Chegamos ao bar e escolhi uma mesa mais distante para poder ter mais privacidade com Blaine. Chamei uma garçonete para fazer nosso pedido.

-O que vão querer? –perguntou ela pegando uma caderneta e um lápis no bolso.

-Dois refrigerantes, por favor. –a garçonete saiu e eu segurei a mão de Blaine.

-Parecemos dois idiotas, vindo em um bar e pedindo apenas um refrigerante. — falou ele rindo

-Temos apenas 18 anos, somos menores de idade, não podemos beber.

-Pois é -voltamos a rir.

-Senta do meu lado, não posso te abraçar com essa mesa entre nós. -falei.

-Eu sei que você não consegue ficar longe de mim -falou ele se gabando.

-Verdade. Sabe por quê? -ele sentou do meu lado e eu o abracei pelo ombro

-Sim! Porque meu coração pertence a você. Mesmo que você não o queira ele é seu. -falou o moreno -Até quando eu estiver com outras pessoas, meus pensamentos lhe pertencem –finalizou sua frase, o beijei ali mesmo.

Quando nos separamos, um pouco ofegantes, ele sorriu para mim, e eu retribui o sorriso.

-Foi lindo o que você falou B.

-E foi tudo verdade! Eu sou seu, e você é meu, ate o fim dos tempos. -sorri e o beijei novamente

- Vamos sair daqui, quero lhe mostrar um lugar especial para mim.

-Ok. -ele ainda sorria.

Pagamos os refrigerantes e fomos caminhando pela rua iluminada apenas pelas lâmpadas nos postes. Não havia casas, apenas pontos comerciais, que já estavam fechados.

-Onde está me levando? -perguntou ele depois de um tempo caminhando em silencio ao meu lado.

-Ei, relaxa. Não vou te sequestrar ou estuprar.

-Eu sei que não. –rimos.

-É um lugar lindo, aonde vou para compor musicas para você.

-Você também escreve?

-Sim, e você é a minha inspiração, minha motivação. -falei beijando-o

-Então vai ser sua vez de cantar para mim.

-Com certeza! –respondi.

Chegamos à minha ‘casa do lago’. Era um lugar calmo aonde eu ia para pensar, uma casinha que eu mesmo havia construído, perto de um pequeno lago em Las Vegas.

-Chegamos B.

-Aqui é lindo Kurt. -falou ele fascinado olhando em volta.

-Só não é mais lindo que você! -elogiei-o

-Awwwwwn, como você é fofo e que clichê -ele se aproximou e me abraçou rindo.

-Vamos entrar?

-Vamos. -subimos pela escada e entramos.

-Uau. Tem até um violão aqui -falou ele impressionado.

-É. Quer que eu toque algo para você?

-Claro Baby -sentamos um de frente para o outro, de pernas cruzadas, e eu ajeitei o violão e comecei.

- “A daydream spills from my gold head Breaks free of my wooden neck Left a nod over sleeping waves Like bobbing bait for bathing cod Floating flocks of candle swans Slowly drift across wax ponds The men all played along to marching drums and boy did they have fun behind the sea They sang, so our matching legs are marching clocksand we're all too small to talk to god Yes, we're all too smart to talk to god Toast the fine folks casting silver crumbs
to us from the dock. Jinxed things ringing as they leak through tiny cracks in the boardwalk.
Scarecrow now it's time to hatch Sprouting suns and ageless daughters. Those watermelon smiles just can't ripen underwater Just can't ripen underwater
” The men all played along to marching drums. (n/a: a letra da música é originalmente do Ryan Ross)

Quando terminei, ele bateu palmas sorrindo para mim.

-Obrigado, obrigado –agradeci e ele começou a gargalhar -Você gostou B?

-Amei, não entendi algumas coisas, mas estamos falando de Kurt Hummel , está perfeito. –ri, coloquei o violão do lado e o chamei para perto de mim. Ele se posicionou entre minhas pernas e repousou sua cabeça em meu peito, eu passei minhas mãos por volta dele e o segurei forte.

-Adoro estar aqui com você -disse e o beijei na cabeça.

-Eu também K -ele virou a cabeça para mim e me beijou. Depois voltou a posição inicial.

-O que quer fazer?

-Hum, me deixa pensar – alguns segundos depois Blaine respondeu -Bem, o eu quero fazer não dá. Pelo menos não aqui.

-Pervertido! -falei dando um tapa em sua cabeça.

-Aii. Essa doeu! Você perguntou o que eu queria fazer e eu respondi oras.

-Ô dó do neném! -falei com um bico, como se falasse com uma criança.

-Você só me maltrata, sabia? -disse ele com um bico enorme.

-Cuidado para esse bico não acertar a parede.

-Bobo -falou ele e nos rimos.

-Ok, você venceu!

-Venci o que?

-Eu vou fazer o que você quer.

-Mas eu não falei nada -disse ele, virando-se para mim, mordendo o lábio inferior tentando me provocar.

-Falou sim!

-Eu não me lembro -ele agora desabotoava minha camisa lentamente.

-Você disse... — falei tentando manter o tom de voz normal, mas ele começou a beijar meu pescoço e eu não consegui terminar minha frase. Blaine sabia muito bem como me torturar.

-Disse? O que eu disse? -ele sussurrou em meu ouvido, me deixando arrepiado, depois mordeu meu lóbulo esquerdo e eu sorri. -Seu sorriso é lindo sabia? -falou ele me fazendo corar.

-Obrigada, meu B. –falei. Quando terminei de falar, praticamente pulei em cima dele, dando-lhe um beijo feroz, cheio de desejo e amor, que fez parecer que eu ficara longe dele muitos meses. Não dei chance de ele falar e muito menos sorrir, eu havia o surpreendido. Eu amava provocar isso nele. Ficamos nos beijando por horas naquele lugar. Foi maravilhoso.

