Notas iniciais
Amores, mil vezes obrigada pelos comentários.. Fico muito feliz de coração. Estou trabalhando muito, me falta tempo. Mas não pretendo deixar de postar com freqüência igual sempre faço, a única coisa que dificulta um pouco é responder os comentários, mas eu leio todos e amo muito. Enfim, mas um capitulo pra vocês.. Boa leitura!

– Você? – perguntou a morena com a voz fraca, saiu quase como um sussurro.

Emma encarava Regina intensamente, um pouco receosa de qual seria sua reação, somente respirou fundo e fez um movimento positivo com a cabeça, esperando para ver o que a morena faria.

Os segundos que se passaram enquanto as duas se olhavam pareceram eternos, Emma estava ansiosa para que Regina fizesse algo, estava certa de que ela gritaria e a mandaria embora dali.

No entanto Regina em um impulso puxou Emma para um abraço, colocou sua cabeça recostada no ombro da loira, e se permitiu chorar, Emma ficou surpresa mas retribuiu o abraço, e acariciava os cabelos da morena enquanto a deixava desabafar, não conseguiu deixar de notar o perfume de seus cabelos, o que a fez se esquecer da situação que estavam por uns segundos e querer ficar ali pra sempre, sentindo aquele cheiro que vinha da morena, e sua respiração próxima a seu pescoço, o que a fez ter um leve arrepio, que por sorte passou despercebido

Permaneceram assim por alguns minutos, até que Regina se afastou um pouco, e olhou no fundo dos olhos de Emma, enxergando todo o resquício de luz que ainda existia neles.

Sem mencionar nenhuma palavra, Emma levou calmamente suas mãos até o rosto de Regina, e delicadamente limpou as lagrimas que ainda caiam, acariciou o rosto da morena, que fechou os olhos sentindo o contato tão agradável daquelas mãos em sua pele.

– O que... o que você está fazendo aqui? – disse a morena com a voz saindo baixa e debilitada após todo o choro.

– Eu estou sempre por perto. Eu sinto quando tem alguém no meu território, eu vi você e te segui sem que me notasse, observei tudo de longe. – disse abaixando a cabeça, parecia envergonhada na frente de Regina. – Você... você sabe não é?

– Porque fez isso Emma? Eu me sinto péssima em te ver assim, você sempre foi a pessoa que me apoiei e me inspirei para ser quem sou hoje, é doloroso te ver assim sabia?

– Eu não queria te decepcionar, essa sou eu agora. Mas por mais que eu faça coisas que te de desagradem, não quero seu mal. Perdoe-me por esse mal entendido. Eu não me importo de conversar com ele e esclarecer tudo.

– Não, jamais. Se alguém quer acreditar em mim Emma, tem que fazer isso com o coração, não preciso provar nada pra ninguém, se a pessoa não consegue acreditar em mim, é porque não me conhece de verdade, nunca nego nada que eu faço. Se eu fiz, eu assumo... Mas quando eu disser não, é não mesmo.

– Acha que eu não sei? Eu te conheço, sei como você é. E concordo plenamente, só estou oferecendo porque não quero estragar sua vida, e não quero que se prejudique ou sofra por minha causa. É tudo culpa minha, você não tem que pagar pelos meus erros, eu...

– Shiu... – Regina levou o indicador os lábios de Emma, com intuito de que ela não prosseguisse com as palavras. – Não diga mais nada, olha onde você esta por minha causa Emma? Não se culpe, se tudo isso está acontecendo, e graças aos meus erros do passado, não seus. — retirou seu dedo delicadamente, fazendo quase que automaticamente o contorno da boca da loira.

– Você não teve culpa também, apenas viveu o destino que escolheram pra você. – disse segurando a mão de Regina.

– Eu fiz minhas escolhas, eu que deveria estar pagando por elas. – falou com a voz baixa, observando sua mão e a de Emma unidas, então entrelaçou os dedos das duas mãos, e levou até seus lábios, dando um beijo delicado na mão da loira, que soltou um sorriso comovido.

– Não vamos mais falar disso, por favor...

– Emma, não se afaste de mim. Eu sinto sua falta, eu preciso de você por perto, não vá embora assim.

– Regina, perto de você eu consigo ser um pouco do que eu era, mas infelizmente longe de você não é assim, eu não sou mais a mesma, não posso continuar convivendo como se nada tivesse mudado.

– Então fique comigo! – Emma a encarou um pouco confusa, a morena percebendo continuo a falar. – Quero dizer, fique perto de mim... Eu posso te ajudar, sei que posso. Por favor, promete que não vai sumir? – pediu quase como uma suplica desesperada.

– Eu não posso te prometer isso, na verdade eu não posso te prometer nada. Me desculpa por te desapontar.

– Eu não paro de pensar em você. – soltou e logo em seguida notou o que havia acabado de dizer, pensou em tentar mudar a frase, mas não, já estava na hora de ser sincera, algo estava diferente em seus sentimentos por Emma, e não dava mais pra simplesmente ignorar.

