The Truth About Love!
21 Capítulo Especial - A volta EmanuelXGuilherme
Notas iniciais
Emanuel estava com o papel com o endereço na mão. Faltavam duas quadras para chegar ao hotel onde o adolescente estava hospedado. O loiro maior suspirou antes de continuar e pensou se realmente deveria ir até lá e ter aquela conversa com Guilherme.
Era óbvio que ele queria conversar com o jovem, mas será que era realmente positivo se envolver com um garoto e sem o consentimento da família dele? Emanuel rapidamente lembrou que havia conhecido a mãe de Guilherme, poderia ser ela a salvação do seu possível relacionamento com o adolescente?
O loiro resolveu continuar a caminhada e ir até o hotel onde o castanho estava hospedado.
–Oi, bom dia! –Falou o loiro sorrindo na recepção. –Sou Bernardo... Meu sobrinho disse que ia se hospedar aqui... Guilherme! Pode avisar que eu estou subindo?
–Só um momento, senhor. –Falou a recepcionista segurando o braço do loiro, o impedindo de subir. –Eu tenho que avisar ao senhor Guilherme.
A mulher discou alguns poucos números no aparelho e logo foi possível perceber que alguém atendeu do outro lado.
–Bom dia, senhor Guilherme... Sim, o seu tio... Como é o seu nome mesmo?
–Bernardo...
–Bernardo... –A recepcionista esperou mais um pouco e logo desligou. –Senhor Guilherme estava mesmo lhe esperando, ele está no quarto dez e ele fica no segundo andar.
–Obrigado e bom dia...
Emanuel subiu as escadas com agilidade e logo chegou ao segundo andar, em frente à porta de madeira com o número dez em uma placa de ferro meio enferrujado. O loiro passou as mãos pelos curtos fios de cabelo que estavam ali na sua cabeça e nem ligou muito para a aparência. Felizmente a porta da pousada não tinha olho mágico. Emanuel deu duas batidas na porta e não ouviu nenhuma resposta do castanho, apenas ouviu os passos do adolescente.
–Ainda bem... –Antes que o castanho pudesse continuar percebeu que não era seu tio e sim Emanuel e pensou em fechar a porta, mas Emanuel foi mais rápido, pegou o antebraço do adolescente e lhe puxou para um beijo apaixonado.
Guilherme ficou atordoado com a aproximação e nem sequer pensou direito, apenas retribuiu o beijo dado pelo loiro, antes que o castanho pensasse em se separar, Emanuel entrou no pequeno quarto de hotel e logo fechou a porta com o pé, para que assim pudesse se separar do garoto. Guilherme estava com saudade daquele beijo, mas espalmou as duas mãos sobre o peito do maior e o afastou e logo ofegou, devido ao beijo roubado.
–Não... Que merda você tá fazendo aqui? –Brigou o adolescente que logo se separou e andou pelo quarto, como se fosse para o banheiro, mas Emanuel foi mais rápido e ficou na frente da porta.
O quarto era pequeno. Tinha uma cama de solteiro e um pequeno criado-mudo ao lado, sem nada sobre. Um armário médio ali próximo e uma janela com cortinas brancas.
–Guilherme... Como você voltou? –Emanuel agarrou o corpo do menor e deu um abraço de urso, apesar das tentativas desenfreadas de se safar do adolescente.
–Pra que você quer saber? –Emanuel se assustou com a reação do garoto e acabou sendo empurrado e batendo com força na porta do banheiro. –Você tá lá com o seu loiro, pra que quer saber como eu voltei? O importante era o fato de eu ter voltado pra você e é isso que você me mostra... Começou um namoro?
–Eu não comecei namoro nenhum! –Tentou se explicar e Guilherme sentou na cama. –Você tem que me ouvir...
O castanho olhou bem fundo nos olhos do loiro e suspirou.
–Tá bem... Explica!
Emanuel não esperava aquela reação, se surpreendeu com a atitude madura do jovem adolescente, parece que Guilherme tinha crescido um pouco, longe, talvez a solidão e a vivência num lugar com uma cultura muito diferente tenha feito o jovem se tornar muito mais maduro.
