Notas iniciais
Oi Pessoas! Trazendo mais um capítulo épico de The Woman Of Máfia! Tivemos muitos retornos de vocês e decidimos voltar mais cedo. Como sabemos que vocês são ótimos leitores, vão deixar um reviewzinho né? =1 Bem, chega de enrolação que eu sei que vocês estão MUITO ansiosos para uma continuação. Um beijo e um queijo, (Cellbit ^^) Filha do Pescador.

" Não há nada que você não possa fazer,

Agora você está em Nova York.

Essas ruas vão fazer você se sentir completamente novo,

As luzes vão inspirar você. "

– Alicia Keys

Hoje completava uma semana desde que havia chegado em NYC. Uma semana que eu finalmente descobri a verdade sobre meu querido irmãozinho Jason. Eu já não achava aquela situação tão complexa como antes. Sentia o vento gelado da noite bagunçar de leve meus cabelos, enquanto observava o céu estrelado. Era um ótimo lugar para se pensar, de verdade. Nesses sete dias que passei aqui, pude conhecer todos que ali moravam. Bem, nem tanto. Acho que uma das pessoas em que eu mais me interessei aqui não me queria muito perto. Qual é, eu não mordo!

Depois do épico fora que levei do Di Ângelo, eu resolvi estudá-lo antes. Digamos que o único problema que nos afasta é a minha idade, acho eu. A única coisa que eu pensava sobre Nico é que ele é era uma "Máquina de Prazer". O porquê é simples, o cara era um puto de um gostoso. Se achava o dono da certeza, era mandão. Os defeitos pararam ali e não quiseram mais sair. Bem, a pressa é a inimiga da perfeição, então, eu tenho que ter certa paciência para um dia tê-lo.

Suspirei, me levantando da espreguiçadeira e abrindo a porta de vidro. Entrei na casa, me reunindo aos outros, que estavam observando algum tipo de cartolina. Me sentei no sofá, cruzando as pernas e esperando alguém perceber a minha presença ali. Rachel deu um grito, assustando a todos. — Que merda! Nenhuma pessoa normal esconderia milhões numa casa, e faria uma festa na mesma. Ninguém é tão louco, Nico.

– Querida, estamos falando de Dionísio Olympus. O cara é completamente pirado, se assim posso dizer. E digamos, tem uma queda por bebidas. — Luke comentou, voltando a se sentar no sofá. Ele sorriu, revirando os olhos. — É um bêbado de primeira mão. Acho que isso influencia no fato de ele ser proprietário de vários vinhedos.

Annabeth segurou a cartolina, estendendo-a em cima do tapete felpudo. Arregalei os olhos, vendo o mapa da casa do suposto Dionísio ali. Annabeth apontou para um cômodo, olhando para Nico. Ele negou lentamente com a cabeça, e Annabeth voltou a analisar o mapa. Leo sentou-se ao lado de Annabeth, abrindo o notebook e mostrando-na algo. Ela sorriu abertamente, se voltando para todos nós. — Leo pode conseguir invadir o sistema de câmeras. Isso pode enganá-los por um tempo, enquanto procuramos o cofre.

– Algum palpite de onde esteja? — Nico perguntou, e todos negaram. Sorri por dentro, já sabendo a possível reação de todos se eu comentasse sobre o assunto.

– O lugar mais improvável. Onde estaria muita gente. — Falei, meio relutante. Levantei vagamente o olhar, observando todos os olhos vidrados em mim. Principalmente aqueles negros. Sorri de lado, levantando totalmente a cabeça. — O salão de festas. Em minha opinião, seria o lugar onde teria maior segurança. Não à mostra, claro. Mas escondido em algum lugar. Na parede, chão...

– Mas é claro! Terá supervisores por todo o lugar do salão. — Percy franziu o cenho, meio confuso. Balancei a cabeça afirmativamente, e Annabeth deu um sorriso mínimo, olhou para Percy, e o mesmo devolveu o pequeno sorriso.

– Bingo! — Disse, dando alguns toques na cartolina. Fez um risco no mapa, especificamente no quarto de Dionísio. Se levantou, entregando a cartolina para Nico, e se sentando no sofá. — Como não pensamos nisso? Deuses, é quase o óbvio. Mas o foda é, como vamos pegar todos os seguranças? E entreter Dionísio?

