The Truth About Love!

22 XX- E ele está no Brasil


Notas iniciais
Fica fácil entender o nome do capítulo, se não entendeu, lê ai que você entende! [...] Eu demorei bem menos que o usual e só tive dois comentários capítulo passado... Obrigadão Guilherme e Vallentine, vocês são os lindos desse capítulo! Comentem e recomendem, people!

—Conheci sua mãe...

—Hã? –Se assustou o menor, que acabou sentando sobre a cama... –Como assim... Minha mãe?

A mãe de Guilherme nunca havia existido realmente na vida dele, pelo menos não em suas memórias. O garoto levantou, pegou a cueca e já vestiu e até buscou a calça.

—Ei, calma... Não é tão simples assim! –Completou o loiro que ainda estava deitado pelado e enrolado no cobertor.

—Se a minha mãe ainda está viva, ela deve sentir o mínimo de falta minha, como eu sinto vontade de rever ela, aliás, de ver ela, não me lembro dela... Você não pensa isso?

—Mas ela construiu uma nova vida, Gui... –Explicou o loiro que acabou levantando, vestiu a cueca e puxou o menor para um abraço. –Deixa, eu te explicar tudo que eu sei...

Emanuel sentou-se e Guilherme fez o mesmo ficando frente a frente com o maior. O loiro passou a mão pela cabeça que quase nem tinha mais cabelos loiros, já que ele havia ficado raspado recentemente e suspirou.

—Digamos que sua mãe teve um relacionamento bem doentio com o seu pai... –O adolescente suspirou ter relacionamentos doentios devia ser a especialidade de Nathan Mark. –Ela era bem feliz no início, mas as crises do seu pai e a juventude dela acabaram destruindo o amor que ela sentia por ele e ela acabou conhecendo outro homem.

O castanho seguia prestando atenção na conversa, com uma das mãos apertava a mão do maior e com a outra batia leves movimentos em sua própria perna, demonstrando o nervosismo.

—Esse cara trabalhava com ela, pelo que eu entendi e seu pai descobriu tudo e ficou possesso.

—Algo bem a cara dele...

—Ela optou por fugir com o cara e bem...

—Bem? –Guilherme insistiu e Emanuel ainda parecia relutante. –Ahh, ela não morreu, já que você a conheceu, o que pode ser de tão ruim assim?

—O desgraçado do seu tio destruiu os freios do carro e ele capotou enquanto eles fugiam e sua mãe ficou paraplégica desde então...

Guilherme baixou a cabeça e ficou em silêncio. Desde criança o único parente que ele teve a oportunidade de conhecer foi Bernardo e perto do seu pai, seu tio era um anjo, embora fosse meio torto. Saber que ele tinha feito aquilo com alguém com quem ele tinha um vínculo parentesco, era no mínimo assustador.

—Depois, eu fui tirar satisfação com seu tio e bem... Ele me explicou algumas coisas que pareceram plausíveis, mas eu continuei achando que ele deveria arcar com os crimes que cometeu...

—Mas... –O castanho iniciou. –Ela mora onde? O que ela faz da vida? Como ela está se virando, já que ela está sem andar?

—Eu só tive um curto encontro com ela e descobri poucas coisas... Ela ainda é relutante quando o assunto é você. Dá pra ver que ela te ama, como toda as mães devem amar os filhos, mas ela tem muito medo do seu pai ainda...

—Temos que ir atrás dela... –Incitou o menor e quis levantar de novo, mas Emanuel segurou sua mão. –Porque tu não me solta e me deixa tentar resolver essas coisa...

—Porque você é apressado demais e não dá pra ser assim, Gui! –Falou alto e Guilherme suspirou. –Ela é casada e tem responsabilidades, além do que se seu pai descobrir que ela está tendo contato contigo de novo, ele vai querer no mínimo matar ela de verdade, você não está sendo racional!

—E você está sendo racional demais! Esse é o mais perto que cheguei da minha mãe, na vida... Não tem ideia de quanto isso é importante pra mim...

—Vamos pensar antes de agir, talvez Bernardo possa nos ajudar, em como proceder, ele deve conhecer sua mãe, já que ela foi casada com seu pai.

—E você acha que ela vai querer ao menos o ver?

—Claro que não, ele vai nos ajudar nas entrelinhas... Talvez, ele nos dê alguma ideia... –Emanuel sorriu. –E você tem um irmão...

[...]