–Gui... –O loiro se aproximou e sentou ao lado do castanho. –Logo que você viajou, eu fui demitido. Eu quase não conseguia mais trabalhar na sua turma, acabei ficando muito apático e sem perspectiva e a direção resolveu me dispensar... Acabei vivendo com o resto das economias que eu estava guardando pra comprar uma casa maior e depois que elas acabaram e eu estava sem condições de trabalhar... Foi ai que o Carlos veio me ver e bem... Ele é meu amigo de ensino médio e faculdade, nós sempre fomos amigos e ele resolveu vir morar comigo, pra me dar força pra me reerguer...
–Você realmente quer que eu acredite nisso? –Menosprezou o adolescente e Emanuel segurou firmemente nos braços do castanho.
–Você tá fazendo essa pose toda, mas você me ama... Voltou pra cá pra me reencontar...
–Sim! –Interrompeu. -Voltei pra cá pra te reencontrar e eu te encontro semi nu com aquele loiro lindo no seu apartamento e você quer que eu pense o que?
–No sentimento e na droga que eu passei com você longe... A gente nem teve como conversar direito com essa sua viagem inesperada!
Guilherme agarrou os braços do maior e abraçou o corpo de Emanuel com força, percebendo que ele estava mais magro. O castanho sentia a verdade vindo das palavras do maior e lembrou também de Max, o loirinho britânico que havia feito aquilo se tornar realidade.
–Aonde você vai morar? –Perguntou o loiro ainda abraçado ao menor. –Você tem que me explicar como conseguiu voltar ao Brasil!
–Depois! –Falou o garoto e sentou-se sobre o colo do maior, sem largar o abraço. –Me deixa matar a saudade que eu estava de você...
Emanuel deu um beijo leve no pescoço do menor que apenas se contorceu, devido à sensibilidade do pescoço e aquilo só incentivou mais beijos vindo do loiro.
–Também senti muitas saudades suas... –O ex-professor deitou-se na cama e o menor deitou-se sobre ele. –Como conseguiu voltar?
O loiro perguntou puxando a camisa do menor de seu corpo, mostrando o corpo que Emanuel sentia tanta falta daquele corpo, passeou com seus dedos pelo peito magro do garoto e que alguns pelos já apresentavam por ali e se aproximou do abdômen sem músculos aparentes, apenas uma barriga lisa e magra.
–Conheci um amigo que me arrumou o dinheiro... Foi maravilhoso ter conhecido alguém de tão bom coração como o Max... –O garoto castanho lembrou do amigo e sentiu um aperto de saudade. Max era apaixonado por ele, mas Guilherme guardava um carinho muito especial pelo loirinho. –Ele era membro da família real britânica... –Comentou aproximando a boca do pescoço branco do loiro e dando uma mordida forte que rendeu um gemido de dor e prazer de Emanuel. –Você não quer saber disso agora não, quer? –Insinuou e o maior não resistiu.
–Claro que não! –Comentou com veracidade e trocou de posições com o menor, ficando com o corpo loiro, agora mais magro, sobre o menor.
As mãos de Guilherme puxaram a camiseta do loiro e relevou para um castanho um corpo diferente. Emanuel não tinha mais o tanquinho tão claro quanto antes, agora a barriga era menos firme e mais lisa e com alguns pelos aloirados característicos, apesar da clara diferença. Guilherme ainda amava aquele corpo.
Emanuel começou a beijar o peitoral do ex-aluno e manteve as mãos do menor presas sobre a cama, colocando força para que Guilherme não tivesse como mover as mãos. O loiro desceu quase que rápido demais pela barriga até chegar à calça de Guilherme. O professor segurou o zíper com os dentes e abriu o zíper para liberar a calça do castanho, o barulhinho de um zíper abrindo nunca pareceu tão sexy, dentro da percepção dos dois.
Guilherme permanecia com as mãos coladas sobre a cama, presas pela mão do loiro, porém Emanuel teve que liberar uma das mãos para que pudesse desabotoar a calça do garoto, liberando o que ele tanto queria. Guilherme permaneceu com a mão no mesmo lugar, apenas esperando o ex-professor abrir a sua calça e puxar a ela junto com a cueca rapidamente para baixo e logo a mão voltou a segurar a sua.
O membro do castanho babava um pouco de pré-sêmen e Emanuel ficou louco para abocanhar o membro do menor. Guilherme conseguiu liberar a mão do aperto do maior e pressionou a cabeça do loiro contra o seu membro, incentivando que Emanuel o chupasse.
