The Sun Is Going Down..
4 Hot as Ice.
Notas iniciais
Ah claro, dedico o capítulo para a CapitainXavier, FetishSweet, miene liebe Giulia, Su Cabral e alguém que tem me inspirado; Yukari_Rockbell.
Todo o meu inferno e desespero acabaram há mais ou menos uma semana, desde que Camus veio me salvar do próprio buraco que ele havia me colocado.
Isso é bom, sabe? Porque ai nenhum dos dois sofre. Ele não sofre com o meu mau humor e eu não sofro com a frieza dele.
Não, não que eu espere que ambos mudem de atitude tão rapidamente, claro, tenho que aceitar os defeitos dele e espero que isso seja recíproco!
O foda, é que eu acordei e me deparei com tudo arrumado. E bom. Eu não sei onde está nada! Aquele bagunça, não era uma bagunça qualquer! Era o meu reino de... Coisas escorpianas. Como explicar pra ele que eu estou perdido na minha própria casa?
Olha só, eu raspando a bunda no cascalho só porque o MEU maldito aquariano arrumou toda a porra da MINHA casa. Percebam a possessão presente nessa frase. Porque o que é MEU, tentando dominar outra coisa que é de minha posse.
Mas cara...
Deixa pra lá.
Acabara de acordar, e bom. Acho que vou dormir de novo, porque não tenho nada pra fazer. Porque além de tudo o cubinho de gelo com calda de morango deve estar na MINHA sala lendo algum livro. Não, nenhum livro é meu.
Ai. Eu acho que você bem imagina como é um escorpiano com... Ah! Vou parar com todo esse receio, nunca fui tímido nem retraído. Um escorpiano com tesão. Ainda mais quando o escorpiano do assunto sou eu.
Um belo dia, eu ainda gripado e um pouco fraco, me deparo com o Camus apenas com uma maldita cueca combinando com os cabelos dele agachado, DE QUATRO, tentando limpar certo ponto de um armário.
Sabe... Não estou me fazendo de dramático com essa cara de falso choro, mas o que eu fiz com a vontade de ir lá, e como um verdadeiro cachorrão em cima dele e colocar a língua pra fora? NÃO.
EU TIVE QUE ME SATISFAZER SOZINHO, MAIS UMA VEZ.
Tudo bem, faz uma semana que estamos juntos, mas poxa... Ele sabe dos meus problemas para controlar a vontade...
E enquanto eu estou aqui, sentado, pensando nesse monte de merda, milhões de imagens pairam os meus pensamentos. Desde um coelho branco de olhos vermelhos pulando de moita em moita, até o Camus dançando Britney Spears!
Parem pra pensar! Aquela música; Break To Ice. Perfeita para ele.
Melhor eu ir comer, ou encher a cabeça, porque se eu continuar pensando nessas coisas, bom... Não vai dar certo.
O caminho até a cozinha não era tão longo, mas andando a ¼ de quilômetro, eu ia chegar lá depois de no mínimo vinte minutos, ainda mais andando com efeito lagartixa no corpo. E nesse meio tempo, adivinha quem começou a lembrar dos seus tempos de putão?
Sim, se você pensou em Milo, parabéns você acertou. Estava pensando aqui... Hoje é... SEXTA FEIRA! E cara. Eu preciso ir pra uma balada. Só falta arrastar o cubo de gelo comigo.
Mas sabe como é, não sei se estou afim de derreter um cubo de gelo numa boate, daquelas que é tudo liberado. Bom, eu não me importo com isso. Lá tem bebida barata, e música. Está ótimo.
Finalmente consigo chegar à cozinha e me deparo com a cena mais digna de fotos; Camus servindo de dona de casa. Com um avental, e os cabelos presos em um coque. Não evitei e cai na risada da cena.
Se coloquem em meu lugar e imaginem; o Camus cozinhando.
Aproximei-me e dei-lhe um beijo na bochecha, percebendo que ele não gostou da brincadeira. E lhe disse: — Mas já está fazendo almoço? Não é muito cedo? – Ele me olhou com certa incredulidade no olhar e calmamente respondeu.
– São duas e meia da tarde, Milo. Acho que já passou da hora até.
