The dark Emma.
8 Inevitável.
Notas iniciais
Alguns dias se passaram e Regina andava mais confusa do que nunca, seus pensamentos eram todos voltados a Emma, onde ela estaria, como estaria, o que poderia estar fazendo, e o principal... Se também pensava nela, nem que fosse as vezes.
Depois do acontecido na floresta, ela não soube mais de Emma, e decidiu deixar a loira em paz uns dias pelo menos, ela com certeza precisava desse tempo, não queria sufoca-la.
Mas isso não a impedia de lembrar repetidas vezes do beijo, dos toques dos lábios de Emma, do cheiro, do sorriso... Regina estava totalmente confusa, mas de uma coisa tinha certeza, seja lá o que fosse que sentisse por Emma, nunca havia sentido antes, era algo único e incrível.
Ela sabia que era loucura ter beijado a salvadora, afinal, ela além de ser a salvadora, filha da sua ex pior inimiga, mãe de seu filho, era uma mulher.
Regina nunca teve preconceito com isso, mas ela era de uma época onde isso não era quase nada comum, e nunca se imaginou beijando outra mulher, sentiu algumas vezes no passado investidas de Maleficent, mas nunca desejou ter algum tipo de contato a mais com ela, mas com Emma foi muito intenso, ela simplesmente se esquecia de toda razão quando o assunto era estar perto da loira.
Difícil era entender tudo que estava sentindo, um lado gritava que o que fez era certo, o outro gritava pra parar de sonhar coisas idiotas, e voltar a realidade.
Não falava com Robin desde o dia que brigaram, ele mandava mensagens, ligava, mas ela não queria olhar pra ele ainda, e tinha esse direito. Afinal, a desconfiança dele trouxe a tona muitos sentimentos escuros, muita dor e sofrimento a Regina.
Hora ou outra se pegava sorrindo enquanto lembrava de ter beijado Emma, passava a mão pelos lábios como se tentasse recuperar a sensação inebriante daquele momento.
Outra coisa que permanecia martelando na cabeça da morena era a respeito de Emma ter dito que aprendeu a ama-la, ou seja, Emma estava admitindo que a amava.
– Emma, disse que te ama Regina... Você tem noção disso mulher? Alguém nesse mundo te ama de verdade. — sorria e falava sozinha andando pela casa. — Nunca confio nos sentimentos de ninguém, a única pessoa que acredito que me ama é Henry. Mas estranhamente quando ela disse eu acreditei de imediato? O que esta acontecendo comigo afinal... — falava enquanto passava a mão pelos cabelos e subia as escadas para seu quarto.
**
– Ela nem notou que esqueceu seu casaco no chão da floresta, como a rainha má é lerda.. — sorria sozinha enquanto abraçava o casaco que Regina havia esquecido dias atrás, cheirava profundamente buscando absorver o cheiro do tecido.
Os dias que se passaram foram normais para Emma, sim, normais. Ela não matou ninguém, não fez nenhuma maldade, simplesmente foi uma pessoa normal. Exceto por as vezes ter pensamentos horríveis e escuros, ela estava bem.
Havia sonhado com Regina algumas vezes, o pensamento dela gritava para ir atrás da morena, sua boca pedia desesperadamente por repetir os beijos, mas queria dar um tempo pra morena resolver sua vida, e no fundo estava um pouco receosa do que ela diria quando a visse novamente, e se ela ignorasse os beijos e fingisse que nada aconteceu? ou expulsasse Emma, algo do tipo. A loira estava com medo de ser rejeitada, essa era a pura verdade.
E estava planejando acabar com Rumple, não queria que ninguém soubesse ou se envolvesse nisso, então continuava sozinha e afastada. Em alguns momentos pensava em desistir, mas não era capaz, infelizmente. A sede por se vingar era maior que tudo.
**
Zelena continuava presa, porem não lhe faltava nada, estava tendo acompanhamento necessário para a gravidez que se iniciava, se alimentava bem, tinha até um certo conforto que Regina foi cedendo a ela ao passar dos dias, não tinha coragem de deixa-la sair da "prisão" onde a havia deixado, mas não era mais uma pessoa capaz de fazer mal a uma grávida, então agora a bruxa dormia em uma cama, e tinha alguns livros e TV para se distrair, a única coisa que lhe faltava totalmente era magia, e alguém que a fizesse companhia.
