Notas iniciais
HELLO GENTE BONITA *-* Bem, aqui é a Filha das Sombras, com um projeto para vocês! Bem, essa fanfic ficou em minha mente por muuuuito tempo, até que hoje eu pensei: Vamos lá, tente a sorte! E postei ela pra vcs :3 Espero que Gostem, hm? Até lá embaixo.

" Levo até o limite, não vou desistir

Pois está na hora de ir com tudo ou ir para casa

Só há um caminho para o topo, não dá para fugir

Eu dou tudo, tudo pela família. "

– Wiz Khalifa

* * *

Era terrível ser filha de Zeus Grace.

Eu não era o tipo de pessoa obediente, que faz oque papai e mamãe quiser. Desde que me entendo por gente, nunca fui. Mas segundo Zeus, agora eu realmente havia passado dos limites, exagero. Qual é, eu já tinha 18 anos, e está presente nas leis que a partir de 18, a pessoa já é dona do próprio nariz, e faz a merda que quiser com a vida. Mas não, Zeus não entende isso. Ele nunca me entende.

Não que eu tivesse ficado realmente triste ao saber que eu iria ficar um tempo com meu irmão Jason, até porque era raro as suas visitas à nossa adorável família. Jason era mais velho que eu, tinha 24 anos. Ele morava em NYC, e sinceramente nem eu, nem meu pai, e muito menos Hera sabiam oque Jason fazia para se sustentar naquela maldita cidade. Além de que, Jason tinha uma namorada, Piper McLean, que morava com ele não sei aonde.

Estava a caminho do aeroporto de Seattle, enquanto Zeus e Hera tagarelavam algo para mim, que eu não tinha o menor interesse de escutar. Segundo Zeus, ele iria me levar para morar com Jason, e queria que meu querido irmão me tirasse desse "Mundo Surreal", que segundo ele, eu vivia. Talvez sim, eu tivesse passado dos limites, um pouco. Mas qual é, eu estava no auge da minha adolescência. Jason havia falado comigo ontem, e me disse que minha presença no seu modo de vida seria um pouco constrangedora, e que tudo que eu visse e ouvisse, era apenas para mim.

Saímos do carro e Zeus e Hera não fizeram o mínimo esforço de tirar as malas do porta-malas, oque me deixou indignada. Eles não tinham sentimento de que a filha iria embora não? Tirei as malas do carro e me virei para entrar no aeroporto, mas fui impedida por uma mão em meu ombro, me fazendo olhar para trás, e encontrar os mesmos olhos azuis elétricos que encontrava toda manhã ao me olhar no espelho, iguais aos meus. Mesmo que Zeus negasse, nos tínhamos muitas coisas em comum. Por exemplo, Zeus gostava de mandar, e eu não era diferente. Ele pigarreou e minha atenção voltou-se à ele.

– Thalia... — Zeus tinha um olhar triste. — Não me julgue, foi o necessário. Seu irmão irá cuidar de você. Eu não posso te proteger sempre que passa dos limites, mocinha. Você já é maior de idade, tem que responder sobre seus atos.

– Se quisesse realmente me proteger Zeus, não me mandaria para o outro lado do país. — Falei seca, ouvindo o mesmo suspirar. — Estarei bem melhor sem você, obrigada.

E entrei no aeroporto, ouvindo a chamada para o vôo de NYC. Fui fazer o check-in e me direcionei ao portão de entrada, largando minhas bagagens ali, apenas com uma mochila nas costas. Eu tinha medo de altura, devo admitir. Por isso que toda vez que eu entro em um avião, tem que ser por necessidade, e se também não tiver outro modo de chegar ao meu destino. Então, eu sempre tomo um medicamento básico, que me apaga na hora. E é claro que desta vez não foi diferente, eu apaguei a viagem inteira. Além de que, eu ficaria dormindo um pouco mais, se não fosse a aeromoça que tivesse me acordado. A parte educada de mim queria agradecê-la, e a outra queria mandar ela ir se foder e voltar a dormir naquela poltrona extremamente confortável.

– Obrigado. — Sussurei. Minha voz ainda estava pesada por causa do medicamento, esfreguei os olhos e me levantei, saindo do avião.