– Eu também não paro de pensar em você. Em tudo que já enfrentamos juntas, em tudo que você significa pra mim. Eu não sei o que estou sentindo Regina, mas... Não é mais o mesmo que eu sentia antes, está mais forte. Ficar me afastando, fugindo de você, só me fez perceber coisas que com certeza já estavam aqui dentro, eu só não via, mas não sei explicar o que é. A única coisa que eu sei, e que de alguma forma, que ainda não descobri qual é... – se aproximou da morena, então parou os lábios próximos ao ouvido de Regina, depois de um longo suspiro disse quase como uma confissão, para ambas. – Eu aprendi a amar você, Regina.

Regina sentiu seu corpo todo se estremecer com aquelas palavras, os lábios tão perto, a voz tão doce em seus ouvidos, ela sentiu uma imensa vontade de ter um contato maior, necessitava algum tipo de explicação para tudo que estava sentindo, sua cabeça estava uma verdadeira confusão, e definitivamente esse não era um momento a ser desperdiçado.

Regina colocou uma mão na nuca de Emma, enquanto com a outra a segurou pela cintura, Emma por sua vez passou os lábios pela orelha da morena, e foi percorrendo com seus lábios entre abertos o caminho até parar próxima a boca de Regina, tão próximo que as respirações, agora aceleradas, se fundiam.

As duas se olharam fixamente, um desejo incomum e totalmente novo as preenchia, ambas queriam sentir aquele momento, por mais estranho que parecesse, elas estavam completamente presas em um momento só delas, que elas nunca haviam imaginado antes que poderia acontecer, pelo menos não que seriam correspondidas.

– Emma, eu... – Regina começou a falar mas foi interrompida pelos lábios de Emma que agora encontravam os seus, em um primeiro contato delicioso, iniciaram um beijo calmo, afim de descobrirem uma a outra, mas logo o beijo se tornou mais intenso e urgente, as línguas travavam uma batalha, buscando saborear cada instante daquele momento, continuaram com o beijo até faltar o ar, e ambas serem obrigadas a se afastarem um pouco, mas as bocas ainda permaneciam bem próximas.

– Isso foi... – Regina disse com a respiração ainda acelerada, parecendo procurar palavras pra expressar o que estava sentindo.

– Incrível, eu sei. – Emma completou com um sorriso, enquanto mordeu levemente o lábio inferior da morena, o chupando com certa intensidade.

Regina puxou os cabelos de Emma trazendo sua boca de novo para dela, se beijaram tão intensamente quanto antes, talvez mais, pois agora já sabiam as milhares de sensações maravilhosas que aquilo as proporcionava. Estavam confusas, mas isso não as impedia de aproveitar um momento que estava sendo perfeito.

Emma percorreu com sua mão pela coxa de Regina, a apertando enquanto a morena segurava seus cabelos com uma mão, e com a outra arranhava suas costas por cima da roupa. Estavam perdidas em uma experiência única, pareciam estar vivendo em outro mundo, onde não havia problemas, onde somente as duas existiam.

De repente uma voz foi ouvida ainda longe, não pararam o contato, mas logo a voz se aproximou o suficiente para que Emma encerrasse o beijo com um selinho carinhoso. Então Regina a olhou e deu um sorriso, e se virou para ver de quem era a voz, que chamava por seu nome, pode ver ao longe uma mulher se aproximando, mas quando se virou para olhar Emma novamente, essa já não estava mais lá, e nem se quer havia sinal de pra onde havia ido, nem de que realmente estivera ali a segundos atrás.

Regina ficou triste por ela ter partido, mas deu um sorriso levando seus dedos ao seus lábios, se lembrando dos beijos.

Logo foi despertada de suas lembranças com a voz da mulher agora praticamente ao seu lado, se virou novamente e agora pode ver claramente Ruby parar ao seu lado e estender a mão para que a morena segurasse e se levantasse.

– Olá, sei que esse não é o melhor jeito de me reencontrar. – sorriu e então continuou. – Mas me pediram pra te procurar, afinal sou uma ótima rastreadora. Que bom que te encontrei, e que está bem. Vamos voltar?

– Olá loba, eu não precisava de ajuda e nem de ser encontrada, mas obrigada. Vamos voltar sim, mas por favor, não quero ver ninguém agora.

– Como quiser majestade. – disse e assim começaram a caminhar de volta para cidade, nunca foram intimas, nem amigas. Mas ambas simpatizavam uma com a cara da outra, e claro que não saiam falando isso por ai, mas elas poderiam ser boas amigas talvez.

Ruby tagarelou o caminho inteiro tentando puxar conversa, Regina respondia, mas estava em outra dimensão, pensava sem parar um segundo em Emma, o que logo se tornou visível.

