The Univese Treasure.
2 Capitulo 1: Favor
Notas iniciais
Capitulo 0: The Begin, Space Travel.
""Misery""
(TP) Um rapaz pardo de aparentemente 17 anos, cabelo misto com franja meio jogada para o lado, e espeto nas pontas, caminhava por uma vila, descalço, carregando em seus ombros uma garrafa de 5 Litros de agua, em cada lado. Suas roupas eram um grande casaco de algodão preto, semelhante a aqueles antigos muito visto em filmes clássicos, uma calça jeans surrada e velha e por baixo do casaco aberto, era possível ver uma camiseta branca com vários rasgados, em especial, próximo da cintura. Por onde o garoto passava, ele via diversas pessoas em situações muito precárias, uma pior que a outra... E eram pessoas de várias raças alienígenas diferentes, além dos próprios humanos. Em especial, uma cena chamou a atenção do garoto. Era um ser humanoide com um rosto canino, porém, envelhecido, com uma pelagem extremamente suja e sebosa de cor marrom. Seus olhos brilhavam enquanto na frente dele passava dois soldados munido de armas que pareciam lanças do tipo Pike, porém, mais sofisticadas e com um design um pouco mais futurista.
Suas pontas pareciam mais tecnológicas. Além disso, ambos os soldados aparentavam ter pelo menos 2 metros de altura e usavam armaduras pesadas de tom azul escuro que se adaptavam à suas formas físicas que pareciam semelhantes aos grays, porém mais altos e com uma cabeça bem maior, como se possuíssem um supercérebro.
Eles pararam na frente do canino surrado pela vida e começaram a encara-lo. – Maldito, você acha que é quem para nos pedir alguma coisa? Você nem se quer deveria tar pedindo esmola, deveria estar trabalhando para pagar suas despesas. – Eles zombaram enquanto começava a bater no homem. – Ma... Mas eu não tenho como arranjar emprego... E eu já paguei meus impostos... – Por favor, senhor, se eu não comer até amanhã, vou morrer... – Respondeu o homem, enquanto era pisoteado, se contorcendo e gemendo de dor, tentando dialogar com os dois soldados que riam sadicamente e zombavam dele.
— Ora, Ora, a escória acha que pode falar alguma coisa? Eu não estou ouvindo nada, você esta? – Debochou o soldado que se encontrava do lado esquerdo, enquanto o da direita também debochava rindo, encarando. – Haha, certamente não. – Eles continuaram a pisotear aquele humanoide canino que já parecia velho. As pessoas que ali passavam, olhavam com medo, mas sabiam que nada podia ser feito, se tentassem ajudar, provavelmente seriam mortos ou ameaçados no mesmo instante, isso se não matassem ou ameaçassem seus familiares e amigos. Algumas paravam pra ficar vendo a cena, outros simplesmente ignoravam. O local, era uma rua de terra que possuía várias pequenas lojas e casas caindo aos pedaços.
As pessoas passavam ali, uma a uma, apenas vendo toda a cena, umas rindo em deboche, outras apenas ignorando. E era nítido o medo dos moradores locais, que fechavam suas janelas velhas e quebradas, simplesmente temendo pela própria vida. Foi então que uma voz feminina e juvenil foi ouvida. Ela do beco próximo de onde se encontrava o canino velho, uma garotinha da mesma raça, veio correndo. Ela aparentava ter apenas 10 anos de idade. Estava mais cuidada que o velho, porém, ela também estava suja e com roupas bem surradas e velhas. Ela correu em direção dos soldados, batendo nas pernas de um deles que nada sentiu, agitando seus pequenos bracinhos, rapidamente e com toda força que tinha neles, enquanto chorava desesperadamente. – Para de bater no meu vovô!!!!