– Isso é óbvio, não é? — Rachel comentou, dando um sorriso sedutor. Colocou uma mão na cintura, a outra na altura do busto, descendo até onde conseguia, indicando o corpo. — Ele é um cara que quer terminar a noite com sexo, certo? Eu resolvo isso. — Luke arqueou uma sobrancelha, olhando-a indignado. — Eu não vou dar pra ele, querido. Apenas seduzi-lo.

– Mas não terá só ele, sabe disso. Acho que esses tipos de homens não curtem sexo à três. — Disse Piper, olhando para Annabeth e Bianca. — Certo, a Annabeth vai ficar com a parte das câmeras com o Leo, então a Bianca...

– Não! — Nico falou alto, seu tom ameaçador. — Ela não vai ficar com essa parte, Pips. Resolveremos isso depois. — Bianca abriu a boca para falar algo, mas foi cortada por Nico. — Não insista, Bianca. Eu não vou deixar, ok?

A morena revirou os olhos, cruzando os braços. Senti o olhar de Annabeth sobre mim, observando seu rosto confuso. Ela deu um pequeno sorriso, sussurrando algo no ouvido de Percy, que fez o mesmo sorrir. Ele se voltou para Nico, um sorriso ainda em seu rosto. — A Thalia poderia ficar com a Rachel. Digo, para Dionísio ter melhor entretenimento. — Percy voltou o olhar para Jason, apontando para ele. — Não me olhe assim. Sabe que nisso vale tudo, meu amigo.

– Não a minha irmã! Ela não sabe como é essas coisas... — Gaguejava de leve, tentando arranjar uma explicação. Bufou, sabendo que não conseguiria. — Nico disse que ela não iria se envolver por ser nova demais, lembram?

– Jason, não seria nada muito perigoso para ela, e ainda nos facilitaria. Mesmo eu a querendo longe, precisamos dela. — Falou a última frase com um pouco de desgosto, se levantando do sofá e indo em direção às escadas. Se virou, para um último recado. — A festa será amanhã, e começará às 21h00min. Então, vocês que têm a mania de renovar as roupas... — Apontou para as garotas, e as mesmas deram de ombros. — Comprem os vestidos mais cedo amanhã. Precisamos conversar sobre o último retoque.

Se despediram, e subiram para seus respectivos quartos. Estava sozinha, então resolvi fazer o mesmo. Subi às escadas, em direção ao meu quarto. Entrei no mesmo, subindo a blusa, e desabotoando a calça. É, eu tinha a terrível mania de apenas dormir de roupas íntimas. Não é por nada, mas eu me sinto mais leve. Joguei as peças em algum local do quarto, deitando-me na cama, e me cobrindo com o grosso edredom. Fechei os olhos, esperando o tão querido sono tomar conta de mim.

»♥«

Andei pelo piso de mármore branco com a maior destreza que conseguia. Me sentia confiante no vestido que havia escolhido: Azul meio escuro, com uma troca de cores mais intensa acima dos seios. Mas os saltos altos que Annabeth havia me emprestado estavam destruindo essa sensação. Tentei deixar pra lá, e prestar atenção no que discutimos antes de chegar aqui.

Se enturmar e achar o cofre, por hora.

Annabeth se aproximou de mim, colocando a mão no próprio ouvido e sussurrando algo pelo comunicador. Segundo Leo, seria melhor nos comunicarmos assim para não levantar suspeitas. Ela me olhou de lado, dando um pequeno sorriso e me chamando com um dedo, começou a andar para o meio do salão, observando as pessoas em volta.

– Dionísio está no canto esquerdo do salão. Na direção que estou olhando, Grace. — Annabeth o olhava disfarçadamente, indicando com a cabeça para me juntar a Rachel, e tentar me aproximar. — Tentem entrar lá a qualquer custo.

Bufei internamente, e andei calmamente até Rachel e Dionísio, o mesmo me olhou com uma sobrancelha arqueada e um sorriso safado no rosto. Sorri abertamente, mas por dentro, eu queria me matar ao invés de ao menos beijar esse bêbado. Deu mais um grande gole de seu vinho, abanando sua mão em descaso.