Roberto já tinha assinado o contrato e agora estava se encaminhando para sua sala. O loiro havia conseguido um falso diploma e agora ia começar a trabalhar na assessoria jurídica da empresa automobilística de Fernando, claro que aquilo tudo tinha dedo de Mauro Mendonça. Embora ainda não soubesse ao certo sobre o que Andreia Castillo tinha falado, era melhor buscar informações e Fernando nunca havia se mostrando um hetero muito fervoroso na concepção de Mendonça.

Fernando só havia se envolvido com Andreia e tido uma filha, depois que os dois se separaram não havia mais histórico de envolvimentos amorosos entre Fernando e alguma mulher, só a empresa que mexia com a vida de Fernando.

Roberto começou a folear os papéis que lhe foram entregue, assim que chegou à assessoria jurídica. Era algo como um processo que o loiro até tentou entender, mas parecia que aquelas várias folhas de papel nem haviam sido escritas em português. Roberto sacou o aparelho celular do bolso e com um dos aplicativos escaneou todas as folhas e enviou para Mauro Mendonça, afinal o seu chefe era advogado também e ajudaria naquele serviço.

A assessoria jurídica tinha passe livre em ficar transitando dentro da empresa afinal, processos poderiam envolver qualquer um empregado ou setor e aquela assessoria se encarregava de se informar sobre tudo que pudesse envolver juridicamente o nome da empresa, dos proprietários e dos grandes funcionários. Roberto começou a perambular pelo espaço de assessorias, saiu da jurídica e foi até a de imprensa, onde encontrou alguns estagiários conversando numa mesa tomando café. Quis ficar por ali, mas aqueles nem pareciam conhecer bem a empresa.

Roberto seguiu passeando e acabou passando pela administração financeira e depois pela parte que cuida de recursos humanos e funcionários, continuando a caminhada acabou chegando na administração geral, aonde era o lugar dos seus alvos de investigação, o loiro caminhou pela recepção e acabou indo até a copa. Lá encontrou um loiro um pouco menor que ele, estava conversando com uma moça negra que estava bem vestida, assim como aquele loiro. A mulher sorria como se o outro estivesse contando uma piada e ele parecia empolgado em falar aquilo para a mulher.

—Então... Aí, minha mãe ficou louca porque eu sumi com uma das minhas irmãs no meio do parque da Pampulha, mas foi só de brincadeira.

—É... Licença? –Falou Roberto se aproximando e o loiro menor olhou para si e a mulher fez o mesmo em seguida. –Eu acho que me perdi... Eu comecei a pouco tempo aqui e vim pegar um processo no financeiro...

—Parece que você andou um pouco demais... –Sorriu Carlos e Roberto acabou olhando tempo demais para o sorriso do menor. –Você passou pelo financeiro e aqui é a administração geral.

—Poxa, acho bom voltar então...

—Que é isso? Espera ai! –Dessa vez foi a vez da mulher negra dizer. –Estamos tomando um café, pode pegar uma xícara e tomar conosco... Quando cheguei aqui foi o Carlos que me deu toda essas aulas aqui dentro. Ele é um querido!

—Você é o Carlos? –Perguntou o espião.

—Sim, sou Carlos Moreira, sou o diretor das contas de administração e assistente pessoal do presidente e ela é a Letícia, recepcionista e secretária geral.

—Então você trabalha no financeiro?

—Não, eu trabalho aqui na administração mesmo, já que sou um funcionário do presidente também.

Carlos serviu uma xícara de café e deu ao outro loiro que se sentou com os dois. Roberto não sabia como começar o dialogo talvez já começar com a espionagem fosse um pouco cedo demais... Ser amigo e ganhar a confiança de Carlos talvez fosse uma boa saída e ainda faria com que ele ficasse perto daquele loiro atraente.

—Aqui parece ser um lugar bem legal de se trabalhar...

—É, temos mais liberdade do que parece. –Falou Letícia.

—É, só não deixa o seu chefe e nem o meu ouvirem isso... –Riu Carlos e Roberto sorriu junto, aquele loiro era encantador. –Falando nisso, acho bom voltar. Sr. Fernando pode precisar de alguma coisa urgente e eu digo o mesmo pra você, Letícia...

—Sim! –Falou a negra levantando-se também. Roberto bebeu o resto de café que tinha na xícara e levantou-se junto.

—Ahh e você como se chama? –Perguntou Carlos estendendo a mão.