— Ela gritou, ainda repetindo o gesto, então o soldado que batia no velho, começou a encara-la. – I... Irina, eu te disse pra não sair do esconderijo, não importa o que acontecesse... – Ma... Mas... VOVÔ! Sem mais Irina, isso era pra te proteger... – Respondeu o velho, olhando para a criança, com certa dificuldade. – A garotinha continuava chorando, correndo pra abraçar seu Avô. Então um dos soldados a olhou. –OH... O que temos aqui... Uma femea da sua espécie, ainda mais tão nova, certamente teria um preço bem extravagante no mercado de escravos. – Disse o soldado, maliciosamente, com um sorriso ganancioso e pervertido ao mesmo tempo, olhando para a garotinha. O velho entrou na frente dela, com dificuldade. – Po... Por favor, façam o que quiserem comigo, mas, por favor, não tirem minha neta de mim... – Implorou o velho, com seus olhos marejados. – Ela é tudo que me restou nessa vida... – Implorou novamente. – Enquanto um dos soldados riu em desdém. – Haha... Velho, você é realmente uma piada, animou o nosso dia, certamente, mas você não precisa disso, já esta quase morto mesmo...
Enfim, vamos levar a garota... – Afirmou o outro soldado, sorrindo malignamente, após dar um chute no rosto do canino velho, fazendo-o cair no chão. – I... Irina, FUJA! – Gritou o velho, enquanto a garota começava a chorar mais ainda. – BUÁAAA VOVÔ!
(FP) Eu observei aquela cena, com uma raiva intensa dentro de mim. Meus braços estremeceram, meus punhos cerraram fortemente, a ponto de até mesmo sangrar um pouco, por conta das unhas. -... [Por... Por que ninguém faz nada? Vão simplesmente deixar acontecer? Ma... Malditos sejam... Se eu pudesse...] – Meu coração foi preenchido pelo ódio... Em minha mente, além dos pensamentos que me consumiam, eu consegui me imaginar ao menos, umas 20 vezes, em poucos minutos, quebrando o pescoço de um daqueles malditos soldados... Se eu tivesse tanta força quanto tenho vontade, eu certamente teria feito... Mas naquelas condições... Por sorte, ou talvez apenas insanidade, eu me lembrei... Em meu bolso, eu sempre carregava comigo, um canivete suíço... Ao notar que um deles, levantou o vestido surrado da criança com uma expressão totalmente deplorável, eu peguei aquele canivete... Minha raiva subiu à cabeça e eu corri em passos silenciosos...
Por mais que minha vontade fosse gritar, eu estava tão puto que minha voz simplesmente não saia. Eu apenas permaneci com meus dentes serrados... Era como se toda a minha sanidade que eu sabia ter, tivesse sido tomada. Eu sentia como se meu olhar havia se tornado os de um assassino... afinal é como dizem não? Os olhos são o reflexo da alma... não que eu fosse um assassino..., mas... Eu corria cada vez mais rápido, enquanto um daqueles desgraçados pegou em um dos braços da garotinha, apertando-o com tamanha força que além de gritos de dor, era possível ver as marcas surgindo em sua pele, sendo capaz de até mesmo, amassar os pelos de seu braço. Medo e desespero eram evidentes em seu rosto, enquanto lagrimas rolavam. Ao chegar perto dos soldados, a primeira coisa que eu fiz... Seja por impulso ou simplesmente ódio e vontade de matar... Foi perfurar o pescoço do desgraçado que segurava a garotinha e arrastar o canivete, como se o cortasse fora, pois afinal de contas... Apesar daquelas armaduras, eles eram idiotas o bastante para virem para a vila, sem elmo, pois achavam-se superiores demais para se preocupar com simples “Escravos e Seres que eles jugavam como inferiores. ” (/FP)
""End""
""Hate""
Sem que o garoto percebesse, a lâmina de seu canivete havia tomado um tom avermelhado, como se transmitisse uma espécie de “Efeito de iluminação.” Era algo bem fraco e que mal podia ser visto à luz do dia, mas algumas pessoas e seres mais sensíveis conseguiram notar uma leve diferença naquela lâmina, estranhando-a e achando que era algum tipo de arma a laser velha e enfraquecida. — ARRRRRG — Gritou o soldado atingido, que logo soltou a garotinha que havia parado de chorar por alguns segundos, ficando em choque. – As pessoas que ali passavam, assim como o soldado que tinha agredido o velho canino até alguns segundos atrás, simplesmente, ficaram em silêncio e boquiabertos. Algumas pessoas que comentavam entre si, coisas como. “Não acredito nisso.” Ou “Não acredito que esse garoto fez isso.” Ou até mesmo. “Pobre garoto, vai morrer tão cedo.” Ou “Esse garoto já era, coitado da mãe dele.” — Ma... MALDITO! Ca.. Capitão! – Gritou o soldado furioso. – Vo... Você vai ver moleque, maldito! – Ele sacou sua lança.