Desde o dia em que Regina e Robin discutiram e a morena passou a lhe ignorar profundamente, ele havia ido visitar Zelena, e continuava com as visitas constantes, mais de uma vez por dia, aliás.
Ele tinha ouvido Regina falar sobre como entrar lá, e se aproveitou pra fazer isso sem nunca ser notado.
Ele conversava com ela, tentava todo tipo de aproximação, Zelena por sua vez permanecia fria e irônica, dizendo que não era porque ele ia ser pai de seu filho, que ele era algo pra ela.
Mesmo assim ele insistia em estar sempre presente, tentando manter uma conversa amigável. A verdade é que ele estava se sentindo solitário e carente, já que Regina havia se afastado desde que voltaram de Nova York. Ele sabia que tudo era culpa dele, e em partes de Zelena, mas mesmo assim, não conseguia aceitar esse tempo que Regina estava se dando ao se afastar dele, e começou a passar dos limites com sua carência excessiva.
– Zelena... A verdade é que eu gosto de você também. Ficamos juntos todo esse tempo, eu pensei que fosse Marian. Mas era você, e eu fui feliz. Então aprendi a gostar de você, não consigo ter raiva ao te olhar, ainda mais que vai me dar um filho.
– Robin, para. Sério que achou que eu senti algo por você? O que eu fiz foi só pra torturar Regina, você não é nada pra mim. Nunca vai ser.
– Sabia que você me chama mais atenção que ela? Você é mais quente.. Me lembro das nossas noites, você tao entregue. Sei que por fora não era, mas por dentro sempre foi você. Regina nunca foi tao entregue a mim, ao mesmo tempo que estava comigo parecia estar em outra dimensão. Ultimamente ela esta pior ainda, tudo gira em torno de Emma. Eu não aguento mais... Eu sinto sua falta, do seu corpo... — dizia o homem se aproximando de Zelena e segurando seu rosto, aproximando seus lábios e a beijando de repente.
Ela se assustou e logo tratou de empurra-lo para longe gritando.
– Você acha que eu te quero? Como você é ridículo, nunca mais faça isso Robin. — disse enquanto passa a mão limpando a boca.
– Você vai me pagar por ter me rejeitado. Você vai se arrepender disso, e vai ser tarde. — disse o homem saindo e batendo a porta atrás de si, deixando a bruxa com um sorriso irônico no rosto
– Idiota, acreditou mesmo que eu fosse gostar de um cara babaca desse, tenho até pena. — Falava para si mesma quando notou a porta rangendo para abrir novamente.
– Porque diabos você voltou? Já não disse que não quero te ver? — gritava sem nem olhar em direção a porta.
– Vejo que é mais perigosa do que me avisaram. Adorei a recepção. — uma voz feminina dizia enquanto soltava uma gargalhada. Zelena levantou o olhar para a mulher que a fitava e se aproximava com uma prato em suas mãos. — Bom, já ouvi falar muito de você, sei que me conhece. Mas nunca fomos apresentadas formalmente. Eu sou a Ruby, e a partir de hoje vou vir trazer sua comida. Sei que era outra moça que trazia, mas agora que voltei, resolvi ajudar minha avó. — Sorriu animada. — Trouxe uma comida ótima pra você, prove. Você vai amar. — disse estendendo o prato.
– Você deve ser louca né? Pra estar falando assim comigo, só pode ser. Eu sou Zelena, odiada por todos na cidade, e você sabe, sei que lembra de mim e de tudo que eu fiz. Porque está sendo tão gentil? É algum tipo de cilada?
– Não se pode nem ser mais gentil com alguém? Você é mais rabugenta que pensei. E sim, sei bem quem você é, mas não me importa. Afinal, vida nova, todos mudam, eu mudei, todos podem. — deu um sorriso sincero. -Agora pra mim, independente do que fez ou não. Você é só uma gravida necessitada de atenção, e cuidados, só isso.