Emanuel colocou as duas mãos sobre a barriga do menor, uma delas fazendo círculos na barriga do castanho e a outra apertando o mamilo esquerdo e logo foi vez da massagem oral no membro do adolescente. Guilherme se contorceu ao sentir a língua do loiro salivar sobre a cabeça do seu membro.
–Tava com saudades...
–Eu também! –Afirmou rapidamente o loiro sem querer tirar a boca dali.
Guilherme continuou a se contorcer, ao sentir a boca do maior ir cada vez mais fundo, até sentir o nariz do loiro tocar a sua pele, era sinal de que ele estava com tudo na boca. O castanho tirou a boca do namorado daquele lugar, pois não queria gozar naquele momento e levou os lábios do maior até os seus para trocarem um beijo apaixonado.
O adolescente colocou força para conseguir se por sobre o professor e sentar sobre seu colo, sem largar a volúpia do beijo. As mãos de Emanuel foram espalmadas sobre as costas de Guilherme, mas o adolescente foi escorregadio e conseguiu descer o corpo para chupar a parte bem marcada na calça do loiro, claro sem deixar de beijar todo o dorso magro do ex-professor.
–Manu... Vou te chupar!
–Chupa, baby! –Pediu Emanuel e o castanho logo arrancou a calça e a cueca toda de uma vez, fazendo o membro branco com pelos loiros pular para fora e ajudar mais ainda no anseio do adolescente por aquele membro.
Guilherme sugava o membro do loiro e o deixava cada vez mais duro e matando todo aquele tempo que havia ficado sem sexo. O baque da ida do adolescente tinha sido forte no professor, mas agora parecia que o sopro da vida estava voltando novamente para o maior. Talvez, esse fosse o poder do amor sobre as pessoas. Ele dá a ela suporte e, ao mesmo tempo, ele acaba destruindo-a. A vida e o amor, talvez fossem convergentes ou divergentes, mas viver só era possível com os dois.
O importante era que os dois estavam se amando naquele momento. Guilherme sempre se entregaria ao loiro e Emanuel sempre receberia o adolescente de braços abertos.
O loiro quase não aguentava mais, segurou o corpo do castanho e o puxou pra junto de si e mesmo que estivesse mais fraco que o normal, Emanuel puxou o corpo de Guilherme para cima do seu e levantou-se com o corpo do menor preso ao seu, para ajudar na sustentação, Emanuel segurou o corpo de Guilherme em pé e levou Guilherme até a parede, sem largar os lábios do ex-aluno. Assim conseguiria começar uma penetração sem exigir tanto de seu corpo.
Guilherme se apoiava com força no corpo de Emanuel, mas tentava distribuir seu peso entro o amado e o móvel atrás de si. Emanuel lambuzou toda a mão de saliva, afinal naquela situação precária não existia nem lubrificante e nem preservativo. O loiro massageou o próprio membro e o deixou bem mais úmido, encaminhou-se para a entrada do menor.
–Ahh... –Gemeu com a invasão o menor, Guilherme tentava, involuntariamente, afastar o corpo, mas Emanuel insistia na invasão, pois sabia que aquela negativa era motora, mas que o castanho realmente queria aquilo.
O loiro continuou com força segurando o corpo do menor sobre o seu e com uma das mãos pressionou o quadril de Guilherme pra baixo, enquanto a outra direcionava seu membro para cima. Guilherme foi descendo de maneira bem gradativa e a cada centímetro dentro, o adolescente gemia com mais vontade.
–Gui... –O garoto nem deixou o loiro continuar, com uma das mãos, Guilherme puxou o pescoço de Emanuel e beijou a boca do amado. O beijo foi até bem rápido e fogoso, as mãos de Emanuel faziam o corpo de Guilherme subir e descer sobre seu membro de uma maneira bem singela e até lenta. Os dois estavam aproveitando o momento, estavam se amando.
Guilherme largou a boca de Emanuel e atacou o pescoço do maior e aquilo só meio que aumentava a vontade que Emanuel tinha de aumentar a velocidade, mas estava respeitando os limites que o castanho aparentemente tinha, afinal se Guilherme tivesse se mantido casto como o próprio Emanuel, qualquer toque mais intimo naquela região que o loiro tanto adorava, poderia vir a ser um pouco doloroso demais.
