The dark Emma.
2 A visita.
Notas iniciais
Emma se levantou e surgiu na frente de Regina, que prendeu a respiração por alguns segundos.
Emma estava de jaqueta e bota, como sempre. Mas dessa vez, sua jaqueta era preta. Seus cabelos estavam impecáveis, em seu rosto se notava a mudança na expressão, uma maquiagem que marcava perfeitamente seus olhos verdes, e usava batom vermelho. Estava extremamente fatal, sem contar na voz que estava com um timbre mais forte e sexy.
– Emma, como você está? — Regina perguntou, não estava reconhecendo aquela mulher na sua frente, apesar de no fundo sentir vontade de abraça-la pela primeira vez.
– Eu estou ótima. Veja com seus próprios olhos querida. — Emma disse se aproximando.
– Emma, precisamos conversar, vamos entrar. — Regina disse com cautela.
– Não acho que seja necessário. Só vim visitar minha nova dona. — sorriu ironicamente. — Acho que é o que você sempre quis né? Ser minha dona, controlar sua pior inimiga, a pessoa que você tanto odeia. Nem em sonhos você imaginou conseguir isso, mas conseguiu. Meus parabéns prefeita, ou prefere majestade ? — Emma se aproximou mais de Regina, uma proximidade que causou uma tensão que ambas não reconheceram, mas que foi o suficiente pra Emma se afastar bruscamente.
– Emma, por favor, eu não te odeio. Eu nunca te odiei, eu posso ter errado com você, mas não era ódio, só medo de que você tomasse meu lugar na vida do Henry, eu demorei a entender isso. Eu não quero ser sua dona, não estou feliz com a situação, eu quero te ajudar.
– Cala a boca Regina, você tentou me matar todas vezes que teve oportunidade, não seja sínica. Só falta dizer que gosta de mim, e que quer me ver feliz. — disse ferozmente.
– Mas essa é a verdade, eu gosto de você, Emma. — disse dando um passo em direção a loira.
– Não continue, não chegue perto.
– Precisamos fazer algo, precisamos fazer você sair dessa situação Emma.
– E quem te disse que eu quero sair dessa? Você esta falando por mim, cuida da sua vida. Vai ficar com o Robin, você é capaz de tudo pra ficar com ele não é? Sei que me odiou pelo que eu fiz quando trouxe a ex esposa dele, agora eu te ajudei. Te dei ele de bandeja, essa história de amor já pode acontecer, eu te dei seu final feliz Regina. E agora quero o meu, que é não olhar mais pra sua cara.
– Porque está dizendo tudo isso Emma? Achei que tínhamos nos resolvido, achei que eramos amigas. Estavamos nos dando tão bem, o que está acontecendo? Você está cega, eu entendo. Não vou te deixar sozinha, não é você falando nada disso, eu sei.
– Sou eu sim, sou eu dizendo tudo que deveria ter te dito antes. Você sempre me odiou, e eu fui a pessoa que salvou sua vida várias vezes, eu vivo me arriscando por você. Regina, você não deu valor pra nada que eu fiz. Eu gostava de você, mas tudo está tão mais claro pra mim agora, você nunca se importou comigo, nunca.
– Para de falar isso, é claro que eu me importo, eu estou do seu lado, e não vou sair, eu prometo. — disse Regina tentando se aproximar para abraça-la.
– Para, você não me abraçou nem por gratidão nenhuma das vezes que salvei a porra da sua vida, porque vai me abraçar agora ? Você não sabe como minha mente esta escura e perversa, e quer saber? Estou melhor assim, porque agora, eu que te odeio. E me sinto melhor te odiando do que quando te via sendo uma pessoa desprezível e tentava te ajudar.
– Por favor, vamos conversar com calma, Henry esta preocupado.
– Eu sei, e você vai mandar um recado para ele. Não posso ve-lo , nem ninguém, por enquanto. Só apareci pra você, porque se caso eu resolvesse te matar, você seria uma pessoa que não me sentiria culpada de eliminar.
Essas palavras foram como uma facada para Regina, a salvadora tinha acabado de dizer que não se importaria de mata-la.
– Emma, o que você pretende fazer? — disse depois de absorver aquelas palavras.
– Eu gostaria de matar você. — disse se aproximando e colocando a mão no pescoço de Regina, apertando levemente. — Mas não vou sujar minhas mãos com isso, e não quero magoar meu filho, que é a única pessoa que nunca me faz mal nessa cidade.
– Você tem que ver Henry, seus pais, o Hook. Vai ser melhor. — disse ignorando o fato de Emma quase ter a enforcado a alguns segundos.
– Você não sabe o que é melhor pra mim, você não me conhece. Não tente me dizer o que fazer. E mais uma coisa, não se atreva a tentar mandar em mim com a adaga, pois eu posso tomar ela de você, e a primeira coisa que eu faria seria te exterminar para sempre. — disse isso desaparecendo em uma fumaça negra.
Regina sentiu vontade de chorar, ver Emma tão fria, tão distante, nunca tinha passado pela cabeça dela, mas agora estava acontecendo.
Estava dando para notar somente no olhar de Emma todo ódio que tinha dentro do coração dela, ela falava palavras carregadas de ódio. Era uma visão assustadora.
Regina entrou para casa pensando no que fazer, não sabia se contava para alguém da visita, ou se manteria em segredo. Não queria que mais ninguém visse Emma naquele estado, totalmente tomada pelas trevas.
***
No meio da floresta estava Emma, na casa que ela havia construído, protegida por magia, pra que ninguém fosse capaz de encontra-la.
Tantos pensamentos passavam na cabeça da nova senhora das trevas, ela tinha ódio, vontade de destruir tudo e todos.
E algo estava a perturbando, o fato de ter ido ver Regina. Isso tinha sido loucura, ela não era capaz de entender como sentiu tanta falta assim da morena.
Ela teve vontade de mata-la, mas ao mesmo tempo, sentiu vontade de a abraçar e aceitar sua ajuda.
Seus demônios estavam lutando com sua luz, e isso estava difícil de controlar, Emma sentia que ia enlouquecer a qualquer momento.
Então decidiu sumir, ninguém seria capaz de acha-la, o seu feitiço proibia todos de enxergar a casa, seria melhor assim. Não iria visitar mais Regina por enquanto, não enquanto não definisse o que ia fazer.
Ela tinha dito que não se importava, mas estava morrendo de medo de fazer algo que machucasse Regina, por isso estava decidida a deixar a adaga aos cuidados dela, por enquanto.
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