. Mas infelizmente, não da pra voltar, apenas viver o presente, e no momento ainda tenho muitas feridas abertas Robin, entenda. Não é fácil ser a segunda opção sempre! — falou com um tom frio na voz, poderia até se dizer que havia raiva e magoa nessas palavras.

– Não fale assim. Você sabe que era pra estarmos felizes agora. É tudo culpa dela Regina, mesmo que sem querer, quem destruiu nossa felicidade foi ela.

– Ela? — sentiu a raiva começar a percorrer sobre seu corpo, ele estava insinuando mesmo o que ela estava pensando? Isso seria o cúmulo.

– Sim, ela. Você sabe disso, Emma que trouxe Marian, estavamos felizes, isso arruinou tudo.

– Olha aqui Robin, eu não quero ter que perder a paciência com você, mas se repetir de novo algum tipo de insinuação como essa, eu nunca mais olho pra você. — disse se levantando furiosa. — E mais uma coisa, não foi Emma que escolheu Marian todas as vezes que pode, não foi Emma que ia escolhendo Zelena ao invés de mim. Ela sempre cuidou de mim, esteve ao meu lado todas as vezes que você me destruía. E antes mesmo de você aparecer, ela ja estava aqui, grande parte de eu ser quem sou hoje, é graças a ela, que sempre acreditou em mim e esteve ao meu lado. E você fez o que? Você partiu, me deixou de lado. E ainda sim, eu fui atrás de você, e adivinha quem foi comigo? Isso mesmo, ela. Você deveria por a mão na consciência e pedir perdão a si mesmo por suas palavras, por julgar alguém como culpado pelas suas atitudes, somente suas, de mais ninguém. Você se diz tanto um homem de honra, e esta colocando a culpa em alguém inocente, e que não esta aqui para se defender. — respirou pesadamente, estava se sentindo desolada pela forma que Robin tinha agido, ela estava começando a ter serias dúvidas do destino dos dois.

– Me perdoa, eu estou confuso, nervoso. E você só pensa e fala dela, deve ser por isso que estou falando essas coisas, me desculpe.

– Eu não tenho que te desculpar, você mesmo tem que se desculpar. — se virou para sair da cozinha e então se lembrou de uma coisa muito importante então parou e disse. — Vou me arrumar, em meia hora estarei aqui em baixo te esperando para irmos onde viu Emma

O homem concordou apenas com a cabeça, e Regina subiu as escadas quase correndo, tentando em vão tirar a frustração que a invadia. Tinha a sensação de estar vivendo com um completo estranho, como se estivesse com Robin só porque disseram que deveria estar.

Antes ela adorava Robin, era apaixonada por ele, ou pelo menos pensava ser. Afinal, depois de Daniel ele foi o mais perto de final feliz que ela chegou a ter. Será que na verdade ela estava aceitando migalhas da vida? E se estivesse fazendo algo errado só por parecer certo?

Suas dúvidas se aumentavam cada dia mais, estava confusa, a ponto de explodir, e sentia que não tinha ninguém para se apoiar se tudo piorasse, o que doía antecipadamente.

Quando desceu as escadas Robin ja a esperava sentado no sofá, se levantou quando a viu, trocaram algumas palavras e seguiram para floresta.

Andaram alguns minutos já dentro da floresta, até que Robin disse estar chegando perto, e pediu que Regina tomasse cautela no caminho, pois era traiçoeiro e perigoso. Teve vontade de rir dele, ela conhecia a floresta, conhecia a cidade, ele parecia se esquecer que quem criou tudo aquilo foi ela mesma.

Depois de mais um tempo, Robin parou próximo a uma pedra e na frente dela havia indícios de ter sido acesa uma fogueira recentemente.

– Bom, foi aqui. Eu estava exatamente aqui quando ela apareceu, ela disse que estava perto de seu território, e ela seguiu naquela direção antes de sumir em uma fumaça. — disse apontando com a mão parado seu lado direito.

– Ótimo, precisamos procurar. Vamos nos separar, eu vou pra lá, e você pro outro lado.