–Tá, mas o que você está fazendo?- O cheiro não estava bom... Estava do capeta! Tinha pimenta nesse negócio, certeza. –É culinária francesa?
–Sim... – Ele pausou a fala e se voltou para mim. – Chama-se Coq au Vin. Realmente, o nome disso era complicado demais para a minha língua pronunciar. Ele pediu para que eu esperasse mais uns cinco minutos e estaria pronto, resolvi sentar-me à mesa e comecei a confabular sobre coisas absurdas, como periquitos no santuário. Toda essa história me surgiu, quando o Mu, sei lá porque raios ele arrumou um papagaio.
E lembro-me como o bicho morreu. Ele morreu comendo haxixe. O bichinho morreu feliz e doidão. Vai se lá saber de onde saiu esse haxixe.
- Camus... – O chamei para compartilhar as minhas brilhantes idéias. – Imagina se... Existissem os periquitos de Athena. Provavelmente eu estava quase babando com toda essa história.
– Milo, cale a boca, vamos comer, está pronto. Ele disse e colocou o prato sobre a mesa.
Não que aquilo pudesse ser chamado de comida com boa aparência, mas o gosto daquilo. Puta merda. Era muito bom, muito mesmo. Afundei-me naquela comida, sei lá que merda era aquela, mas estava delicioso. Tudo bem a comida francesa que eu mais desejava chamava-se Camus.
- Quero lhe fazer um convite para essa noite. – Eu comecei, imaginando o grande não que eu ia ouvir. – Toda noite de sexta, tem uma boate que eu costumo ir, e gostaria que você me acompanhasse.
E como eu esperava. – Não, Milo. Sabe que eu não gosto disso. – Tenho certeza que ele se rendeu à minha cara de escorpião sem dono e logo mudou o discurso. – Não faça essa cara. Eu vou, se você não ficar satisfeito, já digo que lhe avisei.
Terminei de comer absurdamente rápido e larguei a louça na pia e sai correndo pro meu quarto; lógico. Eu tinha que ir tragicamente belo para a noite em Athenas. Ou vocês acham que é pouca coisa?
Entrei num longo e relaxante banho. Na verdade eu precisava era de um banho gelado pra poder agüentar pelo menos até de madrugada.
Realmente demorei no banho, passei uma hora e meia embaixo do chuveiro, sai de lá cheirando a um estoque de sabonetes.
Já eram seis horas da tarde, e eu precisava me apressar, se não eu não conseguiria escolher uma roupa. Nunca sou bom pra escolher roupas, sempre tiro todas do guarda roupa e jogo sobre a cama. Ai eu mergulho na montanha e a roupa que sair em mim vai.
Depois de quarenta minutos de uma árdua decisão, decidi por colocar uma blusa com gola V azul marinho, acompanhada de uma jaqueta de couro preta e uma calça duplamente justa com um tênis com um tipo de bota de couro também preta.
Olha. Se eu fosse outro cara, eu me pegava. Porque eu falo mesmo, eu estou uma delícia.
Sempre achei que esse meu ego altíssimo é uma virtude minha.
Agora era hora de tentar dar um jeito nos fios de ouro. Não é fácil manter um cabelo nesse comprimento. Mas nada que um laquê não resolva meu problema. Depois de algum tempo de luta com o cabelo, resolvi tomar aquele banho de perfume!
E pronto! Demorei pouco para me arrumar... Agora são exatamente... Dez horas! Camus já deve estar me esperando. Apenas quatro horas para ficar impecável. Ou mais.
Como de costume, eu sairia de casa já calibrado, ingerindo algo como... Uísque.
Após a calibrada básica, abri a porta de meu templo e me deparo com a visão mais deliciosa e tentadora que eu poderia ver. Não que o Camus estivesse bonito. Ele só estava maravilhoso.
Aqueles olhos que eu tanto amo faiscando em contraste com a camisa vermelha que usava, juntamente com uma calça mais justa que a minha, se é que isso é possível. E de repente eu me peguei babando no meu novo amante, e ele percebeu e corou um pouco, um pouco ridículo isso, mas.
-Vamos Camus!- Gritei já um pouco alterado pelos goles a pouco virados.
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