—Roberto Macarto. –Respondeu o loiro apertando a mão do secretário. –Prazer, Carlos...

—O prazer é meu! –E logo o loiro menor soltou a mão do espião e saiu.

[...]

—E então você ganhou o caso? ­—Perguntou Fernando no telefone.

Alberto estava sentado em sua mesa no escritório negando qualquer ligação e falando com o seu amigo por telefone. A última coisa que o ruivo barbudo queria era ouvir a voz de Bernardo. Aliás, Alberto queria que Bernardo estivesse ali, mas que estivesse pelado e sem o dom da fala, porque odiava as baboseiras e insanidades que saiam da boca do moreno.

—Sim, o júri votou a favor do caso e agora eu estou livre daquele ator pornô mequetrefe... –Fernando riu no telefone e Alberto sabia que logo viria um comentário peculiar do velho amigo.

—Você como sempre continua achando que pode enganar os outros como faz nos seus julgamentos, não é doutor? Não se esqueça que eu sei do seu caso com o ator e bem... Não acho que todo o fogo dele e toda a sua excentricidade já fizeram com que acabasse a paixão...

—Você é maluco, Fernando. –A secretária entrou na sala, mas Alberto a mandou dar meia volta. –E como está seu envolvimento com o funcionário... Ainda vou persuadir esse garoto a te tirar uma fortuna... Assédios sexuais são os meus casos favoritos!

—A gente poderia marcar de sair um dia? Afinal, eu odeio falar por telefone e estou um pouco menos fanático por trabalho...

—Descobriu finalmente que transar é bom?

—Cala a boca... —Riu o empresário. —A gente marca um almoço qualquer dia desses?

—Sim... Só me chamar, afinal a minha agenda é mais livre do que a sua afinal, eu faço meus horários...

—Ok, agora tenho que trabalhar... —E logo o telefone ficou mudo.

Alberto pegou um processo pra ler, mas não conseguiu ler nem duas linhas e seus pensamentos vieram lhe trair. Lembrava-se do olhar de Mauro Mendonça sobre si e ficava pensando como seria sua vida agora que qualquer contato mais íntimo com Bernardo seria muito suspeito e que Mauro Mendonça faria qualquer coisa que quisesse consigo.

O ruivo colocou os pés sobre a mesa e suspirou forte de raiva. Porque havia inventado de cair nos comentários patéticos de Bernardo e se envolvido mais do que apenas profissionalmente com o moreno. Alberto ouviu seu telefone tocar e ao ver o nome do moreno, simplesmente ignorou e deixou o aparelho ali. Sua porta foi batida mais uma vez e ele ainda irritado ordenou que a secretária entrasse.

—Desculpe incomodar, Dr. Duarte, mas o senhor tem uma visita inesperada e não está com horário marcado, mas esse senhor se nega a dizer a que veio, só diz que é do seu maior interesse...

—Deixa esse senhor entrar... Já sei quem é e suspeito sobre o que quer falar comigo...

A funcionária atendeu prontamente e deixou o homem entrar no escritório de Alberto. Mauro sorriu, o mesmo sorriu salafrário de sempre. Alberto levantou-se e quando Mendonça quis sentar-se, ele não deixou.

—Vamos ser rápidos, nem precisa sentar Mauro.

—Como você está apressadinho hoje, Alberto... Não sabia que os ruivos eram apressados...

—Vai logo, sem piadas... Já me basta ter você aqui, não quero que fique mais que o necessário...

—Essa sua postura sempre altiva e forte... –Mendonça caminhou pelo escritório e parou na janela, vendo boa parte daquele bairro comercial. -Quem diria que não passa de uma mera imagem que você projeta...

—Viemos falar de mim?

—Quando não falamos de você, não é mesmo? –Riu. –Agora que eu basicamente tenho você na minha mão, como não vamos deixar de falar de você? Você sempre foi o centro das atenções, porque deixar de ser agora?

Alberto suspirou forte e sentou-se no sofá de visitas da sala.

—Seu relacionamento deve ter acabado já, se eu te conheço bem, já quis deixar claro pro atorzinho, ainda nos Estados Unidos que não quer mais ver ele nem pintado e agora deve estar querendo focar no seu trabalho, depois que se divertiu bastante com aquele lá...

—E como ainda me terá nas mãos... Já que eu acabei com o moreno, como vai provar que eu sou um viadinho de merda como você? –Era um blefe, jogo de mentiras que Alberto sabia jogar. O ruivo queria que Mendonça achasse que não teria mais nada com Bernardo e assim lhe largasse...