– Não preciso de cuidados e nem de atenção. Só que você saia logo e me deixe em paz.
– Uma pena seria se eu não gostasse de obedecer ordens. — diz se sentando ao de lado de Zelena que revira os olhos incomodada.
– O que você quer afinal?
– Nada, apenas conversar, não sei.
Sem vontade de ficar resistindo Zelena acaba se rendendo ao papo da morena, e quando notam estão conversando como pessoais normais, assuntos aleatórios, e até sobre bebês, uma possível amizade surgiria dali, mesmo que Zelena fizesse jogo duro.
**
Mais uns dias se passaram e Regina seguia focada apenas em trabalhar, e cuidar de Henry, e claro, pensar em Emma todos os dias.
Havia visto Robin algumas vezes, mas fugido de qualquer conversa, apenas cumprimentava e conversava o básico quando esbarrava com ele no Granny's. Ele seguia procurando e mandando mensagens, mas ela ignorava. Ainda se sentia magoada demais por dentro, apesar de por fora ter retomado sua pose de durona, andava muito fragilizada desde que Emma sumiu, quando todos começaram a notar como ela andava emotiva e sensível, ela logo tratou de vestir sua armadura novamente.
A cidade já estava se acostumando a ausência da salvadora, apesar de sentirem falta, já haviam esquecido um pouco do assunto, afinal tudo estava em calma e cada um vivia sua vida com seus finais felizes.
Mary e David sofriam com a ausência da filha, mas estavam tocando a vida, e tinham esperança constante que tudo se ajustaria.
Hook estava totalmente esgotado, sofria muito por Emma, andava bebendo demais, jogando, estava caindo no fundo do poço. Ele estava percebendo que apesar de ela ter dito que o amava antes de partir, não era o tipo de amor que ele sonhava ou esperava dela, se não mesmo com tudo que está acontecendo, ela ainda o procuraria, coisa que não fazia desde a noite no navio.
Belle e Regina haviam dado uma pausa nas pesquisas, até que Regina resolveu ligar marcando de voltarem as buscas por soluções.
– Belle, podemos nos encontrar hoje mais tarde pra continuar nossas pesquisas?
– Claro Regina, mas estive pensando, deveríamos procurar algo na loja. Gold já disse que por ele tudo bem se fizermos alguma pesquisa por lá. Ele disse que se puder ajudar também, estará disponível.
– Hum... Belle, eu agradeço. Mas não sei se é uma boa ideia eu me misturar com Rumple de novo, a ultima vez acabamos quase brigando feio. Você sabe que pra mim ainda é difícil não ver ele da mesma forma não é?
– Eu te entendo, mas ele vai ser bem tranquilo, eu prometo. Vou conversar com ele pra não tocarem em nenhum assunto do passado, simplesmente vamos nos focar em unir forças para ajudar Emma, só isso.
– Ok, você tem razão, uma pesquisa na loja do Gold pode ser uma boa ideia. Combinado então, assim que eu sair da prefeitura vou pra lá, antes de anoitecer.
**
A luz do pôr do sol refletia nos cabelos loiros ondulados da mulher que estava sentada apreciando aquele momento enquanto pensava em muitas coisas, principalmente em quanto sua vida tinha mudado desde que pisou nessa cidade, relembrou todos os fatos, e no fim seus pensamentos se voltaram pra Regina.
– Será que um dia nós duas poderíamos ficar juntas? Como uma família... Eu poderia tanto ser o final feliz dela, e ela o meu. Mas agora, nem se ela aceitasse ficar comigo, eu poderia aceitar ficar com ela e Henry, não esse monstro que eu sou, não essa Emma que me tornei. — falava essas palavras carregadas de angustia e ódio. O que a fez apertar as mãos e se levantar rumo ao seu plano.
Tinha planejado ir até a loja de Gold quando começasse a anoitecer, seria a hora que ele estaria fechando, e todos estariam ocupados em ir pra suas casas, ou comerem algo no granny's. Seria o momento perfeito pra ter certeza que ele estaria lá, e que ela não seria notada.
