The Start Of Klaine
8 De volta ao hospital
Notas iniciais
Já havia se passado três semanas do ocorrido, Blaine e eu continuávamos felizes juntos.
-Blaine, eu falei com a minha mãe sobre nós.
-E ai?
-E ai que ela aceitou na boa.
-Que maravilha baby.
-Quando você vai falar com a sua mãe?
-Hoje à noite, me deseje sorte querido.
-Boa sorte meu amor –disse lhe dando um selinho.
-Bem, está na hora de eu ir embora, já está ficando tarde.
-Ahh que pena, queria ficar mais tempo com você.
-Pois é, eu também queria.
-Amanhã você volta? –disse fazendo um biquinho.
-Claro que sim.
-Ok então. -o levei até a porta e me despedi dele com um beijo.
Ainda era 08h30min e eu ainda não estava com sono, então decidi ler um pouco, peguei um livro da coleção do Sherlock Holmes, que era um dos meus favoritos e me sentei na cama confortavelmente.
Havia me entretido tanto no livro que não percebi o tempo passar, já se passavam das 2 da manhã, então coloquei o livro na estante que estava do lado da cama e me deitei, tentando pegar no sono. Passou-se uns 5 minutos e eu não havia pegado no sono, quando meu telefone começou a tocar. Esfreguei meus olhos com as minhas mãos e vi que a ligação era de Blaine “Que diabos o Blaine quer comigo essa hora?” Resmunguei baixo. Resolvi atender.
-A-alô?
-Kurt?
-Blaine?
-Aqui é Grace -o tom de voz dela era de preocupada.
-Senhora Devon? Aconteceu alguma coisa? –já estava ficando preocupado.
-Querido, o Blaine está no hospital -ouvi suspiros do outro lado da linha.
-O-o que aconteceu com ele?
-Ele foi atropelado.
-Ai meu deus, onde... –não conseguia raciocinar e nem falar direito, já havia lágrimas escorrendo pelo meu rosto — Onde ele... Está?
-No hospital central.
-Ok, estou indo pra lá — desliguei o telefone e comecei a chorar, peguei meu casaco e fui acordar minha mãe.
Limpei as lágrimas do meu rosto e a chacoalhei de levei ele para acorda-la.
-Mãe...
-Sim, filho.
-O Blaine... –não aguentei e escondi meu rosto entre minhas mãos e comecei a chorar novamente.
-O que aconteceu Kurt?
-O Blaine foi atropelado –ela percebeu o meu estado, se levantou e me abraçou.
-Em qual hospital ele está?
-No Central... –dei uma pausa e desabafei — Mãe... Não quero perde-lo, por favor, mãe... Eu o amo.
-Vamos querido.
Flashback
POV’S Blaine
-Mas mãe, eu o amo!
-Blaine, é passageiro, eu não vou deixar essa paixonite estragar a reputação da nossa família.
-Paixonite? Por Favor!
-Blaine, isso é coisa passageira.
-Mãe, você vai mesmo me proibir de ver o Kurt?
-Vou, Blaine Devon Anderson.
-Se você me proibir eu juro que saio de casa.
-Então saia, por que eu não vou permitir esse namoro.
-Ok — sai de casa e bati a porta com muita força. Ia para a casa do Ryan, falar sobre o ocorrido e pedir ajuda a dele, eu estava nervoso. Quando fui atravessar a rua, vi minha mãe se aproximando de mim, tentando despistar dela, atravessei a rua sem olhar para os lados, foi nisso que um carro me pegou. Depois disso eu não me lembro de mais nada.
Fim POV’S Blaine
Flashback Off
Já estavam minha eu e mãe, a família de Blaine e a família de Rachel no hospital esperando por noticias. O médico disse que não foi muito grave, que ele só havia quebrado o braço e tinha algumas escoriações e hematomas na cabeça e algumas outras partes do corpo, mas mesmo assim, não consegui ficar calmo.