– Ora, quem é você, jovem? Deveria estar em outro lugar, não? — Apertou o nó de sua gravata, tentando produzir charme de onde nunca viria.

– Thalia Grace, com muito prazer em conhecê-lo, senhor. — Dei um sorriso falso, e Dionísio passou seu braço por minha cintura, juntando meu corpo ao dele. Revirei os olhos para Rachel, que tinha um olhar surpreendido. — Não sei o quê quer dizer com outro lugar. Onde mais estaria?

Ele deu um sorrisinho, aproximando seu rosto do meu. O forte cheiro de bebida que vinha dele conseguia até me embriagar. Prendi minha respiração por um instante, e Dionísio levou sua boca até meu ouvido. — Qual a sua idade, anjo?

– Dezoito. — Dionísio me lançou um olhar surpreendido, e tirou o braço de minha cintura. Bufei, sabendo que teria que dar em cima daquele velho. Me aproximei dele, colocando a mão em seu peito. Dei um sorriso safado, pegando sua mão e colocando-a em meu quadril. Aproximei meu rosto de seu ouvido, falando baixinho. — Mesmo eu sendo nova, eu te acho muito excitante. Eu quero você esta noite, querido.

Dionísio sorriu satisfeito, passando a mão por minha bunda. Levei minha boca ao seu pescoço, com um completo nojo. Olhei para Rachel, e ela balançou a cabeça afirmativamente, indicando para prosseguir com meu ato. Dei um beijo leve em seu pescoço, subindo até sua orelha, onde mordi o lóbulo. Senti Dionísio estremecer, e sorri satisfeita. Ele virou seu rosto até o meu, e ficamos cara a cara. Aproximou sua boca da minha, me pegando de surpresa com um beijo.

A vontade de vomitar me veio subitamente, quando Dionísio enfiou sua língua dentro de minha boca. Não tinha oque fazer, a não ser retribuir o toque. Não sei se era porquê eu não estava realmente excitada, ou porquê ele não sabia dar um beijo realmente decente. Se separou de mim, tirando meu cabelo de meu pescoço, e beijando minha clavícula. Olhei para Rachel, e ela abanou a mão, querendo que eu me retirasse. Perguntei silenciosamente o porque, e a ruiva olhou para a outra extremidade do salão, me fazendo seguir seu olhar.

Arqueei uma sobrancelha, ao ver Nico com um olhar extremamente sério. Ele indicou com o dedo para sairmos dali, e eu dei de ombros. Rachel arregalou os olhos, nervosa. Suplicou silenciosamente, e eu neguei com a cabeça. Sabia que estava estragando alguma parte do plano, mas foda-se. Eu queria ver o Di Ângelo se corroer por dentro.

Rachel tocou Dionísio nos ombros, e ele parou de beijar-me o pescoço, voltando sua atenção à Rachel. Ela deu um sorriso envergonhado, me segurando pelo braço esquerdo. — Senhor Dionísio, eu preciso ir com a Thalia ali, mas prometo que volto já. — Ele olhou Rachel desconfiado, mas assentiu. Pegou a taça de vinho, voltando a beber. Rachel me arrastou até o canto mais próximo, olhando-me indignada. — Caralho, Grace! Você enlouqueceu?! Não percebeu que já estava na hora de sairmos dali? O Nico vai matar a gente, Thalia!

– Ah, relaxa Rachel. — Abanei a mão, em sinal de descaso. Um sorriso aleatório tomou conta de meu rosto, ao ver o Di Ângelo se aproximando de nós. Ele se esquivava dentre as pessoas, e seu rosto estava sério. — Ele está estressadinho.

Nico se aproximou totalmente da gente, segurando em meus ombros e jogando-me contra à parede. Dei um gemido de dor, que logo se transformou em um sorriso desafiador. O moreno rosnou, colocando um braço ao lado de meu rosto, e o outro ao lado de minha cintura. Me encarava, a raiva subindo por si. — Se você fizer mais uma gracinha, Thalia... — Ele sorriu falso, segurando meu rosto com força. Se aproximou de mim, nossos rostos a milímetros. — Eu acabo com você.