—Vou provar que você é um viadinho de merda como eu, tendo as informações que tenho... Você não largou o ator, está bem claro... Agora, deve estar pensando em como continuar se envolvendo com ele e como continuar escondendo isso... E é aí que eu entro... –Alberto permaneceu em silêncio. –Basicamente, você só tem duas saídas... Minha revista e minha emissora de TV estão muito grandes, qualquer fofoquinha que eu implantar envolvendo os grandes nomes da cidade, vão se espalhar feito uma bomba nuclear... E bem, eu tenho uma solução pra você. Você pode continuar com o ator, contrato uma atriz de extrema confiança minha que vai fingir ser sua namorada por um tempo, pra despistar boatos e assim vai manter sua postura e continuar com o moreno, mas isso exige alguns sacrifícios.

—Alguns sacrifícios...

—Você vai ter que aceitar a mim e meu grupo de associados na sua empresa, fazer com que tenhamos o respaldo que você tem e eu serei seu sócio e subpresidente do escritório e você vai ter que me dar trinta por cento da empresa. –Alberto gargalhou.

—Você realmente acha que vai ganhar meu suor assim? De mão beijada? Qual a outra saída que você me dá, senhor Mendonça?

—Você continua com sua vida, saí com Bernardo como quer e pensa na sua própria maneira de esconder isso, mas se você derrapar, se deixar uma brecha minúscula que faça com que eu jogue o seu nome na lama e você seja conhecido na cidade inteira, quem sabe no país inteiro como o viadinho do ator pornô, eu farei isso sem nem pensar e você vai estar enrascado. E você sabe que eu tenho poder pra isso, eu posso não ser um advogado tão bem sucedido quanto você, mas eu sou um comunicador muito bem sucedido.

Alberto suspirou fundo antes de responder o jornalista, mas antes de pensar em qualquer coisa, o interfone tocou e antes que ele atendesse a porta foi batida com força e arrombada. Bernardo apareceu ali e ao ver o jornalista com quem já havia se esbarrado e já teve uma briga feia o ódio, subiu em sua cabeça. A secretária veio em seguida, assustada com medo de perder o emprego, já que Bernardo não só invadiu como arrombou a porta da sala do seu chefe.

—O que esse cara tá fazendo aqui, Alberto? –Mauro Mendonça riu.

—Você acha que não vai ser fácil derrapar já que está saindo com essa mula que só pode te oferecer um corpo quente e um pau pra sua bunda?

Bernardo foi como um touro pra cima de Mendonça e agarrou ele pela gola da camisa. Alberto reviveu aquela cena e tentou segurar o moreno.

—Eu não sei droga nenhuma sobre você, mas sempre sei que você tá por aqui, merdas acontecem e eu tô quase te jogando por essa janela!

—Bernardo! –Gritou Alberto. –Para de ser troglodita, estávamos conversando como pessoas civilizadas...

—Me larga, Alberto! –Alberto embora receoso, deu um chute na perna esquerda de Bernardo, o que desequilibrou o moreno e o ator acabou deixando o jornalista livre. Bernardo ficou de joelhos com o impacto e Mauro Mendonça aproveitou a deixa e chutou a barriga do moreno que caiu no chão de quatro e deu mais um chute, este no rosto do ator, fazendo com que Bernardo cuspisse sangue e ficasse caído no chão.

—Tá no lugar certo! –Riu o negro, mas logo se apressou em sair da sala. Sabia que se o ator levanta-se, quem estaria no chão em seguida seria ele. –Pense direitinho, Alberto... Vai precisar da minha ajuda, pelo que parece.

Alberto nem ouviu direito e nem percebeu na hora que Mauro saiu, apenas estava no chão, ajoelhado, enquanto via Bernardo levantando depois do forte chute no rosto e com a boca ensanguentada, o moreno cuspiu e logo mais sangue e dois dentes caíram.

—Porra! –Reclamou alto. –Pelo menos agora eu tenho dinheiro pra repor...

—Porra, o que tu tá fazendo aqui, Bernardo? –O ruivo levantou ensandecido. –Quem tá com ódio e com vontade de te chutar agora sou eu!

—O que aquele cara tava fazendo aqui? –Bernardo levantou, mas cuspiu mais um pouco de sangue novamente. –É incrível como você e ele sempre se esbarram, não é?