– Regina, não quero te deixar sozinha. É perigoso. Você pode encontra-la, e sabe se lá o que pode acontecer.

– Por favor Robin, já chega dessa cautela. Sou a Regina, já passei por coisas bem piores, não precisa se preocupar. E além do mais, não tenho medo de Emma, quero encontra-la, não fugir dela. — disse se afastando em passos apressados.

**

Quando acordaram Mary e David desceram para tomar café, e quando se sentou a mesa, ele notou uns papeis que não se lembrava de ter deixado ali, então os pegou rapidamente para ver do que se tratava.

– Mary! – David gritou e a mulher veio correndo. – É de Emma, olhe. – Disse entregando o papel a sua esposa, que abriu um nome sorriso ao ver a letra da filha.

– Sim, é de Emma. – disse se sentindo muito feliz. — Vou ler – respirou fundo e começou. “ Mãe e pai... Eu estou com saudade, muita saudade. Estou escrevendo porque ainda não me sinto preparada para que me vejam, me desculpem se ainda não fui até vocês, prometo que logo que puder irei, mas por enquanto, me manterei afastada. Eu quero que saibam que estou bem, não se preocupem comigo, cuidem de Henry, e digam a todos que estou bem. Eu amo vocês, com carinho Emma.” – os olhos dos dois se encheram de lagrimas e eles se abraçaram.

– Nossa filha esta bem David, ela vai continuar bem, tenho certeza meu amor, tenho esperança que logo ela vai estar aqui com aquele sorriso lindo iluminando nossas vidas de novo. Ela precisa de um tempo, mas sei que isso não é uma despedida, ela vai voltar.

– Sim, meu amor. Tenho certeza que sim. Emma é forte, tudo vai ficar bem. – disse apertando mais forte a esposa em seus braços. – A outra carta é para Hook, vou avisa-lo para que venha buscar.

– Ele vai ficar feliz, ele tem andado tão triste pelos cantos, espero que ela diga algo animador para ele na carta pelo menos.

Decidiram então ir até o Granny’s contar a novidade a quem vissem pelo caminho, afinal todos se perguntavam onde Emma estava, a cidade toda sentia falta e estava preocupada com Emma.

Quando entraram tiveram uma surpresa, Ruby estava lá atendendo toda animada e cheia de vida como sempre.

– Ruby? – Mary chamou, e ela se virou no mesmo momento.

– Mary, que saudade amiga. – correu até a amiga a puxando para um abraço apertado, logo em seguida abraçou David também.

– Estavamos com saudade você também. Quando voltou? – Perguntou Mary segurando as mãos da amiga.

– Hoje, mal cheguei e já me botaram pra trabalhar. – respondeu com um sorriso lindo.

Conversaram bastante sobre tudo que havia acontecido na vida de ambos durante esse tempo, Ruby disse que estava viajando pelo mundo, pois precisava desse tempo para amadurecer, falou também que agora estava decidida a ficar em Storybrooke.

Ruby ainda não sabia nada sobre Emma, quando o casal contou ela ficou bastante impressionada, mas se comprometeu a ajudar no que fosse preciso, afinal tinha um carinho enorme pela loira.

Os três conversavam animadamente quando Mary notou Lily entrar e se sentar no balcão.

Elas haviam conversado e se entendido, Lily havia mudado, não tinha mais raiva dos pais de Emma, tinha superado toda aquela sede de vingança, e o casal a havia perdoado, e agora conviviam amigavelmente sempre que se encontravam.

Lily havia decidido ficar na cidade mais um tempo com sua mãe, até decidir o que fazer, elas estavam recuperando o tempo perdido, e estavam muito felizes juntas, estavam superando toda magoa do passado, e se tornando novas pessoas.

Mary simplesmente olhou para David que entendeu o recado e concordou com a cabeça, então se levantou e se sentou ao lado de Lily no balcão.

– Oi Mary, tudo bem? – perguntou a encarando.

– Tudo Lily, tenho novidades. – disse abrindo um enorme sorriso.

– Sério? Qual? Sobre Emma? – retribuiu o sorriso da mesma maneira.