(FP) Naquele momento, eu senti meu ódio, desaparecendo, como se fosse um simples impulso do momento... E então, eu novamente “Despertei.” Me deparando com aquela realidade... Minha mão estava quente, com algo cáustico escorrendo por ela, além de um forte cheiro de ferrugem... Eu olhei para a mão de onde vinha a sensação... E para minha surpresa, havia sangue... Um sangue roxo e nojento escorria pelas minhas palmas. Meus olhos se esbugalharam e um grande choque e medo começou a percorrer minha espinha. Principalmente ao notar que o outro soldado, havia desembainhado sua lança, me ameaçando com a mesma. Porém, o choque daquele momento ainda era maior.
— Eu... Eu matei ele? – Perguntei a mim mesmo, olhando assombrado, ao ver o corpo estirado no chão, morto, pois o corte no pescoço havia sido extremamente profundo. E não só perfurei como também havia rasgado-lhe a garganta, incluindo algumas artérias necessárias para a vida de seres humanoides. Mesmo que seja uma raça diferente da de um ser humano, ainda sim, era uma raça humanoide, então teoricamente, seus organismos teriam semelhanças com o nosso e por sorte, o pescoço era uma dessas partes.
(/FP)
""End""
""Tension""
Enquanto o garoto ficava travado por conta do choque de alguns segundos, de trás dele, do velho e da garotinha, veio uma voz masculina dizendo. – Rá... Rápido, por aqui. – Essa voz vinha do mesmo beco onde a garotinha estava escondida só que não dava para saber ao certo quem ou o que era... E então... Alguém havia ido até a garota e o velho canino, ajudando ambos a escaparem, pelo beco, mas... O garoto não havia ouvido ou notado nada disso, pois o ,mesmo, ainda tentava digerir tudo que estava acontecendo e ainda se recuperava do que acabara de ocorrer. Talvez tenha sido demais para ele , pois... Quando o lanceiro começou a se aproximar, o rapaz chacoalhou a cabeça, ao ouvir o grito do soldado vindo em sua direção ele olhou para a frente ficando desesperado. -... E... Eu não queria... Ma... Mas... — Questionou-se, assustado, porem sendo interrompido. – MALDITO MACACO SEM PELOS, COMO OUSOU FAZER ISSO! – Bradou o soldado extremamente irritado, começando a se aproximar do garoto, porém...
(FP) Naquele momento, eu não entendia o que havia acontecido... Já havia passado por coisas parecidas antes em “Episódios.” Mas nunca à ponto de matar uma pessoa... Mesmo que fosse um Alien tão desprezível quanto aquele... Fosse pelo medo da morte, ou simplesmente, pelo choque do que eu acabei de fazer ali, eu quase não conseguia me mover. Mas era isso ou era a morte.... Foi então que eu bati em minhas próprias pernas, juntando forças de onde eu nem sabia que tinha e comecei a andar de costas, assustado, vendo aquele desgraçado vir com tudo na minha direção... Eu me virei e corri, o máximo que pude desesperado pela minha vida. Foda-se a agua, outra hora eu pegaria, tenho certeza de que minha mãe entenderia... Afinal de contas, ela é minha mãe... E de qualquer forma. Mesmo que não entendesse, certamente, ela preferiria me ter vivo. Eu não conseguia mais me controlar... Enquanto corria, sem que eu percebesse, meus olhos começaram a se encher e encher cada vez mais, até que eu comecei a lacrimejar desesperadamente... Minhas lagrimas se misturavam ao vento, como se dançassem freneticamente, enquanto eu corria. E elas brilhavam ao vento. Eu não queria saber o de mais nada ali, afinal, o que adiantaria se eu não estivesse vivo? Eu ouvi passos atrás de mim, além de uma segunda voz, porém, não tive coragem de virar-me novamente, apenas continuei a correr... (/FP)
""End""
(TP) O soldado começou a correr atrás do garoto, com a lança em mãos. Certamente, seria de extrema estupidez caso ele tropeçasse e morresse transpassado pela própria arma, é por isso que soldados do império Alfaiano, recebiam um treinamento estranho onde, eles aprendiam a controlar o equilíbrio do corpo de uma forma inexplicável, se tornando imune a quedas, mesmo em casos de tropeções. Caso um soldado batesse em uma pedra no chão enquanto corria, ele poderia machucar seus pés ou até mesmo quebrar um dedo no processo, mas se manteriam firmes no chão, como pedras ao vento.