Amarrei meu cabelo em um coque, e resmunguei pela forte luz solar que impregnava minhas vistas. Era triste saber que Jason não queria minha presença na vida dele, mas mesmo assim eu estava entusiasmada em vê-lo. Os amigos de Jason sempre foram os meus amigos, mas isso só consta em Annabeth Chase. A loira também se mandou para NYC, e perdemos contato. A diferença de idade foi algo que dificultou nossa amizade no colégio, mas sempre que podia, eu falava com a Chase. Seria bom revê-la. Esfreguei meus olhos e puxei minhas bagagens que estavam passando ali, e saí do aeroporto. Foi enorme a surpresa que eu tive quando vi Jason apoiado num Maserati preto, com um sorriso de canto nos lábios. Ele veio até mim com os braços abertos, e me senti frustrada por ser tão baixinha a ponto de minha cabeça ficar em seu peito.

– Lia, maninha! — Ele sorriu divertido. Retirou os óculos escuros, e os colocou na gola da camisa. Realmente, Jason estava extremamente pegável. — Não sabe a saudades que eu tinha de você!

– Sério? Não foi oque pareceu, sabe... — O abracei, e Jason colocou minhas bagagens dentro do carro. — Você quase implorou para que Zeus não me mandasse para cá.

Ele suspirou e me olhou. — É complicado, Thalia. Eu nem sei como vou dizer à você quando... — Ele levantou o olhar, e juntou as mãos, claramente nervoso. — Quando chegarmos em casa. Não é algo para você se envolver.

Assenti, ainda desconfiada. Jason entrou no carro, e eu fiz o mesmo. A viagem até a minha nova residência foi calma e curta, até porque estávamos em área litorânea, e eu observava as ondas quebrarem na areia. Eram cristalinas, incríveis. Sorri para mim mesma, lembrando da época em que íamos a praia. Jason, Zeus, Beryl e eu. Mas isso foi antes de minha mãe cometer suicídio. Depois, eu não sabia mais quem era Zeus Grace. Ele havia se excluído da família, apenas focava no trabalho. Quando o Jason fez 16 anos, ele se mudou para NYC, e depois disso só nos víamos uma vez por ano. Eu sentia falta de Jason, falta da nossa família.

– Certo. — Jason pegou um controle e abriu o portão de entrada. — Chegamos.

Eu estava boquiaberta com a mansão à minha frente. Tinha dois andares, e uma arquitetura moderna. Desci do carro, e apreciei mais a beleza a minha frente. Havia uma trilha de pedras indo em direção à porta dupla da casa, igualmente branca. Havia uma piscina enorme do lado direito da casa, com uma garota dentro da piscina, e outras duas falando com elas. Do lado esquerdo, havia uma garagem aberta, onde Jason incluía o Maserati aos carros de luxo presentes ali. Arregalei os olhos, tinha exatamente doze carros ali. E cada um que eu olhava, a minha vontade de dirigi-los aumentava.

– Como... — Gaguejei de leve, quando vi Jason se aproximar de mim. — Que merda você faz aqui?!

Ele suspirou e pediu para que eu o seguisse. Me levou até a área da piscina, onde a atenção das três garotas se tomaram para mim. Uma morena extremamente linda, com seus olhos que não consegui definir a cor, que era alternada a cada vez que eu olhava. Uma ruiva dos olhos verdes, que tinha um sorriso leve. E por fim, uma loira de olhos cinzas, que me olhava intrigada. A ruiva acenou para mim, e eu lhe retribui meio vergonhosamente.

– Thalia, Caralho! — A loira se levantou da espreguiçadeira e veio até mim, me abraçando fortemente. — Merda, como cresceu! Você está linda, e porra, muito gostosa.

– Annabeth. — A analisei. Ela vestia um biquíni azul, com bolinhas brancas. Dei um sorriso nasal, e observei à loira. — Qual é! Vocês só podem ter roubado um banco. Uma mansão, sério Chase?! Com carrões de brinde, tem mais alguma coisa que eu não vi?

Annabeth virou-se para as garotas, que vinham até nós. Ela sorriu confusa e olhou para Jason. — Você não contou à ela, não é? — Jason negou, coçando a cabeça. — Certo. Vamos, você tem que saber de umas coisinhas.

Ela me segurou pelo braço e adentrou a casa pela porta de vidro dos fundos. Na cozinha, havia dois garotos conversando. O cheiro de cigarro invadiu minhas narinas, e os garotos se viraram para mim. Annabeth me puxou e me mostrou todos os cômodos da casa, dizendo que, depois me apresentaria à todos. Me levou até o quarto em que eu ficaria e sentou se na cama, enrolando o cabelo e prendendo-o. Ela olhou para mim e suspirou.

