Notas iniciais
Oi gente, vou ser bem sincera. Só escrevi esse capitulo porque estava sem internet, vulgo, sem nada para jogar. Sim, me sinto uma vadiazona por isso. Então né... Eu não sei se o capitulo ficou legal, então quem vai me dizer isso são vocês. Vamos ver se a tia aqui ainda agrada ao público da pequena TWOM. Espero realmente, do fundo do meu coraçãozinho nada mau, que vocês gostem. Com vocês, The Woman Of Mafia! Bjãuns, Filha das Sombras ♥

" A beleza machuca.

Evidenciamos o que temos de pior,

A perfeição é a doença da nação. "

— Beyoncé

Algo incomodava minha visão, mas infelizmente ainda não sabia o que era. Quando finalmente percebi que estava dormindo, e o que provavelmente me incomodava era uma fresta de luz batendo em meus olhos fechados, resolvi acordar. Não que fosse uma decisão certa – que realmente, na minha opinião, não era –, já que não deviam passar de poucas horas da manhã. Abri os olhos devagar, percebendo que meu corpo não queria isso, e sim voltar a descansar naquela cama maravilhosamente macia.

Decidi não voltar a dormir, já que provavelmente não teria como, então sentei-me preguiçosamente na cama, esfregando os olhos com as costas da mão. Tapei a boca por reflexo, bocejando enquanto olhava o quarto. Digamos que estava um pouco – quase nadinha – bagunçado. E foi daí, então, que me lembrei da noite passada. Ah, havia sido uma delícia. Não me arrependia nem um pouquinho do que havia feito, e realmente, a demora valeu à pena. Franzi o cenho, percebendo uma falha ali. E essa falha se chamava Nico di Ângelo, que por acaso eu estava muito curiosa para saber onde estava.

Puxei o lençol de minhas pernas, colocando-as para fora da cama, minha caminhada estava pouco incerta, talvez por dois motivos básicos. 1 – Eu havia acabado de acordar; 2 – Minha foda com Nico di Ângelo deixou vestígios. Abri a porta do banheiro, dando uma rápida olhada ali, sem ver nenhuma sombra do moreno. Tranquei a porta com um pouco de raiva, vestindo qualquer coisa que me servisse ali. Eu não queria saber, não me importava, na verdade nunca me importei de acordar ao lado de um cara. Mas porra, que falta de consideração comigo. Machuca deixar um bilhete? A mão vai cair por acaso? Eu acho que não!

— Que se foda também. – Chutei algum objeto que não prestei atenção, e peguei meus saltos com dois dedos. Sai do quarto me dirigindo ao meu. Vazio. Ótimo, deu para todo mundo evaporar? Meu celular estava intacto em cima da cômoda, e a cama vazia. A de Annabeth estava a mesma coisa, sem nenhuma falha no lençol branco. – Hm, então quer dizer que a Chase não dormiu por aqui.

Um sorrisinho pervertido nasceu em meus pequenos lábios. Joguei os saltos de qualquer jeito no quarto e fui ao banheiro, tirando os trapos que vestia e entrando no box. Não sabia, não queria saber, estava pouco me fodendo para o que aconteceu agora. Se ele fingir que não aconteceu, eu também finjo. Eu já havia experimentado – porém gostado demais, querendo uma segunda vez — então não estava muito obcecada pelo moreno. Depois da nossa pequena fase, estava na hora de entrar no joguinho “sensual” do di Ângelo. Adentrei meus dedos nos fios negros, massageando minha cabeça. Não podia me definir como estressada no momento, talvez indignada, chateada, trocada ou simplesmente puta da vida. Peguei a toalha e me sequei, vestindo uma roupa pela qual não prestei atenção. Ao sair do banheiro, tive uma pequena surpresa ao ver Annie ali, sentada na própria cama.

— Eu posso saber onde a senhorita esteve? – Perguntou a loira, ainda atenta ao celular.

— Desculpe não ter avisado, mamãe. – Respondi com um sorrisinho sarcástico, fazendo Annie tirar os olhos do telefone. Ela imitou meu sorrisinho, que logo foi posto fora por uma cara séria. – Ah está bem, eu durmo fora, e você quer explicações? Por favor Annabeth, não pague de santa, nem você dormiu aqui.

