Ao chegar na casa de Cartman, uma mulher de cabelos longos e castanhos me atendeu depois que eu toquei a campainha. Ela parecia ser a mãe de Cartman.

– Oh, você deve ser a Nate, a menina que o meu filho sempre fala – disse a mulher.

– Sim, sou eu – respondi – E você deve ser a mãe dele, né?

– Sim. Muito prazer em conhecê-la, sou Liane Cartman.

– O prazer é meu, Sra. Cartman – cumprimentei apertando sua mão.

– Mãe, quem é que está porta? – gritou uma voz meio rouca na parte de cima da casa que era de Cartman.

– É a sua amiguinha, docinho – afirmou Liane.

– Nate? – perguntou Cartman.

– Sim – respondeu Liane.

– Pode vir, Nate! – ordenou para mim. Eu logo entrei na casa e fui recebida por um gato e um porco. O gato, além de ter miado para mim, também se esfregou nas minhas pernas e o porco apenas fez um “oinc” que diríamos que é aquele barulho que os porcos fazem.

Ao chegar no quarto de Cartman, abri a porta e vi ele jogando vídeo-game. Ele se virou para mim e deu um sorriso.

– Olá, Nate! – cumprimentou.

– Oi, Cartman! – cumprimentei de volta – O que está jogando?

– Dead Rising 3.

– Hum...legal – disse me sentando ao seu lado, vendo ele jogando.

– Você também gosta de vídeo-games? – perguntou.

– Sim.

– Que jogos você gosta?

– Hum...é uma boa pergunta, Cartman – afirmei – Mas, ultimamente, estou gostando de jogos de 3DS.

– Hum...

– O último jogo que eu zerei foi Kirby: Triple Deluxe.

– Hum...legal – disse ele – Você gosta de jogos de Xbox e de Playstation?

– Sim – afirmei – Bom, Xbox nem tanto, sou mais Playstation.

– Porra! – berrou quando ele morreu no jogo – Hum...acho que vou deixar essa parte para depois – afirmou. Logo ele se levantou e tirou o CD do console e colocou dentro da caixa do jogo, e em seguida, guardou em uma pilha organizada de jogos.

Logo ele foi em direção para cama e se sentou em cima. Ele fez um gesto para que eu viesse para o seu lado, dando uns leves tapas na cama, na qual eu aceitei, acenando com a cabeça.

Me sentei ao seu lado e nos olhamos por um tempo.

– Então, como vai a vida? – perguntou.

– Vai bem – respondi – Só o meu primo que não para de me encher o saco só por eu estar contigo.

– Eu sei – disse ele que logo abaixou a cabeça, olhando em minha barriga com uma expressão de como tivesse encontrado algo interessante.

– O que foi? – perguntei.

– Não é nada – respondeu – É só essa sua barriga. É meio gordinha e faz parecer que você está grávida de poucos meses – abaixei a cabeça rapidamente, olhando para a minha barriga que estava um pouco a mostra e abaixei a blusa sobre ela com uma expressão envergonhada.

– Desculpa – disse eu – Eu sei que não aparento ser gorda. Quer dizer, eu não sou gorda assim como você, só tenho uma pequena pança, na qual eu estou pensando em dá sumiço a ela – disse ainda mais envergonhada. Eu nunca falei sobre a minha pança com ninguém. Com o Cartman foi a primeira vez.

– E como vai tirar essa pança? – perguntou se virando em frente a mim novamente.

– Bem, to pensando em malhar – respondi ainda com um pouco de vergonha.

Cartman logo pôs a mão em minha barriga, levantando um pouco a minha blusa e acariciando, o que me deixou mais envergonhada ainda.

– Não, deixe essa pança aí – afirmou me olhando com uma expressão encantadora, enquanto ainda acariciava a minha barriga como se eu realmente estivesse grávida – Você já é linda – fiquei encantada ao ouvir isso.

Logo, nós encostamos o rosto e nos beijamos na boca. O beijo durou alguns segundos e Cartman ainda acariciava a minha barriga com satisfação. De repente, nós ouvimos um grito familiar vindo do lado de fora: “Nãããããããããããooooooooooooo!”. Desfazemos o beijo assim que ouvimos, a voz era meio fina e semelhante ao do meu primo.

Nós olhamos pela a janela e vimos o meu primo com um binóculo no pescoço e com algumas pedras na mão. Ele estava com a cabeça apontada pela a janela do quarto de Cartman com uma expressão de raiva. Parece que ele nos viu trocando beijos com o binóculo.

Ele logo ficou jogando as pedras na janela, mesmo estando fechada e ficou gritando, enquanto os vizinhos ficavam vendo.

– Não! Não, não e não! Eu não vou permitir que o Cartman namore a minha prima! – gritou enquanto ainda jogava as pedras até acabar.

Liane logo saiu da casa indo em direção a Kyle.

– Kyle, para de jogar pedras na minha casa! – insistiu Liane.

– Não até conseguir separar o Cartman da minha prima! – berrou suspirando forte de tanta raiva. Eu e Cartman descemos e fomos em direção a eles.

– Ah, fala sério, primo, você ainda pensa nisso!? – disse eu.

– É claro! – afirmou Kyle – Como pode a minha prima mais querida ter relações com esse bundão?

– Foi só um beijo – afirmou Cartman.

– Não importa, eu não permitirei que você fique junto da minha prima – afirmou Kyle indo em direção a Cartman com uma expressão ameaçadora – Amanhã, bem na hora do recreio, eu e você teremos uma briga. Se você vencer, ficará com minha prima o tempo que quiser, se não, a próxima vez que você se aproximar dela, eu te darei um soco que você nunca mais irá esquecer e isso vai acontecer, com certeza.

– É o que veremos, judeu – afirmou Cartman fazendo uma expressão ameaçadora para Kyle – Desafio aceito – Kyle logo se afastou alguns centímetros de Cartman deixando escapar um sorriso sarcástico.

– Boa sorte – disse Kyle um pouco baixo e um tom sarcástico para Cartman – Vamos, Nate! – ordenou-me se virando em direção a sua casa.

– Mas, vocês não poderiam... – tentei dizer alguma coisa, mas eles não estavam ouvindo. Fui em direção a Cartman que já estava indo em direção a porta de sua casa junto com sua mãe.

– Cartman, você não pode fazer isso – implorei.

– Sinto muito, mas se é para eu continuar sendo o seu amigo, então terei que brigar e vencer – afirmou Cartman. Logo meu primo me chamou novamente, assim que Cartman fechou a porta de sua casa.

Fui em direção ao meu primo com uma expressão preocupada.