– Ei Regina, em que mundo você esta? Parece que estou falando sozinha.

– Oh, me desculpe Ruby, não foi minha intenção. Pode falar, vou prestar total atenção agora. – a prefeita não queria ser grossa afinal, ela era uma nova pessoa, tinha que superar seu lado autoritário, e ignorar alguém que só queria ser gentil não era certo.

Afastou um pouco então os pensamentos em Emma, teria muito tempo ainda para pensar sobre isso, e começou a participar da conversa com Ruby, logo já estavam de volta a cidade.

Regina quis ir pra casa, e pediu a animada mulher que a acompanhou que passasse o recado para Robin, que obviamente já tinha ido chorar as magoas para todos.

**

– Sabe, eu não sei o que pensar Hook, afinal, a situação foi totalmente comprometedora pra Regina, eu quero acreditar nela, mas é difícil. — dizia o homem cabisbaixo e confuso.

– Olha Robin, quando a gente gosta de alguém de verdade, não costumamos desconfiar da pessoa, mesmo que a situação seja confusa igual essa. Você esta dando uma grande mancada com Regina meu caro, e temo por você, que ela não vá te perdoar.

– Mas se não foi ela, quem foi então?

– Você continua a acusando indiretamente, acha mesmo que um relacionamento assim tem futuro?

– Mas ela é meu amor verdadeiro, isso é pra sempre... Não podemos mudar nem fugir disso.

– Isso é apenas pó de fada meu caro, e não a magia nenhuma que segure um coração magoado e decepcionado, e o da Regina com certeza já esta assim a muito tempo com você.

– Poxa, eu não sei mais o que fazer, eu queria tanto confiar totalmente no que ela diz. Não sei o que acontece comigo.

– Já parou pra pensar antes de acusar Regina, que pode ter sido a Emma?

– Você esta acusando a mulher que você ama também, como pode me dar conselhos pra confiar em alguém?

– São situações diferentes. Emma sempre foi boa, mas agora ela é a senhora das trevas, e eu sei tudo sobre isso, passei meus muitos anos perseguindo o Rumple, e aprendi muito com isso. Emma não tem controle sobre certos atos, ela se tornou egoísta e perigosa. Na carta que ela me mandou notei isso, ela estava me avisando que estava cansada de lutar contra seus demônios.

– Então... Você acha que Regina é totalmente inocente e eu a julguei mal?

– Cara, eu tenho certeza. Me dói muito dizer, mas isso é obra da Emma, ela quer vingança.

– Eu notei mesmo que as trevas afetaram ela na noite que a encontrei, ela até me ameaçou, foi realmente assustador.

– Ainda bem que tocou no assunto, quero te dar um conselho, cuidado com a forma que trata Regina, pois Emma a adora, e sempre a defendeu, acho que você não quer vê-la irritada com você novamente né?

– Claro que não, ela quase me matou. Eu vou me desculpar com Regina, fico mais aliviado que não tenha sido ela.

– E eu fico sinceramente aborrecido com você por ter desconfiado dela, ela mudou e muito, mudou de verdade. Se ela não tivesse mudado, ela ja teria provavelmente esmagado seu coração por todas vezes que errou com ela.

– Você esta a defendendo?

– Não. Não tenho motivos pra isso, sempre me senti meio trocado por ela, e confesso que sinto uma pontada de ciúme da relação dela com Emma, não temos a melhor relação do mundo, então não tenho porque defender ela, só estou sendo realista. Você não merecia o perdão dela.

**

Como de costume a cidade se reunia no Granny's quase todas as noites de sexta, mesmo sem combinarem nada, a maioria sempre aparecia por lá quando estava tudo em calma em Storybrooke.

Robin contou a todos o que havia acontecido naquela manhã, e disse que Emma havia matado o autor, o que deixo horrorizadas muitas pessoas, inclusive os pais da loira.

Lá também estavam Rumple e Belle, mais felizes e apaixonados que nunca, planejando até se casarem novamente.

Emma andava pelas ruas da cidade, querendo ver Regina, pois não parava de pensar nela... Passava em frente ao Granny's , quando olhou para dentro e pode ver o casal todo sorridente sentiu o ódio percorrer, não era justo o homem que destruiu em partes sua vida, sendo feliz com a pessoa que ama.

Ela daria tudo pra estar com Henry e Regina agora, mas não podia, graças a ele.

Sumiu antes que alguém a visse por ali, pensou em ir ver Regina, mas estava muito nervosa, então foi embora, mas com um pensamento fixo, ia destruir a felicidade de Rumple.

Notas finais
Pessoas que shippam Rumbelle, não precisa querer me matar ta? Isso é só algo que vai ajudar a fazer algo interessante na história, não pretendo tirar happy ending de ninguém Hahaha Espero que tenham gostado, comentem, dêem opiniões sugestões.. Tamo ai pra isso. E vou tentar postar mais um capitulo esse FDS. Beijos