Um rubor avermelhado cresceu nas bochechas branquinhas de Annie, me fazendo sentir vitoriosa. Pelo que, talvez não saiba. Mas foi um tipo de xeque-mate. Annabeth revirou os olhos, guardando o celular no bolso traseiro da calça. – Vamos Grace, temos que almoçar. Já são duas da tarde.

Arregalei os olhos. Puta merda, eu pensava que era de manhã. Ok, seria muita estupidez eu sequer me imaginar acordando cedo, mas gente, uma vez na vida não mata, e só acrescentando o possível ao impossível, eu estava me sentindo incomodada com aquela maldita luz solar.

— Ok, ok, vamos. – Joguei a toalha em qualquer canto do quarto, prendendo os cabelos molhados em um coque feito de qualquer jeito. – Eu não sabia que era tão tarde. Ok, não tão tarde, mas enfim, você me entendeu.

— Para de conversa e vamos para o carro logo.

Sai do quarto e apertei o botão do elevador. Foi então que percebi. Estávamos – provavelmente –, indo ao encontro dele. E eu não me importava nem um pouco de vê-lo, claro, mas com e mais absoluta certeza aquela abelha desgraçada vai estar lá. Sim, eu chamo ela de abelha porque quem diabos tem nome de “Bee”? Por favor né, criatividade mandou lembranças. Annie passou para o elevador me puxando com certa ignorância. Me olhava com uma cara de poucos amigos, com os braços cruzados sobre o peito.

— Qual é Annie, o Jackson não te comeu certinho? – Sorri animada para ela, tentando passar certa vibração para minha amiguinha – talvez – mal-comida.

— Vai se foder, Grace. – Semicerrou os olhos, mostrando ficar mais irritada do que já estava de início. – Não vem com suas gracinhas para o meu lado hoje, não estou com o mínimo de paciência.

Assobiei, sabendo que minha próxima fala não ia agradar a ela nem um pouco, mas valia à pena arriscar. – Não respondeu minha pergunta, Anniezinha. Ele não te comeu certinho, foi?

Talvez não tenha valido à pena. Até porque, foi o meu querido braço quem sofreu as consequências dos meus atos infantis. Provavelmente o meu coitado iria ficar marcado. Enquanto eu alisava meu querido braço, o elevador abriu. Do lado de fora do hotel, se via a praia e um dos carros alugados pelo povinho. Annabeth foi para o banco do motorista e eu – obviamente – para o do passageiro.

— É sério Thalia, sem gracinhas. As coisas não estão muito legais para a gente. Por favor, não fode mais ainda com tudo. – Disse a loira, sem tirar os olhos do trânsito. Sua fala era calma, porém séria. – Eu sei que você dormiu com ele, todos nós sabemos, aliás. Bee está puta, Jason está puto. Sim, transei com o Jackson mas discutimos hoje de manhã. Que se foda ele também.

— Certo, você discutiu com o Jackson, isso não significa que pode descontar em mim. A abelha está puta? Foda-se ela, olha minha cara de preocupada – Annabeth se virou para mim, e eu lhe mandei um sorrisinho sacana. Espero que ela tenha entendido a piadinha da abelha. – E se o Jason está com raiva, disso cuido eu. Já tenho dezoito anos, acho que posso dar para quem eu quiser, não acha? E outra, eu até entenderia se a nossa querida amiga Bee tivesse em algum relacionamento com o Nico, mesmo isso não mudando o fato de que eu daria para ele, mas se ela estivesse seria até justo ela ficar chateada. Como não tem, quais são os motivos para ela ficar pistola?

— Será que você pode falar na minha língua? Na língua de gente? – A loira fez uma feição meio confusa, e eu até a entendia. Meu linguajar não estava muito bom esses dias. – Sei que não estão em um relacionamento Grace, mas quase estiveram.

Quase. Isso dá continuidade ao meu argumento de que ela não tem direito de colocar a plaquinha de “ele é meu”. – Retruquei, cruzando os braços. Já não olhava mais para Annabeth, ela realmente estava defendendo aquela vadiazinha medíocre? – E outra, pistola significa estressada. Quer que eu escreva um dicionário Thalia Grace para você?

