The Three Spiritual Stones
3 Capitulo 03
Notas iniciais
A Arena era semelhante ao antigo coliseu de Roma, só que menor. Uma construção circular com varias aberturas parecendo janelas acima. Dentro, arquibancadas rodeavam o chão de cimento onde eram praticadas as disputas.
Mark e Graham chegaram lá no momento em que Trinity estava lutando contra Henry, um cara alto e forte, cabelos pretos ondulados e olhos penetrantes. Tinha o deus da Força com ele. Henry podia fazer quase tudo, como carregar uma imensa pedra nas costas, dobrar uma barra de aço como se fosse manteiga e até destampar um pote de ervilha. O único problema era o seu orgulho. Para ele, os outros eram simplesmente fracos e patéticos. Fora isso, era um sujeito tolerável.
Os outros garotos e garotas olhavam a luta com atenção. Trinity tinha uma espada nas mãos, embora preferisse lutar com arco e flecha. Henry também estava com uma espada, só que a dele era um pouco maior que a de Trinity. Na sua outra mão, um escudo de bronze estava preso em seu braço.
— Isso é injusto. — resmungou Mark. — Trinity também deveria ter um escudo.
Graham deu de ombros.
— Talvez ela não quisesse um escudo. Lembre-se, querido amigo, ela tem como guardião o deus da Inteligência. Provavelmente sabe o que está fazendo.
Mark continuou a observar o duelo. Os dois se enfrentavam e trocavam golpes, mas dava para perceber que Trinity estava se saindo mal. Ela tentava levantar a espada e atacar, no entanto seus braços pareciam cansados demais para isso. Henry ria e avançava como um tanque de guerra, sem dó nem piedade. Até que Trinity cometeu o erro de tentar espeta-lo na barriga. Em um rápido movimento de sua espada, Henry arrancou a lâmina das mãos de Trinity e a chutou na barriga.
— Uou! — gritou Graham, colocando a mão na boca.
A garota voou cerca de três metros antes de atingir o chão e sair rolando.
— Trinity! — exclamou Mark.
Ele avançou para frente, mas Graham o impediu segurando seu braço.
— Ei, sr. Valentão! Essa luta é deles. Não pode ir até lá e se meter. Além do mais, Henry sabe que se ferir alguém de forma muito cruel, ficará de castigo durante uma semana.
Henry, no entanto, avançou na direção de Trinity com a espada com um sorriso triunfante. Trinity mal teve tempo de se levantar, estava tonta e dolorida, quando o garoto colocou a ponta da lâmina em seu pescoço.
— Bem... — disse Henry, com um sorriso torto expressando orgulho. — Acho que ganhei de novo, gata. He-he-he.
Rápida como uma cobra, Trinity agarrou a espada de Henry e arrancou-a de suas mãos, jogando-a de lado. Girou os pés e deu-lhe uma rasteira. O rapaz desabou no chão com um gemido.
— Ooooohhh! — exclamou a multidão em volta.
Trinity colocou-se de pé, pegou a espada de Henry do chão e tocou a ponta da lâmina no peito do garoto caído.
— Bem... Acho que eu ganhei dessa vez, gato. He-he-he
A multidão aplaudiu, assoviando. Trinity limpou o suor e se afastou de Henry com um sorriso no rosto, entregando a espada para outra pessoa.
Mark e Graham aproximaram-se dela.
— Uau, cara! — disse Graham. — Você acabou com ele. Adorei!
Mark arqueou as sobrancelhas, olhando para ela como se não tivesse visto nada demais.
— Até que você não foi tão mal assim. — Trinity deu uma cotovelada de leve em sua barriga. — Ai!
— Você está com inveja porque consegui derrotar o Henry.
— Só que não. — retrucou Mark.
Nesse momento, uma garota aproximou-se lentamente de Trinity, bocejando e espreguiçando-se.
— Adorei o modo como você derrubou o Henry.
— Obrigada, Lily. — agradeceu Trinity, bocejando também.
Mark e Graham também bocejaram. Um cansaço tomou conta do corpo de Mark. De repente ele queria deitar-se ali mesmo e dormir profundamente. Mas conseguiu resistir.
