Notas iniciais
Olá pessoas lindas. Já estou aqui de novo, e dessa vez nem demorei tanto haha :) Mais um capitulo porque vocês merecem. Agradeço a todos que estao acompanhando, favoritando, comentando, a quem recomendou... Enfim, obrigada a todos.

Alguns dias se passaram, e Regina permanecia presa na casa de Emma, as duas mantinham uma relação explosiva, discutiam o tempo todo, porém a loira tratava a morena como uma rainha, ela tinha de tudo dentro da casa, não tinha que se preocupar com nada, mas aquilo estava entediando a morena, que por sua vez tentava várias vezes ficar com Emma, que evitava cada vez mais os contatos diretos.

Regina estava totalmente decidida a não entregar a adaga a Emma, já a loira estava determinada a não libertar a morena até que ela lhe entregasse o que lhe pertencia.

Era impossível dizer quanto tempo poderia durar aquela situação, afinal nenhuma das duas estava disposta a desistir. Porém agora Henry e o resto da cidade já tinha notado a ausência de Regina, e ligaram com o fato de Emma também ter sumido sem deixar rastros, então estavam empenhados em saber o que tinha acontecido, Robin jurava que iria encontrar sua amada, porém nem imaginava no que estava se metendo.

Hook ajudava nas buscas, julgando conhecer muito Emma, porém não dava uma dentro, só apontava locais que ela sem dúvidas nem passaria perto.

Lily que agora já havia apresentado Merida a todos, quando foi informada sobre o sumiço de Regina, preferiu evitar o assunto, pois ela sabia onde Emma morava, e não podia denuncia-la, porém Merida já estava desconfiada que algo estava sendo oculto por sua namorada, e estava disposta a descobrir.

Arthur tentava se adaptar a cidade, tinha uma personalidade meio instável, mas aparentava ser uma pessoa de bom coração, uma amizade entre ele e David estava começando a surgir, e ele tinha prometido ajudar no que fosse preciso para resgatar Emma da escuridão, e Regina também, mulher que ele ficou encantado quando viu fotos, ousou até dizer que ela seria uma boa esposa para ele.

Ruby continuava com suas visitas diárias a Zelena, que já estava ficando cada diz mais sociável e meiga, a barriga começava a dar pequenos sinais de crescer, e um sentimento puro entre as duas começava a surgir, mesmo que a ruiva insistisse em dizer que não sentia nada por Ruby, já estava evidente que sim.

**

– Espero que tenha dormido bem mal e resolva ir embora logo, não aguento mais sua cara.

– Bom dia pra você também, Swan. – disse se sentando a mesa, trajando somente lingerie preta, e com os cabelos soltos levemente atrapalhados.

– Você poderia bem se tocar e parar de andar assim pela casa não acha? Isso me incomoda, já faz dias que está aqui e não se tocou, não aguento mais. – disse bufando.

– Não aguenta mais ficar sem me tocar né? Eu entendo, deve ser difícil mesmo resistir.

– Você só diz besteiras, eu vivo muito bem sem te tocar. Não fique pensando porque demos um beijo ou outro, que eu sinto vontade de repetir, tudo fez parte do meu plano.

– Não vou me sentir ofendida, porque não foi o que senti, mas você poderia maneirar nas palavras, posso acabar me magoando, Swan.

– Eu venho notando que quer jogar comigo, mas não vai adiantar. E não se faça de superior, pois sei que no fundo está morrendo de medo de estar aqui, e se sente impotente por não poder sair. Acha mesmo que me seduzindo vai conseguir que eu te liberte?

– Sinceramente? Acho sim, você vai me soltar, por bem ou por mal. – disse lançando um olhar desafiador a loira.

– Temo que seja por mal, está aqui há dias e não colabora em nada comigo. Creio que vou ter que começar a te tratar com mais frieza, proporcionar dias mais cansativos pra você. – respondeu a loira olhando da mesma forma para a morena.

– Acha mesmo que já não é cansativo o suficiente ficar olhando pra sua cara 90% do meu dia?

– Fala sério Regina, você está passando férias na minha casa, tendo a vida que você gosta, de rainha, e quer mesmo me convencer que está incomodada? Estou achando sinceramente que está gostando tanto que pretende não me entregar o que quero só para ficar aqui comigo mais tempo. – sorriu debochadamente.