Que merda você tá insinuando? –Reclamou Alberto, que sentou-se, já cheio de tudo aquilo.

—A merda que você tá entendendo mesmo... Esse cara tá vindo tanto aqui, parece comigo antes...

—Você é muito estúpido, sabia?

—Sabia... –Bernardo se encaminhou em direção a Alberto e segurou o pescoço do ruivo, mas não com carinho e sim com força e com um aberto o que deixou o advogado assustado. –Se você estiver de gracinha com esse carinha, eu acabo com essa tua raça... Você nunca me viu com ciúmes pra saber o quão filho da puta eu sou!

—Me... Larga... –Gemeu o ruivo, já que o ar estava difícil de entrar. Bernardo soltou o pescoço de Alberto que tossiu e respirou fundo. –Saí... Daqui...

—Beto...

—SAÍ DAQUI, FILHO DA PUTA! –Alberto gritou com ódio. Levantou-se e nem parecia o mesmo Alberto de sempre. –Eu não quero te ver nem hoje e nem nunca! Vai embora da porra do meu trabalho e me deixa em paz!

—PORQUE VOCÊ TÁ COM ÓDIO?

—PORQUE SIM! –Alberto pegou uma pilha de processos e jogou sobre o corpo do maior que se defendeu. –VAI EMBORA! AGORA! –Os papéis caíram no chão e se misturaram com o sangue de Bernardo.

Alberto odiava quando Bernardo ficava enfurecido, porque ele ficava enfurecido também, afinal Alberto odiava ser diminuído e Bernardo era o rei de diminuir... É incrível como o amor consegue fazer pessoas que aparentemente não se dariam bem, se darem bem... Quer dizer, não necessariamente se darem bem, não é mesmo?

[...]

Carlos assinava algumas promissórias, naquele início de tarde. Fernando havia o levado para almoçar na casa do moreno, onde almoçaram os dois e a filha do mais velho. Carlos se sentia esquisito com aquele relacionamento. Maria Luiza tinha idade pra ser sua irmã, mas ele não sentia aquele tipo de sentimento pela garota, era como se o envolvimento dos dois fosse mais íntimo, como de pai e filha. E intransigente e maluca como a filha de Fernando era, o completo oposto do pai, a garota agora tinha dado de chamar Carlos de “pai postiço”, o que deixava o loiro muito envergonhado.

O namoro, havia virado noivado no dia em que Fernando deu a aliança, mas sem qualquer data ou previsão de casamento e Carlos nem sabia se aquilo era algo que ele queria. Era esquisito ter um relacionamento com o chefe, mas ao mesmo tempo era gostoso, afinal eles nunca ficavam sem assunto. Quando os assuntos banais pós-sexo acabavam, os dois acabavam falando sobre o trabalho, o que até que era prazeroso para ambos.

Mas a preocupação com o ultimato de Andréia não acabava, pelo contrário, aquilo só deixava Carlos mais apreensivo... Não havia motivo claro na cabeça do loiro que fizesse com que ele terminasse o noivado e Carlos não queria parecer banal. Aliás, Carlos nem queria que o noivado tivesse fim. Fernando havia sido o único homem com quem ele conseguia ser ele mesmo, amorosamente falando. Emanuel, que havia sido seu namorado também, mal conversava com ele como amigo durante o namoro, os dois só transavam. Outro ex-namorado dele conversava até demais e beijar era quase que segundo plano para ele, transar então...

Talvez a melhor ideia que o loiro pensou fosse contar a verdade para Fernando... Dizer o jogo da ex-mulher, Fernando a conhecia bem e saberia dizer do que ela seria capaz ou não... Mas o loiro ainda pensava, talvez não contar fosse melhor, ele mesmo teria que saber resolver algumas pendências e nem sempre depender de Fernando, como se ele fosse um herói... Talvez sim, talvez não...

[...]

A polícia federal britânica havia mandado um agente para Belo Horizonte, para que pudesse ajudar nas investigações com a polícia brasileira e naquele momento era hora de informar como andava o caso para o pai do garoto. Nathan Mark.

O empresário se encontrou primeiro com um policial federal brasileiro que também estava dentro do caso, o senhor Paranhos. Aquele policial era quem estava fazendo a ligação Brasil/Inglaterra junto com o oficial inglês que o empresário ainda iria conhecer.

