Notas iniciais
Esse aqui é o último capítulo, pessoal. Desculpa por eu não ter avisado antes. Enfim, espero que gostem

Durante o recreio, todos estavam ao redor de Kyle e Cartman que se preparavam para brigar. Eu estava no meio da multidão com uma expressão preocupada e roendo a unha do meu dedo indicador da minha mão direita.

– Você sabe qual foi o motivo da briga? – perguntou alguém do meu lado. Me virei para ele e vi Stan que parecia também está preocupado.

– N-não foi nada de especial – disse eu meio envergonhada.

– Vai, abre o jogo – encorajou-me Stan – Você sabe muito bem que eu sou muito confiante – dei um suspiro e disse.

– Eu apenas estava na casa do Cartman e do nada o Kyle ficou jogando pedras pela a janela.

– Hum...e qual foi o motivo dele fazer esse tipo de coisa?

– Er...não quero muito falar sobre isso – disse meio envergonhada.

– Ok – concordou Stan que logo se virou para Kyle e Cartman novamente, que ainda estavam se preparando para brigar.

– Como ousa beijar a minha prima daquele jeito? – grunhiu Kyle para Cartman enquanto ainda se preparava para brigar.

– Eu também tenho o direito de fazer isso, Kahl – grunhiu Cartman para Kyle.

– Impossível, você é um muito ignorante para ter isso e ainda tinha que pegar a minha prima!?

– Ela gosta de mim e daÍ? Pelo menos, ela não é judia como você.

– Cale a boca, bundão! – berrou Kyle que logo pulou para cima de Cartman e a briga começou.

Todos estavam vibrando enquanto os dois brigavam, se socando um no outro.

Cartman estava mais ralado do que Kyle, pois não conseguia se defender direito mais do que meu primo, que também estava apanhando feio.

Depois de alguns minutos de briga, os dois ainda continuavam em pé cansados e ralados, dando grandes suspiros. De repente, eles ficaram de prontidão novamente e avançaram um no outro com os punhos inclinados para frente.

Kyle conseguiu se defender do soco de Cartman e deu o seu na cara de Cartman, que por sua vez, caiu no chão e ficou deitado de lado, sem conseguir se levantar, fazendo com que meu primo ganhasse.

– Venci! – suspirou Kyle vitorioso.

De repente, Cartman começou a chorar de dor, tanto dos socos que levou quanto do coração partido. Fiquei com pena dele e logo fui em direção a ele, parando em frente e se virando para Kyle com uma expressão nada satisfeita. Ele logo me olhou com uma expressão desconfiada.

– O que foi, prima? – perguntou Kyle – O desafio foi esse. Quem ganhasse ficaria com você.

– De ficar com você, eu ficaria – afirmei – Mas, não para ter um relacionamento sério ou ficar amorosamente. Kyle, você é meu primo, não tem como nós temos esse tipo de coisa, isso é incesto. Ta certo que o Cartman é meio arrogante, mas ele também merece ter alguém do seu lado. Você pode até odiá-lo, mas eu já te disse várias vezes que você deve encarar o fato de que eu gosto dele. Foi muita imaturidade sua tentar me separar dele e ainda desafiá-lo para uma briga só pra ver quem vai ficar comigo. Aliás, ambos vocês dois foram imaturos.

– Cartman sempre foi imaturo – afirmou Kyle.

– Não importa, eu quero ficar com ele, por mais que ele seja imaturo em certas situações assim como foi agora. Todos nós temos um lado imaturo. Ninguém é perfeito – afirmei. Kyle deixou escapar um grunhido e logo pensou um pouco. Deu um suspiro e disse.

– Ta bom, eu deixo você ficar com ele – disse ele. Eu logo deixei escapar um grande sorriso – Mas, mesmo assim, eu nunca perdoarei o Cartman por isso – afirmou e logo saiu.

Todos se desaproximaram e Cartman se levantou lentamente, ainda com dor, e foi em minha direção.

– Foi muito bonito o que você disse – afirmou Cartman para mim deixando escapar um sorriso.

– Obrigada! – agradeci dando um sorriso para ele – Então, eu vou indo para a aula, tá? Você precisa ir para a enfermaria – logo me virei para Kyle novamente que já estava se desaproximando da gente – E você também, Kyle! – gritei para ele que por sua vez, virou a cabeça para mim me encarando por alguns segundos e logo virou para frente novamente.

– Ah, Nate, deixa eu te perguntar uma coisa – afirmou Cartman. Eu logo parei e me virei para ele.

– O que foi? – perguntei.

– É que... – disse meio envergonhado colocando a mão atrás da cabeça, dando uma leve coçada – Você...er...você... – cada vez que ele tentava falar, ficava mais envergonhado, na qual eu achava fofo – Você...quer...ser...mi...mi...

– Mi...? – perguntei.

– Minha namorada! Você quer ser minha namorada!? – berrou acidentalmente que o fez ficar espantado e colocar a mão na boca com uma expressão mais envergonhada ainda. Dei uma pequena risada.

– É claro, meu gorduchinho fofo...Epa! – disse eu me espantando e colocando a mão na boca assim que o chamei de “gorduchinho fofo”, ficando envergonhada.

Nos olhamos e sorrimos. Beijei a bochecha de Cartman, que por sua vez, também beijou a minha. Logo nós demos selos nos lábios e fomos saindo do recreio.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!