Levei meus lábios aos seus, mas fui impedida pelo empurrão de Nico, que se afastava de mim. Sussurou algo com Rachel, que assentiu de prontidão. Voltou ao salão, sumindo em meio à multidão. Rachel virou-se para mim, dando um sorriso leve. — Eu avisei... — Gargalhei, e a ruiva arqueou uma sobrancelha, perdida. — Certo, você está oficialmente louca.

– Você percebeu o quão sexy ele ficou? Aquele jeito grosso, mandão dele... — Falei, mordendo o lábio inferior. Sorri maliciosamente para Rachel, que revirou os olhos, sorrindo. — Pelos Deuses Di Ângelo, me joga numa cama e me fode.

– Vamos, Grace. Annabeth acabou de informar que ela é Leo já estão no comando de todas as câmeras presentes nesta casa. — Assenti, voltando a caminhar com Rachel pelo salão. Muitos olhares pairavam sobre nós, oque me fez sorrir. A ruiva parou por um instante, colocando a mão sobre meu peito, me fazendo parar. Ela arregalou os olhos, virando se para mim. Bateu o pé no chão, que virou um pequeno eco. Um sorriso nasceu por seus lábios vermelhos, e a mesma me olhou. Chão falso. O cofre... — Sussurrava baixinho, suas palavras ainda desacreditadas. — Está exatamente abaixo de nós.

Segurou meu pulso, andando rapidamente pelo salão. Pressionou o ouvido, falando algo que foi inaudível por mim. Provavelmente estava informando algo pelo comunicador. Seus olhos verdes corriam por todo salão, a procura de algum conhecido. Resolvi fazer o mesmo, avistando Jason e Piper. Mostrei-os à Rachel, e ela sorriu, me arrastando até lá. De verdade, eu ainda tenho pernas, ok?

– Percy achou o possível acesso ao cofre. — Piper sussurrava, um sorriso divertido nascendo em seus lábios. Passou a mão pelo vestido rosa, mas num tom claro, alisando-o. — Nico, Percy, Luke e Jason cuidaram de pegar o dinheiro. E Leo abrirá o cofre, enquanto Annabeth vigia as câmeras. Bianca está trazendo o caminhão para o mais perto possível da entrada.

– Então, eu não quero ficar de fora. — Falei, e a atenção dos três se voltou para mim. Me olharam por um instante, dando de ombros e voltando a conversar sobre a ação. Bufei, me virando de costas, procurando algo para fazer. — Vou me divertir um pouquinho, até mais.

Se eles ouviram ou não, eu estava pouco me importando agora. A única coisa que vinha em minha mente era o quão tinha um cara super gostoso na minha frente, me encarando. Dei uma piscadela, dando meia-volta e saindo do salão. Eu sabia que ele iria me seguir, e iria tirar proveito disso. Entrei num corredor com iluminação precária, e estiquei a mão, tocando a parede, deslizando sobre as artes escondidas. Passos duplos ecoaram pelo corredor, e meu sorriso voltou a renascer. — Senhorita, não devia estar sozinha por aqui...

Me virei, observando o loiro à minha frente. Vestia um terno bem alinhado, e tinha uma taça de vinho na mão. Colocou-a na bancada que ali havia, se aproximando de mim. Um sorriso malicioso nasceu em seus lábios, e seus olhos pararam em meus seios. Se aproximou de mim, me encostando de leve na parede. Suas mãos desceram por minhas curvas, pressionando minha cintura contra seu corpo. Entrelacei minhas mãos em seu pescoço, aproximando meus lábios dos seus, oque não deu muito certo.

Num movimento rápido e violento, o homem loiro foi jogado na parede, por alguém que eu não pude identificar. A pessoa ainda estava de costas, e ergueu-o pela gola da camisa, sussurrando algo, que eu infelizmente não ouvi. O homem assentiu rapidamente, e o outro soltou-o, fazendo o loiro sair as pressas do corredor. Soltei uma gargalhada alta, ao ver quem vinha em minha direção.

– Isso é ciúmes, Di Ângelo? — Ele revirou os olhos, dando um sorrisinho debochado, e logo voltando a pose séria. Colocou a mão em minhas costas, arrepiando-me com o toque. Começou a caminhar, guiando-nos para fora da casa. A área estava vazia, e o vento balançava as folhas das árvores.