Mark dirigia apressado passando por ruas e avenidas, até chegar no café do centro onde estava marcado o encontro. Estacionou e foi até a mesa onde já estava o oficial Paranhos, o qual já conhecia, e o loiro alto e forte que deveria ser o oficial britânico.

—Boa tarde, senhor Mark... –Falou, em perfeito português, o oficial que já estava de pé e apertou a mão do empresário. –Sou o policial Brandon Clark.

—Boa tarde, senhor Clark.

—Podemos sentar? –Falou o oficial e ambos sentaram, um de frente ao outro. O oficial Paranhos estava sentado ao lado. –Bem, eu tenho novas informações sobre o caso, senhor Mark.

—Estou ouvindo... Você tem alguma ideia do paradeiro de Guilherme?

—Bem, ideia concreta não, mas nossa investigação está bem aprofundada e estamos mais próximos do que esperávamos, devido ao pouco tempo desde o desaparecimento. Conversamos com o aluno que dividia quarto com o seu filho e ele nos deu informações bem pertinentes. –Nathan estava bem atento ouvindo o que o oficial dizia. –Max, esse garoto, ajudou Guilherme e fugir, custeando a passagem de avião e dando algum dinheiro, por ser um membro da família real foi fácil ele conseguir dinheiro e a passagem de avião e como Guilherme já tinha se tornado maior de idade nos padrões brasileiros, foi fácil de ele conseguiu voltar ao Brasil...

—Pera... –Nathan estava perplexo. –Voltar ao Brasil? Guilherme está no Brasil?

—Não só no Brasil... –Paranhos continuou. –Guilherme está aqui em BH. –Nathan arregalou os olhos com a informação.

—Sr. Max assumiu que a passagem era de Londres para Belo Horizonte, mas a má notícia é que não temos ideia de para onde foi o jovem Guilherme...

—Podem investigar esse senhor aqui... –Nathan pegou um pedaço de papel. Até diria que Bernardo era seu irmão, mas aquilo poderia lhe atrair mais problemas, ao ser ligado com aquele nome. –Bernardo Guimarães, ele tinha um envolvimento com meu filho...

—Envolvimento... Sexual? –Perguntou receoso o oficial britânico. –É de nossa informação que seu filho é homossexual.

—Não, sexual não... –Nathan se levantou depois de ouvir aquilo do oficial. Ainda teria que punir o filho por passar essas vergonhas. –Mas podem ir atrás dele, ele deve estar acobertando... Agora é melhor eu ir... Qualquer informação nova pode me ligar Paranhos...

—Sim, senhor...

Nathan voltou ao carro e começou a dirigir rápido demais, Bernardo devia estar sabendo de tudo e tinha que pagar caro por isso.

Notas finais
É... Um capítulo com um tamanho bem legal pra vocês e vamos a algumas perguntinhas básicas que eu faço pra direcionar os reviews, que eu espero que venham... [...] Emanuel e Guilherme se acertaram e agora o Gui tem algum conhecimento sobre sua mãe... E agora? O que vocês acham que vai se suceder? Bernardo vai ajudar? Qual vai ser a reação da mãe do Guilherme ao rever o filho... E o irmão do Guilherme ao conhecer o irmão? Roberto conseguiu trabalho na empresa do Fernando e agora vai ser espião em mais um dos nossos casais... Mas temos um diferencial ai... Parece que ele se sentiu atraído um pouco demais por Carlos... Será ele uma ameaça a Fernando? Será que ele vai ajudar a concluir os planos de Mendonça? Hm... Problemas a vista no paraíso de Carnando? Falando em Mendonça... Bem audaciosa essa proposta dele pro Alberto né? O que vocês acham que Alberto vai fazer? E o Bernardo tá cada vez mais esquentadinho, né? Esses dois eu não sei não... Me deem ideias para Bernardo e Alberto, estou precisando. kkk Carlos pensou e pensou... E não saiu de lugar nenhum... Acho que ele deve ser libriano! kkkkkkkkk Carlos vai ou não vai contar para Fernando? O que vocês acham? E Nathan agora está sabendo que o filho está perto... Confusoes a vista? Todos estão atrás de Bernardo... Guilherme e Emanuel? Nathan? A polícia? E Bernardo só consegue pensar em uma pessoa, não é mesmo? Será que todos vão se esbarrar no corredor do apartamento do nosso ator porno? Vamos ver né? — BEIJOS, COMENTEM E RECOMENDEM, SEUS LINDOS!