The dark Emma.

1 Reação inesperada.


Notas iniciais
alô alô

Quando a luz negra sumiu, todos procuraram por Emma, mas ela havia desaparecido.

Regina correu até a adaga, sentiu seu coração apertar quando leu o nome da salvadora escrito nela, ela sentiu uma coisa que não conseguia decifrar, mas que era muito forte, e só se lembrava de ter sentido quando perdeu seu pai, e Daniel.

Ela se abaixou e pegou a adaga, com lágrima nos olhos, se levantou e olhou para todos, que estavam incrédulos assim como ela.

— Não, não pode ser! Me diga que não esta escrito o que estou pensando. — disse o pirata correndo para perto de Regina.

Regina não respondeu, estava muito mal consigo mesma pra aturar drama de alguma outra pessoa.

Robin tentou abraçar Regina, que o afastou, ela parecia mais inconsolável do que todos ao seu redor.

Mary e David só sabiam chorar, Hook saiu andando sem rumo, e Robin estava chocado, mas sem dúvidas aliviado. E não fez questão de esconder isso.

— Regina, calma meu amor. Pelo menos você esta aqui, estamos juntos agora.

— Você acha mesmo que me importa estarmos juntos com isso que aconteceu a Emma? Isso é o que menos me importa, eu preciso encontrar ela, só isso. O resto não me importa Robin. — saiu andando com a adaga, deixando Robin para trás chamando-a.

Regina precisava contar a Henry, era dever dela, então foi até o Granny’s, e acabou por ter que dar a notícia a todos.

Todos reagiram de forma surpresa, e se disponibilizaram a tentar encontrar Emma.

Regina preferiu ficar calada, pois sentia que a qualquer momento ia se desmanchar em lágrimas, e não queria fazer isso na frente de todos.

Escondeu a adaga com magia, ela não deixaria que ninguém a tocasse, somente ela e Henry teriam acesso ao destino da salvadora.

— Mãe, onde será que a minha mãe está? — perguntou Henry para Regina quando já estavam em casa sentados no sofá olhando para o nada.

— Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se soubesse Henry. — ela não aguentou mais segurar e começou a chorar compulsivamente, o menino a abraçou, e prometeu que tudo ficaria bem.

— Mãe, ela é a salvadora, e foi isso que ela fez, ela te salvou. Mas ela vai saber sair disso. Eu tenho certeza, nós vamos ajudar.

— Eu não consigo acreditar que ela me salvou, ela fez isso por mim Henry. Eu não merecia. Ela é boa, sempre foi. Já eu tenho um passado sombrio, não mereço final feliz, eu que tinha que estar no lugar dela.

— Não mãe, não pense assim. Se ela fez isso é porque sabe que você merece. Ela sempre faz o certo, e esse era o certo.

— Henry, o certo era ela estar aqui, sentada nessa sofá com a gente, falando sobre o que aconteceu, rindo e conversando. Não consigo aceitar que ela não esta aqui.

— Nunca imaginei você falando isso, não pensei que se importasse tanto com ela assim. Nunca te vi chorar tanto mãe.

— Na verdade, nem eu. Só sei que esse sentimento de perda está me preenchendo, e eu queria ir junto com ela.

— Você nunca falou assim nem do Robin, mãe.

Regina foi dormir chorando, pediu a Henry que dormisse com ela na cama.

Ela não quis atender telefone, nem ver ninguém, pelo menos por essa noite.

— Emma, não. Por favor Emma, pare! — Regina gritava se debatendo na cama.

— Mãe, mãe, acorda! — dizia Henry balançando Regina.

— Que foi? — ela perguntou confusa acabando de acordar, pensou um pouco e se tocou que não era apenas um sonho.

Se sentou na cama e passou a mão pelos cabelos, estava totalmente sem rumo, a única pessoa que ela queria ver era Henry.

— Mãe, o Robin está lá em baixo. — disse Henry sentando ao lado da mãe.

— Não quero ver ele Henry, não quero ver ninguém.

— Eu te entendo mãe, mas você não pode ficar se isolando. Temos que sair e arrumar um jeito de concertar isso. Não podemos ficar aqui parados, você sabe.

— Eu sei meu amor, mas eu não quero ver o Robin, está tudo muito confuso na minha cabeça, tem acontecido muitas coisas, por mais que ele seja meu amor verdadeiro, eu não estou conseguindo pensar em outra coisa que não seja encontrar sua mãe.

— Te entendo mãe, vou falar pra ele voltar depois. — se levantou e saiu do quarto.

Regina se levantou, e foi tomar um banho, precisava tomar coragem pra encarar os fatos, e começar pensar em alguma solução.

Deixou a água cair sobre seu corpo, pensando em tudo que havia acontecido nos últimos dias, era muita informação, muita coisa pra processar.

Mas o que estava deixando Regina mais aflita era Emma, nem com a sua vida praticamente resolvida, e seu final feliz em suas mãos, ela conseguia parar de pensar na salvadora.

Ela estava assustada com o que estava sentindo, nunca se imaginou sentindo tanta falta assim de Emma, e muito menos largando Robin de lado por causa dela.

Colocou em sua cabeça que era uma espécie de sentimento de culpa, e preocupação por ela ser mãe de Henry, só isso.

Em outro canto da cidade estavam Mary, David, e Hook, pensando em como fazer para ver a salvadora novamente.

