The Stalker Killer
5 Just kiss me... Be my distraction.
James Sullivan;
Passei a noite inteira pensando no que fazer, até que adormeci em um banco de uma praça qualquer. Quando acordei estava totalmente quebrado. E, para minha surpresa, no banco da frente, estava Taylor lendo um livro. Sorri ao vê-la, mas logo balancei a cabeça para meu sorriso e a felicidade de a ver desaparecesse.
Me apoiei em um tronco de árvore e acendi um cigarro. Não sei como encararia Johnny depois de ter fracassado. Eu sei que ele me perdoaria, afinal, ele é meu amigo. E não me obriga a matar as pessoas, ele só acha… Divertido. Mas ele vai ficar jogando na minha cara para sempre.
-
Cheguei em casa e já era de noite. Não vi Taylor o dia inteiro, apenas no parque lendo seu livro. Precisava descansar, esfriar a cabeça. E eu sabia o lugar perfeito para isso. Subi para o quarto evitando olhar para Johnny que deveria ter milhões de perguntas para me fazer.
- Eaí… — Johnny começou. Sem olhá-lo, separei uma calça de couro, um tênis, uma regata branca e um casaco de couro preto.
- Vamos para Fun House. Preciso me distrair.
- Está com peso na consciência por ter matado o amor de sua vida? — Se não conhecesse Johnny, acharia que estava sendo sarcástico com aquela voz. Mas estava falando sério. Não conseguia olhar em seus olhos. Suspirei e de uma vez por todas falei:
- Não a matei. Eu não consegui! Satisfeito? — Quando vi estava gritando e vermelho como um tomate.
- Sim. Por que seria um grande erro. — Bufei.
- Não seria não. E eu não desisti.
Johnny não falou mais nada, apenas trocou de roupa para irmos para aquela balada de rock que nós gostávamos. Tomamos umas doses de uísque como sempre e eu levei duas prostitutas para um quarto e ele fez o mesmo. Como sempre fazemos. Já virou tradição.
- Eu não sei por que eu sou assim. Por que eu mato as pessoas? — Sim, isso mesmo. Eu estava desabafando com uma das prostitutas enquanto a outra me esperava nua na cama. Peguei mais espuma para colocar na banheira. Estava na banheira com a Lexie. Ela achava que eu estava embriagado demais e era tudo uma palhaçada, mal ela sabe que eu sou um assassino. — Não vou conseguir matá-la.
- Por que? — Ela perguntou, fingindo que acreditava em cada palavra que eu pronunciava.
- Por que eu… — Parei por alguns segundos e refleti. — Por que eu a amo. — Comecei a chorar involuntariamente. Meu maior medo era admitir isso para mim mesmo. Nem admiti para Johnny, para ninguém. E agora estava me abrindo com Lexi. Pela primeira vez que falei em voz alta, soou estúpido. — Eu a amo! — Cada vez que eu falava isso parecia ter mais sentido, mas ainda não havia caído a minha ficha. — Só… Só me beije. — Disse chegando mais perto do rosto dela. — Seja minha distração.
Taylor Momsen;
Suspirei ao deitar em minha cama. Estava bêbada e cansada. A casa estava escura e silenciosa. De repente me lembrei sobre pensar que estava sendo seguida. O dia inteiro não tive essa sensação. Ainda bem, suspirei aliviada. Ao fechar meus olhos comecei a lembrar de meu trauma de infância, o que fez com que eu sentisse frio na barriga.
- Eu sei que eu estou sendo perseguida por alguém, Stefan.
- Isso é bobagem, Helena!
Eu tinha sete anos e ouvia minha mãe todos os dias discutir com papai sobre estar sendo perseguida por criaturas sobrenaturais.
- Taylor? — Me despertei de meus pensamentos quando ouvi a voz de meu pai.
- Pai? — Perguntei enquanto saia do meu quarto. Sim, era ele. Finalmente havia chegado de sua viagem de negócios. Nos abraçamos forte. Suspirei e minhas lembranças voltaram. Certo dia mamãe apareceu morta com duas marcas de dentes redondos e perfeitos em seu pescoço. Seus olhos continha a expressão de medo, desespero. Depois desse dia, nós nunca voltamos para aquela casa. Nos mudamos assim que acabou a missa de sétimo dia.
Conversei com o meu pai sobre como foi seu trabalho e contei à ele que havia conhecido um rapaz que se chamava Damon. Meu pai era bem liberal e disse que estava ansioso para conhecê-lo. Após longas conversas, começamos a ficar com sono e adormecemos ali mesmo, no sofá da sala.
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