Taylor Momsen;

Eram sete e vinte quando estava saindo de casa. Como sempre, atrasada. Mas eu não me importava com isso.

- Senhorita, você já chegou ao limite de números de atrasos. Terá que voltar para casa. — Um dos inspetores disse a mim e eu tive que fingir que não era exatamente isso que queria.

- Salvatore, esse aviso serve para você. — Olhei para o lado e avistei Damon. Comecei a andar e ele foi atrás de mim.

- Pelo visto temos muitas coisas em comum.

- Pois é, Damon.

- Vai me dizer seu nome agora? — Eu dei um sorriso fraco.

- Taylor. Taylor Momsen. Está feliz agora?

- Sinceramente? Estou! — Nós rimos juntos. Ok, tenho que admitir que ele não é tão chato assim. E era sexy.

Fomos para uma praça qualquer e eu me encostei em uma parede enquanto acendia um cigarro. Damon sentou em um dos bancos e fechou os olhos, parecia que estava pensando em algo com bastante concentração.

Comecei a sentir um arrepio e aquela sensação novamente. Respirei fundo e olhei para os lados. Joguei meu cigarro no chão e pisei em cima do mesmo e, rapidamente, sentei do lado de Damon. Como ele fosse meu escudo protetor.

- Alguma coisa errada? — Ele quis saber.

- Nada. — Menti. — Só quis sentar aqui mesmo. Com você. — Senti corar ao dizer isso, o que era raro.

- Então quer dizer que você gosta da minha companhia, Taylor? — Damon disse sorrindo maliciosamente. — Não precisa responder, eu sei que você gosta, Taylor. — Nós dois rimos.

- Por que você não para de repetir meu nome, Damon?

- Sabia que você é mais simpática do que eu imaginava? — Sorri ao ouvir aquilo. Ninguém nunca havia me falado isso antes.

- Obrigada. — Estava sendo sincera. De repente, Damon começou a se aproximar mais de meu rosto e eu comecei a sentir seu hálito refrescante. Logo estávamos selando nossos lábios e começando um beijo quando de repente aconteceu uma das cenas mais bizarras que eu já havia visto na minha vida: aquela árvore cuja eu estava encostada alguns minutos antes, havia desabado. Nós dois ficamos boquiabertos vendo a situação e assustados, pois poderia ter nos acertado. Não estava me sentindo bem, estava me sentindo enjoada. Estava sentindo que eu estava correndo perigo e, a sensação de que estava sendo perseguida estava cada vez mais convencendo minha consciência de que não era apenas uma impressão.

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“Droga! Eu sou um completo idiota”, pensei comigo mesmo. Estava andando de um lado para o outro quando Johnny saiu do quarto se espreguiçando e viu minha situação.

- O que aconteceu? — Quis saber.

- Não quero falar sobre isso! — Eu estava praticamente surtando. Sentei em uma cadeira qualquer e bufei. Johnny me olhava atentamente esperando que eu mudasse de ideia e falasse. Foi isso mesmo que fiz. — Fiz algo estúpido. Não me pergunte por que, mas simplesmente, quando vi a minha próxima vítima beijando um cara eu senti raiva, parecia que todos os membros do meu corpo estavam pegando fogo. — Estava sério, mas eu vi que Johnny queria rir.

- Está com ciúmes? Não me diga que você, logo você, que nunca sentiu nada por ninguém, agora está se apaixonando?

- Eu não tenho nenhum osso sentimental em meu corpo. — Disse com uma certeza de que até eu mesmo me assustei. Mas mesmo assim Johnny continuou rindo.

- Aham, sei. Se fosse até semana passada, talvez eu até acreditaria. Mas eu preciso gravar esse momento. — Johnny fez uma pausa e olhou para o nada imaginando algumas cenas. — James Sullivan se apaixonando. Quero ver até onde isso vai chegar.

Dei um soco no braço de Johnny que a principio era para ser leve.

- Eu não vou me apaixonar. Eu nunca me apaixono. Nunca me apaixonei por ninguém. Não será uma loirinha qualquer que mudará isso.