– Uma vez na vida, pode ficar sem dar em cima de algum cara? — Dei de ombros, o observando. Seus olhos estavam num negro incomum, me fazendo ter a sensação de que a calcinha que estava usando no momento acabara de virar um pano sem utilidade alguma. — Bianca está esperando nos fundos da casa. Tem uma abertura no muro, que usaremos. Não cause mais problemas, Grace.

– Estou começando a pensar que gosta de garotas problemáticas. — Me olhou de esguelha, dando um sorrisinho de lado. Voltou para dentro da casa, e eu sorri involuntariamente. Comecei a andar para o lugar indicado, vendo Luke ao longe. Ele acenou para mim, se aproximando. — E então, eu fico com alguma parte? — Luke assentiu, retirando uma arma de sua cintura. Arqueei uma sobrancelha, erguendo a mão para tocá-la.

– Ah não, nem imagino que loucuras você é capaz de fazer com essa coisinha aqui em mãos, Thalia. — Luke falou, sua voz num tom divertido. Lhe mandei um sorriso, que foi devolvido. — Vai ficar com Bianca. E não vai sair do caminhão, entendeu?

Bufei, assentindo. Ele indicou para uma parte do muro, que estava quebrada. Passei por ela, e Bianca estava no outro lado, encostada no caminhão. Virou-se rapidamente para mim, aliviando-se ao ver quem era. — Pegou muitos, Lia?

– Bem, beijei um velho completamente bêbado, dei uns apertos com um loiro gostoso, tentei inutilmente provocar o Nico... — Falei, contando nos dedos. Bianca deu uma gargalhada, colocando a mão sobre a boca, para abafar os risos. — É isso, é não ria de mim. Seu irmão está mais gostoso que o normal naquele traje.

– Thalia, está afim dele mesmo, ou é por pura provocação? — Bianca disse, me fazendo pensar por um instante, logo sabendo a resposta.

– Eu sou do tipo que quanto mais sou rejeitada, mais eu desejo, entende? — A morena assentiu. — E o seu irmão está no topo da minha lista, Bianca. Até porquê, eu sei que ele não vai resistir à tentação por muito tempo.

Da pequena passagem saiu Percy, e jogou duas mochilas negras para mim e Bianca. A mesma correu rapidamente para os fundos do caminhão, jogando as mochilas lá dentro. Bianca me apressou, enquanto Percy nos jogava várias mochilas. Aquilo era bem pesadinho para mim, não deveria ter que passar por aquele esforço físico. Pelo menos eu não. Todos eles saíram do buraco, olhando atentamente em volta. Percy e Jason estavam com os rostos sujos do que julguei ser terra. Percy olhou para o relógio, xingando algo que não ouvi. — Onde o Nico se meteu? Marcamos aqui, e disse à ele que já estávamos no cofre.

– Eu vou buscá-lo. — Sorri satisfeita, logo percebendo que ninguém ali havia gostado da ideia. Dei de ombros, entrando pelo buraco e observando as luzes oscilarem em volta da casa. Comecei a andar pela pequena trilha, sussurrando comigo mesma. — Certo, onde você está, Sr. Gostoso?

Abaixei a cabeça, dando uma leve mexida no decote. Pela primeira vez, estava me incomodando. Esbarrei-me com algo, ou melhor alguém, que me fez cair no chão. Levantei o olhar, vendo Nico arregalar os olhos, e observando ao redor nervoso. — Puta merda, Grace! — Ele rosnou, segurando meu braço, e me levantando. Me arrastava com violência, pouco se importando com o fato de eu me querer soltar dele. — Disse para você ficar lá. Que merda está fazendo aqui?!

– Estávamos atrás de você, então eu resolvi procurá-lo, mal agradecido. — Semicerrei os olhos, e Nico bufou, parando de me arrastar e ficando em minha frente. Colocou as mãos atrás das costas, tirando de lá duas armas. Uma em cada mão. Pisquei várias vezes, ainda digerindo o momento. Ele me estendeu uma arma, mandando-me pegá-la. — Di Ângelo...