O maior medo era de quem eles encontrariam, e do que essa nova Emma seria capaz de fazer agora que o mal havia habitado seu ser.

Como sempre Mary estava esperançosa, e dizendo repetidas vezes que se o verdadeiro amor resgatou Rumple no final de tudo, com Emma seria da mesma forma.

— Hook, você vai ter que ser forte, você precisa nos ajudar, Emma te ama, ela vai te ouvir, e sei que vai se concentrar em quem ela é de verdade, e nenhuma treva vai ser capaz de tirar ela do verdadeiro caminho que ela tem que seguir.

— Eu vou fazer de tudo, eu prometo. Vou dar todo meu amor pra ela, assim que a encontrarmos.

— Precisamos fazer isso logo, antes que ela se afunde mais sozinha em algum lugar. — disse Mary.

— A adaga está com Regina, ela e Henry estão a protegendo, acho que eles devem estar com algum plano. Precisamos nos reunir com eles. — disse David pegando o telefone. — Vou ligar para Henry, pedir que eles venham até aqui.

Regina e Henry passaram o dia todo tentando bolar planos para encontrar Emma, e chegaram a conclusão que deveriam refazer a cena da noite passada, então estavam andando pelas ruas de Storybrooke, voltando ao lugar do acontecido, procurando alguma pista.

Por mais que eles soubessem que era só invocar ela com a adaga que ela apareceria, não queriam fazer isso.

Isso só ressaltaria o fato de que ela era a pessoa presa aquela adaga, e isso poderia deixar Emma mais revoltada, então preferiam apenas tentar encontra-la do modo tradicional, investigando.

Regina pensou em vários lugares, todos onde ela se escondia, onde Emma poderia pensar em se esconder. Anotou todos junto com seu filho, e já estavam se preparando para ir procurar, quando o telefone tocou.

— Ok, nós vamos sim. Até daqui a pouco. — disse Henry desligando o telefone.

— Nós vamos onde? — perguntou Regina o encarando.

— Mary e David querem conversar com a gente.

— Henry, eu não quero! — protestou Regina.

— Mãe, temos que ir, não podemos ficar fugindo da realidade, eles são os pais dela, podem nos ajudar, e estão aflitos também. Temos que nos unir.

— Ok, você tem razão, vamos. — deu a mão para Henry e assim foram caminhando.

Quando chegaram lá estavam Mary, David, Hook, e Robin.

Regina quis dar meia volta e sair correndo, mas sabia que não podia fazer isso. Precisava ser sensata, mesmo que por dentro estivesse destruída.

— Oi... — disse Regina entrando na casa.

— Oi meu amor, eu estava preocupado com você. — disse Robin correndo para abraça-la, que retribuiu o abraço sem muita vontade.

Rumple apareceu também disposto a ajudar, já que agora ele tinha um coração novo, e bom. O que era difícil de assimilar ainda, ver Rumple todo bondoso, era totalmente estranho.

— A adaga precisa estar bem guardada, pois ela pode querer vir busca-la. E se ela conseguir, ninguém poderá detê-la, vocês sabem muito bem disso. A única coisa que poderia para-la seria a morte. — disse Rumple.

— Não repita isso, nunca mais. — disse Regina se alterando e quase partindo pra cima de Rumple, mas Robin a deteu.

— Regina, se acalma, ele só esta dizendo a verdade, todos sabemos disso já. — disse Robin tentando acalma-la.

Regina se soltou bruscamente dos braços de Robin, então se virou para sair.

— Eu me recuso a participar desse tipo de reunião de novo. É tudo culpa desse homem, é tudo culpa dele. Não é porque ele está com coração novo, que vou me esquecer que se Emma está assim agora, e por culpa desse lixo, vocês deveriam abrir o olho e enxergar isso também. Se alguém quiser conversar comigo a respeito de Emma, vão ir até minha casa. Eu vou encontrar ela, vocês podem ter certeza, eu vou encontrar ela. Sozinha. Isso é meu dever. — disse batendo a porta atrás de si.

Todos se entreolharam assustados com a reação de Regina, ela estava realmente abalada, poderia até dizer que muito mais que os próprios pais de Emma.

A morena saiu para caminhar sozinha pelas ruas, ela precisava de um pouco de paz, e pensar sozinha. Henry a ajudava a se manter firme, mas ela precisava de um momento só com ela mesma. Talvez assim as coisas ficassem mais claras.

Andou tanto que quando notou já estava de volta ao quintal de sua casa.

Estava indo em direção a porta, quando ouviu um barulho.

Foi andando devagar para ver se conseguia escutar mais alguma coisa. E percebeu que o barulho vinha do seu pé de maçã.

Se aproximou calmamente, não queria assustar seja lá o que fosse, afinal, estava em Storybrooke, tudo era possível.

Quando chegou em frente a árvore, pode notar a sombra de uma pessoa sentada, estava muito escuro, não dava pra ver de quem se tratava.

Então Regina chamou.

— Quem esta ai? — mas a pessoa permaneceu imóvel. — Quem esta ai? Responde logo, não quero ter que usar magia. — Regina falou mais alto.

— Sou eu Regina. — uma voz respondeu, era uma voz muito conhecida por Regina, mas estava tão sombria, que a morena sentiu um calafrio percorrer todo seu corpo.

Notas finais
Espero que gostem! Volto logo.