– Além de aumentar suas trevas, vejo que seu ego aumentou também. Eu não me sinto de férias, e nem estou amando estar aqui. Confesso que o tratamento não está dos piores, porém gosto da minha liberdade, do meu trabalho, sinto falta de meu filho, da minha família.

– Que família? Ah é, o Robin, havia me esquecido do seu companheiro com cheiro de mato. – ironizou revirando os olhos.

– É exatamente, estou morrendo de saudades. – não queria dar o braço a torcer e dizer que na verdade não via o Robin a tempos, preferiu deixar a loira acreditando que eles ainda estavam juntos como antes, vivendo como a família perfeita, mas a morena sabia bem que isso não estava nem perto de ser verdade.

– Ótimo, se quiser ver seu ladrão logo, sugiro que faça sua parte.

– Está louca pra eu ir embora para poder receber seu pirata não é mesmo?

– Exatamente, você está atrapalhando minha relação. Mal posso esperar pra estar com ele, e me livrar de você. Vou levar ele junto comigo pra onde eu for. – disse Emma tentando ser o mais convincente possível, pois nem uma palavra do que ela havia acabado de dizer, era verdade, mas pareceu fazer efeito, pois a morena levantou da mesa irritada sem nem tomar café, e foi pro quarto batendo a porta atrás de si.

POV Regina

– Quem ela pensa que é? Ela não tem o direito de falar assim comigo.

Não sei o que está acontecendo comigo desde que Emma se tornou a senhora das trevas, parece que algo brotou dentro de mim, um sentimento que não consigo entender, e muito menos controlar.

Foi como uma facada em meu coração ouvir ela falando que ia levar aquele pirata insuportável junto com ela, nunca senti isso antes, já estava até acostumada com eles sendo um casal, mas agora é diferente, parece que tudo que ela faz me afeta, tudo.

Eu tento controlar minhas emoções, mas o tempo todo me pego pensando nela, querendo estar com ela. O mais estranho de tudo isso, é que ela me sequestrou, me deixou presa por dias, e ainda assim não consigo sentir raiva dela, e no fundo, bem no fundo, eu nem quero sair daqui, não quero enfrentar os problemas diários da cidade, não quero ver o Robin, não quero pensar em Zelena e sua gravidez, eu só queria paz. Só queria ficar com meu filho, e... Emma.

Ela está jogando comigo, e sinceramente não quero cair nesse jogo, quero virar o jogo a meu favor, e vou conseguir.

Às vezes eu pareço uma adolescente apaixonada quando vejo Emma, isso é a coisa mais absurda que poderia me acontecer.

Tenho que resolver essa situação, preciso sair daqui logo, não vou resistir se continuar convivendo tanto com ela, não vou suportar. Vou acabar cometendo alguma loucura.

**

– Você está tão distante de uns tempos pra cá, Lily.

– Isso é impressão sua Merida, eu estou normal, como sempre fui.

– Não, não está. Isso tem algo a ver com suas visitas a Emma?

– Emma? Por favor, não diga besteiras, eu nunca a visitei, não faço a mínima ideia de onde ela esteja. – sabia que Merida mantinha um ciúme enorme dela com Emma, portanto não podia dar nenhuma bandeira, a ruiva poderia ser mais vingativa do que aparentava.

– Não minta pra mim, eu sei que você encontra com ela, eu sei. Você é louca por ela, vejo em seus olhos. Você não estaria tão tranquila enquanto todos se desesperam, se realmente não soubesse nada dela.

– Olha, eu não sei nada de Emma ok? Ela está afastada de todos os humanos, ninguém vai encontrá-la, é melhor desistir dessa ideia louca de que eu tenho algo a ver com ela, fomos amigas um dia, apenas isso.

– Como assim afastada de todos os humanos? Ela está vivendo no meio de animais agora? É isso?

– Não seja tola, claro que não. Eu só disse que ninguém em forma humana vai encontrá-la. Quero dizer, ninguém vai encontrar ela, e ponto final. – percebendo que podia ter cometido uma enorme besteira falando aquilo, logo tratou de tentar corrigir, e torceu para que Merida não tivesse se ligado no recado.