– Qual é, não é difícil de usar. Não pare se alguém te chamar, apenas corra. E se alguém te perseguir, se não for um de nós... — Ele me olhou profundamente nos olhos, e eu senti algo escondido neles. Suspirou, colocando uma mão em minha cintura, e me puxando para encostar-se à seu corpo. Aproximou sua boca de meu ouvido, sua respiração calma. — Apenas atire. Eu irei voltar depois, tenho algo para resolver. Está me ouvindo, Grace? Se alguém lhe perseguir aqui, atire.

Balancei a cabeça afirmativamente, num gesto automático. Nico soltou-me, indo em direção contrária à mim. Fui à encontro dos outros, e explicar o que aconteceu. Mas não conseguir completar o pensamento. Num gesto rápido, Nico me colocou em seus ombros, correndo rapidamente pela grande propriedade. Ainda estava atordoada demais para saber o porquê daquilo tudo. Mas não levou muito tempo para perceber. Exatamente três caras nos perseguiam, com armas em mãos. Meu coração acelerou rapidamente, quando ouvi o primeiro disparo.

Minha visão ficou escura, e percebi que Nico havia saído da casa. Agora ele corria pelo lado de fora dos muros, e os homens ainda nos perseguiam. Nico virou-se rapidamente, dando dois tiros, onde apenas um foi certeiro. O homem do meio caiu no chão ferido. Um havia parado para ajudá-lo, e agora só um nos perseguia. O homem ergueu a arma pronto para atirar. Ao perceber, Nico jogou-me em cima do capô de um carro, debruçando-se sobre mim. O disparo foi feito, mas não sabia se havia acertado alguém. O homem parou a alguns metros, xingando oque julguei ser a arma.

Ele levantou o olhar, e nossas visões se encontraram. Seu olhos eram verdes, só que escuros. Ele deu um sorriso maníaco, logo se transformando num de raiva. Alguém o chamara ao longe, e Nico respirava pesadamente em cima de mim. Olhou de esguelha para o homem, e ele colocou a arma na cintura. — Ainda não acabou, Di Ângelo! — Gritou, apontando em nossa direção. — Agora eu sei que vocês têm uma nova integrante. E isso só fica mais interessante.

Sorriu maldosamente mais uma vez, correndo em direção aos parceiros, sumindo no breu da noite. Nico se levantava devagar, se apoiando no capô. Ainda estava presa entre ele e o carro, e Nico fazia uma careta de dor. Droga, como não percebi? Ele o havia acertado. Virei Nico rapidamente, observando o sangue molhar seu paletó. Ele havia acertado em seu braço. Toquei o local, e Nico deu um gemido de dor. Me olhou, passando um braço por minha cintura, e caminhando ao meu lado.

– Pelos Deuses, você está machucado! — Exclamei, enquanto observava Nico segurar o braço fortemente. — Quem são eles, Nico?

Deu um suspiro, mostrando que seria uma longa história. — São iguais à nós. Acho que eles souberam da festa também, e quiseram roubar Dionísio. Mas chegamos primeiro, e conseguimos primeiro. Eles queriam o dinheiro. — Puxou uma chave do bolso, destrancando o carro. Abriu a porta do motorista, mas eu fiquei em sua frente, estendendo a mão para a chave. Nico me olhou descrente, entregando a chave de mau gosto. — Cuide bem do meu bebê, ok? Bridgy é sensível.

Entrei no carro começando uma gargalhada alta. Que pessoa dava nome as carros? E ainda mais um nome feminino. Qual é, só falta dizer que fazia carinho no carro também. — Bridgy? — Abafei uma risada, e Nico me olhou ameaçador. Não aguentei, explodindo em uma gargalhada alta, tentando inutilmente prestar atenção na estrada à minha frente. — Dá nomes aos carros, Di Ângelo?

– Ela é importante. — Deu um sorriso desta vez. Não era sarcástico, nem irônico. Era sincero. — Vai mais rápido, cacete. Eu levei um tiro, e se você não sabe, dói pra caralho!

Acelerei, e chegamos na mansão logo. O portão foi aberto, e todos estavam do lado de fora. Seus rostos demonstravam preocupação. Estacionei o carro, me virando para Nico. — Acha que eles ouviram?