POV Blaine.
Havia acabado de acordar, e vi minha mãe ao meu lado me olhando com ansiedade.
-Blaine, que bom que você acordou. — não respondi. Fiquei olhando na direção da porta, desviando o olhar que até então se fixava nela.
-Está vendo o meu estado?
-Eu sei, é tudo culpa minha, eu sei meu filho. -falou ela acariciando minha cabeça.
-Quero ver o Kurt — falei — quero vê-lo agora.
-Você vai mesmo me desobedecer?
- E você vai mesmo me proibir de namorar o Kurt? -rebati.
-Filho, entenda...
-Acho que isso é um sim. Não é? -perguntei.
-Isso é passageiro, filho, vocês só têm 18 anos.
-Se você me proibir, eu saio de casa. Vou morar com ele ou com o Rachel.
-Não sei não... olha tudo bem. Se você quer ficar com ele, tudo bem. Eu não quero meu filho morto. — cedeu ela.
-Obrigado. –falei -mas agora posso vê-lo?
-Pode, deixa que eu o chame para você. -Respondeu minha mãe, passando a mão pelo meu rosto e indo em direção à porta.
Fim do P.O. V Blaine
A Sra. Devon saiu do quarto onde estava Blaine veio em minha direção.
-Kurt, querido, Blaine quer falar com você.
-Hum. Ok, obrigado Sra. Devon. -falei me levantando.
-Juízo vocês dois- não tinha entendido aquela recomendação, mas fui mesmo assim para o quarto.
Abri a porta bem devagar para não assusta-lo, entrei e fechei a porta, virando-me para ele e sorrindo. Apesar de machucado, ele tinha aquele sorriso lindo no rosto. Aproximei-me devagar dele.
-Oi!- falei tímido.
-Hey -ele olhou para ele mesmo e falou: -Dessa vez sou eu que estou em uma maca.
Nós dois rimos desse comentário.
-Está tudo bem? -perguntei me sentando na beirada da maca.
-Sim. -ficamos em um silêncio um pouco constrangedor, até que ele resolveu falar.
- Hey, Kurt?
-Sim Blain.
-Você pode me dar um beijo? -falou ele com uma cara pidona.
-Não Sr. Devon.
-Por quê? -falou ele me olhando com curiosidade.
-Porque sua mãe mandou nós termos juízo, e no momento eu estou conseguindo. -ele sorriu o que me deixou feliz, mas logo esse sorriso transformou-se em um biquinho. -Mas quem disse que eu obedeço? -sorri e o beijei delicadamente, acariciando sua bochecha com o polegar.
-Eu sei que já lhe falei isso, mas eu te amo tá? -ele sorriu e eu não me contive e sorri também. Tirei uma mecha de cabelo que estava caída em seu rosto e o beijei novamente
-Você vai usar gesso? -perguntei olhando para seu braço preso em uma tala.
-Vou sim, mas não nos dedos, vai dar para tocar violão.
-Isso vai ser engraçado.
-Não vai nada. Vou precisar de ajuda para fazer algumas coisas. Vai ser péssimo. -falou ele um pouco melancólico. Não aguentei e comecei a rir alto, chegando até a gargalhar.
-Porque está rindo?
-Porque você é muito reclamão. -rimos.
-Kurt, minha mãe aceitou nosso namoro -falou ele do nada.
-Nossa, que ótimo B.
-É. É muito bom mesmo. -falou ele radiante -Bem que nós poderíamos comemorar hoje à noite.
-Blaine, seu tarado! Acabou de ser atropelado e já esta pensando nisso?
-Você é que perverteu o assunto. Eu estava falando de videogames.
-Aaah sim. Você vai jogar videogame com uma mão só? Você não sabe mentir mesmo Blaine. Pelo menos não para mim.
- Nossa. Você já pode ser um Sherlock Holmes.
-Obrigado. Estou aprimorando meus conhecimentos. -nós dois rimos.
