The Stalker Killer

4 I’m gonna follow you.


James Sullivan;

Era uma manhã quente como qualquer outra. Eu estava com uma regata preta onde estava estampada uma caveira, uma calça de couro com um cinto e um all star. Tantas coisas se passam em minha mente que eu gostaria de esquecer, mas uma dúvida sempre permanece: Por que eu senti aquilo quando Taylor beijou aquele cara? Seu nome é Damon. Sim, eu sei tudo de minha vítima. Sou um stalker.

- Damon! O que você está fazendo? — Ouvi aquela voz doce que só ela tinha de longe. Olhei para onde ela vinha e avistei o Damon tentando empurrar a Taylor na cachoeira que havia aqui perto. Meu sangue subiu, novamente. Eu tinha que tomar uma decisão. Tinha que matar Damon. Ele estava atrapalhando meus planos, se continuar assim não conseguirei me focar na minha vítima. Não irei conseguir matá-la se não matá-lo primeiro.

Taylor Momsen;

Fui acordada com o barulho do meu celular. Estava escrito Damon na tela. Sorri.

- Alô?

- Hoje é sábado!

- Eu sei, por isso eu estava dormindo. — Eu ri. — Mas você me acordou, babaca.

- Não me importo. Hoje está calor. Coloque seu biquíni e me passe seu endereço, te busco em dez minutos. Sem mais perguntas. — Fiquei confusa, mas sorri mesmo assim.

- Está bem. — Passei meu endereço e desliguei.

Coloquei meu biquíni preto, um shorts jeans escuro e penteei meus cabelos loiros bagunçados. E a campainha tocou, na hora exata. Abri a porta e ele me olhou da cabeça aos pés. Normalmente eu ia ficar normal, mas eu corei. É incrível o efeito que ele tinha sob mim.

- Vamos? — Perguntei.

Ele apenas sorriu e me guiou. Foi no sentido contrário da praia.

- Nós não íamos na praia?

- Sem perguntas. — E então ele deu aquele sorriso que eu adorava, o que me fez sorrir também.

Ele me levou para um tipo de floresta e eu fiquei confusa.

- Por que estamos aqui?

- Você nunca veio aqui antes? — Fiz que não com a cabeça. Ele pegou na minha mão, o que fez com que um choque de eletricidade começasse a percorrer pelo meu corpo. Nós continuamos andando um pouco até que avistei um lago com uma cachoeira. Sorri de felicidade. Sempre gostei de coisas assim.

- Nossa! Aqui é lindo, Damon.

- Sim, eu sei. — Ele pegou em minha cintura e olhou nos meus olhos. Eu sorri e senti que minhas bochechas estavam quentes. — Assim como você.

Fiquei séria por alguns segundos apenas fitando seus olhos verdes e ele fazia o mesmo comigo.

- Você tem olhos lindos. — Falei timidamente.

- Você também, seus olhos verdes… Realmente me hipnotizam. — Ele sorriu e corou.

Chegamos mais perto um da boca do outro até que selamos nossos lábios por lentos segundos. Ele abriu a boca pedindo passagem com a língua e eu consenti, enquanto nossos corpos chegamos cada vez mais perto e se pressionavam cada vez mais. Arranhei suas costas com as minhas unhas enquanto ele segurava forte minha cintura e de vez em quando passava a mão nos meus cabelos. Paramos para respirar e olhamos um para o outro. Ele me pegou no colo e sorriu enquanto eu ri por alguns segundos.

- O que está fazendo? — Ele não respondeu, apenas me jogou no lago.

- Damon! O que está fazendo? — Nós dois rimos e eu o molhei também. Ele tentava se levantar, mas eu não deixava. O puxei pelo pescoço e roubei um beijo.

James Sullivan;

Ver aquela cena fez com que meu sangue subisse mais uma vez. O que estava acontecendo comigo afinal? Precisava fazer alguma coisa. Suspirei fundo e sai andando devagar, para que eles não percebessem a minha presença. Mas mesmo que eu não tomasse cuidado, não iam perceber. Estavam ocupados demais.

Cheguei em casa e me joguei no sofá. Bufei.

- O que aconteceu, cara? — Johnny perguntou enquanto me oferecia uma cerveja. Pela primeira vez eu fiz não com a cabeça.

- Taylor. — Murmurei baixinho seu nome e Johnny deu uma gargalhada mas logo ficou sério.

- Está se apaixonando, não está?

- Não. — Falei com a voz firme.

- Tudo bem, eu entendo. Você não quer admitir pra você mesmo. — Sentei no sofá e o olhei. Suspirei.

- Essa noite. Irei na casa de Taylor e acabar logo com isso. Vou provar para você que não estou apaixonado, pois vou matá-la. — Sorri.

- Será que você consegue?

- Eu pensei em matá-la ou matar o Damon. Se eu matar o Damon, farei ela sofrer. Mas quero acabar logo com isso.

- Você queria torturá-la, mas ela que está te torturando, James. — Ao ouvir as palavras de Johnny meu sangue subiu.

- Cala a boca. Vou voltar para o lago e segui-la até a hora que ela irá para casa dormir. Será hoje, Johnny. — Estava decidido no que fazer.

Não deixei Johnny falar mais nada, já sai batendo a porta. Voltei para onde estava aquele lago e a avistei. Fiquei sentado de longe, apenas observando as conversas, seu jeito, seu corpo, seu rosto, seus olhos… Eu fiquei admirado como uma garota assim era tão linda. Suspirei. Balancei a cabeça para sair do transe e mantive o foco de matá-la hoje a noite de uma vez por todas. Os dois estavam se direcionando para fora da floresta e eu fui atrás. Ouvi ela dizer que ia para casa tomar banho. A segui. Ela entrou no banheiro e eu pulei a janela. Após ela sair do banho e ir para o quarto, me escondi dentro de seu closet. E então percebi que fiz merda. Ela estava vindo na minha direção, então me escondi entre umas roupas mais para trás. Ainda bem que seu closet era gigante. Após ela pegar uma camisa do Iron Maiden, um short e um tênis, eu voltei mais para frente e fiquei observando ela colocar a roupa. Primeiro ela colocou a calcinha e o sutiã preto e eu senti meu sangue subir. Queria sair de lá e agarrá-la nesse momento, mas me contive. Vi ela colocar o resto das roupas e sair de casa. A segui o dia inteiro e me segurei para não matar Damon. Odeio casais apaixonados. Então finalmente ela foi para casa. Esperei ela dormir enquanto pensava em algum tipo de barulho que faria para chamar sua atenção. Tinha tantos jeitos de matá-la. Fiquei sentado no chão de sua sala escondido pensando. Logo decidi que ia matá-la sufocada. Mas primeiro a faria acordar assustada, olhar para os lados e então a sufocaria com o travesseiro. Isso mesmo. Bom plano.

Ao entrar no quarto, fiquei observando ela dormir por alguns instantes. Parecia um anjo. Comecei a chegar mais perto e suei frio. Não conseguia. Pela primeira vez, não conseguia matar minha vítima. Uma lágrima caiu dos meus olhos. Ela estava com um sorriso nos lábios. Cheguei perto de seu rosto e beijei sua testa. Acariciei levemente seus cabelos loiros. Precisava matá-la. Não podia estar me apaixonando. Mas eu estava. Não podia deixar meus sentimentos na frente, eu era um assassino, sempre fui, sempre serei. Cheguei perto de seu pescoço e senti o cheiro de seu sabonete. Selei meus lábios com o dela por poucos segundos e com cuidado para que ela não acordasse. Mais uma lágrima caiu de meus olhos. E então eu sai pela janela. Eu tinha fracassado.