– Hum ok... Vamos mudar de assunto. – a ruiva que era extremamente esperta, logo juntou os fatos em sua cabeça, é claro. Emma havia feito um feitiço de proteção contra todos da cidade, porém o feitiço deveria ter esquecido de incluir as pessoas em suas formas não humanas, Lily era um dragão, ela devia ter usado isso para encontrá-la.

**

– Belle, precisamos conversar.

– Merida? Olá, nos duas? Espero que não seja nada grave.

– Não, é uma coisa muito boa, uma solução. – sorriu amistosamente.

– Pois então diga, tudo que precisamos é de solução.

– Eu acho que já sei como encontrar Emma, mas vai ter que ser nosso segredo, você vai ter que dizer que encontrou nos livros.

– Eu odeio mentir, temo que seja melhor esquecer esse assunto então.

– Não, espere. Me escute, não vai fazer mal a ninguém, eu garanto, só vai ajudar a todos. Fique tranquila e confie em mim.

Belle com certa resistência acabou aceitando, e ouviu com atenção a teoria de Merida, primeiro achou totalmente sem noção, mas logo começou a ver sentido, e resolveu informar a cidade. Afinal qualquer tentativa era válida.

**

Belle convocou todos da cidade para uma reunião no Granny’s.

– Convoquei vocês aqui porque estivesse pesquisando, e tive uma ideia.

– Diga, precisamos tirar Regina logo das garras de Emma. – disse Robin.

– Não repita isso Robin, não quero perder minha paciência com você cara, vai por mim, não vai ser nada legal. Ela é minha filha, eu exijo todo respeito do mundo. – respondeu David evidentemente irritado.

– Tudo bem. – disse depois de olhar a sua volta e notar todos olhando com cara de reprovação em sua direção.

– Então, como já buscamos toda floresta e nada de encontrar a casa dela, só tem uma explicação, está escondida com magia... Isso é o obvio, mas o que eu nunca teria pensando e se... – foi interrompida por Lily que levantou rapidamente e puxou Belle pelo braço a tirando para fora do Granny’s, com todos olhando assustados, porem ninguém interviu.

– Que isso Lily? Está me machucando, me solte.

– Foi Merida não foi? Você não tem noção da besteira que estava prestes a cometer. Merida é egoísta, ela só pensa no seu próprio bem, não tem interesse em ajudar, apenas em se dar bem.

– Como você sabe? Então é verdade, você a encontrou?

– Sim, eu a encontrei. Mas não é uma solução todos a encontrarem, ela quer estar sozinha. Isso tudo só causaria uma revolução enorme, e ela poderia reagir da pior forma possível. Ela está bem, Regina está bem, não precisam se preocupar tanto.

– Mas tem várias pessoas sofrendo com essa história, não é certo esconder uma informação dessa Lily.

– Merida quer ver Emma longe de mim, por puro ciúme, e ainda de brinde quer ser querida e vangloriada por toda cidade, pois ela é egoísta e tem um ego gigante, você só estaria alimentando uma desgraça sem fim.

– Tudo bem, não vou me intrometer nesse assunto. Não quero causar uma confusão maior do que essa que já estamos todos vivendo. Mas ainda acho que seria o melhor encontra-las.

– Me prometa que não vai falar nada sobre isso? É um segredo meu e de Emma, apenas. Não pertence a mais ninguém, e a escolha de contar ou não, é apenas minha, eu não te dou a permissão de se intrometer nisso, nem a você nem a ninguém.

– Já disse, não vou me intrometer mais. Vou inventar qualquer desculpa, e vou esperar até que algo novo aconteça. Regina me pediu para ajudar, e me pediu também que jamais prejudicasse Emma, eu vou cumprir. E vou acreditar em você, espero que não me decepcione e que eu esteja fazendo a melhor escolha.

– Você está, pode apostar.

Depois de voltar ao Granny’s, Belle deu uma desculpa bem convincente a todos, e disse que continuaria buscando uma solução, o que deixou Merida furiosa, e decidida a ela mesmo desvendar essa história.

**

– Lily, onde você vai?

– Ah lugar nenhum Merida, deixa de ser curiosa, eu só quero um tempo pra mim.

– Hum, tem certeza que é isso mesmo?

– Sim, certeza absoluta. As garotas não te chamaram para sair hoje? Então, aceite o convite, vá dar uma volta com elas, vai te fazer bem. Eu preciso ficar sozinha.