""K""
O soldado parecia estar alcançando o garoto, porém... Antes que o mesmo chegasse perto, um homem parou em sua frente. O Homem possuía um longo cabelo em um tom violeta, com um rabo de cavalo para trás, amarrado por uma corda. O que chamava a atenção, era o seu modo de se vestir. Um grande casaco avermelhado e aberto, junto de uma bandana branca com listras igualmente vermelhas além de uma camiseta por dentro, também branca e com listras vermelhas, um par de botas marrom e uma calça jeans cheia de cintos, além de pelo menos uns 2 Coltres, um em cada lado, com duas pistolas que pareciam pistolas antigas de pólvora, porém, a arma parecia diferente do convencional, mesmo para algo steampunk. Era uma mistura estranha, porém, parecia tão poderosa quanto pistolas a lasers, tudo isso além de uma grande espada, completavam a aparência excêntrica do adulto. O homem estava sério, com um olhar penetrante que deixava exposto, seus olhos azuis. Ele fez com que o soldado hesitasse um pouco, mas sem reduzir muito a velocidade.
— Qu... QUEM DIABOS É VOCÊ? SE NÃO SAIR DA FRENTE, VAI MORRER, MACACO CARECA. “Disse o soldado avançando, enquanto ria, com a lança apontada, como se fosse uma competição medieval, em cima de cavalos.” — O cabeludo sacou a espada, lentamente, deixando exposto a sua lâmina e com um tom frio, e cínico, falou. – Lixos como você não merecem nem mesmo um sorriso de satisfação pela própria morte, mas hoje estou de bom humor. – Disse o homem esboçando um sorriso, enquanto o soldado se aproximou, em segundos. – Hehe... Macaco sem pelos, você acaba de se condenar... – Enquanto ria, a expressão do soldado mudou pra choque, quando o mesmo chegou perto do homem de cabelos violeta, parando em seguida, perdendo velocidade instantaneamente. E então...
O espadachim guardou sua espada lentamente, enquanto o soldado à sua frente foi caindo, pedaço por pedaço, como se tivesse sido picado ao meio. Eram 5 pedaços do seu corpo, além de sangue que caia um a um no chão. Todo seu torço havia sido fatiado em um único ataque. Porém, não deve ter sido um ataque normal, pois a lâmina parecia transmitir algum tipo de energia. Além dos ataques terem sido rápidos demais para olhos comuns e nus verem, mesmo que fossem olhos alienígenas, ao menos das raças presentes ali.
""End""
Uma mulher com uma tromba de elefante no rosto, que observava aquilo, gritou por conta da cena, desesperada, além de desmaiar em seguida, enquanto as pessoas ali presentes ficavam ainda mais assustadas. E começavam a comentar entre elas. – “É... É ele, o pirata espacial, James K.” “Mas o que diabos ele veio fazer nesse planeta.” “Já não temos problemas o suficiente!?” “Isso é mal... O ditador vai caçar ele, é melhor procurarmos abrigo.” – O cabeludo, suspirou, entediado. E então, esboçou um pequeno sorriso, voltando à sua expressão neutra, novamente. E então... O mesmo se virou pra um homem que passava ali e disse, seriamente.