A loira bufou. – A cota de grosseria de todo mundo está no cem por cento, não é mesmo? Como se eu tivesse feito alguma coisa. – Seus ombros relaxaram. Eu até entendia seu argumento, mas no momento que ela defendeu a abelhinha amiga, sendo que ela não tinha nenhum pretexto para achar ruim a minha transa com o Nico delícia, ela me deixou extremamente irritada. Não que eu demonstrasse isso, até porque eu ainda tenho autocontrole. – Só acho que foi uma atitude errada. Desculpe Thalia, mas é minha opinião. Eu falei com Nico, ele também concordou. Disse que se arrependeu, e se desculpou com Bee.

Por algum motivo, eu não acreditava. Ninguém teria a cara de pau de dizer que se arrependeu de uma transa comigo, sendo muito modesta. Talvez até fosse verdade, mas eu só acreditaria quando o próprio di Ângelo dissesse isso a mim. Apenas concordei com a cabeça, não querendo ter uma discussão extrema com Annabeth. Por mais desgraçada que ela estivesse sendo, ainda gostava muito da loira, e não queria acabar com tudo por causa daquela abelhinha.

O restaurante ficava em frente à praia. Para ser mais exata, uma parte dele ficava em cima do mar. Depois que percebi que tínhamos pegado o caminho da baía, foi que entendi o motivo do mar fundo. Quando pisei na porta do restaurante, eu sabia que estava tudo uma merda. Nico e Bee conversavam de forma séria, um ao lado do outro. Jason, Piper, Rachel e Bianca também conversavam. Leo e Percy se encaravam de forma monstruosa, onde no caso só faltavam se engolir. Já Luke parecia um barquinho no meio da tempestade, sem saber o que fazer. Me dirigi à mesa, sentando-me ao lado de Bianca. Bee parou de conversar com Nico para me observar. Encarei-a de volta, não sentia um pingo de arrependimento do que tinha feito. Aliás, me sentia bastante vitoriosa. A única derrotada ali era o ruivo falso que se sentava na outra extremidade da mesa. Annabeth se sentou na última cadeira vaga, me cutucando por debaixo da mesa.

Virei meu olhar para a loira, e ela me encarava como uma forma de advertência. Nico se levantou da mesa e se foi até uma parte fora do restaurante, onde dava para ver claramente o mar. Não sabia o motivo, mas senti que Nico queria que eu o seguisse. Assim o fiz, percebendo olhares sobre mim. Vou tacar o foda-se para isso também. Ele estava extremamente lindo. Os braços musculosos apoiados em uma barra de madeira, a blusa branca de mangas até os cotovelos folgada, fazendo com que o vento da praia a balançasse, de vez em quando mostrando a barriga definida. Apenas me toquei que o estava observando que nem uma idiota quando ele mudou de posição. Nico me encarava seriamente. Não conseguia ao mínimo decifrar o que pensava, seu rosto era impassível.

— Vamos resolver isso agora. – A voz que destruía meus sonhos mais íntimos soou como melodia em meus ouvidos. Mas não estava de uma forma boa, pelo contrário.

— Aconteceu alguma coisa? – As pontas de meus dedos estavam formigando. Isso era nervosismo? Eu não sabia responder.

Nico suspirou de forma lenta. Provavelmente, ou com toda certeza, vinha merda daquilo – Infelizmente, a noite passada...

— Sinceramente, eu não acredito que você vai querer foder com tudo por causa daquela entrosada de merda, ruiva falsificada, aquilo nem ao menos é ruivo! – Gritei de forma indignada, e a única coisa – provavelmente a que eu menos esperava naquele momento – que Nico fez foi rir. Olhei-o de forma ameaçadora e ele continuou com aquele sorriso lindo nos lábios.

— Relaxa, Thalia. Se é o que quer saber, eu não tenho nada com ela. E provavelmente não vou ter. Só que também é uma notícia chata de dizer, até porque você foi de utilidade para nós. E eu te agradeço por isso. Sim, a metade ali está puto porque transamos, mas eu estou pouco me fodendo. – Nico passou as mãos por seus fios negros, bagunçando-os. Mordeu de leve o lábio inferior, um ato quase imperceptível. – Tem que voltar para Seattle. Para o seu próprio bem. Todos já perceberam isso, talvez eu estivesse um pouco apegado a você e não tenha me tocado. Preciso que volte sem contestar, estou te pedindo.

