The dark Emma.
3 Acontecimentos estranhos.
Notas iniciais
Regina acordou assustada e se debatendo na cama, mais uma vez tinha sonhado com Emma. E hoje Henry não estava lá para ampara-la, pois havia dormido na casa dos avós.
Ela não sabia muito bem definir o que sonhava, só tinha vagas lembranças de Emma se aproximando dela com um olhar muito feroz, e depois tudo se apagava, ela só se lembrava de gritar pedindo que a loira parasse.
Depois de se recuperar do sonho, que na verdade se parecia mais com um pesadelo, fez sua higiene matinal, e decidiu que precisava retomar um pouco sua vida normal, então pegou seu carro e dirigiu até a prefeitura, precisava trabalhar, caso alguém precisasse de algo, não podia deixar a cidade sozinha.
A manhã se passou enquanto ela analisava alguns arquivos, queria ver se encontrava algo no material que tinha de Emma, que a ajudasse a encontra-la.
Na hora do almoço, ligou para Robin, já estava na hora de os dois conversarem, afinal, agora eram livres pra ficar juntos.
Os dois se encontraram para almoçar juntos, Robin se alegrou muito que Regina finalmente quis vê-lo. Almoçaram tranquilamente depois de muito tempo, conversando sobre nova York, e outras coisas banais de um casal. Robin estava totalmente cauteloso para não tocar no nome de Emma, pois tinha notado que Regina andava muito preocupada e arredia quando se tratava desse assunto, mais aos olhos dele, era porque ela se sentia culpada.
– Regina, eu queria que morassemos juntos, agora nada pode nos impedir de viver nosso amor. – disse segurando a mão dela, que pareceu pensativa, mas logo respondeu.
– Claro, podemos morar juntos. Afinal, lutei tanto para estar aqui, para estar com você, não posso jogar isso fora agora não é mesmo? – disse tentando convencer a si mesma das palavras que tinha acabado de dizer, então deu um leve sorriso.
– Eu te amo Regina, me perdoa por tudo que te fiz passar. Queria que as coisas tivessem sido mais fáceis. – deu um sorriso triste para morena.
– Eu também te amo Robin. Mas não vamos mexer nessa ferida, foi muito doloroso tudo que passei, sofri demais esses últimos tempos, não quero falar disso. Aconteceram muitas coisas, preciso assimilar tudo isso dentro da minha cabeça. Vamos simplesmente viver nossas vidas ok? Sem lembrar do passado. Você é meu amor verdadeiro, agora posso viver feliz com você e os meninos, Emma me deu esse presente, eu vou aproveitar, sei que apesar de tudo que ela me disse, ela sempre quis me ver feliz. – desabafou mais para si mesma.
– O que ela te disse amor? – perguntou Robin a olhando curioso, Regina se tocou que tinha acabado de dar uma mancada, então corrigiu rapidamente, não ia contar para ninguém por enquanto que viu Emma.
– Não, nada. Isso foi antes, quando a gente vivia brigando, eu nem te conhecia. Esquece isso. – disse se levantando e dando um selinho em seu companheiro. – Vamos? Eu preciso voltar pra prefeitura, nos vemos depois. – se despediram e Regina se foi pensando que devia ser mais cuidadosa no que dizia, estava muito confusa.
Em outra parte da cidade, estava Hook e os pais de Emma, que não conseguiam parar de pensar que a qualquer momento Emma entraria por aquela porta, mais infelizmente, dois dias se passaram, e ela não apareceu.
Henry podia sentir que sua mãe Emma, estava bem, mas sabia que ela precisava de ajuda, e que tinha que encontra-la logo, pois a cada segundo que se passava, ela podia estar se deixando ser tomada pelas trevas.
O problema é que como agora ela era mais poderosa e esperta do que todos eles juntos, seria uma missão quase impossível encontra-la. Já que estava fora de cogitação invoca-la com a adaga, Regina já havia dito que não queria fazer isso, e o garoto concordava que poderia ser pior realmente.
**
Emma não dormia a duas noites, e não sentia necessidade nenhuma disso também, ficava andando de um lado para o outro, tentando não encher sua cabeça de pensamentos ruins.
Se lembrou dos últimos acontecimentos antes de se tornar senhora das trevas, Hook e Regina quase morreram, o que doía só de pensar.
Ela amava Hook, e estava sentindo falta dele, ele tinha sido um ótimo companheiro nos últimos tempos, fez de tudo por ela, sabia como ele devia estar aflito, assim como todos, mas não podia fazer nada por enquanto.
Tinha momentos que ela sentia seu coração se encher de esperanças de novo, que ela se permitia sentir falta das pessoas que amava, mas em outros momentos sua mente era totalmente possuída por uma escuridão que a levava a pensar em vingança, tinha momentos que ela pensava em exterminar todos em Storybrooke, isso estava agoniante para ela, não aguentava mais sua mente dividida e uma parte lutando contra a outra o tempo todo, estava uma situação maçante, que ela não estava conseguindo lidar mais.
Ela sabia que se hoje ela estava assim, era por culpa do egoísta Rumple, e do maldito autor que arruinou a vida de todos. Lembrar-se disso a fazia ter vontade matar os dois, e ela não duvidava ser capaz de fazer isso. A Emma salvadora, pensaria muito antes de ter coragem de fazer algo assim, mas essa nova Emma, não se importaria de machucar quem merecesse.