Havia pensado em se passar por Belle e mata-lo assim, mas acabou por decidir apenas adormece-la, e fazer isso como Emma mesmo, pra que ele a visse acabar com sua vida assim como ele fez com a dela, e passar seus últimos segundos se arrependendo de tudo que fez as pessoas de Storybrooke.
Quando entrou pela porta da loja foi logo ouvindo a voz de Gold dizendo que ja estavam fechando, antes que Belle se virasse de uma estante que estava arrumando, Emma lançou um feitiço que a faria adormecer por uma hora, o que fez a moça desmaiar, e Rumple virar assustado seu olhar para a porta, por onde a loira passava e a viu trancar a porta atrás de si.
– Em.. Emma, você... Você aqui? É.. precisa de algo? — disse gaguejando e temendo muitas coisas.
– Olha olha, você voltou a ser um covarde não é mesmo?
Se aproximava do homem que se encolhia a cada passo que a loira dava em sua direção.
– Você é tao desprezível assim, indefeso. Veja só, não consegue nem falar. Cadê aquele homem que sempre me recebia com mil enigmas e ironias. Que tal fazer um acordo senhor Gold? — soltou uma gargalhada que fez o homem se estremecer mais ainda.
– Emma, se acalme. Seja lá o que tiver pensando ou querendo, vamos conversar.
– Não temos o que conversar. Já conversamos demais desde que pisei nessa cidade. E olha onde estou hoje, vê a diferença? Pois é, não é só física, é interna também. Não sou a mesma que não era capaz de fazer mal nenhum por intenção.
– O que você pretende fazer? E Belle? O que você fez?
– Primeiro, se aproxime, saia de trás desse balcão, fique frente a frente a mim. — dizia mais como uma ordem, e o homem atendeu, e logo parou a frente da loira, que então continuou. — Não fiz nada a Belle, eu não tenho porque fazer nada a ela, não sou igual você que destrói a vida de pessoas inocentes sem se importar. Ela está apenas dormindo, o que vai ser ótimo, pois ela não vai presenciar a sua covardia, e a sua cara de medo patética. E quanto a você... — andou em volta dele, que permanecia imóvel, então parou de novo a sua frente. — Vim te dar um presente.
– Um presente? — perguntou inseguro.
– Sim, o mesmo que dei a seu amigo autor.
– Não, você não vai..
– Te matar? Sim, eu vou. Olha meu caro, considere como um presente, sua vida é miserável, te tirar ela vai ser apenas um presente muito caridoso que eu vou te dar, mesmo que você não mereça. Você merecia sofrer. Mas como estou de bom humor, vou te poupar disso.
– Não Emma, por favor. Eu me arrependi, eu sou um homem novo. Me perdoa. Eu só quero reconstruir minha vida, não faça nada precipitado, você pode se arrepender depois.
– Cala a boca seu inútil! Não me peça perdão, pois não vou te perdoar. Não só pelo que fez a mim, por tudo que já fez a todos, inclusive a Regina, você destruiu a vida dela, você fez eu viver sem meu filho, você foi a pior pessoa que ouvi falar em todos reinos. Não merece perdão, não adianta vir querer concertar nada agora. E é claro que agora você é um novo homem, graças a mim. Agora eu sou o monstro que você era, assim como você sempre quis. Mas não vou te deixar curtir esse momento, não vou te deixar ser feliz, pois eu nunca mais poderei ser feliz por sua culpa. — o olhar de Emma parecia faiscar de tanto ódio.
– Emma, isso vai te destruir. Você tem chance de ser feliz. Não deixa essa falsa ilusão de que vingança leva a algum lugar te consumir, porque não leva. Vingança estraga tudo. Pense com calma, você tem tantas pessoas que te amam e se importam com você, seus pais, seu filho, Regina. Pense neles.