– Provavelmente. — Saiu do carro, indo em direção à eles. Fiz o mesmo, observando Piper soltar um grito agudo, e correr para dentro da casa, logo voltando com uma maleta de primeiros socorros. Empurrou Nico para dentro do carro, jogando-o no sofá. O Di Ângelo fez uma careta, enquanto Piper retirava seu paletó e camisa social. — Acha que consegue tirar, Pips?

– Vou tentar. Mas Deus, o que aconteceu? — Perguntou, e os outros se reuniram no sofá, esperando a mesma resposta. — Ouvimos os disparos. Bianca e Jason quase tiveram um infarto, então viemos para cá.

– Martínez e seus homens. — Disse, relembrando de algo. Percy fechou a cara, se aproximando e agachando-se ao lado de Nico. — Eles sabem de Thalia. Eles a viram. Provavelmente vão atrás dela.

– Eu avisei, Nico! — Jason gritou, seu rosto estava vermelho de raiva. Nico suspirou, tentando manter o controle. — Você disse que ela não iria se envolver! Agora ela corre perigo, de uma coisa que ela não tem nada haver.

– Se pensa que iram feri-la Jason, sinto em dizer que está enganado. — Jason soltou uma risada sarcástica, logo voltando ao rosto sério. — Eu não levei um tiro para nada, Jason. Se algo te preocupa, espero que esse pensamento vá embora. Ela está conosco. Está comigo. E enquanto isso, nenhum filho da puta toca nela.

Tudo bem, depois dessa eu fiz uma festa por dentro. Ele havia me elogiado. Estava disposto a ser meu protetor. Algo que Jason nunca foi, pelo simples fato de estarmos longe. O moreno virou-se para mim, e deu um sorriso de lado, que logo foi retribuído. Mas em minha parte, de uma forma maliciosa, obviamente. Me voltei à todos da sala, que agora conversavam freneticamente. Me aproximei de Piper, Percy, Nico e Annabeth, sentando-me do braço do sofá. Suspirei, me entregando ao cansaço. — Qualquer coisa, estarei lá em cima. — Coloquei minha mão no peito nu de Nico, subindo até seu pescoço, dando uma leve arranhada no local. — Boa noite.

– Sem interesses maiores, Grace. Lembre-se, estou sendo legal com você. — Avisou, e eu fiz um bico, fazendo-me de triste. Fui em direção às escadas, subindo até meu quarto.

Estava do jeitinho desarrumado que eu gostava. Desci o zíper do vestido, me livrando daquela coisa que me apertava, e dos saltos que provavelmente haviam deixado calos em mim. Caí na cama, um sorriso involuntário nascendo em meus lábios. Esta noite havia sido a prova que eu poderia domar o senhor estressadinho. Mas o que eu queria muito saber era sobre o tal Martínez. Quem sabe amanhã, porque agora estava totalmente moída. Claro, um pouco preocupada com Nico, pelo fato de ele me proteger de um disparo.

Aquele infeliz não tinha a estúpida ideia do quanto eu o queria? De ouvir aquela voz sexy todo santo dia, e hoje, em meu ouvido? Eu precisava ter o Di Ângelo o mais rápido possível, antes que isso se torne uma obsessão. Mordi o lábio inferior, pensando naquele ser me fodendo, e ainda mais, em lugares exóticos.

Precisava de paciência, porquê eu sabia que oque eu queria, não estava longe de se conseguir.

Notas finais
Helloooou gente, aqui é a Filha das Sombras com mais um capítulo para vocês! Bem, vocês não sabem como eu amei os reviews e os favoritos. SEM FALA NOS ACOMPANHAMENTOS! 16 reviews, 7 favoritos e 31 acompanhamentos?! VOCÊS QUEREM MATA A TIA AQUI?! Bem, espero que tenham gostado do capítulo, e espero que deixem reviews como o capítulo passado. Não vou exigir, apenas quero saber se vocês gostaram mesmo, e se vale a pena continuar. Mesmo eu não admitindo, ainda estou indecisa. Aliás, deixem opiniões! São sempre bem vindas, okey? Tia ama vocês, e se colaborarem, tia posta rápido. Nem demorei viram? E também falem se vale a pena continuar. OBRIGADO A TODOS QUE COMENTARAM E FAVORITARAM, SEUS LIMDOS! E quem é fantasma, põe a cara no sol, okay? Bjãuns, Filha das Sombras ♡