– Bom, sendo assim ok. Não se preocupe comigo, vou ficar bem então.

– Eu sei que vai, vou indo. Qualquer coisa me ligue. – disse dando um rápido beijo na ruiva, e partindo em passos apertados.

Estava tão distraída com fones de ouvido, que nem notou alguém acompanhando seus passos.

Entrou na floresta, com direção definida. Iria alertar Emma sobre o que possivelmente aconteceria.

**

Deitada no sofá da sala, Regina passava os canais da TV já cansada de não ter o que fazer, não sabia o que Emma estava fazendo, a casa era enorme, e ela nunca sabia onde ela podia estar.

Depois de um bom tempo, Emma apareceu na sala, trajando calça jeans e uma blusa branca, o que fez Regina se remeter aos antigos tempos, onde Emma ainda era aquela pessoa boa e cheia de luz, uma faísca de esperança brotou em seu coração, e foi inevitável dar um sorriso se lembrando.

Se sentou no sofá, e ficou encarando Emma, que a encarava de volta, e logo se aproximou sentando no sofá ao seu lado.

As duas se entreolharam, Regina levou a mão calmamente ao rosto de Emma, que fechou os olhos, aparentando ter abaixado um pouco a guarda e estar gostando daquele contato.

– Você é tão linda Emma... – disse dando um beijo no canto da boca da loira, que deu um suspiro e um leve sorriso, abrindo os olhos e encarando carinhosamente Regina. – Eu sinto sua falta, dessa Emma que estou vendo aqui agora, sei que ela ainda está em algum lugar dentro de você.

– Regina, eu...- parou rapidamente quando notou o que ia dizer. – Eu não quero te fazer mal. Você é especial pra mim, por favor não me deixe te fazer mal, eu não controlo mais minha personalidade, não controlo mais quem eu sou. Eu te... – as palavras de Emma foram interrompidas com a campainha tocando, o que a despertou rapidamente de seu momento frágil, a deixando com um ar sombrio e preocupado, fez sinal para que Regina saísse da sala, e a morena logo o fez, porém ficou no cômodo logo ao lado, de onde poderia ver e ouvir tudo.

Andou até a porta sem fazer barulho, não conseguia imaginar quem poderia estar ali, então todo cuidado era pouco, olhou pela janela sem que o visitante notasse, e se aliviou ao notar que era apenas Lily.

– Oh, é você minha querida. Não imaginei que fosse voltar tão rápido, que saudade. – disse a loira puxando a morena para um abraço, o que surpreendeu Lily, afinal aquele tipo de recepção calorosa nunca tinha feito o estilo de Emma.

– Eu também senti saudade meu bem, é tão bom te ver. – disse enquanto seguravam as mãos, e sorriam uma pra outra.

– Mas me diga, porque voltou tão rápido? – disse enquanto andava até o barzinho na sala, para pegar uma bebida para as duas.

– Ah, eu sentia que deveria. Não queria te deixar sozinha. Pensei que talvez precisasse de mim.

– Pensou bem, eu realmente preciso. Ando entediada nessa casa, me falta uma companhia agradável. – disse entregando a bebida para Lily e dando um gole na sua.

– Emma, me diga a verdade. Regina está aqui não está?

– Sim, está. Não vou soltar aquela insolente até que ela devolva o que é meu. Mas está insuportável a convivência, ela é intrometida, abusada, e fica tentando ultrapassar meus limites o tempo todo, detesto isso. Não suporto mais a presença dela.

– Tem certeza que está tão ruim assim? Não está tirando nenhum proveito dessa situação? – deu um sorriso malicioso para Emma, que sorriu de volta, e sem hesitar respondeu.

– Não, ela não me importa, não faz diferença. Eu não a vejo como mulher, não tenho o menor interesse nela, ela está aqui ou não, não me toca em nada.

Ouvindo essas palavras Regina que ouvia tudo, e parcialmente também conseguia enxergar, pois estava escondida atrás da porta, não segurou uma lagrima que insistiu em cair. Só conseguia pensar como Emma podia estar sendo tão má, tão falsa, estava jogando com seus sentimentos, e ela estava prestes a explodir.