A mão de Guilherme foi para o próprio pênis e começou a se auto estimular, enquanto a velocidade que Emanuel colocava na penetração ia aumentando, aquele estimulo do menor estava sendo um colírio aos olhos. Emanuel queria mesmo era ajudar naquela punheta com sua própria mão ou boca, mas ele precisava das mãos para suportar o corpo do maior e sua coluna o impedia de fazer esse tipo de malabarismo para usar a boca.
–Vamos pra cama? –Guilherme deu essa opção ao maior e Emanuel, ainda segurando o corpo do menor, deu passos para trás e deitou-se na cama, sem tirar o garoto de cima de si. Guilherme se inclinou sobre o maior e deu lhe um beijo rápido. –Agora é minha vez de comandar as coisas!
O adolescente colocou as mãos do ex-professor para cima, segurando as mãos do maior longe de seu corpo e começou o movimento de subida e descida sobre o corpo do ex-professor, o loiro conseguiu libertar uma das mãos e levou-a diretamente para o pênis do adolescente e logo começou uma masturbação rápida.
Os olhos de Guilherme estavam presos nos lábios e no nariz de Emanuel, enquanto que os olhos do loiro não paravam de visualizar o pênis de Guilherme e sua própria mão movimentando o membro, além do corpinho do garoto subir e descer sobre o seu.
–Rápido, Manu... –Pediu gemendo o menor, enquanto tentava sentar mais fundo e aumentar um pouco a velocidade.
Emanuel continuou masturbando o garoto, apertando a cabeça rosada de Guilherme com força o que fazia o menor se contorcer todo com a sensação daquele aperto.
–Sua minha barriga com sua porra, Gui! –Disse autoritário o maior. Guilherme fechou os olhos e se concentrou.
Se concentrou no movimento do seu quadril, na mão de Emanuel masturbando o seu pênis, nas contrações que seus músculos faziam ao sentir o membro do loiro irem mais fundo e voltarem, para depois irem de novo. O garoto sentia resquícios de dor, mas as contrações de prazer eram tão melhores e mais frequentes. O garoto apertou o membro de Emanuel de propósito e só conseguiu ouvir um gemido alto do maior, ao sentir aquele aperto. A masturbação apenas continuava e Guilherme se derramou todo em cima do corpo do loiro, ainda tentou subir e descer sobre o membro de Emanuel, mas suas forças acabaram quando o seu pênis liberou todo o gozo que tinha ali. Como ainda estava concentrado, Guilherme sentiu que Emanuel também havia gozado e o loiro sentia seu corpo cheio de gozo dentro de si.
Guilherme tirou o membro do maior de dentro de si e logo todo o esperma do ex-professor começou a sair gradativamente de dentro do menor. O que dava aquela sensação de incomodo, por ser uma situação bem fora do comum, mas ao mesmo tempo, um situação de prazer ao sentir aquele líquido viscoso sair de si e todo o significado que vinha ali por trás.
O adolescente deitou-se sobre o loiro e os dois começaram um novo beijo. O beijo de fim de saudade. O beijo que deixava claro que outros beijos viriam, com maior frequência, que o tempo separados finalmente estava no fim...
–Você teve contato com o Bernardo? –Falou o garoto beijando o pescoço do amando e se abraçando a ele.
–Falei com ele logo quando você teve de ir...
–Quando meu pai souber que eu voltei... Vai ser um caos! –Riu o menor.
–Já sabe o que vai fazer?
–Não tenho nem aonde ir... Nem poderia ficar na sua casa, além de seu amigo estar lá... –Era notável um pequeno ciúmes, mas não era o foco da conversa. –Eu preciso de um lugar sem qualquer relação direta comigo, afinal meu pai vai basicamente me caçar...
–Bernardo talvez possa ajudar, não acha?
–Na casa dele eu também não posso ficar...
E como um estalo, Emanuel lembrou-se da mãe de Guilherme, e apesar das complicações físicas dela, de outro filho e de um marido que talvez não seja tão solicito assim. Aquela poderia ser a saída de Guilherme.
–Lembrei-me de algo! –Falou o loiro e Guilherme o olhou. Os olhos do castanho fitaram os do loiro.
–O que?
–Conheci sua mãe...
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