Por mais que ela não gostasse de não ter o controle sobre si mesma, estranhamente confiava que com Regina a adaga estaria muito segura, e que ela não faria mal a ninguém, e esperava que continuasse com a proteção dela. Por mais que estivesse sentindo uma espécie de ódio por Regina agora, não conseguia se imaginar fazendo mal a ela, e vice versa.
Estava com medo que a escuridão a tomasse de vez, isso estava a apavorando, pois não era algo que ela pudesse controlar, estava se trancando isolada de todos, pra não ter perigo de se irritar com algo, e perder totalmente o controle.
Era mais difícil do que ela pensava ser a senhora das trevas, ela entendia um pouco o lado de Rumple agora, de ser tão maldoso, dizer tantas mentiras, enganar tanto as pessoas. Não era algo que pudesse ser controlado. Mesmo sabendo disso, o ódio que ela estava sentindo por ele, não diminuía.
Desde que ela pisou naquela cidade, a intenção dele era essa, ver ela tomando o lugar dele, e ele finalmente conseguiu.
O que ninguém imaginava, nem o próprio Rumple, e que ela tinha potencial para ser muito mais terrível do que ele. Antes de ser o senhor das trevas, ele era apenas um covarde qualquer, já ela não, sempre foi poderosa, nunca precisou de uma adaga pra ser alguém que impusesse respeito, agora imagine todo esse poder e força que ela já tinha antes, fundido com todos os poderes das trevas que ela havia adquirido?
Ela sem duvidas era o vilão mais temível de todos os tempos, ninguém sabia disso ainda, nem ela mesma.
Emma estava pensando sobre os últimos acontecimentos, e se lembrou do que fez quando a escuridão a tomou naquela noite.
Ela sentiu ódio percorrendo seu corpo, mas teve um lampejo de lucidez que a fez se transportar para longe dali, afinal, não sabia do que poderia ser capaz.
Quando caiu em algum canto afastado da floresta, havia sentido seu corpo todo se fortalecer, sua cabeça ficou confusa, ela gritou muito tentando jogar para fora todo o ódio que estava sentindo, mas não conseguiu. Destruiu varias arvores tentando inutilmente descontar a raiva, pra ver se ficava livre daquela angustia, mas não conseguiu nem um pouco de resultado.
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Os dias se passaram, Robin estava morando na casa da Regina, que continuava muito envolvida em ajudar Emma, mesmo depois do que ela disse que não queria sua ajuda, todos estavam surpresos com a dedicação da prefeita em encontrar soluções pra resgatar a salvadora.
Hook estava sofrendo por não conseguir achar seu amor, e por ela não haver o procurado ainda, o que o fazia pensar em coisas horríveis.
Mary e David estavam tentando junto a Belle, fazer pesquisas que ajudassem a reverter a situação, mas estavam sem avanços até o momento.
Regina também manteu segredo sobre a visita de Emma, não disse para ninguém, nem mesmo para Henry, preferia deixar todos com esperança de que ela estivesse bem em algum lugar,e que seu coração ainda estivesse intacto,mas no fundo a prefeita sabia que ela estava presa a escuridão, pois viu nos olhos dela naquela noite.
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Naquela noite Emma resolveu visitar Regina novamente, para ver como andava tudo.
Ela tinha tido dias terríveis, onde a raiva e as trevas haviam se apossado dela, ela só conseguia ter pensamentos ruins. Hoje finalmente havia conseguido recobrar um pouco de sua memoria de salvadora, e foi até a mansão da prefeita.
Quando chegou na entrada da casa, se deparou com uma visão pela janela, que estranhamente a enfureceu, e fez ela quebrar o vidro da janela, mas desapareceu antes que alguém a visse.
Ela tinha visto Regina, Robin, e os meninos, sorrindo como uma família feliz. O que a fez concluir que ali ela não fazia menor diferença, ninguém deveria estar se lembrando dela, muito menos Regina, o que a fez se sentir idiota por ter ido até ali visita-la, como se fizesse alguma diferença, não ajudaria em nada.
Sumiu então, decidida a não visitar mais Regina, ela merecia a felicidade dela, já que estava completa, não iria atrapalhar com sua escuridão.
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Regina correu para ver o que tinha acontecido, o barulho dos vidros se quebrando tinham sido um estrondo muito forte, que deixou a todos assustados.
Robin a seguiu, e começou a analisar a janela, para ver o que poderia ter sido.
Quando abriu a porta, Regina sentiu o cheiro dela, o cheiro de Emma invadir seu olfato, aquele cheiro era impossível de não reconhecer, pelo menos pra ela, e ela nem sabia explicar isso.
Nesse momento notou que era ela que tinha feito aquilo, mas não falou nada, apenas inventou alguma desculpa para Robin, que se contentou com aquilo, e disse que concertaria depois.
Henry achou estranho, mas não chegou a desconfiar do que se tratava.
Regina queria agora entender o motivo, porque Emma foi até sua casa quebrar sua janela e desaparecer assim? Será que ela estava com tanto ódio de Regina assim, e estava dando sinais disso? Como um aviso? Ela queria descobrir, mas não sabia como, ainda.
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