– Lave a boca pra falar de qualquer um deles, você não tem direito nem de falar sobre eles. — se aproximou os deixando a poucos centímetros de distância. — Agora chega de conversa. Aprendi com Regina a esmagar corações sabia? Não que ela tenha me ensinado, ela não seria capaz de fazer isso. Diferente de você, que ensinou isso pra mãe dela, e provavelmente pra ela também. E agora, eu vou usar com você, meu querido. — Soltou mais uma gargalhada que parecia ecoar no lugar.
Sem mais delongas adentrou sua mão no peito de Rumple, que arregalou os olhos e a encarava incrédulo.
– Não acredito Emma, você não pode fazer isso. Por favor, pensa direito.
– Já chega Rumple, seu tempo acabou. Já viveu mais do que deveria. — apertou levemente o coração, o que fez o homem soltar um gemido abafado de dor. — Olha só esse coração, novinho... Quem diria, você é mesmo sortudo por conseguir um desse. Pena que não vai usar. — continuou a apertar o coração, mas foi interrompida por batidas na porta e uma voz muito conhecida.
– Ei Belle, você está ai?
Emma sentiu seu corpo estremecer, a voz de Regina era uma como uma descarga elétrica percorrendo seu corpo, ela sentiu vontade de correr para porta e abraçar a morena, mas não ia desistir de sua vingança agora.
– Belle, vou entrar.. Já que não me atende. — com sua fumaça roxa Regina entrou na loja, e se deparou com aquela cena, o que a fez abrir a boca em surpresa, e Emma revirar os olhos.
– Emma, o que é isso? Pare com isso, vamos embora daqui. Vem comigo! — disse com a voz suave, estendendo a mão para loira, tentando manter a calma, mas na verdade estava apavorada com a situação.
– Regina, senti sua falta. Porém não queria te ver assim, você não deveria estar aqui. É melhor você ir embora. — disse com a voz baixa se aproximando da morena.
A morena sem pensar duas vezes a puxou para um abraço apertado, acariciando seus cabelos.
– Emma, vamos embora daqui, por favor. Esquece isso. Eu sei que ele merecia, mas você não merece, você não merece se entregar a isso por algo tão baixo como ele. Vem, eu te ajudo a recomeçar.
A loira hesita um pouco afundando seu rosto nos cabelos da morena, mas logo se desvencilha do abraço, se afastando.
– Eu queria muito Regina, mas não posso. Me desculpe, mas não da pra fazer isso. Tenho que continuar, desculpa mesmo. Por favor, vá embora.
– Não, eu vou ficar aqui, e você não vai fazer isso.
– Não tente me dar ordens Regina, vá embora, já falei.
– Não, não vou.
– Ok, como quiser. Vou prosseguir na sua frente mesmo, já que preferi assim. Eu não queria, mas não vou discutir com você nem te forçar a sair.
Emma retorna sua atenção para o coração a sua mão, e começa a aperta-lo.
Regina em um pensamento rápido, se lembrou que podia impedir aquilo, afinal, ela não queria ver sua loira, alguém que ela via como inspiração de como ser alguém melhor, cometer mais coisas do qual ela poderia se arrepender ou sofrer as consequências no futuro.
Em uma ação extremamente rápida fez a adaga aparecer em suas mãos, então a aproximou de seus lábios, deixando uma lagrima escorrer de seus olhos, tudo aquilo era doloroso demais para ela, não queria ter que chegar aquele ponto, mas era necessário.
– Eu te ordeno a não tentar mais matar Rumplestiltskin.
Sem controle de seus atos Emma colocou de volta o coração de Rumple em seu peito. E em seguida se virou para Regina, a olhando incrédula, um misto de tristeza e raiva podia ser notado em seu olhar.
– Me desculpa Emma, foi pro seu bem... — Regina disse com lágrimas rolando por seu rosto, e se aproximando lentamente.
– Não chegue perto de mim, Regina. — Emma gritou cerrando os punhos e batendo com força na parede, abrindo um enorme buraco. Em seguida ela mesma se aproximou de Regina apertando seu queixo com uma das mãos e falando bem próximo de seus lábios.
– Você me paga, isso não vai ficar assim.
Logo desapareceu em sua nuvem negra, deixando Regina totalmente desolada e sem saber o que pensar ou fazer.
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