— Eu não vou, não quero voltar para as garras do ditador Zeus. – Falei meio desesperada, gesticulando rapidamente com as mãos. Não, eu realmente não podia. Estava tudo perfeito na minha vida nada digna, eu não podia ir embora. – Eu não vou embora, Nico!

Nico me olhou de uma forma triste. Talvez eu nunca o tenha visto assim, e nem provavelmente vou ver mais. Aquilo seria uma visão única, que eu tive o prazer de fotografar com a minha mente. O mais intrigante, aquele cara que

O mais intrigante, aquele cara que há algumas semanas havia me ameaçado, me pisado, que tentou me deixar para baixo, agora estava triste porque minha pessoa teria que ir embora.

— Eu estou te pedindo. Por favor, obedece. Eu não quero mais brigas aqui, muito menos quero ser grosso com você, gracinha. Eu já comprei a sua passagem. Você vai para Seattle hoje, e não se discute mais isso, entendeu Grace? – Nico falou, se aproximando de mim. Segurou por trás de minha cabeça e beijou minha testa. Um ato carinhoso que até me surpreendeu. – É pelo seu bem. Depois de você ter me consumido a paciência, acha mesmo que eu quero que vá embora? Eles querem te pegar Thalia, e nem Jason, muito menos eu, queremos que isso aconteça. Vai para casa, princesa.

— Disse que eu era sua. Que nada ia mudar isso, e que você não ia deixar eles fazerem nada comigo. Você mesmo que disse! – Gritei para ele, me sentia frustrada. Eca, aquilo parecia uma despedida melosa. Não, eu precisava brigar de verdade com ele, se pudesse, sairia em tapas e chutes. Nunca que deixaria aquilo ser meloso, e creio que ele também não gostasse nem um pouco. – Será que não consegue cumprir com as próprias promessas Nico? É tão fraco assim?

Ele me olhou de forma cética. – Está dizendo que eu sou incapaz de te proteger?

— Eu estou afirmando, e minha opinião sobre isso só vai mudar quando você se mostrar diferente com essa atitude. Está praticamente lavando as mãos, se você se importasse de verdade não deixaria que isso acontecesse. Mas realmente, não se importa. Eu nunca deixei de ser a pirralha inútil para você. Eu vou para a porra da minha cidade. Mas eu quero que se lembre, que eu nunca, nunca vou deixar de odiar você por isso, di Ângelo.

»♥«

Ainda apertava o casaco sobre meu corpo. Estava fazendo muito frio em Seattle. Não entendia o porquê de não ter aquecedores dentro do aeroporto. O carrinho com as malas estava parado ao meu lado, lugar que eu apoiava meus braços quase congelados de vez em quando. Meu pai não podia ter se esquecido de mim, seria muita babaquice e negligência da parte dele. Com o certo nervosismo que sentia pelo fato de rever meu querido pai amado Zeus, e também pelo maldito frio, resolvi fumar. Especulei que ninguém mexeria no carrinho com as malas, até porque não tinha nada de valor nelas. Apenas roupas, usadas, que acho tenho quase a certeza que não são de grife. Tirei o maço de cigarro e o coloquei entre os dedos indicador e médio. Busquei meu isqueiro dentre os bolsos, não chegando a concluir tal procura. Fui empurrada bruscamente contra a parede, sem nenhuma forma de escape. Minha boca foi tampada por um pano branco, e pelo fato de estar tão desnorteada, não percebi o que era, muito menos quem era o meu agressor. A única coisa que eu consegui captar foi que não era um, e sim dois, apenas ouvindo a voz de alguém, já ficando distante, antes de apagar completamente.

— É ela mesma. Ele vai adorar ver quem a gente encontrou dando bobeira por aí, é como ganhar na mega-sena.

Notas finais
Yeah, yes... Então babies! Podem, por favorzinho, dizer oque acharam? Eu realmente tô querendo muito voltar ao meu ritmo de postagem, e o fato de vocês comentarem *3* pode ajudar muito com isso. Não quero obrigar ninguém, sério, vem de cada um. Por isso eu tô pedindo um por favorzinho, mesmo que eu não mereça pelo fato de ter demorado éons pra postar. Denovo, me desculpem pimpolhos. Prometo que vou me ajustar! Beijinhos, eu amo vocês. Não se esqueçam disso. Bjãuns, Filha das Sombras ♥