Uma semana passou-se rápido, Blaine se recuperou dos ferimentos mais leves, mais ainda estava com o braço engessado.
-Quer ajuda baby?
-Kuuurt -disse ele manhoso
-O que?
-Estou me sentindo um idiota.
-Mais você não é -falei, beijando-o rapidamente.
-Você sempre consegue fazer com que eu me sinta bem.
-Sou seu namorado B! -falei enquanto entravamos no quarto dele e sentávamos em sua cama.
-Tenho que tomar banho. Acho que estou fedendo -falou erguendo um braço. — dá uma conferida ai.
-Ah, Blaine. Fala serio! Vai tomar banho logo que eu arrumo sua roupa para irmos beber alguma coisa, eu pago!
-Ok! -ele entrou no banheiro e eu abri a porta do guarda roupas dele tentando achar alguma roupa boa.
-‘’Nossa, Brendon, como você tem mau gosto’’ -falei para mim mesmo. Peguei uma blusa branca básica, uma jaqueta preta de couro e um jeans escuro apertado, que ficava ótimo nele. Eu estava procurando uma cueca para Blaine, quando encontrei um caderno escondido. Eu comecei a folheá-lo, e vi algumas composições que ele havia feito. Sabia que ele tocava, mas não que ele compunha e cantava. Blaine saiu do banheiro e me pegou lendo suas coisas. Eu fiquei um pouco envergonhado por estar mexendo nas coisas dele.
-Ei! O que está fazendo ai? -falou ficando pálido.
-Nada.
-Nada, com o meu caderno?
-Yes. Vai se trocar que depois você vai cantar para mim uma dessas músicas.
-Tá bom. –disse resmungando um pouco. — agora sai do quarto para eu me trocar.
-Qual é. Já te vi pelado. Você tem tudo o que eu tenho e vice e versa. -respondi erguendo uma sobrancelha.
-Sai.
-Ook -falei saindo do quarto.
Depois de 30 min. Blaine estava pronto. Lindo e maravilhoso como sempre. Ele pegou o violão, se ajeitou na cama e começou a cantar.
-“Well Is it still me that makes you sweat? Am I who you think about in bed? When the lights are dim and your hands are shaking as you're sliding off your dress? Well Then think of what you did And how I hope to God he was worth it When the lights are dim and your heart is racing as your fingers touch your skin I've got more wit A better kiss A hotter touch A better fuck Than any boy you'll ever meet. Sweetie you had me (Ele deu ênfase nessa parte, tentando me provocar). Girl, I was it look past the sweat A better love deserving of Exchanging body heat in the passenger seat? No no no you know it will always just be me... Let's get these teen hearts beating. Faster, faster!”
Algumas vezes ele dava uma olhada para mim e sorria e eu não aguentava e soltava um sorriso bobo.
-Estou achando que você escreveu essa musica pensando em mim. — falei sorrindo.
-Sim, como todas as outras.
-Você canta muito bem Blaine. — dei um selinho nele.
- Valeu. Agora vamos ao barzinho tomar alguma coisa?
-Vamos. — falou se levantando e saindo do quarto.
Notas finais
Eu sou quem você pensa quando está na cama?
Quando as luzes estão turvas e suas mãos estão tremendo enquanto você desliza para fora do seu vestido?
Daí você pensa sobre o que você fez e como eu espero a Deus que ele valha a pena
Quando as luzes estão turvas e seu coração está acelerando enquanto você passa seus dedos sobre a sua pele
Eu tenho mais inteligência, um beijo melhor, um toque mais sensual, um sexo melhor
Que qualquer garoto que você já conheceu, querida você me teve
Garota eu fui quem você olhava depois do medo, um amor mais merecido
Trocando calor dos corpos no banco do passageiro?
Não, não, não você sabe que vai ser só eu
Vamos bater esses corações adolescentes mais rápidos, rápidos"
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