– Sim. – respondeu Mary, ela se sentia na obrigação de contar que Emma havia dado noticias, afinal Lily estava muito preocupada, todos os dias perguntava sobre Emma, estava procurando em livros, e com todas pessoas possíveis algum meio de ao menos saber se a loira estava bem, então ela merecia saber de Emma.

Mary contou sobre a carta, e Lily se sentiu bastante entusiasmada por saber que estava tudo bem, e então se propôs a fazer algo além de apenas procurar soluções, decidiu procura-la.

– Mary, eu vou procurar Emma, estou decidida. Hoje mesmo começo minhas buscas, eu vou encontra-la.

– Não sei se ela quer ser encontrada Lily, e além do mais, ela deve estar bem protegida para que ninguém a encontre. É praticamente impossível.

– Não para mim. Esqueceu que somos ligadas, e vamos ser para sempre? Eu conheço Emma, penso muito parecido com ela, tenho maiores chances que todos de encontra-la. E além do mais, seja lá o tipo de feitiço que com certeza ela deve ter colocado para proteger seu esconderijo, ela deve ter colocado apenas para as pessoas, aposto que ela não pensou em estender sua magia para dragões. – deu um sorriso vitorioso. – Eu em minha forma de dragão, posso voar sobre a floresta e encontrar o local exato que ela esta, o que já vai facilitar muito as coisas.

– Bom, sendo assim eu te apoio Lily. – sorriu e segurou a mão de Lily. – Muito obrigada, confio que vai dar tudo certo.

**

Regina andava e não encontrava nada, já estava cansada, então voltou para o ponto que tinha vindo, e caminhou na direção que Robin tinha ido para ver se o encontrava, ou qualquer pista.

Depois de andar alguns minutos, viu uma cabana um pouco mais a frente, e correu até la.

Quando entrou se deparou com um corpo de bruços no chão, e varias coisas quebradas dentro da cabana.

Se aproximou para virar o corpo já desconfiando de quem se tratava, quando finalmente conseguiu virar, veio a confirmação, era o corpo do autor, olhou pro chão e pode perceber os vestígios de um coração esmagado, o corpo do autor já estava gelado e sem vida, não havia nada que ela pudesse fazer, sua mente começou a girar tentando afastar qualquer pensamento, mas em vão, pois sua cabeça gritava quem poderia ter feito aquilo, e as lagrimas começaram a aparecer involuntariamente.

Limpou as lagrimas e se virou para sair da cabana, agora sabia que precisava achar Emma urgentemente.

Quando estava passando pela porta, Robin apareceu gritando seu nome, ela parou e o esperou chegar perto.

– Alguma pista Robin? – perguntou o encarando.

– Não, nada. E você?

– Nada também. – respondeu se sentindo inútil.

– Vamos, preciso pensar um pouco no que fazer.

– Ei, o que tem nessa cabana? Nunca a vi por aqui antes. – se aproximou fazendo menção de entrar, e Regina o puxou pelo braço.

– Não tem nada, é só uma cabana qualquer, vamos embora. – falou seria tentando esconder o nervosismo. Não queria que de forma nenhuma ele, ou qualquer outra pessoa soubesse daquilo, e pensasse o mesmo que ela estava pensando.

– O que esta me escondendo? – ele disse se desvencilhando dos braços da morena e entrando na cabana.

Ela fechou os olhos e respirou fundo tentando se acalmar e pensar no que diria, pois já sabia a reação assustada que Robin teria.

– REGINA! – o homem gritou saindo da cabana com o olhar assustado. – Porque você fez isso? Pensei que não tivesse mais coragem de fazer essas coisas. – disse a fuzilando com o olhar.

– O que? Ham? – precisou de uns segundos para processar o que Robin estava querendo dizer, ele estava a acusando, pela visão dele, Regina havia matado o autor, ele estava a culpando, isso a tomou de raiva e tristeza, uma sensação horrível, se sentiu fraquejar quase explodir.

– Você não devia ter feito isso, não tinha necessidade Regina.