— Hei... – O homem parou, enquanto engolia a saliva, ao receber o olhar do pirata. – Di... Diga senhor! – Gritou o homem desesperado. – James então sorriu. – Onde fica uma taverna e uma igreja por aqui. Provavelmente vocês tem uma não é? – Questionou o pirata, como se intimidasse o rapaz. — Cla... CLARO SENHOR! – Disse o homem assustado. – A... A igreja fica no final da vila, próximo da floresta. E a taverna fica no distrito 27 a algumas quadras daqui. – Respondeu o homem rapidamente. — Certo. – O pirata se aproximou do homem que se estremeceu, achando que seria morto ali. Mas James, apenas, pois a mão esquerda em seu ombro e então, olhou para o homem, sem mudar seu olhar e jogou uma moeda de ouro para ele. Mas um detalhe é que a moeda era do tamanho de uma rosquinha e possuía alguns desenhos e decorações diferentes. O homem se chocou e agradeceu abaixando a cabeça, surpreso. – O... Obrigado se... Senhor... – James, apenas deu Joia de costas enquanto caminhava lentamente, parou por alguns segundos, virando o rosto um pouco pra direita e então disse. – Tome isso como um pagamento pela informação e também pela limpeza, afinal de contas, não queremos mais problemas aqui não é? – Falou ele se referindo aos corpos caídos.
— C... CERTO! — Respondeu o homem confuso e até mesmo, enojado de certa forma, por ter que sujar suas mãos por conta dos corpos. – E mais uma coisa. – Disse o pirata, alarmando o homem novamente. – Pegue aqueles galões e leve para a igreja. – Disse o homem, sorrindo levemente, apontando para os galões deixados no meio da vila, galões estes que pertenciam ao garoto moreno que causara tumulto na vila, há pouco tempo. – S... SIM SENHOR! – O homem elevou a voz, confirmando o comando ao pirata.
Algum tempo havia se passado, o garoto estava finalmente em casa, após passar grande parte dos minutos limpando suas mãos em um lago que havia nas proximidades. Era um lago bonito, porém, cheio de sujeira e naturalmente, bactérias, o que não tornava ele um lago para se beber, porém, se limpar de forma rasa, era outra história. Ele estava com uma expressão deprimida, adentrando sua casa que era apenas uma velha cabana de madeira velha, porém limpa.
Já a aparência da mulher que recebia o rapaz calorosamente, era a de uma mulher de aparentemente 40 anos. Que apesar da pobreza e do descuido de sua aparência, ela ainda era uma mulher extremamente bonita, de cabelos pretos e curtos, naturalmente lisos. Além de possuir um corpo magro, apesar de maltratado por todo aquele sofrimento, com cicatrizes em algumas partes, além de uma no rosto, assim como olheiras. Seus olhos eram azuis escuros, nitidamente sofridos, como se a mesma já tivesse chorado inúmeras vezes. Ela trajava um vestido simples de dona de casa, de cor rosa, com um avental na frente, porém as bordas do vestido eram rasgadas à faca, como se tivesse sido uma tentativa de aumentar sua locomoção além da mesma usar um tipo de sandália e possuir um colar em seu pescoço em forma de coração e de prata.
— Fi... Filho... – O que aconteceu com você? – Disse a mulher, nitidamente preocupada e confusa, ao notar a expressão do garoto, cabisbaixo, além de sentir em seu corpo, uma aura depressiva e tensa fluindo, talvez fosse instinto maternal, ou talvez outra coisa. Fosse o que fosse a preocupação da mulher era nítida. – E onde esta os galões de agua que eu pedi pra você encher? – Ao dizer isso, o rapaz, apesar de ser quase um adulto, começou ficar ainda mais “Assustado.” E intranquilo. Ele então foi até a mãe dele, abraçando-a como se fosse desmoronar em lagrimas a qualquer segundo, explicando a situação.