Depois daquele momento com Blaine, fomos para a casa dele de mãos dadas.

-O que vamos fazer? –perguntou ele quando chegamos a casa dele.

-Sei lá... Jogar videogame? -falei rindo baixinho.

-Que piada de mau-gosto Ross, você sabe que não consigo jogar videogame com esse braço engessado -disse levantando o braço avolumado por causa do gesso.

-Awwwn amor. Que tal vermos um filme? -falei beijando sua bochecha, como forma de desculpas.

-Pode ser –ele se soltou de minhas mãos, envolveu seu braço na minha cintura e repousou sua cabeça em meu ombro.

-Qual filme?

-Queria assistir um de ação ou de Sci-fi*

-Que tal ‘Anjos e Demônios’? -falou ele.

-Pode ser. –fomos à uma locadora, alugamos o filme e voltamos para a casa de Blaine. Sentei-me no sofá e ele foi preparar pipoca para nos dois.

-B querido, vai demorar muito? Parece que foi plantar o milho...

-Para de reclamar, já terminei. -ele chegou à sala com dois baldes plásticos com bastante pipoca.

-Hum, que cheiro bom.

-Também, fui eu que fiz. -falou ele.

-Convencido -ele se sentou e passou o braço pelo meu ombro.

-Pode soltar o filme. –falei

-Pronto apressadinho -respondeu ele apertando o Play no controle do DVD.

O filme não estava nem na metade e Brendon já havia acabado com toda a sua pipoca, enquanto o meu balde permanecera quase intacto.

-Hey, Ryan -falou ele -Me dá um pouquinho da sua pipoca?

-Claro mais você vai ter que pegar -falei, pegando uma pipoca e colocando em minha boca, mas deixando metade para fora, de forma que ele pudesse pegar.

-Hum. — ele se aproximou e mordeu metade da pipoca que estava para fora, depois me beijou.

Quando nos paramos de nos beijar, ele sorriu e virou-se e continuou assistindo o filme como se nada tivesse acontecido. Uns 30 min. depois, ele se virou para mim e sorriu. Não resisti por muito tempo, e sorri maliciosamente de volta. Ele se ajeitou mais no meu colo e eu comecei a beija-lo loucamente, até que ouvi a porta batendo, mas Blaine não me deixou falar.

-MENINOS! -a mãe dele acendeu a luz e olhou para nos parecendo brava.

-O-oi mãe -disse Blaine passando a mão pelo próprio cabelo, típico movimento dele quando estava nervoso.

-Se controlem! -falou ela brava, mais deixou esboçar um sorriso. -Que filme está ‘tentando’ assistir?

-Anjos e demônios -respondeu ele.

-Hum, já assisti esse filme. É bem legal. No final, o padre mentiu, o último preferiti sobreviveu e um iluminati matou o Papa.

-AAAAAH, mãe, a senhora estragou o final do filme. Agora nem tem mais sentido terminar de assistir.

-Desculpa garotos... -falou ela, rindo.

-Não se preocupe, eu não estava conseguindo prestar atenção no filme mesmo -ele virou-se para mim, e me beijou novamente, empurrando até que nós caímos deitados no sofá, não se importando com sua mãe ali de plateia.

-Não é possível -falou ela -Parece que você tem ímãs nas suas bocas.

-D-desculpe -falei envergonhado.

-Ok, você vai jantar aqui Kurt?

-Se o Blaine me convidar...

-Ok, Kurt Hummel, você aceita jantar conosco? -falou ele engrossando a voz me fazendo rir.

-Mas como você é bobo, Blaine.

-Sou nada.

-É sim, muito bobo.

-Sou nada. Quer provas? MÃÃÃE, EU SOU CHATO? –gritou ele para a sua mãe que havia se retirado da sala.

-Muito -gritou ela da cozinha.

-Valeu mãe -gritou ele de novo -Minha autoestima abaixou uns 10 pontos, viu?

-De nada! -falou ela gargalhando.

-Ah, meu deus -falei rindo muito, quase sem fôlego -Até a sua mãe.

-Tem certeza que vai me zoar Kurt?

-Não consigo parar de rir -falei com dor na barriga.

-Ok — falou ele se levantando e subindo as escadas para o quarto dele.

-Ixe, acho que ele ficou bravinho -falei para a Sra. Devon.

-Sobe lá no quarto, mas tentem se controlar -ri comigo mesmo e subi para o quarto dele. Terminando as escadas, segui para o corredor até a quarta porta a direita. Entrei no quarto e me deparei com uma criança de 18 anos embaixo das cobertas.

-Awwwn. Te Magoei, foi?

-Não fale comigo -sua voz saiu meio abafada por causa das cobertas. Não falei nada, apenas pulei em cima dele.

-Kurt Hummel, saia de cima de mim.

-Não saio até você me perdoar.

–Já te perdoei.

-Sério?

-Você acha mesmo que eu consigo ficar longe de você?

-Nããão -ele tirou a coberta e seu cabelo estava todo bagunçado não consegui aguentar e sorri.

-Do que esta rindo?

-Seu cabelo está bagunçado.

-Culpa sua.

-Minha? Eu não fiz nada dessa vez -ele sorriu e me beijou, até que fomos interrompidos.

-Kurt, saia de cima do meu filho e venham jantar –ela fechou a porta e eu o encarei Blaine.

-E eu ainda me passo de malvado -falei. Ele não disse nada, apenas se levantou e desceu junto comigo de mãos dadas.