– Você vai ser bem aceita aqui, Thalia. Só precisa obedecer o Nico. Ele é legal, mas é rígido e quando está com raiva... Bem, é melhor não incomodá-lo. — Ela levantou o olhar e mordeu o lábio inferior. — É ele quem manda nisso tudo aqui, sabe?

– Nisso tudo? — Fiz uma cara confusa e Annabeth deu um sorrisinho sacana. — O que ele faz?

Annabeth gargalhou e me olhou. — Oque nós todos fazemos, certo? — Assenti. — Não posso dizer que trabalhamos, exatamente. Bem, mais ou menos.

– Seja direta, como se sustentam? — Perguntei, impaciente pela demora.

– Fazemos parte da Máfia Americana, Grace. — Gargalhei, incrédula. Annabeth arqueou uma sobrancelha. — Certo, não faria muita diferença se você acreditasse. Mas é melhor ficar quietinha aí, porque o Di Ângelo só aceitou que você ficasse aqui porque você é irmã do Jason, e segundo seu irmãozinho, você é de confiança.

– Você não está falando sério, certo? — Annabeth deu de ombros e se direcionou a porta do quarto. — Chama o Jason?

Ela assentiu e saiu. Me deitei na cama, ainda confusa pelas palavras de Annabeth. Talvez o fato de que Jason não me quisesse aqui com eles fosse por isso. E eu não tinha nenhuma opção para dizer que era uma brincadeira de mau gosto, até porque eles não trabalham, especificamente. Passei a mão pelo rosto, e suspirei. Realmente Zeus, Jason vai fazer parte de uma mudança drástica na minha vida, e vai ser para pior. Levantei o olhar, e vi Jason entrar no quarto apenas com uma calça jeans. Suspirei, e ele sentou-se no pufe que tinha ali.

– Zeus não vai saber disso, ok? — Sua voz estava séria, me fazendo assentir. — Certo. Vivem nessa casa nove pessoas, todas fazem parte do nosso... — Ele pensou por um momento. — Modo de vida. São quatro mulheres, Annabeth, que você obviamente sabe quem é. Rachel, a ruivinha que você viu lá fora junto com Piper, a minha namorada. Tem Bianca, mas ela saiu com o Nico. Entendeu até ai?

Assenti. — Esse pessoal tem a mesma idade que você? — Jason assentiu, pedindo para prosseguir.

– E cinco homens, juntamente comigo. O Luke, acho que você o viu na cozinha, era o loiro dos olhos azuis. O Percy, o de olhos verdes. Tem também o Leo, que deve estar na oficina, que fica atrás da casa. E o Nico, o chefe da Máfia. — Jason me olhou, e eu mordi os lábios confusa. — Vou resumir, somos um tipo de quadrilha, entende?

– Como... — Falei ainda confusa. — Como fazem isso? Como conseguem isso tudo?

– Não é muito complicado, Thals. A gente se infiltra em festas de pessoas com altas classes sociais, e bem, se envolve. — Ele sorriu divertido. — Claro que, tem todo o esquema que tem de ser elaborado e realizado na surdina. Daí, é só pegar a grana e curtir a vida.

– Eu vou fazer parte disso? — Jason arqueou uma sobrancelha e mordeu as costas de sua mão.

– Não. O Nico me fez a mesma pergunta, mas quando eu disse à ele da sua idade... — Ele sorriu de canto. — Disse que era melhor você ficar longe. Aliás, quando ele chegar, você vai falar com ele. Ele vai ter dar mais detalhes.

– Minha idade? — Jason olhou atentamente para mim, confuso. — Não vejo problema nenhum com a minha idade. Aliás, eu já fiz 18. Eu quero participar, Jay.

O loiro permaneceu incrédulo, me observando. — Não, e não. Pode parecer fácil, mas não é. — Jason retomou a postura ereta, suspirando. — Infelizmente, aqui em NYC o espaço é muito disputado. Pelo simples fato de existir uma grande quantidade de pessoas bem-sucedidas por aqui. Estávamos pensando em passar um tempo em Dubai, nos Emirados Árabes. Lá tem gente milionária, mas difícil de se enganar. Por isso ainda não fomos.

– Eu quero falar com esse Nico. — Cruzei os braços e fiz um bico para Jason, fazendo o loiro revirar os olhos. — Por quê de ele não querer me incluir nessas coisas aí.

– Um aviso, não faz birra pro Nico. — Jason sorriu de leve. — Ele não curte muito crianças.

– Eu não sou criança! — Jason assentiu divertido, saindo do quarto. O segui. — Não vai me apresentar aos seus amigos?