— Tu... Tudo aconteceu tão de pressa mãe... Quando eu vi, eu já havia feito aquilo... – Respondeu o garoto com remorso. – A mulher, olhou para o garoto seriamente e ignorando qualquer principio “Social.” Ela disse. – Não foi culpa sua, filho... Mas não faça mais isso! Não ande mais por lá com frequência e nem saia tanto de casa. – Disse a mulher, preocupada.
— Ao ver a reação de sua mãe, o rapaz se espantou ao mesmo tempo em que estranhou a aceitação de sua mãe... Afinal, era uma vida... Por mais desprezível e miserável que fosse. – A mulher então sorriu melancolicamente, mas ao mesmo tempo de certa forma. “Satisfeita.” – Eu sabia que esse dia iria acabar chegando... Mais cedo ou mais tarde, de forma positiva ou não... Afinal, esse é um dos lados que você herdou do seu pai...
O garoto, novamente, abriu a boca, confuso e surpreso com as respostas que vinham de sua mãe. – De qualquer forma, tome isso. A mulher entregou o colar em seu pescoço, para o garoto, além de ter ido até uma velha estante antiga que possuía uma tranca, tirando uma chave estranha do bolso de seu vestido, pegando uma pequena caixa que ali residia. Era uma caixa muito bonita por sinal. Ela era de madeira vinil com algumas joias cravadas ao redor da tampa, além de alguns detalhes que pareciam ouro. A caixa não era muito grande, nem pequena, certamente, quem olhasse de longe, acharia que era algum tipo de porta joia. Um detalhe engraçado e ao mesmo tempo legal no objeto, é que o mesmo parecia um pequeno bauzinho do tesouro. – Mã... Mãe, o que é isso? – Perguntou o garoto curioso. – Não se preocupe com isso filho... Apenas me faça um favor ok?
— O garoto caminhava pelas “Ruas.” Que mais pareciam uma estrada de terra, por conta do abandono do terreno. A noite já havia caído, os insetos como grilos e cigarras, faziam barulhos naturais, assim como o vento batendo em cada folha de arvore. Desde que a ditadura de Mizel começou tudo parecia ter perdido sua beleza, porém, a natureza, pareceu permanecer intacta. Talvez sendo até mesmo um dos motivos de ninguém da população ter enlouquecido totalmente. Mas isso não era importante no momento, o garoto parecia correr apressado pela estrada, enquanto os fragmentos das memórias e pedido de sua mãe passavam pela sua mente.
—-------------------------------------Flash Back on ------------------------------------------
O garoto encarou sua mãe, confuso e perdido, porém mais tranquilo. – Filho, vá até a igreja do irmão Sebastião e entregue essa caixa a ele e fique com ele por algum tempo, conversando, além de contar para ele, tudo que me contou hoje, com todos os detalhes, principalmente o que você sentiu na hora e a visão das pessoas que testemunharam aquilo... — (FP) Eu estava tão confuso com esse pedido estranho da minha mãe... Eu via aquele sorriso caloroso dela, mas... Algo dentro de mim parecia me incomodar... Eu não sei se foi o choque de tudo que ocorreu naquele dia, mas... Eu senti um enorme pavor, além de um aperto seguido de um vazio imensurável no peito, como se um pedaço do meu coração estivesse sendo arrancado. Aquele sorriso de minha querida mãe ficou em minha memória, assim como a cena dela me dando tchau na porta de casa. Aquele aceno e aquele sorriso que brevemente, pareceu melancólico por um instante. Talvez tenha sido só impressão minha. (/FP)
—----------------------------------------- Flash Back off-----------------------------------------
O jovem havia chegado à frente de uma igreja. Ao estilo capela, porém, apesar de vela e com sujeira nas paredes, não era algo tão terrível assim. A capela era muito bonita e tinha pelo menos uns 25 metros quadrados. Sua cor era um tom amarelado fraco, quase branco, com detalhes de tom amarelo dourado com uma torre de sino com telhado verde, enquanto o restante da capela possuía telhado vermelho. Em outras épocas, possivelmente, aquele lugar foi visto em muitos cartões postais, ou ao menos, teria potencial para tal, facilmente.
Capitulo 0: The Begin, Space Travel.
Parte 2: The End
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