– Eu não fiz nada, cala a boca Robin! Não acredito que você esta me acusando. Você se quer me perguntou nada, e já esta me acusando, afirmando que sou culpada. – a morena tentava em vão segurar as lagrimas que já caiam e inundavam seu rosto.

– Você quer que eu pense o que? Vejo você saindo da cabana, e logo em seguida você tenta me impedir de entrar, e quando entro tem um homem morto, da mesma forma que você fazia com suas vitimas, um homem que você tem todos motivos do mundo para odiar e querer se vingar. Por favor Regina, não tem outra explicação.

– Chega, não quero ouvir mais nada. Me recuso a acreditar nisso que estou ouvindo. Não tem jeito mesmo, sempre vou ser a rainha má nessa cidade, ninguém acredita que eu mudei de verdade. Todos fingem confiar em mim, mais na primeira oportunidade eu já sou acusada. Só não esperava que até você Robin, até você fosse capaz de fazer algo tão cruel comigo. Juro que não sei pra que me esforço tanto pra ser melhor, sempre vou ser a vilã, não importa quantas vezes a historia seja rescrita, todos sempre vão me ver como a pessoa má que eu fui um dia, inclusive você. Não consigo nem expressar o que estou sentindo nesse momento. – quase cuspia as palavras, tinha raiva, tristeza magoa em sua voz, e as lagrimas continuavam sair por mais que ela tentasse segurar, doía muito ser acusada, por algo que ela se quer pensou em fazer, e nem o homem que vivia de baixo do seu teto, e dizia ser seu amor verdadeiro, acreditava nela, quem mais acreditaria afinal? Ela ia continuar sempre sendo a culpada por tudo.

– Regina, calma, também não é assim... – começou a dizer mas foi interrompido pelo grito histérico de Regina.

– Cala a boca! SAI DAQUI. – gritava em meio ao pranto. – Vai embora, me deixa sozinha. Não quero te ver agora, sai logo.

– Regina... – ela se levantou com ódio em seu olhar, o que o fez recuar. – Tudo bem, eu vou. Depois a gente conversa, se acalma.

Ela pensou em responder, tinha muito pra dizer, mas se calou e se sentou no chão encostada a uma arvore, estava se sentindo destruída por dentro, doía muito ser acusada daquela forma.

O que ninguém notou, nem mesmo ela, é que de longe alguém observava toda aquela situação, e no momento sentia mais ódio do que a própria Regina. Como aquele homem era capaz de acusa-la dessa forma? Pensava enquanto via a morena chorar tão frágil e sozinha.

Emma se sentiu confusa e dividida, não sabia se ia até Regina, ou se ia embora, só sabia dizer no momento que aquela cena tinha feito o coração dela doer, não queria de forma alguma o mal de Regina, não importa o que isso custasse pra ela.

– Como será que ela vai me receber? Eu tenho certeza que ela sabe que fui eu. E se ela estiver com ódio de mim e me culpando por ter destruído a felicidade dela de novo? – Emma pensava alto, mas não alto o suficiente para que alguém ouvisse, conversava consigo mesma apenas. – Quer saber, eu vou. Se ela estiver me odiando é melhor que eu saiba de uma vez. – disse isso se aproximando com passos calmos e que se quer faziam barulho, Emma estava quase ao lado de Regina, que perdida em seu choro, se quer havia notado.

A essa altura Regina tinha a cabeça abaixada entre os joelhos, e somente notou quando alguém se sentou ao seu lado e tocou seus cabelos. Nem levantou a cabeça para ver e já estava gritando.

– Sai daqui, eu mandei você ir embora Robin, me deixa em paz.

Emma colocou seu cabelo pro lado, o que fez seu pescoço ficar a mostra e seu cheiro exalar, fazendo Regina levantar a cabeça rapidamente meio incrédula, conheci bem aquele cheiro, era único.

– Você? – perguntou a morena com a voz fraca, saiu quase como um sussurro.

Notas finais
Mais uma enquete... O que pensam a respeito do Rumple? Acham que ele merece ser feliz? E rumbelle, o que acham? Aguardo resposta. E comentem pra eu saber o que estão achando, e aceito sugestões sempre. Volto logo!