O loiro me chamou com a mão e desceu às escadas. A cozinha agora se encontrava vazia, apenas com o cheiro de cigarro e drogas presente ali. Jason abriu a porta de vidro e pediu-me para ir para a área da piscina. As garotas conversavam nas espreguiçadeiras, e eu me dirigi à uma mesa no canto. Seria estranho passar um tempo ali, onde eu não conhecia praticamente ninguém. E é claro, eu me sentia excluída. Eu me lembrava da época em que Jason e Annabeth preferiam ficar com os amigos deles, e me deixavam de "lado". Não sabia se iria ser diferente aqui, mas eu realmente queria estar conversando com elas, se conhecendo. O portão de entrada se abriu, revelando um Porsche, a se juntar aos outros carros de luxo. Desceu do carro uma morena, de óculos escuros, com a pele pálida. E um homem, que por sinal era alto, e tinha os cabelos negros bagunçados, dando contraste a pele também pálida. Os olhos também cobertos por óculos, e uma regata deixando seus músculos perceptíveis. Os dois se direcionaram à Jason e as garotas, conversando entre si.

Jason apontou para mim, e o moreno veio em minha direção, retirando os óculos. Seus olhos eram negros, profundos. Uma cor similar à Pedra Ônix, intimidadores. Seus olhos me estudaram por inteira, e eu me senti desconfortável ali. O homem olhou para Jason, assentindo. Virou-se para mim, ainda sério.

– Você é a Thalia, certo? — Assenti, e o moreno bagunçou os cabelos negros. — Eu sou Nico. Nico Di Ângelo. Venha comigo. Precisamos conversar.

Me levantei da cadeira, o seguindo por dentre a casa. O homem subiu as escadas, virando à direita e entrando em um cômodo. Entrei, e observei o local. Havia uma mesa executiva, e uma poltrona de couro. O chão rangia, pela madeira de lei. Sentei-me à sua frente, e o mesmo colocou os dois pés em cima da mesa, cruzando-os. Ele me estudava completamente, me deixando claramente desconfortável ali.

– Jason não me disse que você era... — Ele pensou por um momento, um sorriso mínimo crescendo em seus lábios. — Interessante.

Sorri, mordendo o lábio inferior. — Detalhes. — Cruzei minhas pernas, ficando ereta na cadeira. — Jason não comenta os detalhes.

– Pena que é muito nova, Grace. — Seu olhar ficou escuro, enquanto observava atentamente meu corpo. — Realmente, muito triste.

– Não observo problema algum com a idade, repetindo. — Sorri de lado, o observando. Nico mordeu o lábio disfarçadamente, me fazendo sorrir por dentro. Deuses, que cara sexy. — Tenho fetiches por caras mais velhos.

Seu pequeno sorriso desapareceu, e o mesmo voltou à postura séria. Se recompôs na poltrona, colocando as duas mãos juntas em cima de seu tórax. — Vou ser direto com você, Grace. Irei lhe aceitar aqui, por causa de Jason. Não quero que se envolva com isso, porquê você não sabe como é, e muito menos tem experiência. Me obedeça, cumpra as regras e não vamos ter problemas.

Ele se levantou, e parou a minha frente. Sorri. O mesmo arqueou uma sobrancelha, indicando a porta. Me levantei, me aproximando dele. Dei um sorriso malicioso, parando a sua frente e levando minhas mãos ao seu tórax. Em um movimento rápido, que não foi perceptivo por mim, Nico segurou meus pulsos, apertando-os. Resmunguei, fazendo uma careta e observando-o. Ele me empurrou para trás, voltando a indicar a porta.

– Pelos Deuses, o que foi? — Perguntei, intrigada por ter me afastado de si.

– Esqueça, Grace. Não vamos ter nada, entendeu? Nada. — Falou calmamente, dando um sorrisinho de deboche. — Eu não fico com pirralhas. E não, eu não vou comer você, se é isso que pensou.

Segurou meu braço esquerdo, apertando-o fortemente e me levando em direção a porta. Abriu-a e me empurrou para fora. Quando fui retrucar, ele bateu a porta violentamente. Bufei, indo em direção ao meu novo quarto.

Estava só começando. Ele iria ver que aquelas palavras não valeriam de nada. Eu o queria. E eu vou tê-lo.

Notas finais
E então, gostaram? Bem se vocês curtiram realmente, COMENTA AI PLEASE. Porque eu só irei continuar a fanfic se esse capítulo tiver BASTANTE reviews, do caso contrário, eu excluo a fanfic e GoodBye T.W.O.M. Beijos & Comentem! Filha das Sombras