– Mas Emma, você me disse que estava... – as palavras de Lily foram interrompidas por Emma que a puxou junto a si, lhe dando um beijo que a obrigou a calar o que estava prestes a dizer. A loira tinha certeza que Regina estava ouvindo tudo em algum lugar, e jamais deixaria com que ela soubesse que confessou estar apaixonada.

Além de evitar que Regina soubesse dos sentimentos de Emma por ela, e tirasse proveito disso, a loira ainda aproveitou para causar ciúmes em Regina, e a deixar furiosa, sabia que ia funcionar.

Em alguns segundos em que o beijo durou, pode se ouvir vários estrondos na casa, de coisas sendo quebradas, lançadas a parede, e logo depois barulho de passos na escada, concluiu que Regina havia ido embora para o quarto, a loira sorriu sabendo que tinha causado ciúmes a morena, e pode continuar sua conversa com Lily com privacidade.

– Porque fez isso? Você sabe que sempre gostei de você Emma, não pode simplesmente me beijar assim. Regina estava ouvindo não é? Não me use assim novamente, só fique comigo de novo se realmente um dia quiser.

– Lily, não fique assim querida, sabe que eu te adoro. E adorei te beijar, Regina não tem nada a ver com isso.

– Ok, já chega. Fala a verdade.

– Tudo bem, a verdade é que não estou mais aguentando ficar longe de Regina, quero a dizer que estou apaixonada, que penso nela o tempo todo, que a amo. Mas não posso fazer isso, pois eu só a magoaria Lily.

– Você acha que não a magoou com tudo que acabou de dizer?

– Eu sei, eu sei. Mas não consigo me conter. É como se tivesse duas pessoas totalmente diferentes dentro de mim, não consigo controlar as duas, não consigo criar uma harmonia dentro de mim.

– Eu te aconselho que tente logo resolver isso. Eu vim aqui te alertar, estão todos a procura de Regina, e estão cada vez mais próximos da sua localização, e temo que essa história não vá acabar bem. – disse Lily, ocultando a parte que sua namorada e Belle já sabiam onde a loira estava se escondendo.

– Eu vou pensar em algo, mas não posso permitir que tirem Regina daqui antes que eu consiga finalmente o poder sobre mim, eu preciso da adaga.

– Temo que você tenha que partir pra outra tática, pois essa pressão psicológica apenas não vai resolver nada. Ela sempre me pareceu durona, não vai ceder fácil assim.

– Eu sei, eu vou pensar em algo melhor. Mas olha, eu tenho que te confessar, eu não quero que me tirem Regina, não quero que ela saia daqui, e isso me assusta. Eu sempre fui tão independente, agora estou aqui, com medo que me tirem ela, com medo de ficar sozinha.

– Você não vai estar sozinha, você sabe que eu estarei sempre com você. Sei que é dela que você gosta, mas eu gosto é de você, e se um dia quiser, largarei tudo pra estar ao seu lado, então sozinha tenha certeza que nunca vai ficar.

– Nem sei o que dizer Lily, mas obrigada, de verdade. Eu queria retribuir seu sentimento, queria nunca ter começado a gostar de Regina, mas isso foi inevitável, acho que desde que a vi pela primeira vez, mesmo que eu nunca tenha me deixado notar, meu coração já estava dominado por ela.

– Eu entendo, e só quero a sua felicidade. Por isso vim te alertar, tome cuidado. Voltarei assim que puder, fique bem Emma. – disse Lily abraçando a loira.

– Venha me visitar mais vezes, porém não tão rápido assim, gosto da sua companhia. Vou esperar seu retorno.

– Pode esperar, eu vou voltar. – as duas sorriram uma pra outra, e Emma abriu a porta, dando passagem para a morena, que saiu acenando.

Assim que fechou a porta, a loira se jogou no sofá, não conseguia entender o que se passava em sua mente, uma hora pensava em se declarar pra Regina, porem no mesmo momento já pensava em a magoar, em faze-la sofrer.

Era horrível todo aquele sentimento de confusão dentro de si.

Se permitiu chorar por alguns instantes, enquanto Regina também estava aos prantos em seu quarto.

Os sentimentos estavam ficando cada vez mais a flor da pele entre as duas, o que deixava cada vez mais o jogo em que estavam vivendo perigoso e explosivo.

Uma das duas tinha que ganhar, e alguém iria sair machucado.

Notas finais
Espero que tenham gostado amores... :) Quero comentários e sugestões ein? :*