Lily tinha como guardião o deus do sono, portanto, passava a maior parte do tempo dormindo. Quando se aproximava de alguém, sua aura sonolenta afetava a pessoa completamente, deixando-a cansada. Se ficasse com raiva de alguém, poderia fazer a pessoa dormir por meses.
Ela voltou-se para Mark.
— Ah, eu soube que você... — ela bocejou. — se inscreveu para a Disputa de Guardiões hoje à noite. Vai mesmo lutar? Você não é aquele que não tem um guardião?
Mark fuzilou Graham com o olhar. O garoto sorriu timidamente.
— Eu não sei. — respondeu. Ele bocejou. — Vou ver como vai ser.
— Bem... — Lily pousou a mão no ombro de Mark, e ele teve de reunir toda a sua força para não fechar os olhos e dormir. — Boa sorte para você. Vai precisar.
Ela saiu, esticando os braços e bocejando outra vez.
Mark virou-se para Trinity e Graham.
— Essa menina seria o sonho de qualquer garoto que sofresse de insônia.
Eles riram.
— Bem, vou tomar um banho para tirar esse fedor de suor de mim.
— Por isso que eu estava sentindo um cheiro horrível e não sabia o que era. — brincou Mark. Trinity novamente deu uma cotovelada em sua barriga. — Ai!
Ela saiu em direção ao banheiro.
Mark ainda massageava o local do golpe quando Graham fez um sinal com a cabeça para o lado.
— Lá vem o Trieto Fantástico.
Mark virou-se e viu que três pessoas vinham em sua direção. Dois garotos mais velhos, com idades de vinte e vinte um anos, e uma garota de vinte e três anos. Mark os conhecia, é claro. Eles eram os mais importantes dali depois do sr. Austin. Lideravam as tarefas domésticas e a Disputa de Guardiões.
— Mark. — chamou Martin, um garoto de porte alto e músculos bem definidos. Sua pele era morena e seus cabelos pretos. Tinha por guardião o deus da Terra. Era ele o responsável pelos terremotos causados todos os dias de manhã, para quem demorava a se acordar.
— Oi, Martin. — disse Mark, sem qualquer traço de amizade.
— Fiquei sabendo que irá lutar hoje na Disputa de Guardiões. É mesmo verdade?
Mark suspirou, esfregando os olhos.
— Sim. Mas para falar a verdade...
— Você vai lutar? — perguntou Lisa, a mais velha dos três. Seu guardião era o deus das Águas. — Mas, você já tem um guardião com você?
Frank, o segundo mais velho, olhou para Mark surpreso. Seu guardião era o deus do Ar.
— Opa, você recebeu um guardião?
Mark estava começando a se irritar com tantas perguntas, e estava ponderando em gritar “saiam daqui”, quando Graham levantou a mão e falou:
— Olha, galera, na verdade fui eu quem colocou o nome dele na Lista de Candidatos para a disputa. Ele não teve nada a ver com isso. Então, se nos der licença...
Os três se puseram a rir enquanto olhavam para Graham.
— Cara — disse Frank. —, você é muito cruel.
— Aposto que isso é mais uma de suas travessuras, não é? — riu Lisa. — Colocar Mark para lutar quando ele não tem um deus-guardião?
Martin deu um soquinho no ombro de Mark.
— Se prepara, bichão. Hoje à noite você vai ter que se virar para não sair correndo... de novo.
Os três saíram andando, ainda dando risadas.
Mark sentiu um desejo imenso de socar cada um por meia-hora. Seu coração estava acelerado de raiva. Não conseguia tolerar aquilo quase todos os dias. A vontade era de ficar dentro de sua casa o dia inteiro, mas por causa de seus amigos, ele não queria.
Se eu tivesse um deus como guardião, pensou Mark, eles iriam se arrepender amargamente disso.
— Desculpa, cara. — disse Graham, triste. — Eu não deveria ter feito isso. A culpa é minha.
Mark olhou para o garoto. Uma energia de raiva e motivação o encheu.
— Não. Você fez bem em me colocar na disputa.
Os olhos de Graham ficaram cheios de confusão.
— O quê?
— Você disse para eu aprender a lutar, não foi? Pois vou aprender. Não suporto mais ser motivo de piada para esses imbecis. Se eu não tenho um deus comigo, vou aprender a lutar pelo menos. E eles irão se arrepender.
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